Do desenho ao design

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apresentao de aula sobre design

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  • 1. do Desenho aoDESIGN

2.

  • Na nossa casa, na escola ou na cidade onde vivemos, usamos diariamente um vasto nmero de utenslios que contribuem para nos facilitar a vida e que so resultado de um processo admirvel de utilizao do Desenho com o qual o Homem veio, ao longo dos sculos, transformando o mundo natural num mundo de objectos.

A Histria de todos os objectos semelhante TODOS os objectos que nos rodeiam foram desenhados. 3.

  • Em todo este processo complexo de imaginar um objecto e de faz-lo, o Homem dispe de um meio precioso que o ajuda a pensar
  • - oDesenho .
  • utilizao do Desenho para definir, com rigor, um determinado objecto e o modo de o produzir chamamos DESIGN.

A Histria de todos os objectos semelhante os objectos nascem da necessidade ou aspiraes do Homem e so criados a partir dos recursos que a Natureza lhe oferece e da sua capacidade de transformar as coisas, com mtodos de trabalho que ele entende e domina. 4.

  • uma das muitas formas espontneas que temos de registar o mundo que nos rodeia, de compreendermos o significado das coisas, de manifestar as nossas emoes e desejos, de comunicar com os outros e depensar .

A vontade de desenhar nasce em todos ns muito cedo. No entanto o DESIGN acrescenta ao desenho algo de novo: uma INTENO - de imaginar e realizar solues para problemas concretos, que podem ser muito diversos. 5. A procura de solues, mesmo para problemas simples, implica que o desenho estude em pormenor cada fase do processo para a obteno do resultado que se pretende atingir.

  • As formas, as cores, os materiais, as dimenses, o peso, a resistncia, a durabilidade, os meios de produo e o preo final de cada objecto, so algumas das vrias preocupaes que o DESIGNER deve ter, em funo daquilo a que os produtos se destinam e de quem vai utiliz-los.
  • Neste conjunto de preocupaes que se acrescentam ao Desenho, reside o significado mais importante da palavra
  • DESIGN.

A complexidade dos desenhos necessrios vai surgindo medida que o designer se aproxima das solues que considera ideais ou que so possveis. 6. A alavanca, a roda, a roldana, as ferramentas, as mquinas,os utenslios e as habitaes

  • No seu percurso pela Terra ao longo de milnios, o Homem tem deixado marcas da sua presena, criando paisagens de artefactos onde dificilmente conseguimos encontrar um nico objecto natural.

7. os suportes de mensagens e os sistemas de sinais, os meios de transporte e os meios de comunicao

  • que tm permitido a sobrevivncia da espcie humana e o seu progresso, so prodigiosas contribuies do DESIGN que procuram dar resposta a muitas aspiraes colectivas de bem-estar.

Em todas estas contribuies, as estruturas e as leis da Natureza esto sempre presentes, como fonte inesgotvel de Aprendizagem. 8. O Corpo humano , de todo o sistema natural, o mais perfeito dos mecanismos... como tal, o modelo mais utilzado na criao das mquinas artificiais que lhe copiam a estrutura e o modo de funcionamento. 9.

  • Estas mquinas, tal como as ferramentas, so extenses naturais do corpo humano e dos seus gestos.

Com as mquinas e as ferramentas, o Homem fabrica novas mquinas e novas ferramentas, multiplicando por muitas vezes a sua energia e capacidade transformadora. 10.

  • Os produtos da Natureza, aparentemente simples, so, por vezes, exemplos impossveis de ultrapassar. A mais perfeita das embalagens - o ovo - forneceu ao estudo da Geometria riqussimos conhecimentos sobre o mundo das formas e foi modelo para construes admirveis.

11.

  • Um olhar atento ao mundo que nos cerca, permite-nos descobrir solues discretas mas engenhosas para produtos (muitas vezes considerados insignificantes) sem os quais no poderamos dar forma aos nossos grandes projectos.

12. Uma cadeira, uma mesa ou uma cama tm formas que esto muito longe da forma da rvore de cuja madeira elas foram feitas.

  • No entanto, qualquer objecto, em cujo desenho se aproveitaram com inteligncia as propriedades morfolgicas da matria-prima utilizada, devolve-nos na sua harmonia final, a memria dessa origem.

13.

  • As cores que nos rodeiam dependem todas da luz. Com esta fonte de energia, aprendemos a conhecer o contraste e a harmonia, o azul ou o verde, o claro e o escuro.
  • A descoberta dos pigmentos permitiu-nos fabricar tintas imagem das cores naturais e, com elas, acrescentmos mais cor nossa volta. Ao copiarmos o Sol, prolongmos as nossas horas de contemplao e descobrimos novas cores.

14. Aprendemos, ainda, uma das leis mais significativas que regulam a Natureza: a unidade na diversidade. Ela demonstra que o equilbrio e a harmonia que nos envolvem resultam, principalmente, de no haver duas formas iguais - mesmo num conjunto de milhares de formas semelhantes o que parecia ser um caos no entanto, as pequenssimas diferenas que podemos encontrar entre frutos ou folhas de uma rvore emprestam ao conjunto uma maior riqueza, que se ope monotonia que resultaria se todas as formas fossem exactamente iguais. 15. Com este conhecimento estimulmos a criatividade para conferir a cada objecto uma identidade - indo ao encontro das aspiraes de um maior e mais variado nmero de pessoas. 16.

  • Uma das maiores descobertas deste sculo foram os benefcios de higiene, que o DESIGN tornou acessvel, a um nmero crescente de indivduos, operando uma revoluo nos hbitos e na sade pblica.

17.

  • Igual impacto sobre a vida mais recente tiveram as preocupaes com o conforto das pessoas. Cuidados que desenvolveram disciplinas novas - aErgonomia e a Antropometria - e corrigiram muitas insuficincias das actividades quotidianas.
  • Uma cadeira mal proporcionada, se utilizada todos os dias muitas horas, pode ocasionar problemas de sade que a medicina dificilmente corrigir.

18. A disciplina do DESIGN, sendo fundamentalmente um mtodo de trabalho, tem diversificado a sua actuao em quase todas as actividades do Homem, prestando colaboraes preciosas a todos os ramos da cincia e da arte. 19. O DESIGN contribuiu decisivamente para o desenvolvimento das comunicaes e veio, naturalmente, a tornar-se indispensvel ao incremento das telecomunicaes - desde a inveno do telefone, da rdio, do cinema ou da televiso. 20. Ainda no domnio das comunicaes, o DESIGN no se limitou a propor apenas objectos, suportes ou instrumentos para comunicar. Ajudou a criar cdigos e linguagens especficas para facilitar as mensagens. A publicidade o exemplo que mais influncia exerce no espao que nos envolve. E nesse espao, cidade, vila ou aldeia, os equipamentos urbanos e a sinalizao desempenham tambm um papel significativo no conforto e no convvio das pessoas. 21.

  • Tal como as pessoas e os espaos, as empresas - que produzem, transportam ou comercializam os produtos - tm necessidade de uma identidade prpria que seja facilmente reconhecida por todos. O DESIGN da Entidade Empresarial.

22.

  • J o homem pr-histrico, quando escolhia uma pedra para se sentar, tinha em conta o tamanho e o feitio dessa pedra. A sua escolha entre muitas pedras que estavam ao seu alcance, para servir melhor a sua necessidade, era j uma interveno de design.
  • As primeiras armas de defesa e as ferramentas e utenslios que criou, so antepassados naturais dos artefactos que hoje utilizamos.

A actividade de DESIGNER, embora seja uma profisso deste sculo, veio sendo exercida intuitivamente ao longo de milnios. 23.

  • Comea-se por formular uma ideia e visualizar espontaneamente uma ou mais hiptese, at dar forma

O processo de DESIGN , como muitas outras actividades, bem simples. 24.

  • a uma soluo que, entretanto, nos surge como ideal ou possvel para responder a uma necessidade ou, simplesmente, a umaAspirao

25. Texto e Imagens: do Desenho aoDESIGN - Campanha de Motivaopara o Design Industrial do Centro Portugus de Design Arranjo Grfico: Ana Rita Amorim Janeiro 2011

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