Semiologia - Semiologia Cardiovascular

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Semiologia cardiovascularProf. Flvio Loureiro 23/10/09 30/10/09 06/11/09 Digitada por: Francisca Anglica, Jullyane, Katienne, Maria Alzira, Mayara, Farias, Srgio Lopes, Srgio Pimentel, Bruna e Gabriella. Organizada por: Nathlia Mota PRIMEIRA AULA 23/10/09 Sinais e sintomas cardiovasculares: Dispnia (falta de ar); Dor torcica (responsabilidade do mdico: pode no ser nada como uma dor muscular ou uma dor ssea, mas pode ser uma dor cardaca, uma dor vascular da aorta, dor de uma embolia pulmonar; responsabilidade porque corao, pulmo e aorta so nobres); Palpitaes (aparentemente so simples, mas no; muitas vezes elas denunciam por si s uma patologia cardaca, como as taquiarritmais paroxsticas); Edemas de um modo geral; Tosse; Cianose; Fadiga; Sncope (perder a conscincia); Lipotmia (sensao de desmaio). Roteiro que futuramente vo estudar; Definio; Fisiopatologia; Caracterizao pelo paciente; Diagnstico diferencial; Sintomas associados. Anatomia cardaca; O corao tem um tamanho de uma mo fechada; O corao humano pesa aproximadamente 300 gramas; Tem uma localizao no mediastino, de cima para baixo, de dentro para fora e da direita para a esquerda; dois teros esto no lado esquerdo do trax e um tero est no lado direito do trax Obs.: Essa compreenso de anatomia importante para a gente entender um dos exames mais simples de imagem da radiologia que a radiografia simples do trax; depois surgiu o ecocardiograma; surgiu a tomografia computadorizada e a ressonncia magntica. Houve um grande avano no diagnstico por imagem. Quando a gente associa o exame clnico com essa

imagem, ento o sucesso do diagnstico garantido. Mas o problema ter os conhecimentos propeduticos para saber naquele momento qual o exame mais adequado para o paciente; por isso que eu digo que o maior exame da medicina o exame clnico, os outros so exames complementares. No raio-X de trax no vamos ver o corao por dentro, apenas a sombra do corao. J no ultra-som, na ressonncia magntica, na tomografia computadorizada ns vamos ver o corao por dentro, ns vamos ver as estruturas valvares, os msculos papilares, o septo interventricular Por que que a gente no v no raio-X o corao por dentro, s v a sombra do corao, a silhueta cardaca? Qual o mecanismo fsico? O raio-X depende das densidades radiolgicas. Temos trs densidades radiolgicas: os ossos, que so radiopacos; a densidade do ar, que radiotransparente; densidade das partes moles. No trax temos as trs densidades radiolgicas, ento conseqentemente a densidade das partes moles e do sangue so iguais. Imagem da sombra do corao: a parede anterior do ventrculo direito, a parte central do ventrculo direito, trio direito, veia cava superior, ventrculo esquerdo.

Ns vamos aprender a imagem como que aumenta o trio esquerdo, a rotao que o corao sofre quando o trio esquerdo cresce uma rotao horria; quando o trio direito cresce sofre uma rotao anti-horria. Para otamanho do corao, usamos o ndice cardiotorcico, que compara a largura do corao com a largura do trax. Ento essa proporo que ns vamos ter uma idia se o corao est aumentado ou no. O trio esquerdo uma cavidade muito posteriorizada, ela est l atrs na silhueta cardaca, praticamente no tem manifestao, o trio esquerdo eu no vejo. Quando eu tenho uma suspeita que o trio esquerdo est aumentado, eu vou usar um artifcio, vou encher o esfago de contraste e esse esfago contrastado vai ser empurrado pelo trio esquerdo. Ento quando eu tenho um trio esquerdo aumentado empurrando o esfago, eu sei indiretamente que o trio esquerdo cresceu. Por que o cateterismo (exame invasivo) v o corao por dentro se tambm usa raio-X ? Porque no cateterismo eu vou encher as cavidades cardacas com contrastes radiolgicos, esses contrastes vo opacificar e eu vou ter uma visualizao das cavidades cardacas. Com o advento moderno o cateterismo vem diminuindo porque se descobriu que esses contrastes so muito lesivos aos rins, porque so iodados. A parede anterior do corao:1. formada pela borda esquerda

Pelo ventrculo esquerdo, a borda esquerda eu vou dividir em trs pores;

Poro inferior que eu vou chamar de arco inferior, que o ventrculo esquerdo; Poro mdia (arco mdio), que o tronco da pulmonar e tambm tem o hilo esquerdo; O arco superior que o cajado da aorta.

2. Borda direita Pelo trio direito, Veia cava inferior e superior Ento isso uma anatomia radiolgica. Pericrdio O pericrdio um saco seroso que envolve o corao; uma caracterstica das serosas que quando inflamadas elas choram. O pericrdio, em condies fisiolgicas, separando o parietal do visceral, tem um pouquinho de lquido. Em determinadas patologias, ou localizadas

no foco pericrdio ou distncia, podem aparecer com uma quantidade bem maior de lquidos e consequentemente vo alterar a dinmica do corao dependendo da quantidade e vai alterar tambm ausculta cardaca. Em condies normais, o atrito pericrdio, o deslizamento de um folheto no outro, esse deslizamento silencioso, no auscultamos nada; enquanto em condies patolgicas vamos escutar o atrito pericrdico. O atrito pericrdico parece com atrito do sapato de couro novo. A imagem radiolgica da tetralogia de fallot lembra um tamanco holands; pulso em martelo dgua ( um brinquedo chins), so comparaes que esto fora da nossa cultura, temos certa dificuldade de entender. O atrito pericrdico diz que o corao est inflamado. Toda vez que auscultamos o atrito pericrdico, a primeira medida pedir um ecocardiograma. O eco excelente para ver o pericrdio, primeiro que o pericrdio reflete bem o ultra-som, segundo a presena de lquido melhora a avaliao. Esse lquido pode ser um lquido com pouca protena, com muita protena e s vezes at sangue, como acontece nos ferimentos penetrantes do trax, que pode haver um hemopericrdio. Muito sangue dentro da cavidade pericrdica e esse sangue pode tamponar o corao, o corao tem sstole, mas no tem distole; no consegue distender e isso se tornar uma grande urgncia; preciso esvaziar esse pericrdio para poder livrar o corao. Ou vezes o indivduo tem uma pericardite tuberculosa e quando ele cura a pericardite, ele fica com o pericrdio calcificado e esse pericrdio calcificado encarcera o corao e dificulta a expanso do msculo cardaco, a distole, ento estamos diante de um caso de pericardite constrictiva; essa pericardite constrictiva, devida a calcificao muito fcil ver na radiografia simples do trax. Ver a silhueta cardaca e ver uma mancha branca envolvendo o corao, que a calcificao do pericrdio. Em situaes extremas o cirurgio tem que descortiar que descascar o pericrdio, deixar o corao sem pericrdio para liberar o corao para a sstole e a distole. Toda pericardite obrigatoriamente no significa doena do pericrdio. s vezes o indivduo tem um lpus e a primeira manifestao quem descobre o clnico ou o cardiologista que vai auscultar e encontra o atrito pericrdico. s vezes se trata de tumor de mama, tem uma srie de manifestaes de pericardite distncia, sem traduzir diretamente doena do pericrdio. Interior do corao. H uma grande diferena entre a cavidade ventricular direita e a cavidade ventricular esquerda. Vocs se lembrem que na vida intra-uterina era o contrrio, predominavam mais as cavidades direitas do que as esquerdas, porque o pulmo fetal no respira. Quando a criana nasce, no eletrocardiograma, tem a predominncia do ventrculo direito. Gradativamente vai diminuindo o ventrculo direito e vai aumentando a grandeza vetorial do ventrculo esquerdo.

Aos sete anos de idade, o eletrocardiograma da criana igual ao do adulto.Como o padro juvenil? O padro juvenil, isso interessante porque algum pode colocar no eletro que as ondas T so negativas em V1, V2 e V3 numa pessoa jovem e achar que aquilo isquemia miocrdica e no ; o padro juvenil. Temos o padro fetal, do recmnascido, tem o padro da criana at sete anos, tem o padro juvenil e o padro de adulto e tem o do idoso, que quando ele comea a ter as cardiopatias. E tem o padro de atleta que completamente diferente. O corao de atleta tem cinco itens que muda devido prtica de esportes. No sabemos ainda se isso patolgico ou fisiolgico. Esse septo interventricular tem uma pequena parte, que membranosa, e a maior parte muscular. Na maioria das vezes um defeito cardaco congnito chamado comunicao interventricular, que agora por diante eu vou chamar de CIV, a CIV na maioria das vezes

membranosa, graas a Deus porque facilita o trabalho do cirurgio. Endoprteses com cateterismo podem ser instaladas nesse orifcio, sem precisar mais abrir o trax. A CIV uma das cardiopatias congnitas acianticas mais freqentes acontece no septo membranoso. Por que ela aciantica? Porque sangue do lado esquerdo que tem maior presso do ventrculo esquerdo e passa para o lado direito. Ento sangue arterial que passa para o lado venoso e vai para o pulmo novamente. Todas as vezes que eu tiver uma CIV eu vou ter uma unidade hemodinmica que est circulando: Ventrculo Esquerdo, ventrculo direito (VD), pulmo, trio esquerdo (AE). Eu vou ter uma unidade hemodinmica que est circulando nesse pequeno circuito. E vou ter uma grande parte que est circulando para a aorta. Eu vou ter um volume maior de sangue na cavidade direita e vou ter maior volume de sangue tambm nos pulmes. Ento, vejam como fcil deste ponto de vista anatomo-fisiolgico classificar as cardiopatias congnitas. Essa CIV chamada cardiopatia congnita aciantica e com interfluxo pulmonar, o pulmo fica cheio de sangue. Como que o pulmo reage quando ele est cheio de sangue?Com mais sangue do que devia? As artrias se largam? Ficam estreitas? Como que o pulmo deve se comportar diante de uma CIV? Ele promove uma vasoconstrico que eleva a presso pulmonar. Ento, o grande problema dessas cardiopatias congnitas acianticas com interfluxo pulmonar a hipertenso pulmonar. Por que ela problemtica? Inicialmente ela reativa, uma vasoconstrico, depois ela vai hipertrofiando a camada muscular da artria e a artria hipertrofiada vai ficando com a luz estreita.