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Narrativas Potiguara

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  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CINCIAS HUMANAS

    DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL

    JOS GLEBSON VIEIRA

    Amigos e competidores: poltica faccional e feitiaria nos Potiguara da Paraba

    So Paulo

    2010

  • ii

    UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CINCIAS HUMANAS

    DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL

    Amigos e competidores: poltica faccional e feitiaria nos Potiguara da Paraba

    Jos Glebson Vieira

    Tese apresentada ao Programa de Ps-

    Graduao em Antropologia Social do

    Departamento de Antropologia da Faculdade de

    Filosofia, Letras e Cincias Humanas da

    Universidade de So Paulo como pr-requisito

    para obteno do ttulo de Doutor em Cincia

    Social (Antropologia Social).

    Orientadora: Profa. Dra. Marta Rosa Amoroso

    So Paulo

    2010

  • VIEIRA, Jos Glebson. Amigos e competidores: poltica faccionaI e feitiaria nos Potiguara da Paraba. SoPaulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Cincias Humanas, Universidade de So Paulo, 2010. 365p. Tese deDoutorado em Cincia Social (Antropologia Social).

    ERRATA

    Folha Linha Onde se l Leia-se

    xv 40 5.2.1 Os reinados encantado 5.2.1 Os reinados encantadosxv 42 5.2.3 O tor catimb e o catimb 5.2.3 Todo caboclo tem catimb

    feitiariaxv 22 "ser caboclo" ser cabocloXv 28 5.1 Ser caboclo ser cismado 5.1 Ser caboclo ser cismado36 06 com a Funaio (me chamar) com a Funai.39 23 ser caboclo ser caboclo50 31 acusam as aldeias de promoverem acusam as aldeias de no promoverem53 03 (cf. Overing; Passes, 2002) (cfo Overing; Passes, 2000)62 07-08 prtica incomum entre os caboclos prtica comum entre os caboclos65 12 figural preferida figura preferida75 15- por um pequena elevao denominado por uma pequena elevao denominada76 24 por dois (primos das anteriores) por dois irmos (primos das anteriores)82 20 gradiente de distncia nas gradiente de distncia e proximidade nas105 10 ser caboclo ser caboclo124 20 "ser caboclo" ser caboclo124 25 desde fossem apresentadas desde que fossem apresentadas145 22 daquele sculo: o esboo daquele sculo ocorrer: o esboo150 18-19 de natureza com exterioridade de natureza com maior grau de

    exterioridade151 12 gerado gerada154 04 no ano de 1999 no ano de 1999 em Baa da Traio167 03 derrotada nas eleies derrota nas eleies167 15 de uma que apresente de uma aldeia que apresente173 23 para que o reconhecimento para o reconhecimento173 25 e, seguida e, em seguida182 14 (cfo (Lima, 2005) (cf. Lima, 2005)184 11 (o chefe-e-sua "turmas") (o chefe-e-sua-turmas)196 13-14 (como descrito no primeiro captulo) (como descrito acima)213 09 "renda" "renda"219 23 4.1.2 Circulao de bens e riquezas e o 40102 Circulao de bens e riquezas e o

    "ser caboclo" ser caboclo223 23 pelo menos espacial pelo menos espacial de ambos223 30 Sarrambi e atuao Sarrambi a atuao240 08 do tor constituir do tor constitui252 02 "ser caboclo" ser caboclo254 04 Ser caboclo Ser caboclo256 23 "ser caboclo" ser caboclo264 17 ser caboclo ser caboclo268 25 ao lder "fora de si" ao lder que estava "fora de si"269 14 modo de falar [o ..] (falta algum conectivo modo de falar de relaes

    aqui) de relaes271 17 Florzinha Florzinha284 08 negar com a continuidade negar a continuidade291 13 tambm revela que passa tambm passa293 16 colaborao na concesso colaborado para a concesso305 19 faixa de terras faixa de terras em 2007307 06 Florzinha Florzinha309 30 justiada a tentativa justificada a tentativa310 25 fazendo com que fazer com que

  • iii

    VIEIRA, Jos Glebson. Amigos e competidores: poltica faccional e feitiaria nos Potiguara da

    Paraba. Tese apresentada a Faculdade de Filosofia, Letras e Cincias Humanas da Universidade de So Paulo como pr-requisito para obteno do ttulo de Doutor em Cincia Social

    (Antropologia Social).

    Aprovado em:

    Banca examinadora

    Profa. Dra. Marta Rosa Amoroso Instituio: FFLCH/USP

    Julgamento: ________________ Assinatura: ________________________

    Profa. Dra. Susana de Matos Viegas Instituio: Universidade de Lisboa

    Julgamento: ________________ Assinatura: ________________________

    Prof. Dr. Ugo Maia Andrade Instituio: Universidade Federal de Sergipe

    Julgamento: ________________ Assinatura: ________________________

    Prof. Dr. Renato Sztutman Instituio: FFLCH/USP

    Julgamento: ________________ Assinatura: ________________________

    Prof. Dr. Mrcio Ferreira da Silva Instituio: FFLCH/USP

    Julgamento: ________________ Assinatura: ________________________

  • iv

    DEDICATRIA

    A Luciana com amor

    e aos Potiguara com gratido

  • v

    AGRADECIMENTOS

    Esta tese no teria sido possvel sem a colaborao e o apoio efetivo e afetivo de

    pessoas e instituies. Gostaria de agradecer inicialmente a CAPES pela concesso de bolsa

    de estudo atravs do PICD, com a qual foi possvel me dedicar integralmente ao doutorado.

    Na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, meus agradecimentos se dirigem,

    especialmente, aos colegas do Departamento de Cincias Sociais que compartilharam comigo

    os desafios da docncia e da construo de uma amizade para alm da academia. Ao incentivo

    de meus ex-alunos em sempre buscar mais. Ao Setor de Capacitao Docente na pessoa de

    Almir Castro pela eficincia e gentileza na burocracia da instituio.

    Na Universidade de So Paulo sou muito grato ao apoio recebido pelos funcionrios do

    PPGAS e do DA, Ivanete Ramos, Rose Oliveira, Soraya Gebara e Celso. Aos editores da

    Cadernos de Campo, de 2006 a 2008, com quem tive o prazer de compartilhar momentos

    agradveis e estimulantes de convivncia, amizade e aprendizagem no campo editorial. Aos

    professores do DA, Lilian Schwartz, Mrcio Silva, Dominique Gallois, Jos Guilherme

    Magnani, Rose Satiko e Fernanda Peixoto agradeo o incentivo, as lies de vida e o

    aprendizado. De modo especial aos Professores Renato Sztutman pelas diferentes e valiosas

    contribuies para a reflexo da poltica amerndia levadas a termo nesta tese, desde o exame

    de qualificao at a banca de defesa e Ana Cladia Marques pelo dilogo (e a amizade)

    sempre instigante no Estgio docente, na qualificao e noutros momentos em So Paulo.

    Agradeo a disponibilidade e o interesse de Susana Viegas, Ugo Maia e Mrcio Silva

    para participar da banca de defesa e contribuir com o debate proposto pela tese.

    A minha orientadora Marta Amoroso. Essa tese no teria sido possvel sem seu apoio

    efetivo e sua cumplicidade. O nosso feliz reencontro, a interlocuo sempre estimulante e a

    amizade constituda ao longo desse tempo confirmaram o acerto em escolher a USP para

    realizar o meu doutorado e integrar o Ncleo de Histria Indgena e do Indigenismo.

    Aos meus colegas e amigos do PPGAS, minha gratido pela oportunidade de

    compartilhar minhas inquietaes, angstias, descobertas. Agradeo a convivncia, o estmulo

    e amizade de Pedro Loli, Alexandre Barbosa, Lilian Sagio, Leandro Mahalen, Jayne Collevati,

    Fbio Nogueira, Renato Martins, Paula Pires, Csar Augusto, ris Arajo, Andr Drago, Luisa

    Valentini, Valria Macedo, Jacqueline Teixeira.

    Minha gratido especial a Thas e a Eva pelos nossos encontros, discusses das nossas

    teses, desabafos, crises, pelos vinhos e comidas deliciosas em momentos inesquecveis. A Eva

  • vi

    (e ao seu marido Marco Fontanella) agradeo ainda a amizade, o afeto, a cumplicidade, o

    companheirismo, a aprendizagem e as lembranas de Curitiba e do Nordeste.

    Ainda em So Paulo, devo o acolhimento e a amizade de muitas pessoas que foram

    extremamente afetuosas e gentis em minha permanncia durante 04 anos. Minha gratido a

    Beth, Ugo Maia, Nicea Mary, Isabel Vitorino (e seu filho Tot), Nilton, Raimunda Pinto (D.

    Mundica), Neudson Pinto, Karen Jansen, Olga Koschiro, Gediel e Selma Aquino.

    Em Joo Pessoa, sou grato a Petrnio Machado e Luis Carlos Ferraz Sitnio

    administradores da Funai de Joo Pessoa pelo apoio e pela facilitao a informaes

    institucionais, documentos, mapas e dados demogrficos e pela interlocuo sempre muito

    esclarecedora.

    A minha famlia, especialmente meus pais Eudes e Maria Joaquina, meu irmo

    Glriston, pelo afeto, lies de vida, confiana, incentivo e a aposta na minha trajetria

    profissional. A minha querida av Eunice, exemplo de determinao e ternura, que durante

    esse percurso nos deixou com muita saudade. Sou grato ainda aos meus afins Kalidianne

    Antonio, Maria Daluz, Liliane, Samara, Eduardo e Aninha pelo carinho e ateno.

    Quero expressar minha gratido aos Potiguara que desde 1998 passei a conviver, a

    construir amizades slidas e, sobretudo, pensar a vida sob outros ngulos. De maneira

    particular, agradeo a famlia de Seu Antonio Santana e Dona Creuza - que me aceitou como

    um dos seus - pelo suporte material e emocional durante todo o trabalho de campo e em outros

    momentos. Dentre as pessoas com quem tive o prazer de compartilhar minhas inquietaes,

    meus projetos, minhas angstias, agradeo especialmente a Daniel Santana, Samuel,

    Aguinaldo, Maria de Ftima, Robevaldo (Robinho), Jadson, Tanielson e Bruno.

    Pelo apoio e o incentivo para a realizao da pesquisa agradeo as lideranas

    indgenas: Caboquinho, Iolanda, Capito, Sandro, Comadre,