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Se o leitor conseguir alcançar os resultados positivos que atingimos com o manusear dos originais da presente obra, damo-nos, editores e nós, por satisfeitos com a nossa tarefa, rogando-lhe, porém, desculpas pelo senões que decerto venham a existir ao longo de todo o livro, ao mesmo tempo que auguramos feliz viagem através do território fértil das Entrevistas que ora lhe colocamos nas mãos. ELIAS BARBOSA Uberaba, 5 de Dezembro de 1971.

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  • Caro Amigo (a): Se voc gostou desta obra e tem condies de compr-la, faa, pois diversas instituies de caridade recebem seus direitos autorais. Deus a abenoe Muita Paz

  • INDICE CHICO XAVIER / EMMANUEL...............................................................3 ASSUNTOS HUMANOS ..........................................................................7 PROCURANDO A VERDADE ..............................................................17 REALIDADES DA ALMA .....................................................................29 ENCONTRO FRATERNO ......................................................................31 ENTRE IRMOS ....................................................................................37 PERGUNTAS E RESPOSTAS .............................................................41 PESQUISA AFETUOSA ........................................................................49 TROCA DE IDIAS...............................................................................56 ENTENDIMENTO AMIGO......................................................................59 INDAGAES OPORTUNAS ...............................................................64

  • CHICO XAVIER / EMMANUEL Vai para mais de um lustro, dirigimo-nos ao mdium Francisco Cndido Xavier, observando: Chico, dentro de alguns meses, terei material para formar um volume de Chico Xavier, ele mesmo. E o nosso amigo anotou: O que isso, meu caro? No existe Chico Xavier, ele mesmo. Se que eu tenha que existir, ser Chico Xavier/Emmanuel, porque, de mim mesmo, em matria de edificao espiritual, nada posso subscrever de vez que o nosso benfeitor da Vida Maior que nos supervisiona a organizao medianmica. Seria eu mais do que ousado se lhe subtrasse o nome em qualquer expresso construtiva, que nos sasse dos recursos verbais, seja no transe propriamente medinico, tanto quanto em quaisquer outras circunstncias. Deixamos que o tempo corresse, e nunca mais nos referimos ao assunto com o mdium, at que, h poucas semanas, a direo do ANURIO ESPIRITA, de Araras, Estado de So Paulo, solicitou-lhe permisso para que se organizasse um volume com algumas de suas entrevistas, todas ainda no lanadas em livro, e algumas transmitidas em emissoras do interior mineiro e de S. Paulo, praticamente inditas para o restante do Pas. Houve permisso pare o cometimento, desde que a volume fosse apresentado como tarefa medinica, e eis agora o livro pronto, absolutamente pronto para estudo e contentamento de todos ns, os leitores. O ndice de nomes e assuntos, ao final do volume, guarda a finalidade de orientar os estudiosos da Doutrina Esprita, facilitando consulta rpida, sobre os mais variados assuntos abordoados com rara felicidade. As notas de rodap, sucintas ao mximo, foram co-locadas com vistas documentao das peas que compem o volume, fixando principalmente, as fontes de publicao e os nomes dos entrevistadores. FRANCISCO CNDlDO XAVIER, que desde 1932, aps o lanamento do "Parnaso de Alm-Tmulo", vem sendo manchete de jornais e revistas brasileiros, e de muitas publicaes estrangeiras, nasceu em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, a 2 de Abril de 1916. EMMANUEL, ao tempo de Jesus, se chamou Pblio Lentulus e ao que se sabe, foi a nica autoridade que efetuou perfeita descrio dele, o Cristo, atravs de clebre carta (1), publicada em numerosas lnguas, autntica obra-prima no gnero; pessoalmente encontrou-o, solicitando-lhe auxlio na cura de uma filha enferma (2); desencarnou em Pompia, no ano de 79, vtima das lavas do Vesvio, e anos depois, reencarnou na Judia, desenvolvendo-se-lhe grande parte da vida, em defeso, j no mais sob a toga de orgulhoso senador romano e sim na estremenho

  • do modesto escravo Nestrio, que, na idade madura, participava das reunies secretas dos cristos nas Catacumbas de Roma (3). Estamos informados de que foi ele prprio, EMMANUEL, o mentor espiritual que todos respeitamos, que, em 18 de Outubro de 1517, em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, Portugal, renasceu com o nome de MANOEL DA NBREGA (4), filho do desembargador Baltazar da Nbrega e sobrinho de um Chanceler do Pais, quando reinava D. Manoel I, o "Venturoso, para cumprir a excelsa misso de preparar com outros missionrios religiosos daquele tempo a fundao crist do Brasil. Inteligncia privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos dezessete de idade, e com vinte e um, inscreve-se na Faculdade de Cnones da Universidade de Coimbra, freqentando as aulas de direito cannico e de filosofia; a 14 de Junho de 1541, em plena mocidade, recebe a lurea doutoral, sendo, ento considerado "doutssimo Padre Manoel da Nbrega" pelo Doutor Martim Azpilcueta Navarro. E to importante se torna a tarefa do primeiro escritor brasileiro, no dizer de Antonio Soares Amora (5), em plagas brasileiras, que Jos Mariz de Moraes chega a afirmar: "D. Joo III, Tom de Souza e Nbrega so os primeiros fundadores do Brasil : um deu a lei, o outro o brao e o outro a f, Ptria menina e a menina de seus olhos" (6). Com efeito, segundo o Padre Antnio Fernandes, SJ., "o Padre Manoel da Nbrega o principal fundador de So Paulo. Foi ele quem estudou e escolheu o local, quem se entendeu com Joo Ramalho, Tibiri e Caiubi, quem inaugurou ali a catequese e a aldeia nova; quem nomeou o pessoal dirigente e docente do Colgio e lhe designou o dia da abertura". (7) Como sabemos, a fundao da Metrpole Nobreguense se deu a 25 de Janeiro de 1554. A propsito, pergunta o ilustre historiador paulista Tito Lvio Ferreira "Por que teria Padre Manoel da Nbrega escolhido esse dia para fundar a cidade de So Paulo dentro de uma Escola, fato mpar na Histria do Mundo? Porque 25 de janeiro o dia da Converso do Apstolo So Paulo. Nesse casa, um ato deliberado de sua vontade. E a homenagem prestada pelo discpulo ao mestre ao mestre cuja palavra, cujo entusiasmo, cuja ao, servem de modelo, norma e guia ao discpulo. E a homenagem do universitrio Manoel da Nbrega ao universitrio Paulo de Tarso, numa sala de aula, dentro de uma Capela. E por isso mesmo sintetizei, neste final de soneto por in escrito, esse momento glorioso da fundao da Metrpole Nobreguense : E assim Manuel da Nbrega fundaste, Sob o sinal de Cristo e numa Escola, esta SO PAULO DE PIRATININGA." (8) Para concluir nossas observaes em torno do fundador de So Paulo, o grande Estado que hoje mais lhe divulga as pginas enviadas do Alm, pedimos vnia para transcrever as palavras com que o historiador paulista a cuja autoridade recorremos

  • nestes apontamentos, encerra a obra citada : "Padre Manoel da Nbrega fundara o Colgio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. A 16 de outubro de 1570, visita artigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque est, informa, de partida para a sua Ptria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Cu. No dia seguinte, j no se levanta. Recebe a Extrema Uno. Na manh de 18 de outubro de 1570, no prprio dia de seu aniversrio, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de servios ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de So Paulo. E as ltimas palavras de Manoel da Nbrega so: "Eu vos dou graas, meu Deus, Fortaleza minha, Refgio meu, que marcastes de antemo este dia para a minha morte, e me destes a perseverana na minha religio at esta hora". E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus na Brasil, a terra de sua vida, paixo e morte. (9) Sobre Chico Xavier, conquanto j existam vrias obras a respeito de sua vida e obra medinica, queremos apenas acrescentar o seguinte : depois de quarenta e cinco anos de contnua atividade medinica, Chico Xavier o mesmo dos primeiros dias, no que tange fidelidade a Jesus e a Allan Kardec; no obstante venha recebendo mil e uma homenagens (10), principalmente aps o lanamento da centsima obra psicografada, de inmeras comunidades brasileiras, ele permanece o mesmo Chico Xavier dos tempos bicudos de perseguio aberta humilde, dentro de sua autenticidade de que sempre deu mostras, desde a mais tenra idade fsica, no atual perodo reencarnatrio; Chico Xavier, ele mesmo, inconfundvel, profundamente humano, apesar de viver na condio de ponte entre a Terra e a Espiritualidade Superior; entusiasta do progresso tecnolgico e das reivindicaes sadias da juventude, apaixonado pelas realizaes da Cincia, defensor de todas as correntes religiosas e ardoroso batalhador da Doutrina Esprita, constituindo-se em exemplo vivo do Esprita evanglico por excelncia, homem inter-existente, no dizer de J.Herculano Pires (11). Se o leitor conseguir alcanar os resultados positivos que atingimos com o manusear dos originais da presente obra, damo-nos, editores e ns, por satisfeitos com a nossa tarefa, rogando-lhe, porm, desculpas pelo senes que decerto venham a existir ao longo de todo o livro, ao mesmo tempo que auguramos feliz viagem atravs do territrio frtil das Entrevistas que ora lhe colocamos nas mos.

    ELIAS BARBOSA

    Uberaba, 5 de Dezembro de 1971.

  • (1) Cf. Almerinda Rodrigues de Melo, Para Conhecer e Amar Jesus, 2.a edio, 1936, autorizada por D. Duarte Leopoldo e prefaciado por Carolina Ribeiro; e Reynaldo Kunts Busch. Padre Manoel da Nbrega, Missionrio e Educador, So Paulo, 1970, pg. 28 (2) Nota do prprio Emmanuel, em seu livro "H Dois Mil Anos. (3) Cf. Emmanuel, 50 Anos Depois". (4) Informao do prprio Emmanuel, em vrios comunicados atravs do mdium Xavier. (5) Histria da Literatura Brasileira, Edio Saraiva, 1957, pg. 25, Apud Clvis Tavares, Trinta Anos com Chico Xavier, Edio Calvrio, "o Paulo, 1967, pg. 209 (6) Apud Tito Lvio Ferreira, 0brega e Anchieta em So Paulo de Piratininga (Edio comemorativa do IV Centenrio da Morte da Padre Manoel da Nbrega), Conselho Estadual de Cultura, So Paulo, (prefcio datado de maio de 1970), pg. 43. (7) Idem, Ibidem, pg.