convivência - chico xavier

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Respondendo às perguntas de vários companheiros, oferecemos aos leitores amigos este livro despretensioso, afirmando que viver é de todos, mas a convivência é o fator que nos ensina a compreensão e a solidariedade de uns parsos outros,- a ciência da comunicação recíproca que estamos adquirindo na atualidade do mundo, porque só adquirindo os valores da convivência pacífica atingiremos a plena vitória do amor que o Cristo nos legou. Emmanuel Uberaba, 29 de janeiro de 1984

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  • Caro Amigo: Sse voc gostou do livro e tem condies de compr-lo, faa-o pois assim ajudars a diversas instituies de caridade, que para onde os direitos autorais do livro so destinados. Que Jesus o abenoe. Muita Paz

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    CONVIVNCIA E as indagaes de numerosos amigos se multiplicam. Por que o aumento do antagonismo e da intolerncia no mundo, formando os mais dolorosos processos de violncia? De que modo justificar a desvinculao entre pais e filhos, quase sempre, em bases de frieza e indiferena? Como entender a freqncia dos divrcios com esquecimento de crianas inteligentes e observadoras, que, em muitas ocasies, passam a se considerar na condio de rfos de pais vivos? De que maneira sonhar as lutas entre chefes e subalternos, habitualmente empenhados carga das reclamaes abertas? Como extinguir o racismo e o preconceito negativo, as averses gratuitas e as antinomias entre idias respeitveis? Sob que razes, interpretar a delinqncia entre irmos? E a guerra? Como definir a sinistra presena da guerra nas comunidades e naes? Respondendo s perguntas de vrios companheiros, oferecemos aos leitores amigos este livro despretensioso, afirmando que viver de todos, mas a convivncia o fator que nos ensina a compreenso e a solidariedade de uns parsos outros,- a cincia da comunicao recproca que estamos adquirindo na atualidade do mundo, porque s adquirindo os valores da convivncia pacfica atingiremos a plena vitria do amor que o Cristo nos legou.

    Emmanuel Uberaba, 29 de janeiro de 1984

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    INDICE CONVIVNCIA ....................................................................................................................2 CAMINHA ............................................................................................................................4 CONSTRUO ...................................................................................................................5 OS QUE NO ESPERARAM.............................................................................................7 OPINIES CONTRRIAS ..................................................................................................8 ASPIRAES E TRABALHO............................................................................................9 BENEFICNCIA SEMPRE ...............................................................................................10 HUMANIZAO ................................................................................................................11 DINHEIRO E EXPERINCIA...........................................................................................12 TRABALHO E CRTICA...................................................................................................13 NO TRNSITO DA F....................................................................................................15 AMIGOS ............................................................................................................................17 ANTE OS ADVERSRIOS ..............................................................................................19 NOS TRILHOS MAIS NTIMOS......................................................................................20 DUPLA BENEFICNCIA ..................................................................................................22 ANOTEMOS ......................................................................................................................24 TRAOS DA PACINCIA................................................................................................26 CARIDADE E RELACIONAMENTO ................................................................................27 COM DEUS VENCEREMOS ...........................................................................................28 CARIDADE E CONVIVNCIA .........................................................................................29

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    CAMINHA A tarefa com Jesus semelhante a grande caminhada. * Em plena marcha, compreenders que o servio do bem no te permite o luxo do repouso desnecessrio. * Os apelos para que te interrompas surgem, habitualmente, de muitos modos. * o cntico das sereias da antiga imagem literria, induzindo-te a distraes, que te imobilizem no esquecimento. * a lamentosa alegao de cassandras do pessimismo, inventando fadigas que no sentes, tentando paralizar-te. * So companheiros que se envolvem na trama de intrigas e melindres a te requisitarem para o desequilbrio. * So amigos que te deixam a ss, receando perder as vantagens que os vinculam a paixes possessivas. * Ouve a conscincia que te impele ao dever e no te perturbes. * Seja qual for o convite que te faam para que te detenhas no campo cinzento da inrcia, no te prendas a semelhante domnio da sombra. * Serve e caminha.

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    CONSTRUO Em assuntos alusivos edificao do Reino de Deus em ns, no nos esqueamos dos requisitos essenciais em qualquer construo terrestre. * Qualquer obra simples, no Plano Fsico, para que se levante, exige planejamento, servio e ordem. * Planejamento que inclui diretiva e orientao. Servio que se define por atividade e dever. Ordem que expresse cooperao e ajustamento. * Em suma, a disciplina a sntese de todos os programas e obrigaes para que o menor edifcio se concretize na esfera humana. * Obedece a pedra nas reentrncias da base que se horizontaliza no solo. Obedece o tijolo na faixa da alvenaria. Obedece a viga de ao no campo da segurana. * Na estrutura domstica, obedece a semente no preparo da refeio, obedece o metal na utilidade caseira, obedece o fio na confeco da vestimenta. * No poderemos construir os mnimos tpicos de elevao no prprio esprito, sem que nos rendamos com alegria ao trabalho que nos compete. * Somos material inteligente nas mos sbias do Cristo. O Senhor, no entanto, no opera em ns, atravs de constrangimento, porque o Reino de Deus deve realmente surgir nos recessos de nossas prprias almas.

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    * por isso que, em nos ensinando como se deve atuar, viver, crescer, trabalhar, servir e morrer, na edificao do Reino Eterno, esteve o prprio Divino Mestre entre ns, vivendo em regime de simplicidade nas bnos da Natureza, crescendo sem iluses, trabalhando em apagada carpintaria, servindo sem exigncia e morrendo injustamente na cruz, sem revolta e sem mgoa, para que aprendamos a buscar primeiramente os Desgnios de Deus, cujo plano de ao, luz e felicidade para todas as criaturas.

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    OS QUE NO ESPERARAM No difcil encontrar, entre os nossos irmos do mundo, aqueles que, embora sofredores, no se catalogam entre os bem-aventurados, aos quais Jesus se referiu. So companheiros que se voltam contra os obstculos suscetveis de ofertar-lhes a precisa oportunidade de ascenso s mais altas experincias. * Muitos deles se acolhem rebeldia sistemtica, contraindo dbitos que os afetam, de imediato. * No Plano Espiritual, vemo-los freqentemente. So amigos padecentes que, em verdade, passaram pelo crivo do sofrimento, entrando, porm, nas perturbaes decorrentes da desero dos deveres que lhes cabiam cumprir. So irmos que conheciam o valor dos entraves que poderiam transpor, a benefcio de si mesmos, e acabaram situados nas sombras da delinqncia. So colaboradores das boas obras que as desfiguraram, estabelecendo dificuldades para si prprios pela intolerncia para com os outros. So companheiros que articularam problemas e desafios para aqueles que lhe hipotecavam confiana e carinho e deles se afastaram deliberadamente, procurando escapar s responsabilidades que eles mesmos escolheram para observar e viver. So todos aqueles outros irmos que preferiram o desespero diante das provaes de que necessitavam para o prprio burilamento e se enveredaram, conscientemente, atravs dos resvaladouros da inconformao e da disciplina, para as alucidaes da angstia e do suicdio. * Realmente, afirmou-nos Jesus: Bem-aventurados os que choram porque sero consolados... Entretanto que Ele mesmo, Jesus, nosso Divino Mestre e Senhor, se compadea de todos os nossos companheiros que conheciam semelhante promessa e no quiseram esperar. Sabemos todos que a Infinita Bondade de Deus que nos sustentou ontem, nos sustentar igualmente hoje e, dentro de semelhante convico, manteremos a certeza de que com Deus venceremos.

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    OPINIES CONTRRIAS Em muitos episdios da experincia humana, provvel que a provao te bata porta. No te aflijas. Recebe-a com serenidade e bom-nimo. * Por mais grave a situao, no te precipites com decises na base da insegurana. * Estuda o desafio que as circunstncias te lanam em rosto. * Sobretudo, no emprestes qualquer trao sinistro s dificuldades que se te apresentem. * possvel te vejas sob o peso das chamadas opinies gerais. Entretanto, nem todas as manifestaes das opinies gerais se harmonizam com a realidade. Asserena-te e ora, preparando-te para os esclarecimentos necessrios, que surgiro em momento oportuno. * No admitas a ansiedade por mentora de tuas resolues. Ainda mesmo que todos os itens da luta em que te encontras, sejam formulados pelos outros, contra o teu modo de agir e de ser, guarda a conscincia tranqila e no temas. * possvel que todas as opinies em derredor de ti se faam contrrias, entretanto, conserva a pacincia e espera por Deus, porque a opinio dos Mensageiros de Deus pode ser diferente.

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    ASPIRAES E TRABALHO Todos ns aspiramos conseguir determinada realizao em determinados ideais, mas todos necessitamos complementar qualidades para as aquisies de demandados. * Querias um casamento perfeito e a Divina Providncia te concedeu um matrimnio em que te aperfeioes. Considerando que no somos seres an