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Proudhon filosofia-da-miseria

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  • 1. '/FE

2. ternacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brtlulo Vll- Quinta poca - A Policia ou o Irnposto, 353 91- Idia sinttica do imposto. Ponto ele partida para o desenvolvimento desta idia,) SS II - AntinOlTla do iLnposto, 366 III - Conseqncias desastrosas c ilH'vil:'tveis do imposto. (Gneros de prirneira necessid:lo I,', leis sunturias, policia rural e industrial, patentes de ilW,'llo, ,I, " rq~istro de marcas, etc.), 383 II I .()(I..~ '~I ()I /" ('''1111'''//1''0' J:'collmicas, figuran1 entre os prin1eiros livros ,I" l'nJlldhlll1. ()II:lldo de comeou a redigi-las, tinha publicado ape 11:S :l CcldJru~'{'(() do Domingo (1839), suas trs memrias sobre a pro I'ril'dade (1840-1842) e a Criao ela Ordem na Humanidade (1843). Publicadas em 1846, parece que Proudhon tenha comeado a 1('( Iigi-las eLTl 1844. Elas aparecem como uma seqncia lgica de sua :JI"TLncia aos PropTietTios de 1842, que constitui a terceira memria ',( dlIT a propriedade. Por ocasio desta redao, Proudhon conserva ;iI1l1:1 o seu ernprego junto :1 firma dos irmos Gauthier, da qual se t1,',sligar{ apenas no final de 1847. Nascido em lS de janeiro ele 1809 em Besanon, filho de um II Jl('leiro arruinado e de Ulna cozinheira, ele foi sucessivamente boi 1'11", tipgrafo e impressor. O eSGlndalo suscitado pelas suas Memrias ',I '/)I't' :l Propriedade fez com que ele perdesse uma bolsa de estudos '1111' gozava entre 1839 e 1842 da Academia de Besanon (a penso I ;11;1( I). Nesta poca tambm (1839-40) ele perde a tipografia que ti I" 1; ,'( )l11prado em sociedade com outros dois companheiros e endivi ,1,1',,' permanentemente, alm de ser denunciado como critninoso P') 1111 ", I)cIas Sllas memrias sobre a propriedade. Em 1842, depois oI, 1'1 ';id,) processado e absolvido consegue um emprego na rirll!:1 ,I, I II''',!.I 111lnlllul,',1(), n2tolnalno::; us principais argul11l'-ntos l'-Xpost()S 11:1 1'1f""IIIL 111111, I' I. I" !, 11"( /" ,H,.H 1 Anarquista Francsa no frontispciu de. sua l'd il::l(, l LI" ( '111111 I, /11 ", I 11'1,': l, .H 11",( ("llt:lIlHl~ al,~Llll1as Clll1sidcra-(-ICS de lHISS; 1:"1:1.,. [I".I"ql 11'1/1.11'1. fl".1 I I. I" " I1 '11 klll'llll'l1tl' J)(lS."';:1. ( ) 5. ,I, li', ,'x-colegas de estudo, os irmos Gauthier, que lllontaram um ne !',' ll"io de transporte fluvial cle cargas na regio de Lyol1. Suas fun6es l1esta finna eraln um pouco vagas, funcionando como contador, cai xeiro-viajante, procurador para pendncias comerciais e judiciais, alm de supervisionar embarques e desL'mbarques de mercadorias e proje tar roteiros. Foram anos em qlle L'k p:1ssava seus dias com marinhei ros, estivadores, comerciantes, iO.~llistas e mecnicos, alm de cllToceiros e oficiais de justia, Ucsel!olwu igualmente rela6es com o lnovimento operrio de Lyon, prillCipalmente com os canuts - os operrios da seda - cuja ideologia e modo de org;ulizao influiriam poderosamente na sUa obra. Passa a residir itinerantemente entre Besanon na casa paterna, em Lyon e em Paris onde mantm peque nos Clpartamentos alugCldos, ao sabor dos negcios. Nesta poca igual mente apaixona-se por uma camponesa em Lyon, mas o romance no vinga, Contratado como proletrio, Proudhon lentamente comea a entrar em relaes com o "mundo dos negcios" e a manter contactos regulares com representantes comerciais, juristas e homens de Estado e estas novas tarefas o obrigam a redigir memoriais, peties, parece res, requisies e envolver-se com () lado prtico da administrao de neg()cios. Em 1844 obrigado ;1 permanecer de janeiro at agosto em Lyon, mas os negcios lhe deixam tempo suficiente para que comece a trab:tlhar ctn uma obra mais importante que conta ver public1da ern Paris: S;O os primeiros esboos da Filosofia da Misria. Em 1845 Lacordairc '('Ill :1 lyol1 pre.~:lr a quaresma e encontrar un1 ouvinte :1tento em Proull! l()1 I, l[ll(' :Il'n ,v(,i I ar: a oportunidade para fazer" ...uma crtica sumria l' /'l'Il'lll/'I(rilf (It- loe/o o sistema cristo" en1 Ulna carta endereada au L1Ulllilli(';IIl() L' que SCrlI' 1'111 )', ,h [,(lnscincia, pede apenas para verific-los? Que, defen- I II I I] ! "IIIIIIIIIIi' 1111 (1l'i1:il);) (raI1Cl's. 'I) 38. dendo-se de opinies exclusivas, (( ,111:1 IH lI' axioma a infalibilidade da razo e graas a este fecundo princpi(), pwvavelmente no concluir nunca contra nenhu ma das seitas anta,l.',( III is( as? Poderiam os conserva dores religiosos e polticos me acusar lk plTlurbar a ordem das socie dades, quando eu parto da hiptese de uma inteligncia soberana, fonte de todo o pensamento de ordem? Poderiam os democratas semi cristos maldizerem-me como inimigo de Deus, e por conseqncia traidor da Repblica, quando eu busco o sentido e o contedo da Idia de Deus? E os mercadores universitrios poderiam imputar-me a impi edade de demonstrar o no valor de seus produtos filosficos, quando eu sustento precisamente que a filosofia deve ser estudada em seu ob jeto, quer dizer nas manifestaes da sociedade e da natureza? Tenho necessidade da hiptese de Deus para justificar o meu estilo. Na ignorncia na qual me encontro de tudo o que diz respeito a Deus, o mundo, a alma e o destino; sendo forado a proceder como materialista, quer dizer, pela observao e pela experincia e a con cluir na linguagem de um crente, porque no h outra; no sabendo se minhas frmulas, teolgicas apesar de mim mesmo, devam ser to madas no sentido pr()~)rio ou no figurado; obrigado, nesta perptua contemplao de Deus, do homem e das coisas a submeter-me sinonimia de todos os termos que abraam as trs categorias do pensa mento, da palavra e da ao, mas no querendo afirmar mais de um lado do que do outro, o prprio rigor da dialtica exigiria que eu supu sesse nada nlais nada menos que esta incgnita que se chama Deus. Estamos cheios de divindade lovis omnia l)lena; nossos monumentos, nossas tradies, nossas leis, nossas idias, nossas linguas e nossas cin cias, tudo est infectado desta indelvel superstio fora da qual no nos dado falar nem agir e sem a qual sequer pensar. Tenho enfim a necessidade da hiptese de Deus, para explicar a publicao destas novas Memrias. Nossa sociedade sente-se grvida de eventos e inquieta-se pelo futuro: como dar razo a estes pressentimentos vagos com o nico recurso de unla razo universal, imanente se quisermos, pennanente, mas impessoal e conseqentemente muda? Ou ainda como dar conta disto com a idia de necessidade, se isto implica que a necessidade se conhea e portanto que ela tenha pressentimentos? Resta ainda, mais 11111:1 vez, a hiptese de um agente ou incubo que pressione a socieda ,1Il'toras das pessoas e das propriedades? Ou melhor, sem institlli "Il('S repressivas no que se transformaria a propriedade? E sem a pro I lIll'llade o que seria da famlia? A Academia, que nada sahe disso tudo, responde sem se emocionar: letraar as diversas fases ela organizao ela famlia sobre o solo de I, 1/1111,(/, elesele os tcml.Jos antigos at nossos dias. () que significa: determinar, pelos progressos anteriores da or llllli::Il,:'lll fanliar, as condi()es de existncia da famlia em um estado 111' 1I;11:lll hde de fortunas, de associao volunt ,I..r''"lill:"hs essencialmcnte pelo princpio d" exc!us;lo de Pauli, associadu solu:lo d:1 "'1'1:, (.,l!)lI' ~;( 111 I"H Iin,l.':cr para o potencial COUlolllbiano, que gera a teoria das ()rhitas. 146 dncia, variedade e proporo nos produtos so os trs termos que ('onstituem a RIQUEZA; a riqueza, objeto da economia social est sub metida s mesmas condies de existnci;l que o bclo, ohjeto da arte; que a virtude, objeto da moral e que a verdade, Ohjl'to da met~lfsic, 'lI wr Iwl,) t rahalho efetuado sobre outras matrias, quer COI1l() ISl) 81. ,~ hoje em dia, pelas notas bancrias que representam vastas quantidades de ferro ou de cobre. O trao distintivo do ouro e da prata vem, eu o repito, do fato de que, graas s suas propriedades metlicas, dificulda de de sua produo e sobretudo interveno da autoridade pblica, eles logo conquistaram enquanto mercadorias a fixidez e a autenticidade"). Eu digo, portanto, que o valor do ouro e da prata, principal mente da parcela que entra na fabricao das moedas, se bep1 que estl' valor talvez ainda no tenha sido calculado de maneira rigdrosa, nada tem de arbitrrio; acrescento que ele no suscetvel de depreciao, como os outros valores, se bem que possa variar continuamente. Todo o volume de raciocnio e de erudio que foi gasto para provar, com o exemplo da prata, que o valor coisa essencialmente indeterminvel, so outros tantos paralogismos, que provem de uma falsa idia da questo, ao ignorantia elenchi. Felipe 1, rei da Frana misturou libra de Carlos Magno um tno de liga imaginando que, como possuia o monoplio de fabrica L:;'U Lk 111lll'Lbs, poderia fazer o que faz qualquer comerciante que pos :.11; (l 1UI10I'L'>!io de um produto, Qual foi o efeito desta alterao das 111I}(',!;I:; 1:J(l ll'j1IllV:llh :'1 h'[ipl' e aos seus sucessores? Um raciocnio 11111 iI(, /11:;1 () LI() IH lI]IL l dL' Vist:l da n lti l1a comercial, mas ITIuito falso em LiL'llli:1 L'(' lIl'lIllic:, :'1 s:dll'r que COl1l0 a oferta e a delTIanda so a regra Lins v:dores, 11mlc-se, seja produzindo-se uma escassez factcia, seja con Cl'l1 (Ta nl!o toda a produo, fazer subir as cotaes e portanto o valor das coisas e que isto verdadeiro para o ouro e a prata, assim comu para o trigo, o vinho, o azeite e o tabaco. To logo a fraude de Felipe' foi percebida, a moeda foi reduzida ao seu justo valor e ele mesmo perdeu aquilo que julgou que ganharia de seus sditos. A mesma coisa ocorreu como conseqncia de outras tentativas anlogas. De onde provm tal erro de avaliao? que, dizem os economistas, aviltando-se o titulo das moedas, a quantidade de ouro e prata de lto no aumentou nem diminuiu, L' a proporo destes metais com as ou tras mercadorias no se modifi cem e que conseqentemente no estava no poder do soberano fazl'l com que aquilo que valia 2 no Estado, valesse subitamente 4. Deve-sL' 10 IR.PI: Esta fixidez e esta autenticidade aplicamse apen

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