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UNIVERSIDADE JOS DO ROSRIO VELLANO UNIFENAS

FARMCIA HOSPITALAR

MARCUS HENRIQUE SANTOS SOUSA

DIVINPOLIS

INTRODUO

O hospital tem como finalidade, segundo a Organizao Mundial de Sade; ser parte do sistema integrado de sade, cuja funo dispensar comunidade completa assistncia sade curativa e preventiva, incluindo servios extensivos famlia em seu domiclio e ainda um centro de formao para os que trabalham no campo da sade e das pesquisas biossociais, e para que esse conceito de hospital se torne to belo na prtica quanto na teoria , de suma importncia o maior comprometimento possvel dos mais diversificados setores que o constituem, desde os profissionais da lavanderia aos do bloco cirrgico e to importante quanto os outros temos o setor de farmcia hospitalar, pois este lida diretamente com o bem estar do paciente. A Farmcia Hospitalar de acordo com SBRAFH uma unidade clnica administrativa e econmica, dirigida por profissional farmacutico, ligada,

hierarquicamente, direo do hospital e integrada funcionalmente com as demais unidades de assistncia ao paciente. Considerando-se assim um rgo de abrangncia assistencial, tcnico-cientfica e administrativa, onde se desenvolvem atividades ligadas produo, armazenamento, controle, dispensao e distribuio de medicamentos e correlatos s unidades hospitalares. igualmente responsvel pela orientao de pacientes internos e ambulatoriais, visando sempre a eficcia da teraputica, alm da reduo dos custos, voltando-se tambm para o ensino e a pesquisa, propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional.

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A principal razo de ser da Farmcia servir ao paciente, objetivando dispensar medicaes seguras e oportunas. Sua misso compreende tudo o que se refere ao medicamento, desde sua seleo at sua dispensao, velando a todo momento por sua adequada utilizao no plano assistencial, econmico, investigativo e docente. O farmacutico tem, portanto, uma importante funo clnica, administrativa e de consulta. Tendo em vista a importncia da Farmcia Hospitalar, este projeto de implantao da mesma em um hospital carece ser seguido com muita ateno para que ele tenha a eficcia desejada e assim possamos realmente seguir da melhor forma possvel o caminho dos conceitos citados anteriormente sobre o hospital e a farmcia hospitalar realizando um trabalho ntegro e eficaz. Para o nosso melhor entendimento, faremos breves comentrios sobre a estrutura do hospital a ser implantado a farmcia hospitalar, para que a farmcia seja adequada ao tipo e tamanho do hospital. O hospital Santa Casa Geon a ser implantado o sistema de Farmcia hospitalar um hospital geral com uma unidade especializada em oncologia, sendo ele de caractersticas; Suas unidades gerais: so definidas como hospital que d assistncia a pacientes de vrias especialidades clnicas e cirrgicas, das mais diversas reas, como cardiologia, pediatria, ortopedia, pneumologia, psiquiatria, urologia, dentre outras. E sua unidade especializada fica acometida a cuidar somente de indivduos portadores de doenas oncolgicas.

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Outras caractersticas so: Hospital Particular: Trata-se de um hospital pertencente a pessoa jurdica de direito privado. Hospital lucrativo: um hospital particular que objetiva o lucro compensando o emprego do seu capital com distribuio de dividendos. O setor oncolgico caracteriza-se como unidade de pacientes em estado crnico: assiste a pacientes cujo estado clnico esteja estabilizado. Sua rea geral definida como hospital de agudos ou de curta permanncia, cujo tempo mdio de permanncia, em geral no ultrapassa trinta dias, podendo chegar aos sessenta dias. O Geon conta com uma estrutura fsica multibloco: aquele cujos servios esto distribudos por edificaes de mdio ou grande porte, que podem estar ou no interligados. (fig.1) um hospital de corpo clnico aberto: permite que mdicos que no faam parte do corpo clnico efetivo possam internar e tratar seus pacientes. Considerado tambm um Hospital de Porte Especial; constitudo de 532 leitos, que possuem um alto padro de qualidade, podendo oferecer aos necessitados o melhor tratamento, pois seus leitos contam com uma excelente infra-estrutura . Seu leitos so divididos entre os blocos (edifcios hospitalares) de acordo com a necessidade de cada setor, podendo ser melhor visualizado na tabela seguinte;

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ESPECIFICAO UNIDADE DE INTERNAO U.T.I. ADULTO ONCOLOGIA UNIDADE CORONARIANA U.T.I. NEONATAL U.T.I.PEDITRICO U.T. INTERMEDIRIO U.T. INTERMEDIRIO NEONATAL SALA RECUPERAO PSANESTESIA EMERGNCIA

LEITOS 350 10 46 8 12 5 9 38 6 48

Os 532 leitos esto divididos nos pavilhes que so visualizados no mapa seguinte;

Ilustrao da vista area do nosocmio 1FIG.I

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No bloco 1 fica a recepo do Geon, junto ao ambulatrio, CTI, UTI, centro cirrgico de emergncia, farmcia satlite, leitos, pronto socorro e outras salas necessrias para seu bom funcionamento. O bloco 2 constitudo de pediatria, maternidade, farmcia satlite, berrio e leitos dentre outros. O bloco 3 trabalha com o setor de oncologia, radioterapia e farmcia satlite principalmente. No bloco 5 fica especialidades como cardiologia, nefrologia, hemodilise, banco de sangue e farmcia satlite. O bloco 6 constitudo principalmente de lavanderia, manuteno e reparos, restaurante, almoxarifado, depsito, centro de velrio e necrotrio. No bloco 4 fica o servio de arquivo mdico, biblioteca, secretaria, contabilidade, diretoria, CCIH, alm da a farmcia central, que rene a dispensao, rea para manipulao de produtos inclusos nos grupos I, III, IV, V e VII, discernidos na tabela seguinte. Sua estrutura fsica e os profissionais que nela atuam obedecem minuciosamente todas as exigncias estabelecidas pela RDC- 50/2002, RDC-272/1998, RDC-300/1997, RDC-288/1996, RDC-214/2006, alm das portarias 2616/1998 e 344/1998, e a central est interligada a outras cinco farmcias, chamadas farmcias satlites.

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GRUPO GRUPO I GRUPO II GRUPO III GRUPO IV GRUPO V GRUPO VI GRUPO VII

Atividade/natureza dos insumos manipulados Manipulao de medicamentos no includos nos grupos II, III, IV, V e VI Manipulao de frmacos de baixo ndice teraputico Manipulao de antibiticos, hormnios, citostticos, antiretrovirais, e substncias sujeitas a controle especial Manipulao de concentrado polietroltico para dilise-CPHD Manipulao de produtos estreis Manipulao de produtos homeopticos Fracionamento de formas farmacuticas, em conformidade com a prescrio mdica, realizada pelas farmcias hospitalares e equivalentes de assistncia mdica Somando a rea fsica das farmcias temos um total de 970 m2 , o que

significa 1,82m2 por leito, rea acima do recomendado pela organizao mundial de sade, que determina uma rea mnima de 1,2m2 por leito. As farmcias satlites no possuem infra-estrutura que lhe possibilitem a manipulao de produtos, seja qual for sua categoria. Nelas ocorrem apenas a dispensao dos produtos acabados oriundos da manipulao, produtos industrializados e correlatos de acordo com a necessidade do setor cabvel a mesma. A farmcia central possui trs reas de manipulao, uma referente ao grupo I, uma referente ao grupos III e V e outra referente ao grupo IV. A rea que trabalha com os grupos III, IV e V so providas de um sistema de ar especial, para manter a esterilidade do ambiente e estas reas no tem ligao direta para transio de pessoas com a rea de manipulao responsvel pelo grupo I. Devido ao tipo de pacientes atendidos no Geon, no manipula-se produtos homeopticos.

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As drogas com baixo ndice teraputico, como clonidina, digoxina, aminofilina, teofilina, fenitona e oxcarbamazepina dentre outras, no so manipuladas no Geon, o principal motivo da no manipulao destas foi relao entre o baixo custo dessas drogas industrializadas e o alto risco em manipul-las visto que sua dose

teraputica muito prxima da dose letal, preconizando assim o uso das drogas industrializadas. A seguir na fig.2 tem-se uma esquematizao da farmcia central com suas principais reas;

Tendo em vista os parmetros acima citados, como a estrutura fsica geral do hospital, suas reas especficas, percebemos a necessidade de uma implantao muito bem realizada do sistema de farmcia hospitalar que tem funes importantssimas no ato de promover a sade.

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1.2 PROJETO DE IMPLANTAO DO SISTEMA DE FARMCIA HOSPITALAR Objetivos; So vrios os propsitos da Farmcia Hospitalar, porm deve-se observar atentamente o alcance dos mesmos, de forma consciente e apropriada. O simples fato de atend-los no significa muito. O importante o modo como so alcanados e a seriedade em seus cumprimentos. Em seguida, sero descritos alguns objetivos, os quais se destacam pela sua importncia e abrangncia. Vale salientar que esto envolvidos neles, a Farmcia propriamente dita e o farmacutico hospitalar em si. So eles: 1Planejamento, aquisio, anlise, armazenamento, distribuio e controle de medicamentos e correlatos; 2Desenvolvimento e/ou manipulao de frmulas magistrais e/ou oficinais; 34Produo de medicamentos e correlatos; Desenvolvimento de pesquisas e trabalhos prprios ou em colaborao com profissionais de outros servios; 56Desenvolver atividades didticas; Adequar-se aos problemas polticos, sociais, econmicos, financeiros e culturais do hospital; 7Estimular a implantao e o desenvolvimento da Farmcia Clnica.

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O planejamento de todos os procedimentos a serem realizados esto subdivididos em tpicos, sendo eles; aquisio de medicamentos e correlatos, anlise de medicamentos, armazenamento de medicamentos e correlatos, distribuio de medicamentos e correlatos e o controle de estoque de medicamentos e correlatos.

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2-AQUISIO DE MEDICAMENTOS E CORRELATOS Para a aquisio de medicamentos e correlatos, de necessidade primordial a criao da comisso de padronizao de medicamentos que provida de profissionais, como mdicos, farmacuticos e enfermeiros, dentre outros. Estes profissionais, juntos, tem c

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