foucault & deleuze

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  • 1. Foucault e Deleuze SOCIEDADE DISCIPLINAR E SOCIEDADE DE CONTROLE

2. Modernidade - saberes e prticas diciplinadoras: Medicina clnica: A Escola: O Poder Judicirio A Fbrica 3. Sociedades disciplinares 4. maneiras de produzir e os lugares da produo : especializao e controle A medicina clnica passou a ter como foco o corpo do doente e como objetivo trazer esse corpo de volta ao normal. Esse padro de normalidade passou a ser um parmetro para toda a sociedade e a medicina ganhou uma dimenso poltica de controle. escola tem o poder de ensinar porque tem o poder de saber quais so os comportamentos desejveis, quais so os contedos imprescindveis e qual a didtica adequada. instituies de justia e punio, que encontra nas prises seu espao de realizao. A recluso por tempo determinado no presidio substituiu, na maior parte dos pases do Ocidente, a morte punitiva. As fbricas, por exemplo, reproduzem a estrutura da priso, no sentido de que colocam os indivduos, separados segundo suas diferentes funes, sob um rgido sistema de vigilncia. 5. Sociedades disciplinares 6. Pintura Nau dos Insensatos (Bosch) 7. Loucura na Idade Media A nau dos insensatos uma alegoria persistente no imaginrio. Aqui aparece segundo a verso de Bosch/ Hieronymus Bosch ('s- Hertogenbosch, c. 1450 9 de Agosto de 1516), um dos mais instigantes mestres da pintura. A insensatez como sinnimo de loucura, alienao, coisas que, no cenrio medieval, eram associadas ao pecado e, por isso, demonizadas. O louco medieval no pertencia ainda categoria dos doentes, mas integrava a sociedade como uma espcie de pria, muitas vezes profeta, outras vezes, possesso. Era preciso normaliz-lo, adequando-o linha de conduta vigente. No existe loucura, apenas loucos, e neste amplo quadro cabiam e cabem ainda as mais vastas concepes de desajuste, desde os extticos, passando pelos mansos e indo at os furiosos. A loucura tem uma histria, e ela no , de modo algum, a histria dos loucos. Loucos no tem voz. So fundo, no forma. Bodes expiatrios que carregam em suas sacolas todas as negaes que afligem aos normais, purificando-os de suas culpas. Loucos e criminosos devidamente isolados, seja pelo hospcio, pelo crcere ou pela medicao silenciam a inconscincia de todos ns. 8. A Priso 9. Na palavras de FOUCAULT: Em suma, o princpio da masmorra invertido; ou antes, de suas trs funes trancar, privar de luz e esconder s se conserva a primeira e suprimem-se todas as outras duas. A plena luz e o olhar de um vigia captam melhor que a sombra, que finalmente protegia. A visibilidade uma armadilha. (Foucault, 1975) 10. Sociedades disciplinares 11. (MICHEL FOUCAULT. Microfsica do poder.) "... uma das primeiras coisas a compreender que o poder no est localizado no Estado e que nada mudar na sociedade se os mecanismo de poder que funcionam fora, ao lado dos aparelhos de Estado a um nvel muito mais elementar, no forem modificados". 12. (Vigiar e Punir, Terceira parte, Disciplina, p. 176-177). Em sua obra Vigiar e Punir, Michel Foucault trata do poder disciplinar, ao escrever: A disciplina no pode se identificar com uma instituio nem com um aparelho; ela um tipo de poder, uma modalidade para exerc-lo, que comporta todo um conjunto de instrumentos, de tcnicas, de procedimentos, de nveis de aplicao, de alvos; ela uma fsica ou uma anatomia do poder, uma tecnologia. E pode ficar a cargo seja de instituies especializadas (as penitencirias, ou as casas de correo do sculo XIX), seja de instituies que dela se servem como instrumento essencial para um fim determinado (as casas de educao, os hospitais), seja de instncias preexistentes que nela encontram maneira de reforar ou de reorganizar seus mecanismos internos de poder (um dia se precisar mostrar como as relaes intrafamiliares, essencialmente na clula pais-filhos, se disciplinaram, absorvendo desde a era clssica esquemas externos, escolares, militares, depois mdicos, psiquitricos, psicolgicos, que fizeram da famlia o local de surgimento privilegiado para a questo disciplinar do normal e do anormal), seja de aparelhos que fizeram da disciplina seu princpio de funcionamento interior (disciplinao do aparelho administrativo a partir da poca napolenica), seja enfim de aparelhos estatais que tm por funo no exclusiva mas principalmente fazer reinar a disciplina na escala de uma sociedade (a polcia). 13. Na palavras de FOUCAULT: Para dizer as coisas mais simplesmente: o internamento psiquitrico, a normalizao mental dos indivduos, as instituies penais tm, sem dvida, uma importncia muito limitada se se procura somente sua significao econmica. Em contrapartida, no funcionamento geral das engrenagens do poder, eles so, sem dvida, essenciais. Enquanto se colocava a questo do poder subordinando-o instncia econmica e ao sistema de interesses que garantia, se dava pouca importncia a estes problemas. (Michel Foucault. Microfsica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1977 14. (Vigiar e Punir, Terceira parte, Disciplina, p. 176-177). A disciplina no pode se identificar com uma instituio nem com um aparelho; ela um tipo de poder, uma modalidade para exerc-lo, que comporta todo um conjunto de instrumentos, de tcnicas, de procedimentos, de nveis de aplicao, de alvos; ela uma fsica ou uma anatomia do poder, uma tecnologia. E pode ficar a cargo seja de instituies especializadas (as penitencirias, ou as casas de correo do sculo XIX), seja de instituies que dela se servem como instrumento essencial para um fim determinado (as casas de educao, os hospitais), seja de instncias preexistentes que nela encontram maneira de reforar ou de reorganizar seus mecanismos internos de poder (um dia se precisar mostrar como as relaes intrafamiliares, essencialmente na clula pais-filhos, se disciplinaram, absorvendo desde a era clssica esquemas externos, escolares, militares, depois mdicos, psiquitricos, psicolgicos, que fizeram da famlia o local de surgimento privilegiado para a questo disciplinar do normal e do anormal), seja de aparelhos que fizeram da disciplina seu princpio de funcionamento interior (disciplinao do aparelho administrativo a partir da poca napolenica), seja enfim de aparelhos estatais que tm por funo no exclusiva mas principalmente fazer reinar a disciplina na escala de uma sociedade (a polcia). 15. Deleuze: No ano de 1990, o filsofo francs Gilles Deleuze criou o conceito de sociedade do controle para explicar a configurao totalitria das sociedades atuais. Na sociedade de controle as pessoas tm a iluso de desfrutarem de maior autonomia, pois podem, por exemplo, acessar contas correntes e fazer compras pela Internet. Mas, por outro lado, seus comportamentos e hbitos de consumo podem ser conhecidos pelo governo, pelos bancos e grandes empresas. Sem suspeitarem disso, os indivduos podem ser controlados distncia, como se cada um fosse dotado de uma coleira eletrnica. 16. MICHEL FOUCAULT. (Microfsica do poder.) - A POLTICA: "... uma das primeiras coisas a compreender que o poder no est localizado no Estado e que nada mudar na sociedade se os mecanismo de poder que funcionam fora, ao lado dos aparelhos de Estado a um nvel muito mais elementar, no forem modificados". 17. Sociedade de controle 18. Mundo das marcas 19. Jaspion 20. Sociedade de controle 21. (Folha Online, 03.03.2010.) Pesquisa feita pela Associao Alem das Empresas de Informao, Telecomunicao e Novas Mdias (Bitkom) revela que 23% dos moradores do pas topam ter um microchip inserido no prprio corpo, contanto que isso traga benefcios concretos a eles. O levantamento, realizado com cerca de mil pessoas de vrias cidades, foi divulgado na feira de tecnologia Cebit, que vai at o prximo sbado (7), em Hannover.