impresso especial contrato nº 9912255714 ?· a privataria tucana e o silêncio da grande mídia...

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  • Dezembro 2011

    MEC reconhece direito dos professores da UFJFao ressarcimento,pg. 4

    Especial carreira

    Retrospectiva das discusses com o governo federal

    Compare as diferentes propostas, pgs. 4, 5 e 6

    A Privataria Tucana e osilncio da grande mdia,pg. 2

    O Beijo da Liberdade com a Justia A necessidade de polticas pblicas de comunicao e educao contra a lesbofobia, pg. 8

    Professor Carlos Fernando lana 040 seu primeiro CD, pg. 7

    Nova Diretoria do DCE pretende reconhecer ANEL como entidade nacional, pg. 4

    Victoria Mello avalia plebiscito sobre os10% em JF, Pg. 3

    APESJF, presente na luta

  • 2 Travessia - Dezembro 2011 Opinio

    Rubens Luiz Rodrigues - Educao - PresidentePaulo Csar de Souza Igncio IFET/JF Vice PresidentePaulo Roberto de Castro Villela Engenharia Secretrio GeralZuleyce Maria Lessa Pacheco Enfermagem 1 SecretriaMaria de Ftima G. M. Kalil Patricio C.A. Joo XXIII 2 SecretriaAna Lvia de Souza Coimbra - Servio Social 1 TesoureiraMarilene Schelgshorn dos Santos de Sanso - Inativo 2 Tesoureira

    Travessia uma publicao mensal da Associao dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora - APESJF/SSind.

    Redao e diagramao: Daniel Goulart / Estagirio: Tadeu Carneiro / Projeto grfico: Luiz Felipe Falco / Jornalista responsvel: Daniel Goulart - Reg. 6083 DRT MG / Tiragem 1600 exemplares / Campus da UFJF, bairro Martelos, CEP 36036-900 Tel/Fax: (32) 3215-1286 / Homepage: apes.org.br E-mail:apesjf@acessa.com

    A Privataria Tucana e o silncio da grande mdia

    Ao despedirmo-nos do ano de 2011 preciso avaliar os rumos que os professores empreenderam na defesa da edu-cao pblica, laica, gratuita e socialmente referenciada. Nesse sentido, abordar a mobilizao em torno da carreira torna-se elemento central para compreendermos o que podemos cons-truir para 2012. Aps o governo anunciar que no haveria reajuste linear e partir para negociaes especficas com as diversas entidades sindicais representativas dos servidores pblicos federais, os professores passaram a orientar as negociaes do ANDES-SN tendo como referncia a proposta de carreira nica de professor federal aprovada no 30 Congresso realiza-do em Uberlndia. O prazo para a incluso de nossas reivin-dicaes no oramento para o ano de 2012 era exguo, mas muitas assembleias foram convocadas, orientando as reunies do Setor das IFES e permitindo a diretoria de nosso sindicato avanar nas negociaes de acordo com a intensificao da mobilizao dos professores. A mobilizao alcanada em algumas Sees Sindi-cais permitiu que inclussemos na pauta o debate em torno de uma greve dos docentes, o que provocou constantes recuos do governo em sua proposta original. Frente a esses recuos e tendo a clareza de que a mobilizao docente ainda era heterognea para deliberarmos por uma greve nacional com participao da ampla maioria das sees sindicais, o ANDES-SN assinou um Termo de Acordo com o Governo que previa no apenas a incorporao da GEMAS e da GEDBT, mas o estabelecimento de uma Mesa de Negociao cujo esforo era de convergir para uma proposta de carreira que contemplasse nossos interesses, expectativas e, sobretudo, ao nosso projeto de universidade pblica. Sem dvida, o estabelecimento do insignificante ndice de 4% para maro de 2012 provocou forte indignao entre os professores, mas o ANDES-SN frisou, com toda a veemncia, que no estvamos quitando perdas com a assinatura do referido Acordo. O segundo semestre de 2011 passou e podemos ava-liar que a morosidade nas negociaes evidencia que existem, na verdade, duas propostas de carreira que se antagonizam: a do Governo, que aposta na fragmentao, na competitividade e no individualismo como marcas centrais das condies de trabalho docente e a do ANDES-SN, que se pauta na parida-de, na isonomia e na solidariedade como formas de se atingir o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extenso na universidade pblica. Significa dizer que os embates permanecero e que para compreendermos e fazermos nossa opo precisare-mos iniciar 2012 ampliando nossa disposio para o debate pblico e democrtico. Teremos que conhecer os parmetros das propostas, precisaremos discutir com nossos colegas seus objetivos e consequncias e tambm necessitaremos decidir como faremos para nos fazermos participantes desse processo. No poderemos deixar para decidir em cima da hora. Caso isso acontea poderemos ter um cenrio como o de 2011. Fortalecer nossa capacidade de mobilizao e utilizarmos os instrumen-tos que temos direito para nos fazermos ouvir condio para avanarmos em nossos interesses, expectativas e projetos. Intensificar a luta continua sendo o caminho para as conquistas que almejamos para a sociedade brasileira.

    A Diretoria

    O deputado Protgenes Queiroz (PCdoB-SP) protocolou, em 21/12, o pedido de abertura de CPI para esclarecer as acusaes contidas no livro A Priva-taria Tucana do jornalista Amaury Ribeiro Jr. O objetivo investigar possveis pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro durante as privatizaes da dcada de 90, feitas no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O trabalho relata o modus operandi de um suposto esquema de corrupo montado no governo por ocasio das privatizaes. Uma reportagem investigativa de 200 pginas de texto, apoiada em mais de 140 pginas de fac-smile de documentos comprobatrios, todos oficiais, solicitados por ele em juntas comerciais, cartrios, no Ministrio Pblico e na Justia, autenticados e com firma reconhecida. O requerimento apresentado tinha 206 assinaturas e vai ser levado anli-se pelo presidente da Cmara, Marco Maia (PT-RS). Por conta do recesso parla-mentar a CPI poder sair mesmo para o incio de 2012 e analistas desconfiam da repetio do efeito CPI do Banestado, que, por conta da gravidade das acusaes, foi devidamente abafada. Muito comentado nas redes sociais, Privataria... despertou na internet a discusso sobre o silncio da grande mdia a respeito do assunto. Enquanto muitas acusaes de corrupo recebem ampla divulgao na grande imprensa, o livro de Araury foi solenemente ignorado. No mximo uma notinha de rodap, nas pginas internas, sem manchete, dizendo que os lderes tucanos consideram o trabalho um lixo. Apenas a Recod News, onde o jornalista trabalha, TV aberta a parabli-cas, deu repercusso no caso e seus vdeos so encontrados no You Tube. A reper-cusso foi tanta que os 30 mil primeiros exemplares foram vendidos em poucos dias, com a editora tendo que mandar rodar outros 60 mil. A concluso que se tira no uma grande novidade: deslocou-se radi-calmente o poder que a grande mdia tinha de influenciar a sociedade. No que o tenha perdido totalmente, mas a imensa fora, capaz de derrubar governos e influenciar eleies, no mais absoluta. Tal mudana j havia sido comentada durante entrevista que o Economista Joo Pedro Stdile deu ao TRAVESSIA, em-que o lder do MST afirmava a decadncia da fora da televiso, apenas consulta-da como fonte de informaes para pessoas acima de 50 anos. Abaixo disso, era a internet a grande fonte. Outro fato clareado na questo o fim da iluso de imprensa livre no atual sistema que rege a sociedade. Assunto recorrente em nove entre dez dis-cusses sobre democracia, e fato apontado como caracterstica desta, a imprensa livre se mostra cada vez mais uma figura de retrica, esvaziada por fatos como a confisso de Jos Bonifcio Sobrinho, o Boni, de que a Rede Globo havia ajudado a campanha de Fernando Collor em 1989, e com o silncio da grandes redes sobre o livro A Privataria Tucana.

  • 3Travessia - Dezembro 2011GeralNao deu na imprensa~

    Senado aprova projeto que privatiza hospitais univer-sitrios Mesmo sob forte rejei-o das entidades representativas dos trabalhadores da educao e da sade, que argumentam que o Projeto de Lei da Cma-ra 79/2011 abre espao para a privatizao dos Hospitais Universitrios (HU), o Senado aprovou em 23/11, o projeto que prev a criao da Empresa Bra-sileira de Servios Hospitalares (Ebserh). A oposio votou con-tra o projeto, que teve 48 votos sim e 18 no. O PLC 79/2011 seguiu para sano no Palcio do Planalto. Apesar de o texto pre-ver genericamente que a Ebserh dever respeitar o princpio da autonomia universitria ao admi-nistrar os hospitais universitrios (HU) federais, a empresa seguir as normas de direito privado e ainda facilitar a terceirizao da mo de obra nos HU, que passaro a ser administrados sob a tica mercadolgica e no mais educativa, com funo social.

    Professores manifestaram apoio a estudantes da USP A Adusp (Associao dos Docentes da Universidade de So Paulo), em assembleia realizada no dia 09/11, decidiu apoiar o ato dos estudantes na universidade aps a ao de rein-tegrao de posse da reitoria pela PM. A proposta de greve entrou em pauta, mas foi negada pela maioria dos presentes. De acordo com a associao, a reunio con-tou com cerca de 80 professores. Decidiu-se tambm na assembleia pelo encaminhamen-to de um pedido de revogao do convnio da universidade com a PM ao conselho gestor da USP, alm de uma carta ao governador do estado, Geraldo Alckmin, repudiando a ao da Polcia no campus. O professor da Fa-culdade de Direito Jorge Souto Maior, defendeu que o ocorrido teria sido uma demonstrao de fora poltica. O vulto da operao no foi s o cumprimento de uma ordem liminar. Conseguir causar medo, eliminar as possibi-lidades de dilogo e criminalizar o movimento.

    Portaria do Ministrio das Comunicaes criticada por represen-tantes do setor

    Assinada recente-mente pelo Ministrio das Comunicaes, a portaria 462 que estabelece pro-cedimentos para outorga de rdios comunitrias, vem sendo contestada por representantes do setor. Segundo Dioclcio Luz da Associao Mundial de Rdios Comunitrias (Amarc- Brasil) os aspec-tos tcnicos e polticos da portaria revelam a inteno do governo de segregar o segmento.

    O estudo realiza-do por Dioclcio mostra que a realidade das emis-soras piora. O pesquisa-dor explica que a norma aprofunda pontos ruins da Le