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Realizao:

Apoio:

Prefeitura do RecifeSecretaria de Cultura

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO PILARRecife/PE

Relatrio TcnicoMapa de Danos & Recomendaes de Restauro

Diretoria de Preservao do Patrimnio CulturalGerncia de Documentao, Promoo e Educao Patrimonial

Recife. Agosto/2008

MAPA DE DANOS

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Recife/PE

1

Joo Paulo Lima e Silva Prefeito

Luciano Siqueira

Vice-Prefeito

Joo Roberto Peixe Secretrio de Cultura

Franciza Toledo Diretora da DPPC

DIRETORIA DE PRESERVAO DO PATRIMNIO CULTURAL-DPPC

EQUIPE TCNICA: Ana Patrcia Guimares

Conceio Fragoso Giselle Cavalcanti Katharina Basante

Lorena Veloso Maria de Lourdes Nbrega

Maria Cristina Balbino Ribeiro Renata Lopes Tyana Lemos

ESTAGIRIOS:

Henrique Barros Neto Marcella Wizberguer

Maria Luiza Reis

Autoria: Gerncia de Documentao, Promoo e Educao Patrimonial Gerente: Lorena Correia Veloso Responsvel tcnico pelo relatrio: Renata Lopes Pereira

MAPA DE DANOS

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Recife/PE

2

NDICE 1. Apresentao | 03

2. Breve Histrico | 04

3. Metodologia | 06

4. Identificao do estado atual | 09

5. Mapeamento de danos | 10

6. Anexos | 19 - Plantas das Fachadas

- Fichas n01 (Ambientes internos: piso, parede, teto)

- Fichas n02 (Esquadrias: identificao de vos e esquadrias & Identificao de ferragens das esquadrias)

- Fichas n03 (Bens Integrados)

7. Algumas recomendaes | 28

8. Bibliografia | 34

9. CD de dados | 35

MAPA DE DANOS

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Recife/PE

3

1. APRESENTAO A Gerncia de Documentao, Promoo e Educao Patrimonial da Diretoria de Preservao do Patrimnio Cultural DPPC/ SECULT, atravs de convnio firmado com o IPHAN/5SR, em parceria com a organizao no-governamental Centro de Trabalho e Cultura - CTC, pretende promover a recuperao fsica da Igreja Nossa Senhora do Pilar, monumento federal localizado na Rua de So Jorge, S/N, Bairro do Recife, Recife/PE. A ao ser desenvolvida a partir de uma oficina-escola de restauro que capacitar jovens e adultos entre 18 e 24 anos, moradores da localidade, nos ofcios tradicionais da construo civil, preparando-os para o atendimento de uma demanda cada vez mais crescente: a de obras de conservao e restauro no patrimnio edificado. O monumento est inserido na Zona Especial de Preservao do Patrimnio Histrico-Cultural 09/ZEPH 09 SR: Setor de Renovao, estando, por esta razo, submetido Lei 16.990/97 e apresenta Tombamento Federal - Livro de Belas Artes. Inscrio: 483. Data: 25-8-1965/Livro Histrico. Inscrio: 385. Data: 25-8-1965. N. Processo: 0761-T-65, submetendo-o ao Decreto Lei N25/1937.

A proposta deste trabalho apresentar um mapa de danos do supracitado monumento, a fim de criar subsdios para elaborao de uma proposta de restauro com oramento completo para recuperao fsica da igreja.

FIG. 01. Mapa do Bairro do Recife. A rea destacada em vermelho corresponde Comunidade do Pilar.

MAPA DE DANOS

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Recife/PE

4

PORTA DA TERRA

PORTA DO MAR

PORTA DA BALSA

FORA DE PORTAS

FORTALEZADE SO JORGE

FORTE DO BRUM

OCEANO ATLNTICO

2. BREVE HISTRICO DA REA (Pesquisa histrica: Maria de Lourdes Nbrega)

At o incio do sculo XX o Bairro do Recife apresentava-se configurado geograficamente como uma urbanizao localizada na extremidade sul do istmo de Olinda, condio que atravessara durante todo o perodo colonial, quer durante os primrdios da presena portuguesa, ou durante o perodo holands (1630-1654) e novamente portugus, quando da expulso dos holandeses. Durante o perodo holands, o vilarejo apresentava-se com trs acessos denominados pelos invasores de: porta da terra ou landpoort acesso queles que vinham de Olinda, porta do mar ou waterpoort acesso para aqueles que no Recife aportavam, e a porta da balsa ou pontpoort ligao do Recife ao continente (fig. 01). A rea objeto da presente reurbanizao era ento integrante do mbito denominado fora de portas, e situava-se na rea externa urbanizao existente, por onde circulavam os viajantes e visitantes do Recife e Olinda, sobre um caminho que precedeu a atual Rua de So Jorge (fig. 02). A denominao deste percurso, provavelmente, se deu devido presena de uma antiga fortificao existente na rea, conhecida como Forte de So Jorge. O Forte de So Jorge (1500/1600) se fez runa aps a invaso flamenga e foi considerado um smbolo de resistncia aos invasores. Sobre suas runas foi construda a Capela de Nossa Senhora do Pilar (1680-1683), em terras doadas pelo governador Aires de Souza Castro ao Capito-Mor Joo do Rego Barros. A capela foi construda com a utilizao de pedras do antigo forte e foi a partir da sua construo que se deu a povoao da rea fora de portas e em sua homenagem se deve a atual denominao da rea.

FIG. 02. Localizao das portas da terra, da balsa e do mar e da rea denominada fora de portas. Mapa referencial segundo Jos Luis da Mota Menezes no Atlas Histrico Geogrfico, mapa base de 1648.

A antiga capela, hoje Igreja do Pilar, monumento tombado pelo IPHAN (Processo N. 761-T, inscrio no 385, do livro histrico, f1 62, datada de 25/08/1965 e inscrio no 483, do livro Belas Artes, f1 88, datada de 25/08/1965) e sofreu inmeras reformas, onde a maior delas ocorreu no perodo 1898-1906 promovida pelo Padre Joo Augusto do Nascimento Pereira.

MAPA DE DANOS

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Recife/PE

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Porta da Terra

Capela do PilarRua de So Jorge

Oceano Atntico

FIG. 05. Vista area da Igreja e seu entorno imediato. Dcada de 1980.

FIG. 03. Configurao da rea fora de portas em 1766. Mapa referencial segundo Jos Luis da Mota Menezes no Atlas Histrico Geogrfico,

mapa base de 1648. A Igreja do Pilar caracterizada por possuir fachada em estilo neoclssico, enquadrada por cunhais e cornija reta. Sobre a cornija, fronto triangular com culo redondo no tmpano, pinculo e cruz. Na fachada lateral direita, no plano posterior encontra-se a torre sineira coroada por bulbo sobre cornijamento reto. A Igreja apresenta um aspecto notvel em relao s demais igrejas do Centro Histrico do Recife, pela sua implantao isolada no ptio. O cornijamento da Igreja do Pilar tem o gabarito de 7,40m (sete metros e quarenta centmetros), e o volume mais alto da fachada posterior mede 10,70m de altura (dez metros e setenta centmetros).

A quadra voltada para a lateral esquerda da Igreja do Pilar abriga a Fbrica Pilar que interrompe e altera a marcao das quadras primitivas. Trata-se de um exemplar da arquitetura protomodernista, com modulao marcada por colunas e aberturas regulares entre as mesmas. A Fbrica tambm caracterizada por fachadas revestidas em p de pedra e ter um gabarito que varia entre 12,00m (doze metros) e 21, 00m (vinte e um metros). A Fbrica no tem proteo legal de preservao.

FIG. 04. Vista frontal da fachada.

MAPA DE DANOS

Igreja de Nossa Senhora do Pilar Recife/PE

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3. METODOLOGIA Devido ao Convnio firmado entre a Prefeitura e o IPHAN para restaurao da Igreja do Pilar, que ir contar com a parceria do CTC, a DPPC ficou a cargo da execuo de um mapa de danos da Igreja, o qual subsidiar o projeto de restaurao, que ser composto de duas partes: 1- anlise de todas as fachadas do imvel atravs de desenhos; e 2- anlise de todas as paredes internas, pisos, tetos, esquadrias remanescentes e bens integrados de todos os ambientes atravs de fichas aplicadas, desenvolvida e aplicada pela tcnica Renata Lopes Pereira, arquiteta desta Diretoria. Neste relatrio, constaro todos os quantitativos e especificaes dos danos encontrados, bem como algumas recomendaes para procedimentos de restauro. Para elaborao do projeto, foram seguidas as seguintes etapas: A- digitalizao de levantamento arquitetnico existente no acervo do IPHAN, elaborado pela

5SR/IPHAN/MinC; B- mapeamento de todos os danos das fachadas e dos elementos constituintes dos ambientes

com anlise detalhada do estado de conservao do monumento e identificao dos agentes degradadores, elaborado pela DPPC (consultar desenhos e fichas em anexo);

O item 2 do mapa de danos (anlise de todas as paredes, pisos, tetos, esquadrias remanescentes e bens integrados) trata de um mtodo alternativo de levantamento para avaliao de danos em edificaes de valor histrico. O procedimento padro para elaborao de uma proposta de restauro segue, via de regra, s seguintes etapas:

1- levantamento arquitetnico; 2- mapeamento de danos; e 3- proposta de restauro.

Sendo todas as etapas representadas graficamente e posteriormente quantificadas para elaborao de um caderno de encargos que subsidia a criao de uma planilha oramentria para identificao dos custos do projeto. Esse procedimento, apesar de ainda ser o nico utilizado e extremamente til para se ter uma noo da situao do monumento, traz consigo certo grau de impreciso, uma vez que desconsidera as reentrncias e salincias dos planos analisados, culminando em aproximaes que destoam da realidade da interveno. Basta considerar um arco na fachada: por mais que sua face frontal seja detalhadamente mapeada graficamente, o que se vai restaurar, na verdade, a sua face externa (levantada), sua face interna e o seu intradorso. Nos ambientes internos, o problema ainda maior, uma vez que a dificuldade de mapear todas as paredes do monumento sempre esteve presente, visto que para isso se faz necessrio o levantamento arquitetnico de todas as faces dos ambientes. Sendo

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