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  • Captulo 4. Projecto para Projecto F/S

    (Estudo de Viabilidade)

  • Captulo 4. Projecto para Projecto F/S (Estudo de Viabilidade)

    4-1

    Captulo 4. Projecto para Projecto F/S (Estudo de Viabilidade)

    4.1 Projecto Conceitual da Usina

    4.1.1 Condies do Projecto e Especificaes Bsicas Usina de Dessalinizao da gua do Mar

    (1) Qualidade da gua

    1) gua natural alimentada na usina de dessalinizao

    A qualidade da gua salgada natural para a base do desenho da nova instalao de dessalinizao estabelecida, tendo como referncia a qualidade da gua de poo usada actualmente nas usinas de dessalinizao j existentes. Os resultados da anlise de amostras de gua de poo colectadas em Palmarejo e em Santa Cruz durante o perodo do 3 estudo in loco da Equipa de Estudo da JICA (de 11 de Maio a 11 de Julho de 2010) indicam teor de salinidade de 38.000 mg/l e 31.000 mg/l, respectivamente, em TDS (Total de Slidos Dissolvidos), conforme indicados na Tabela 4.1-1. Detalhes desses dados so apresentados na Tabela 2.5-6 e na Tabela 2.5-8.

    Tabela 4.1-1: Dados-chave da gua do Mar do Local em Potencial para a Construo da Usina

    Usina prxima do poo na praia

    Local em potencial prximo ao mar aberto Localizao

    Praia St. Cruz Praia So Miguel Tarrafal

    TDS (mg/l) 38.000 31.000 41.000 - 42.000

    39.000 - 40.000

    38.000

    Cloreto (mg/l) 20.000 - 21.000

    17.000 19.000

    23.000 25.000

    20.000 21.000

    Boro (mg/l) 4 - 5 3 5 5 5

    Temperatura (C) 15,1 15,2 23,6 24,0 24,6 25,1 26,7 26,3-26,4

    pH (--) 7,7 7,8 7,5 8,2 8,2 8,2

    Fonte: Equipa de Estudo

    O equilbrio inico estudado considerando-o por volta de 38.000 mg/l em TDS e

    20.000mg/l de cloreto. Consequentemente, os dados-chave de gua salgada para elaborar o projecto do sistema so estabelecidos conforme indicados a seguir.

    TDS: 37.800 mg/l Boro: 5 mg/l Temperatura: 20 C pH: 7,8

  • Captulo 4. Projecto para Projecto F/S (Estudo de Viabilidade)

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    Os dados da composio inica necessrios ao projecto que no esto mencionados acima foram estimados tendo como referncia os dados analisados na Tabela 2.5-8 e informaes sobre guas do mares das proximidades.

    Outros dados inicos com excepo daqueles colectados/analisados foram supostos com base em dados internos da organizao.

    2) gua produzida na usina de dessalinizao

    Conforme indicado na Seco 3.2.2, a qualidade de gua ser tratada de forma a cumprir as directrizes referentes gua potvel da OMS (Organizao Mundial de Sade). Ser tomado cuidado em especial com os seguintes itens.

    TDS: inferior a 1.000mg/l Cloreto (Cl-): 250 mg/l Boro (B): 0,5 mg/l (nota) pH: 6,5-9,5 (baseado no padro da UE, devido no existncia de indicao

    da OMS) nota: Teor do boro

    O teor do boro da gua potvel mencionado neste estudo estabelecido em 0,5 mg/l, com base nas

    directrizes citadas na terceira edio, de 2008, da Organizao Mundial da Sade, OMC. O comit de

    qualidade de gua potvel na OMS, em uma reunio realizada entre os dias 9 a 13 de Novembro de 2009,

    efectuou uma reviso da directriz referente ao boro e recomendou que seu valor fosse estabelecido em 2,4

    mg/l. O valor da directriz revisada e a Declarao do Sumrio sero incorporados na 4 edio das

    Directrizes da Qualidade de gua Potvel, que ser publicada em 2011.

    Alm disso, o Cdigo de gua da Repblica de Cabo Verde foi estabelecido pelo Decreto-lei N 8/2004 de

    02/23/2004, D.O. N 6. Nele, o Ministrio da Sade declara, em 29 de Julho de 2010, que o teor de boro da

    gua potvel no dever ser superior a 1mg/l.

    Desta forma, espera-se que este regulamento seja revisado, contudo, a posio bsica deste estudo seguir

    os regulamentos/dados em operao na ocasio do desenvolvimento do Relatrio Interino, em junho de

    2010. Por conseguinte, este estudo adota o sistema de RO de fase dupla.

    Quando o teor do boro na gua potvel for revisado conforme mencionado acima, o sistema de RO dever

    ser revisado de acordo, na fase de detalhamento do projecto.

    (2) Instalao de Desalinizao

    1) Processo bsico

    O conceito do fluxo de RO na instalao de dessalinizao mostrado na Figura 4.1-1, que consiste em sistema de colecta de gua do mar, sistema de pr-tratamento, sistema de RO, sistema ps-tratamento, sistema de limpeza de membrana RO e sistema de injeco qumica. Neste estudo, agua salgada natural colectada do poo instalado na praia, ao invs de ser

  • Captulo 4. Projecto para Projecto F/S (Estudo de Viabilidade)

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    colectada em mar aberto, e gua salgada concentrada ser descarregada em mar aberto distante do ponto de colecta. No sistema ps-tratamento, ajuste de pH, ajuste de dureza e de desinfeco, etc. sero considerados. Em seguida, a gua ser transmitida aos reservatrios. Detalhes do fluxo so estudados na seco 4.1.3.

    PretreatmentRO Elements

    CartridgeFilter

    ProductWaterFeed

    WaterTank

    Raw waterTank

    Raw water(Saline water)

    High-pressurePumpMotor

    Energy RecoveryTurbine, IF NECESSARYBrine

    7MPa*)

    FeCl3

    Cl2 H2SO4

    NaHSO3

    Cl2

    Fonte: Equipa de Estudo

    Figura 4.1-1: Fluxo Bsico da Instalao de Dessalinizao

    2) Capacidade de Produo da Unidade

    A capacidade de produo de cada unidade planeada para ser de 5.000 m3/dia. Este um tamanho comum, e a usina existente em Palmarejo e a usina planeada a ser

    construda num futuro prximo atravs de fundos da Espanha e do Banco Mundial tambm contam com capacidade de 5.000 m3/dia.

    3) Sistema de RO de Fase Dupla

    Do ponto de vista de concentrao de boro na gua produzida aps a dessalinizao da gua do mar, a qualidade da gua obtida em uma fase nica do sistema de RO no satisfaz o padro da OMS. Ento, a gua novamente alimentada ao sistema de RO adicional e redessalinizada, ou seja, adotado o processo de RO de fase dupla. A recuperao na 1 fase (gua salgada dessalinizada) de 45% e, a recuperao na 2 fase (gua dessalinizada salobra) de 88,9%. A recuperao total de 40%.

    A gua salgada obtida na 1 fase ser lanada ao mar aberto aps passar pelo dispositivo de recuperao de energia, e a gua salgada obtida na segunda fase tambm lanada ao mar or causa da alta concentrao de boro.

    O simples equilbrio material se encontra indicado na Figura 4.1-2.

    Nota: Como mtodo de reduo do teor do boro foi considerado se misturar com gua subterrnea, contudo, o

    volume de utilizao da gua subterrnea aumentar, conforme mencionado no pargrafo 3.2.2(3), e,

    Beach well

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    tambm, no ser conforme as directrizes do Governo de Cabo Verde, foi adotado o sistema de RO de

    fase dupla.

    4) Tanque de gua produzida

    A capacidade do tanque de gua produzida no local da usina planeada para conter 1/3 da quantidade de produo diria.

    5) Outros equipamentos necessrios, tais como equipamento elctrico de recepo, unidade

    de dosagem qumica, dispositivo de limpeza, sala de controle do sistema, etc. sero preparados de acordo com o desenvolvimneto do projecto.

    (3) Tempo de operao

    O sistema ser estabelecido a operar durante 24 horas por dia e 365 dias por ano.

    (4) Electricidade

    A electricidade ser servida por rede de distribuio elctrica pblica das proximidades.

  • Captulo 4. Projecto para Projecto F/S (Estudo de Viabilidade)

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    6.875 m3/d PB1 =60,8bar Para recuperao da energia TDS 68.500TH 3.100B 8,5pH 7,5

    HCl 13,8ppm, como HCl30% NaOH 6,6ppm, como 100%

    PB2 =7,3barPF1 =61,4bar PF2 =8,7bar 625 m3/d

    gua do mar 12.500 m3/d N=72 5.625 m3/d N=22 N=8 TDS 2.360(Poo em praia) TDS 37.800 TDS 260 TH 30

    TH 1.700 TH 3,4 B 4,420 deg C B 5 n=7 B 0,9 n=7 n=7 pH 8,9pH : 7,8 pH 7,3 pH 5,4

    5.000 m3/dTDS 12,1TH 0,0

    1 barragem 2 barragem B 0,5pH : 9,0 pH 7,7

    Dureza

    1 fase 2nd stage

    RO : Espiral SWRO de 8" x 504 peas RO : Espiral BWRO de 8"x 210 peasRc = 45% Rc = 88,9%

    Fonte: Equipa de Estudo

    Figura 4.1-2: Equilbrio dos Materiais Previstos no Sistema de Dessalinizao RO (Produto: 5.000m3/d)

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    4.1.2 Condies do Projecto e Especificaes Bsicas - Instalao de Transmisso de gua

    (1) Tubulao de transmisso

    A gua potvel produzida nas instalaes de dessalinizao ser transferida aos principais reservatrios localizados prximos a cada cidade por um conjunto de bombeamento e sistema de gravidade. Devido ao relevo com declives da Ilha de Santiago, haver reas de gua com alta presso. Para otimizar as exigncias do projecto e o custo da instalao, dois tipos de materiais de tubulao sero seleccionados da seguinte forma: de ferro fundido dctil com revestimento interno de cimento (DICL) para a tubulao principal de alta presso, e de polietileno de alta densidade (HDPE) para todas as outras linhas de transmisso. A tubulao ser enterrada no solo, tanto quanto possvel em torno de 1 metro de profundidade, e ela ser equipada com vlvulas seccionais, vlvulas de ar, vlvulas de fenda, hidrante, sistema de martelo de gua, linha de fibra ptica para transmisso de dados e sistema de fita de reproduo de advertncias gravadas.

    (2) Estaes de bombeamento

    As estaes de bombeamento esto basicamente conectadas aos reservatrios. Para facilitar e otimizar a operao e a manuteno desses equipamentos, as bombas e os motores devem ser, tanto quanto possvel, do mesmo tipo. Nenhuma estao de bombeamento de reforo est sendo considerado no sistema de rede proposto. A automatizao

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