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  • DA NOSSA MEMRIA Grandes figuras portuguesasCLICAR3 PARTE

  • Fernando Pessoa1888 - 1935Fernando Antnio Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa, considerado um dos maiores poetas de lngua portuguesa, sendo o seu valor comparado ao de Cames. Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, no h nada mais simples. Tem s duas datas a da minha nascena e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias so meus.Foi reconhecido, ao lado de Pablo Neruda, como um dos maiores poetas do sculo XX.

  • Fernando Pessoa foi a figura cimeira do modernismo em Portugal, aquela que mais geraes posteriores influenciou em Portugal e no Brasil. Durante a sua vida, Pessoa recorre multiplicidade dos heternimos caso de lvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro ou Alberto Reis.

  • Antnio de Oliveira Salazar1889 - 1970Antnio de Oliveira Salazar foi o governante portugus que mais tempo esteve frente dos destinos do pas no sculo XX, quase meio sculo. Cultivou a imagem do ditador reservado e puritano. Nos anos 30, todos aqueles que se opem ao seu Governo conhecem a censura e a represso. Em 1933 constituda a Polcia de Vigilncia e Defesa do Estado. Em 1936 ser criada a priso do Tarrafal, onde viro a morrer muitos dos opositores do regime.

  • Nascido no seio de uma famlia rural numa aldeia do centro do pas, Oliveira Salazar abandonou o caminho eclesistico para ir estudar Direito na Universidade de Coimbra. Foi o chefe incontestvel do Estado Novo, desde a sua fundao, e um ultra-conservador no sentido mais literal do termo.

  • Almada Negreiros1893 - 1970Artista plstico e escritor, reconhecido como Mestre Almada, colaborou em vrias revistas de vanguarda que marcaram a sua gerao. Artista multifacetado a sua obra artstica, marcada pelo incio do cubismo, estende-se tapearia, decorao e ao bailado -, escreveu uma srie de textos crticos e provocatrios, dispersos pelas publicaes em que colaborava. Centrou a sua crtica polmica e feroz a Portugal e sua gerao.

  • No campo da pintura Almada Negreiros ganhou maior destaque, contribuindo a sua interveno em grandes obras, caso dos mosaicos da Igreja de Ftima, em Lisboa, na Exposio do Mundo Portugus, no edifcio do Dirio de Notcias e as pinturas da Gare Martima de Alcntara.

  • Florbela Espanca 1894 - 1930A personalidade de Florbela Espanca define-se por uma dor avassaladora que ter chegado sua vida com as circunstncias muito particulares da sua infncia. Florbela, a quem a mgoa chamou filha, contrariou a paixo da dor com a paixo poesia e com a busca incessante de um amor quimrico. Como a vida se negava a estender-lhe a mo, Florbela sonhou, ento, com o nico abrao que lhe era acessvel: suicidou-se aos 36 anos.

  • A obra de Florbela Espanca espelha as amarguras que viveu durante a vida. Comeou a escrever muito cedo, com oito ou nove anos. A publicao da sua primeira obra, Livro de Mgoas, seria apenas em 1919. A poetisa, a quem a vida nunca estendeu a mo, sentiu e viveu cada emoo e, por isso mesmo, os seus poemas permaneceram vivos.

  • Vasco Santana1898 - 1958Espontneo, histrinico e bonacheiro. Estes so trs traos que caracterizam Vasco Santana, esse personagem que, no incio dos anos 30, agitou a arte de representar em Portugal. A sua naturalidade, aliada a um sentido de ritmo perfeito, faz dele um dos melhores comediantes de sempre. No palco da vida real, no era muito diferente dos papis que o celebrizaram. Foi, sem dvida, um artista que projetou a comdia portuguesa.

  • Vasco Santana agitou o mundo do espetculo com a sua naturalidade e sentido cmico. Os filmes O Pai Tirano, em 1941, e Ptio das Cantigas, em 1943, foram dois dos seus maiores xitos. Recriador de figuras pblicas, cursava arquitetura quando um acaso o fez subir ao palco.

  • Jos Rgio1901- 1969Considerado como uma das grandes figuras da literatura portuguesa do sculo XX, Jos Rgio, pseudnimo de Jos Maria dos Reis Pereira, foi poeta, dramaturgo, ensasta, crtico e professor. A obra de Rgio um mundo nada fcil de percorrer nas suas estruturas, temas alegorias, smbolos e motivos, atravs do qual procurou exprimir de uma forma mais abrangente, a condio humana nas suas alturas e nos seus abismos.

  • Jos Rgio dedicou-se ao romance, ao teatro, poesia e ao ensaio. Centrais, na sua obra, so as problemticas do conflito entre Deus e o homem, o indivduo e a sociedade, numa anlise crtica das relaes humanas e da solido, bem como a nsia humana do absoluto.

  • Vitorino Nemsio1901 - 1978Escritor, poeta, comunicador, viajante, jornalista, Vitorino Nemsio foi antes de tudo um homem simples. Apaixonado pelos Aores, onde nasceu em Dezembro de 1901, acabou, como muitos outros, por conhecer os dramas da insularidade e emigrou. Desenvolveu uma brilhante carreira acadmica, lecionando no s em Portugal mas tambm no Brasil e na Blgica.

  • A carreira acadmica de Vitorino Nemsio comeou na Faculdade de Letras de Lisboa, lecionou em Frana e na Blgica, voltando a Lisboa onde se torna catedrtico em 1940. A sua ltima aula encheu o anfiteatro, com alunos desejosos de assistir a este momento histrico.

  • Miguel Torga1907 - 1995Transmontano de nascimento, Miguel Torga o pseudnimo literrio de Adolfo Correia da Rocha. Filho de camponeses, nasceu em So Martinho da Anta. Aps frequentar o Seminrio de Lamego, emigra para o Brasil em 1920, de onde s regressar cinco anos depois. Mdico de profisso, exerce sempre em Coimbra, onde tambm se licenciou, em 1933. Miguel Torga revela em toda a sua obra o inconformismo do solitrio, contra o poder e as leis divinas, a injustia e o sofrimento.

  • Miguel Torga autor de uma vasta obra bibliogrfica, tendo escrito praticamente at morrer. As suas histrias assenta num suporte de realidades socias e psicolgicas, irnicas ou cruis, sobre o cenrio do instinto ou da fatalidade. Ao longo da sua vida foi galardoado com vrios prmios, tendo o seu nome injustamente preterido para o Nobel da Literatura.

  • Beatriz Costa1907 - 1996Beatriz Costa, nome artstico de Maria da Conceio, foi uma das maiores atrizes dos chamados anos de ouro do cinema portugus. Beatriz Costa deixou para a posteridade a imagem de pessoa calorosa, irrequieta e irreverente. Debaixo daquela franja modernista, acreditem, havia uma testa e tanto, foi escrito num depoimento acerca das qualidades de uma atriz muito estimada em Portugal e no Brasil.

  • No filme Aldeia da Roupa Branca, desempenha um papel em que se identifica de forma particular devido s suas origens. Permanece durante dez anos no Brasil, sempre com xitos nas peas que leva cena. Retirada dos palcos em 1960, publica alguns livros. Ocupou durante 30 anos um quarto do Hotel Tivoli, em Lisboa, onde faleceu com 88 anos.

  • Alves Redol 1911 - 1969No houve no neo-realismo portugus quem mais se empenhasse com profunda vontade de contribuir para a transformao da sociedade mediante o testemunho ficcional e a apresentao da realidade atravs da viso marxista do que Antnio Alves Redol. Durante muitos anos e muitos livros, cumpriu aplicadamente um projeto de levantamento no romance do homem e da terra portuguesa e suas condies de vida.

  • A obra de Alves Redol demonstrar sempre uma enorme sensibilidade pelas condies de vida das gentes do Ribatejo, dos gaibus e dos avieiros, respetivamente, os camponeses e os pescadores da regio da lezria, os vinhateiros do Douro e os homens do mar da Nazar.

  • Joo Villaret 1913 - 1961Joo Henrique Pereira Villaret nasceu em Lisboa. Muito cedo comeou a acalentar o desejo de ser ator, de subir ao palco, contagiar a plateia e ouvir os aplausos do pblico. Detentor de um inegvel talento de comunicao, Joo Villaret nasceu e viveu para o teatro. Pode dizer-se que praticamente morreu a declamar. Horas antes de falecer, recitou no palco, perante enorme assistncia, versos de O Mar Portugus de Fernando Pessoa.

  • Quem o viu nos primrdios da televiso jamais esquecer o seu poder de comunicador. Acompanhado ao piano pelo irmo, contou histrias e disse poesia de uma forma to brilhante que a tornou popular. Villaret nasceu para ser ator e foi um intrprete verstil, genial na comdia e no drama.

  • lvaro Cunhal1913 - 2005lvaro Cunhal no pode ser visto apenas como o lder histrico do Partido Comunista Portugus, mas tambm o seu reorganizador. Oriundo de uma famlia da burguesia rural, nasceu em Coimbra, e com a idade de 17 anos que se torna comunista. Trs vezes preso pela polcia poltica e alvo de brutais torturas, viveu oito dos onze anos de priso em total isolamento. Em 1960, juntamente com outros presos, protagoniza uma espetacular fuga, evadindo-se do Forte de Peniche.

  • Na clandestinidade, lutou durante dcadas pela queda da ditadura, em Portugal. Depois do 25 de Abril, em pleno perodo revolucionrio, chegou a ocupar o cargo de ministro sem pasta. Marxista-leninista at morte, distinguiu-se tambm nas artes plsticas e na criao literria.

  • Verglio Ferreira1916 - 1996A quase obsesso pela condio humana marcou a sua obra. Verglio Ferreira registou, tanto nos seus romances como nos ensaios, uma constante reflexo sobre o homem, uma procura de sentido para as razes essenciais da vida e da morte. Inicialmente ligado ao neo-realismo, acabou por se desligar deste movimento literrio. Com a publicao do seu liv