jean jacques rousseau 1

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  • 1. JEAN JACQUESROUSSEAU

2. SUMRIO INTRODUO RELATO BIOGRFICO SNTESE DO SEU PENSAMENTO / PRINCIPAISIDIAS COM QUEM CONCORDAVA / DE QUEMDISCORDAVA CONSEQUNCIAS DAS IDIAS DE ROUSSEAUPARA A EDUCAO. IMPORTNCIA DA FILOSOFIA DE ROUSSEAUPARA O CURSO DE LETRAS. CONCLUSO 3. IINNTTRROODDUUOOUm dos mais considerados pensadores europeusno sculo XVIII.Sua obra inspirou reformas polticas eeducacionais, e tornou-se, mais tarde, a base dochamado Romantismo.Em filosofia da educao, enalteceu aeducao natural.Foi um dos filsofos da doutrina que ele mesmo chamou"materialismo dos sensatos", ou "tesmo", ou "religio civil".Lanou sua filosofia no somente atravs de escritos filosficos formais,mas tambm em romances, cartas e na sua autobiografia. 4. RELATOS BIOGRFICOS 5. RELATOS BIOGRFICOS Nasceu em Genebra, na Suia, em 28 de junho de 1712. Filho de um relojoeiro de profisso e de uma filha de pastor. No seguiu aprofisso do pai como era de se esperar. A me morreu poucos dias depois de seu nascimento, em conseqncia doparto. Fato que o marcou para sempre, pois, curiosamente, chamava demamesua primeira amante e a segunda de tia. Criado, na infncia por sua tia e por uma ama, no teve educao regularseno por curtos perodos e no freqentou nenhuma universidade. Lia muitoos livros deixados por sua me e pelo seu av materno. Quando ele tinha 10anos, o pai teve que se afastar da famlia, saindo da cidade por ter ferido umcidado importante de Genebra. Rousseau e o irmo ficaram sob a tutela de seu tio, irmo da sua me e casadocom a irm de seu pai. O tio o enviou para ser educado no campo, na casa deum pastor protestante em Bossey, prximo a Genebra. L estudou Latim eoutras discipinas. Aos 12 anos comea a trabalhar. Primeiro, num cartrio onde inicia seuaprendizado de questes legais. No deu certo. Depois foi trabalhar numaoficina de gravao onde a rudeza do patro o fez desinteressar-se peloservio. Acostumou-se aos maus tratos e a vingar-se deles. O que ganhaemprega em alugar livros 6. RELATOS BIOGRFICOSEm Contignon, na Saboia (Frana) conhece Louise, Madame de Warens, sua amante ebenfeitora. Ela o encaminhou para Turim onde estudou o catecismo e abjurou oprotestantismo, tornando-se catlico. Entre idas e vindas, viveram juntos, comoamantes at 1740.Em 1741, Rousseau seguiu novamente para Paris com um novo esquema deanotao musical e os rascunhos de uma comdia (Narcisse), desta vez para l ficar.Conheceu Denis Diderot que o ajudou a publicar o seu trabalho e o apresentou a vriosoutros intelectuais.No incio de 1745 assumiu vida conjugal com Thrse le Vasseur, com quem teve 5filhos os quais foram todos enviados para um orfanato. Em 1768 casou-se com elanuma cerimnia civil.Em 1749, participa de um concurso na Academia com um ensaio, Discurso sobre asCincias e as Artes. Venceu o concurso, teve a sua obra publicada em 1750 e que otornou famoso. 7. RELATOS BIOGRFICOSEm 1752, comps a pea Le Devin du Village . A apresentao foi um grandesucesso. Em consequncia Rousseau seria apresentado a Lus XV, e receberiauma penso. Mas ele se recusou a ir, pois sofria de um mal que o obrigava aurinar frequentemente. Temia passar por um constrangimento e no queriaficar em dbito e comprometido com o rei pela penso que receberia dele.Em 1762 , publicou seus mais conhecidos e influentes trabalhos.1) mile: Ou de l'education, que para muitos pareceu que Rousseau estavatentando redimir-se de ter abandonado seus filhos, ajudando outros pais acriar, adequadamente, suas crianas.2) O "Contrato social", foi um importante trabalho de filosofia poltica.Em maio de 1778 ele mudou-se para Ermenonville, onde morreu pouco mais de umms depois, em 2 de julho. Foi enterrado na Ilha des Peupliers, no lago deErmenonville. Seus restos mortais foram removidos para o Panteon em Paris, durantea Revoluo Francesa. 8. MUNDO EM QUE VIVEU ROUSSEAU 9. O MUNDO EM QUE VIVEU poca de grandes convulses sociais Monarquias Absolutistas Classes Privilegiadas- Clero e a Nobreza Iluminismo, Ilustrao ou Sculo das Luzes Novas idias filosficas e econmicas quedefendiam a liberdade de pensamento e aigualdade de todos os homens perante as leis; Revoluo Francesa: Liberdade, Igualdade eFraternidade, incentivando movimentoslibertrios em outros continentes. Queda do Antigo Regime 10. SNTESE DDOO SSEEUU PPEENNSSAAMMEENNTTOO 11. SNTESE DO SEU PENSAMENTO1) O Homem nasce bom e a Sociedade que o corrompe.2) O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro homem que, tendocercado um terreno, lembrou-se de dizer: isto meu e encontrou pessoassuficientemente simples para acredit-lo. (Propriedade Privada)3) "Devemos obedecer a voz da maioria". Propunha a democracia. O governo dopovo. Era o nico que falava em Repblica.4) No pretendia que o homem retornasse primitiva igualdade - ao estadonatural.5) A valorizao dos sentimentos em detrimento da razo intelectual, e da naturezamais autntica do homem, em contraposio ao artificialismo da vida civilizada.(Naturalismo)6) Seguir o impulso de algum escravido, mas obedecer uma lei auto-imposta liberdade". A liberdade est inerente na lei livremente aceita. A liberdade umDireito e um dever ao mesmo tempo. "...todos nascem homens e livres; a liberdadelhes pertence e renunciar a ela renunciar prpria qualidade de homem. Oprincpio da liberdade direito inalienvel e exigncia essencial da prpria naturezaespiritual do homem". 12. PRINCIPAIS IDIAS 13. PRINCIPAIS IDIAS1) Discurso sobre a Desigualdade entre os Homens. da prpriacivilizao vinham os males que afligiam o homem civilizado. Considerava oshomens iguais no estado natural quando viviam isoladamente como selvagens.E a civilizao se encarregou de introduzir a desigualdade.2) O Contrato Social - A vida social considerada sobre a base de umcontrato ou seja: uma livre associao de seres humanos inteligentes,que deliberadamente resolvem formar um certo tipo de sociedade, qual passam a prestar obedincia mediante o respeito vontade geral.Defendia o princpio no qual a vontade geral dos homens promoveriainstituies mais justas. Por isso ele criou o mito do Bom Selvagem, ondio que vivia feliz e contente sem a propriedade privada.a) No campo poltico - todos os homens nascem livres e iguais. Encara oEstado como objeto de um contrato no qual os indivduos no renunciam a seusdireitos naturais, mas ao contrrio, entram em acordo para a proteo dessesdireitos e que o Estado criado para preserv-los. Rousseau refora o contratosocial atravs de sanes rigorosas, pois, acreditava serem necessrias para amanuteno da estabilidade poltica do Estado por ele preconizado. 14. PRINCIPAIS IDIASContrato Socialb) No campo religioso - A religio do cidado ou religio civil a religio de umpas, uma religio nacional. Rousseau prope que deveria ser concedida tolerncia atodas as religies, e cada uma delas conceder tolerncia s demais. O Estado nodeveria estabelecer uma religio, mas deveria usar a lei para banir qualquer religio quefosse socialmente prejudicial. A religio teria que limitar-se a ensinar a existncia deuma divindade onipotente, inteligente, benevolente que prev e prov; uma vida aps amorte; a felicidade do justo; a punio dos pecadores; a sacralidade do contrato sociale da lei".Emlio ou Da Educao - "o homem naturalmente bom e m a educao dada pelasociedade. Preconizava uma educao negativa como a melhor, ou antes, como anica boa.Le Citoyen: Ou Discours sur l'economie politique- como minimizar as injustiasresultantes da desigualdade social. Primeiro, igualdade de direitos e deveres polticosou o respeito por uma "vontade geral" de acordo com o qual a vontade particular dosricos no desrespeitaria a liberdade ou a vida de ningum. Segundo: educao pblicapara todas as crianas baseada na devoo Ptria e austeridade moral. Terceiro: umsistema econmico e financeiro que combinasse os recursos da propriedade pblicacom taxas sobre as heranas e o fausto. 15. PRINCIPAIS IDIAS"Discurso sobre as cincias e as artes a restaurao das Artes e das Cinciasno contribuiriam para a purificao do gnero humano mas para a suacorrupo. Ele atacava as Cincias, especialmente as Artes e a Literatura,como sendo escravizadoras, corruptoras e instrumentos de propaganda e fontede mais riqueza nas mos dos ricos.A desigualdade surge no estado social e quase nula no estado de natureza .A metalurgia, a agricultura e o conseqente incio da propriedade quetrouxeram as primeiras desigualdades e introduziram todo o mau na sociedade. 16. COM QUEM CONCORDAVAA teoria poltica de Rousseau sob vrios aspectos uma sntese dopensamento de Hobbes e Locke. Eles concordavam que o homem teria algunsdireitos naturais como a vida, a liberdade e a propriedade. No entanto, osinteresses de um indivduo perante o seu prximo poderiam acabar ameaandoa garantia de tais direitos. Foi a partir de ento que o Estado surgiu como umainstituio social coletivamente aceita na garantia de tais direitos.Os Iluministas - Rousseau era adepto das idias iluministas. E partilhavam dasidias que o homem era naturalmente bom, porm, era corrompido pelasociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessemparte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comumseria alcanada. Por esta razo, eles eram contra as imposies de carterreligioso, contra as prticas mercantilistas, contrrios ao absolutismo do rei,alm dos privilgios dados nobreza e ao clero. Os direitos naturais, orespeito diversidade de idias e a justia deveriam trazer a melhoria dacondio humana. 17. COM QUEM DISCORDAVAJohn Locke e outros tinham assumido que o que a maioria quer deveser o correto.Rousseau questionava essa postura. Argumentava que a maioriapodia, na verdade, estar desejando alguma coisa contrria aosobjetivos, ao bem comum e as necessidades do Estado, logo, no poderiamser aceitas. A vontade geral, esta sim, deveria prevalecer, pois, assegurava aliberdade, a igualdade e a justia dentro do Estado.Voltaire - criticava Rousseau, principalmente ao afirmar que:"ningum jamais ps tanto engenho em querer nos converter emanimais" e que