-sim, eu sou o gênio, sou capaz de atender qual-quer pedido. ... sava da bênção de deus para

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  • Uma publicao da Igreja Batista da Lagoinha

    1 Edio: junho/2013

    Capa e Diagramao:

    Junio Amaro

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    INTRODUO

    Trs desejosConta-se uma antiga anedota que certa feita um

    capiau estava beira da estrada, vendo a vida passar, quando foi surpreendido por um fato, ao passar um caminho de mudanas que trepidou por causa de um buraco da rua e um dos itens que estava dentro dele caiu. O capiau pegou aquele item, e enquanto o caminho sumia no horizonte, pde perceber que era um objeto inusitado, era uma lmpada bem antiga, ela tinha se sujado na queda e quando a esfregou para limp-la, de repente saiu de dentro dela um g-nio. Ele olhou para o capiau e disse:

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    - Eu sou o gnio da lmpada, por me libertar voc tem direito a fazer trs pedidos, pode pedir o que quiser e eu lhe darei!

    - Qualquer coisa?-Sim, eu sou o gnio, sou capaz de atender qual-

    quer pedido.O capiau meio tmido, olhando para o cho dis-

    se:-Sabe, eu queria um queijo.Mesmo estranhando a simplicidade do pedido

    o gnio fez aparecer o queijo. O homem ficou todo feliz e gastou um longo tempo comendo aquele queijo. Quando acabou, o gnio novamente se di-rigiu para ele:

    - E agora, qual o seu segundo pedido?O sujeito, muito sem graa, respondeu:-Aquele queijo estava maravilhoso, foi o melhor

    que eu comi na minha vida, ser que voc poderia me dar outro?

    O gnio, meio que sem entender o que estava acontecendo, fez o outro queijo aparecer para ale-gria do capiau. Ele novamente se deleitou longa-mente comendo o segundo queijo, o dia j estava se acabando e o gnio meio sem pacincia com

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    tudo aquilo, e to logo o homem terminou de co-mer foi interpelado por ele:

    - Enfim, qual o seu ltimo pedido?- Ah... me d um milho de reais em barras de

    ouro.Puff, o gnio fez brotar diante dele as barras de

    ouro. Enquanto o capiau as recolhia, o gnio relu-tava em voltar para lmpada, mesmo sendo um homem muito sbio ele no conseguia entender o que acabara de ocorrer. Ento, ele se voltou pela l-tima vez para o capiau e perguntou:

    -Olhe aqui, me explica isso, pedir dois queijos e depois ouro?

    - que eu fiquei com vergonha de pedir outro queijo.

    De onde vm as guerras e pelejas entre vs? Por-ventura no vm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?

    Cobiais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcanar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque no pedis.

    Pedis, e no recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.

    Adlteros e adlteras, no sabeis vs que a

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    amizade do mundo inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.Ou cuidais vs que em vo diz a Escritura: O Esprito que em ns habita tem cimes? Antes, ele d maior graa. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, mas d graa aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugir de vs. Chegai-vos a Deus, e ele se chegar a vs. Limpai as mos, pecadores; e, vs de duplo nimo, purificai os coraes.

    (Tiago 4.1-8)A anedota e o texto bblico falam a respeito da

    mesma coisa de formas diferentes, muitas vezes fa-zemos pedidos a Deus. Inclusive muitos de ns s nos lembramos Dele nessa hora. E muito da nossa indignao e frustrao neste processo o sen-timento de que esse pedido no foi atendido. O que no nos atentamos a perceber se a natureza de nosso pedido est compatvel com o sonho de Deus para nossa vida. O texto de Tiago fala sobre isso, pedir e no receber, porque so pedidos para nossa vaidade, para nossos interesses. Por exem-plo: Um jovem est firme na igreja, vai aos cultos, frequenta Clula e est envolvido em ministrios.

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    Ele ora para Deus lhe dar um carro, para se deslo-car melhor pelos lugares. Muitas vezes, o carro no chega. Uma boa explicao para isso que Deus sabe que muitos de ns com um carro no teramos a igreja como primeira opo, escolheramos ir a outros lugares, que de nibus no seriam possveis.

    Mais que receber as boas ddivas de Deus, pre-cisamos aprender a pedir as coisas a Ele. Alinhar a nossa vontade Dele o primeiro passo. Se tiver-mos intimidade com Jesus, Ele mesmo nos revelar quais so Seus planos para ns, e com isso, o que precisamos para que os planos se tornem realidade. Precisamos, portanto, pedir o que precisamos para cumprir a vontade de Deus em nossas vidas e no o que desejamos.

    muito comum confundirmos desejo com ne-cessidade, essa a principal raiz de todos os maus pedidos. Casar por exemplo, um desejo, inclusive de Deus, mas quando se torna uma obsesso; co-meamos a colocar toda nossa vida nisso, toda nos-sa petio, e no fim cobramos de Deus como se da-quilo dependesse nossa prpria sobrevivncia. a que confundimos nosso pedido e o fazemos errado, bvio que Ele jamais ser atendido.

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    A vontade de Deus realizar nossos desejos, mas Ele no far nada que prejudicar sua vida es-piritual ou que o afaste dele.

    Confie no Senhor e faa o bem; assim voc habi-tar na terra e desfrutar segurana. Deleite-se no Se-nhor, e ele atender aos desejos do seu corao. Entre-gue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agir:

    Ele deixar claro como a alvorada que voc justo, e como o sol do meio-dia que voc inocen-te. (Salmos 37.3-6)

    Neste livro quero junto a voc responder a se-guinte pergunta: SE DEUS APARECESSE PARA VOC AGORA E LHE DESSE A OPORTUNIDADE DE FAZER O PEDIDO QUE QUISESSE, QUAL VOC FARIA? Desa-fio voc agora, a pegar uma folha de papel e anotar trs coisas que voc pediria a Deus, caso tivesse um oportunidade como essa. Na sequncia veremos trs homens da Bblia que tiveram essa oportuni-dade, as escolhas que eles fizeram certamente, nos daro inspirao para nossas escolhas. Boa leitura!

    Em Gibeo o Senhor apareceu a Salomo num sonho, noite, e lhe disse: Pea-me o que quiser, e eu lhe darei.

    (1 Reis 3.5)

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    1 O peDIDO De Jac; a bNO De

    DeUs

    Naquela noite Jac levantou-se, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos para atravessar o lugar de passagem do Jaboque.

    Depois de hav-los feito atravessar o ribeiro, fez passar tambm tudo o que possua. E Jac ficou sozinho. Ento, veio um homem que se ps a lutar com ele at o amanhecer. Quando o homem viu

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    que no poderia domin-lo, tocou na articulao da coxa de Jac, de forma que lhe deslocou a coxa, en-quanto lutavam. Ento, o homem disse: Deixe-me ir, pois o dia j desponta. Mas Jac lhe respondeu: No te deixarei ir, a no ser que me abenoes.

    O homem lhe perguntou: Qual o seu nome? Jac, respondeu ele.

    Ento disse o homem: Seu nome no ser mais Jac, mas sim Israel, porque voc lutou com Deus e com homens e venceu.

    Prosseguiu Jac: Peo-te que digas o teu nome. Mas ele respondeu: Por que pergunta o meu nome? E o abenoou ali.

    Jac chamou quele lugar Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada. (Gnesis 32.22-30)

    Jac tinha uma marca negativa em sua histria, havia roubado a primogenitura do irmo, enganado o pai e era foragido em relao a eles. O tempo pas-sou, ele se casou, teve filhos, prosperou no traba-lho, mas aquela marca continuava. Ele, ento, teria a oportunidade de reencontrar o irmo e acertar as contas do passado. Certamente muita expectativa estava em seu corao, medo e o desejo de mudar

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    essa marca de enganador. Mais do que tudo preci-sava da bno de Deus para prosseguir. Quando encontrou o anjo no vale era a oportunidade, lutou por ele e saiu dali abenoado. Deus o abenoou e j no era mais enganador, mas Deus havia mudado seu nome para Israel.

    Tudo o que desejamos fazer da nossa vida, todos os nossos projetos, o nosso nome, precisam da bn-o de Deus. A bno de Deus nos protege, nos d segurana, impede que faamos coisas erradas. Precisamos dela antes de tomar decises, assumir responsabilidades, encarar novos e velhos desafios. Ela capaz de mudar o significado do que somos para ns mesmos, de limpar as marcas do passado e nos deixar livres e leves para caminhar em frente, na estrada da vida, sem medo dos fantasmas do passa-do, como foi com Jac.

    Perdemos muito quando fazemos as coisas da nossa cabea, quebramos a cara. Dizemos que somos prticos, realistas, que precisamos resolver o proble-ma, mas na verdade o que est por detrs disso a nossa autossuficincia. O apstolo Tiago nos alerta para este tipo de comportamento, a ideia de que so-mos independentes e no precisamos de Deus.

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    E agora, vs que dizeis: Hoje ou amanh iremos a tal cidade, l passaremos um ano, negociaremos e ganharemos.

    No entanto, no sabeis o que suceder amanh. Que a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece.

    Em lugar disso, deveis dizer: Se o Senhor qui-ser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Mas agora vos jactais das vossas presunes; toda jactncia tal como esta maligna. Aquele, pois, que sabe fazer o bem e no o faz, comete pecado. (Tiago 4.13-17)

    Esse texto nos mostra que no s fundamental que Deus abenoe e participe de nossos projetos, como no faz-lo se configura em pecado. Por isso, to importante pedirmos a bno de Deus antes de darmos o prximo passo. Abrir mo disso se tornar o prprio pastor, como falado na carta de Judas:

    Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balao, e pe-receram na rebelio de Cor.

    Estes so os escolhidos em vossos gapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; so nuvens

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    sem gua, levadas pelos ventos; so rvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas furiosas do mar, espumando as suas prprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas. (Ju-das 1.11-13)

    A