roteiro - chico xavier

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Sem a Boa Nova, a nossa Doutrina Consoladora será provavelmente um formoso parque de estudos e indagações, discussões e experimentos, reuniões e assembléias, louvores e assombros, mas a felicidade não é produto de deduções e demonstrações. Busquemos, pois, com o Celeste Benfeitor a lição da mente purificada, do coração aberto à verdadeira fraternidade, das mãos ativas na prática do bem e o Evangelho nos ensinará a encontrar no Espiritismo o caminho de amor e luz para a Alegria Perfeita. Emmanuel Pedro Leopoldo , 10 de junho de 1952

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    Definindo Rumos .................................................................................................................3 1 - O HOMEM ANTE A VIDA...............................................................................................5 2 - NO PLANO CARNAL....................................................................................................7 3 - O SANTURIO SUBLIME ............................................................................................9 4 - NA SENDA EVOLUTIVA ............................................................................................11 5 - NOS CRCULOS DA MATRIA.................................................................................13 6 - O PERISPRITO ...........................................................................................................15 7 - NO APRIMORAMENTO ...............................................................................................17 8 - A TERRA.....................................................................................................................19 9 - O GRANDE EDUCANDRIO .......................................................................................21 10 - RELIGIO...................................................................................................................23 11 - A F RELIGIOSA .......................................................................................................25 12 - O SERVIO RELIGIOSO ...........................................................................................27 13 - A MENSAGEM CRIST ...........................................................................................29 14 - EVANGELHO E ALEGRIA .........................................................................................31 15 - EVANGELHO E INDIVIDUALIDADE..........................................................................33 16 - EVANGELHO E CARIDADE ......................................................................................35 17 - EVANGELHO E TRABALHO......................................................................................37 18 - EVANGELHO E EXCLUSIVISMO .............................................................................39 19 - EVANGELHO E SIMPATIA ........................................................................................41 20 - EVANGELHO E DINAMISMO ....................................................................................43 21 - EVANGELHO E EDUCAO.....................................................................................45 22 - O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE ........................................................................47 23 - NA EXTENSO DO SERVIO...................................................................................49 24 - O FENMENO ESPRITA..........................................................................................51 25 - ANTE A VIDA MENTAL..............................................................................................53 26 - AFINIDADE ................................................................................................................54 27 - MEDIUNIDADE...........................................................................................................56 28 - SINTONIA...................................................................................................................58 29 - ALM DA MORTE ......................................................................................................60 30 - RENOVAO.............................................................................................................62 31 - DESAJUSTE APARENTE ..........................................................................................64 32 - COLABORAO........................................................................................................66 33 - INDIVIDUALISMO ......................................................................................................68 34 - OBSERVAES ........................................................................................................70 35 - ENTRE AS FORAS COMUNS .................................................................................72 36 DESENVOLVIMENTO PSQUICO.............................................................................74 37 - EXPERIMENTAO ..................................................................................................76 38 - MISSO DO ESPIRITISMO .....................................................................................78 39 - DIANTE DA TERRA ...................................................................................................80 40 - ANTE O INFINITO ......................................................................................................82

    http://livroespirita.4shared.com/

    NDICE

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    Definindo Rumos Em verdade, meu amigo, ters encontrado no Espiritismo a tua renovao mental. O fenmeno ter modificado as tuas convices. As concluses filosficas alteraram, decerto, a tua viso do mundo. Admites, agora, a imortalidade do ser. Sentes a excelsitude do teu prprio destino. Mas se essa transformao da inteligncia no te reergue o corao com o aperfeioamento ntimo, se os princpios que abraas no te fazem melhor, frente dos nossos irmos da Humanidade, para que te serve o conhecimento? Se uma fora superior te no educa as emoes, se a cultura te no dirige para a elevao do carter e do sentimento, que fazes do tesouro intelectual que a vida te confia? No vale o intercmbio, somente pelo capricho atendido. A expresso gritante do inabitual pode estar vazia de substncia. A ventania impetuosa que varre o solo, com imenso alarido, costuma gerar o deserto, enquanto que o rio silencioso e simples garante a floresta e a cidade, os lares e os rebanhos. Se procuras contacto com o plano espiritual, recorda que a morte do corpo no nos santifica. Alm do tmulo, h tambm sbios e ignorantes, justos e injustos, coraes no cu e conscincias no inferno purgatorial . . . As excurses no desconhecido reclamam condutores. O Cristo o nosso Guia Divino para a conquista santificante do Mais Alm... No te afastes dEle. Registrars sublimes narraes do Infinito na palavra dos grandes orientadores, ouvirs muitas vozes amigas que te lisonjearo a personalidade, escutars novidades que te arrebatam ao xtase, entretanto, somente com Jesus no Evangelho bem vivido que reestruturaremos a nossa individualidade eterna para a sublime ascenso Conscincia do Universo.

    * * * Estas pginas despretensiosas constituem um apelo congregao de nossas foras em torno do Cristo, nosso Mestre e Senhor.

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    Sem a Boa Nova, a nossa Doutrina Consoladora ser provavelmente um formoso parque de estudos e indagaes, discusses e experimentos, reunies e assemblias, louvores e assombros, mas a felicidade no produto de dedues e demonstraes. Busquemos, pois, com o Celeste Benfeitor a lio da mente purificada, do corao aberto verdadeira fraternidade, das mos ativas na prtica do bem e o Evangelho nos ensinar a encontrar no Espiritismo o caminho de amor e luz para a Alegria Perfeita.

    Emmanuel

    Pedro Leopoldo , 10 de junho de 1952

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    1 - O HOMEM ANTE A VIDA No crepsculo da civilizao em que rumamos para a alvorada de novos milnios, o homem que amadureceu o raciocnio supera as fronteiras da inteligncia comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o corao. Quem somos? Donde viemos? Onde a estao de nossos destinos? margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaos dos dolos mentirosos que adorou e, enquanto sensaes de cansao lhe assomam alma enfermia, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do seu, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto. Recorre sabedoria e examina o microcosmo em que sonha. Reconhece a estreiteza do crculo em que respira. Observa as dimenses diminutas do Lar Csmico em que se desenvolve. Descobre que o Sol, sustentculo de sua apagada residncia planetria, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela. Aprende que a Lua, insignificante satlite do seu domiclio, dista mais de 380.000 quilmetros do mundo que lhe serve de bero. Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espao imenso. Dentre eles, destaca-se Marte, distante de ns cerca de 56.000.000 de quilmetros na poca de sua maior aproximao. Alongando as perquiries, alm do nosso Sol, analisa outros centros de vida. Srius ofusca-lhe a grandeza. Plux, a imponente estrela do Gmea, eclipsa-o em majestade. Capela 5.800 vezes maior. Antares apresenta volume superior. Canpus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol.

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    Deslumbrado, apercebe-se de que no existe vcuo, de que a vida patrimnio de gota dgua, tanto quanto a essncia dos incomensurveis sistemas siderais, e, assombrado ante o esplendor do Universo, o homem que empreende a laboriosa tarefa do descobrimento de si mesmo volta-se para o cho a que se imanta e pede ao amor que responda soberania csmica, dentro da mesma nota de grandeza, todavia, o amor no ambiente em que ele vive ainda qual milagrosa em tenro desabrochar. Confinado ao reduzido agrupamento consangnea a que se ajusta ou compondo a equipe de interesses passageiros a que provisoriamente se enquadra, sofre a inquietao do cime, da cobia, do egosmo, da dor. No sabe dar sem receber, no consegue ajudar sem reclamar e, criando o choque da exigncia pra os outros, recolhe dos outros os choques sempre renovados da incompreenso e da discrdia, com raras possibilidades de auxiliar e auxiliar-se. Viu a Majestade Divina nos Cus e identifica em si mesmo a pobreza infinita da Terra. Tem o crebro inflamado de glria e o corao invadido de sombra. Or