apostila sobre dengue

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Aumenta o registro de casos de dengue no Maranhão Enquanto em todo o Brasil o índice de casos de dengue caiu para 60%, comparado ao mesmo período de 2010, em São Luís, só no mês de janeiro, 104 casos foram registrados, contra apenas 7, no ano passado. Estendendo-se a avaliação para todo o estado, os números tornam-se ainda mais preocupantes: de acordo com a Superintendência da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), até a quinta semana epidemiológica do ano de 2011, já foram notificados 1.236 casos de dengue. O número corresponde a um aumento de 543,7%, em relação a 2010. De acordo com José Batista da Silva, coordenador estadual do Programa de Combate a Dengue, o aumento nas notificações da doença deve-se a vários fatores, entre os quais o início antecipado das chuvas: “Uma das razões que contribuiu para esse aumento reside no fato do início precoce do período chuvoso em 2011, enquanto que em 2010, o período chuvoso só teve início a partir do mês de abril. O aumento da proliferação do mosquito transmissor acontece nos primeiros meses do ano, período considerado crítico, em decorrência do aumento dos criadouros – locais com acúmulo de água parada -, proporcionados pelas chuvas”, explica. Segundo a Vigilância Sanitária, em 2011, haverá um maior registro de casos de dengue, principalmente, devido a ineficiência no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti e pela manifestação do vírus tipo 1 da doença, que há vários anos não se apresentava no Maranhão, e que tem atingido pessoas que ainda não têm imunidade à doença. A possibilidade de o número de registros de dengue no Maranhão crescer ainda mais é uma preocupação também do Ministério da Saúde, que já considera o estado um dos 16 com maior risco de epidemia da doença, ao lado do Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O foco do Governo Federal para tentar impedir que a situação se agrave será mobilizar a população para a necessidade de combater a doença: "Vamos manter o trabalho de alerta e mobilização até o final do verão, em maio, período em que ocorrem cerca de 75% dos casos no ano. Se perdermos o foco, com o calor, pode surgir uma epidemia.", explicou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. No Maranhão, a SES tem encontrado dificuldade para combater o aumento dos casos de dengue, principalmente, porque as ações competem as prefeituras de cada município. No entanto, continua oferecendo todos os subsídios para que os gestores municipais realizem as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti: “essas providências competem exclusivamente aos municípios. A Secretaria de Estado da Saúde, desde a última epidemia em 2007, vem cumprindo rigorosamente com suas funções regimentais de apoio logístico, técnico e até mesmo financeiro em todos os municípios do estado. Consideramos como maior entrave no combate à Dengue a falta de sensibilidade dos gestores de vários municípios do Maranhão. Para que um determinado gestor municipal cumpra com o seu papel diante desse problema é necessário considerar que a Dengue é um grave problema de saúde pública da sua população e que deve ser resolvido. Lamentamos que isso dificilmente ocorra e a população é que mais sofre com os problemas proporcionados pelas epidemias da doença.”, diz João Batista da Silva.

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Page 1: Apostila Sobre Dengue

Aumenta o registro de casos de dengue no Maranhão

Enquanto em todo o Brasil o índice de casos de dengue caiu para 60%, comparado ao mesmo período de 2010, em São Luís, só no mês de janeiro, 104 casos foram registrados, contra apenas 7, no ano passado. Estendendo-se a avaliação para todo o estado, os números tornam-se ainda mais preocupantes: de acordo com a Superintendência da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), até a quinta semana epidemiológica do ano de 2011, já foram notificados 1.236 casos de dengue. O número corresponde a um aumento de 543,7%, em relação a 2010.

De acordo com José Batista da Silva, coordenador estadual do Programa de Combate a Dengue, o aumento nas notificações da doença deve-se a vários fatores, entre os quais o início antecipado das chuvas: “Uma das razões que contribuiu para esse aumento reside no fato do início precoce do período chuvoso em 2011, enquanto que em 2010, o período chuvoso só teve início a partir do mês de abril. O aumento da proliferação do mosquito transmissor acontece nos primeiros meses do ano, período considerado crítico, em decorrência do aumento dos criadouros – locais com acúmulo de água parada -, proporcionados pelas chuvas”, explica. Segundo a Vigilância Sanitária, em 2011, haverá um maior registro de casos de dengue, principalmente, devido a ineficiência no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti e pela manifestação do vírus tipo 1 da doença, que há vários anos não se apresentava no Maranhão, e que tem atingido pessoas que ainda não têm imunidade à doença. A possibilidade de o número de registros de dengue no Maranhão crescer ainda mais é uma preocupação também do Ministério da Saúde, que já considera o estado um dos 16 com maior risco de epidemia da doença, ao lado do Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro. O foco do Governo Federal para tentar impedir que a situação se agrave será mobilizar a população para a necessidade de combater a doença: "Vamos manter o trabalho de alerta e mobilização até o final do verão, em maio, período em que ocorrem cerca de 75% dos casos no ano. Se perdermos o foco, com o calor, pode surgir uma epidemia.", explicou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa. No Maranhão, a SES tem encontrado dificuldade para combater o aumento dos casos de dengue, principalmente, porque as ações competem as prefeituras de cada município. No entanto, continua oferecendo todos os subsídios para que os gestores municipais realizem as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti: “essas providências competem exclusivamente aos municípios. A Secretaria de Estado da Saúde, desde a última epidemia em 2007, vem cumprindo rigorosamente com suas funções regimentais de apoio logístico, técnico e até mesmo financeiro em todos os municípios do estado. Consideramos como maior entrave no combate à Dengue a falta de sensibilidade dos gestores de vários municípios do Maranhão. Para que um determinado gestor municipal cumpra com o seu papel diante desse problema é necessário considerar que a Dengue é um grave problema de saúde pública da sua população e que deve ser resolvido. Lamentamos que isso dificilmente ocorra e a população é que mais sofre com os problemas proporcionados pelas epidemias da doença.”, diz João Batista da Silva.

Dengue tipo 4 preocupa especialistasA falta de imunidade ao vírus eleva as chances de uma epidemia de dengue 4 no Brasil.Imirante.com

BRASÍLIA - Depois da confirmação de casos de dengue tipo 4 em mais três Estados na última semana, especialistas mostram preocupação pelo fato da maior parte dos brasileiros não ter imunidade contra esse tipo de vírus, o que aumenta as chances de casos graves da doença. De acordo com o infectologista Celso Granato, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o

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vírus tipo 4 não é mais perigoso ou letal em relação às outras variações (1,2 ou 3). Os sintomas são idênticos – dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, diarreia e vômito, assim como o tratamento. No entanto, esse sorotipo não circulava há pelo menos 28 anos no Brasil e a maioria da população não teve contato com ele, por isso está desprotegida. Quando uma pessoa contrai um tipo de dengue cria imunidade a esse vírus, porém pode ser infectado pelos outros tipos. Por exemplo, quem teve dengue tipo 1, pode ter dengue tipo 2, 3 ou 4. A cada vez que indivíduo é infectado, maior a possibilidade de contrair a forma grave, como dengue hemorrágica. “Uma parcela da população poderá ter dengue pela segunda vez, pela terceira vez [por causa do sorotipo viral 4]. O vírus não é pior, mas a população está suscetível. A maioria está experimentada para os tipos 1 e 3”, disse Celso Granato. O último levantamento do Ministério da Saúde revelou que a maioria das vítimas de dengue no país é infectada pelo tipo 1. Das 1856 amostras de sangue analisadas pela pasta, 81,8% deram positivo para esse sorotipo. A dengue 4 apareceu em 5,4% das análises, apenas para os Estados de Roraima, do Amazonas e do Pará. A falta de imunidade ao vírus eleva as chances de uma epidemia de dengue 4 no Brasil. Para o infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski, o aumento de casos da doença não deve ser imediato. Ele prevê que o efeito deve ser sentido no verão de 2012. “Se nada for feito para o controle do mosquito, podemos ter um cenário drástico no verão de 2012. A epidemia tipo 4 não poupará ninguém”, alerta o especialista. O Ministério da Saúde reconhece a possibilidade de mais casos graves da doença por causa do sorotipo viral 4. Até o momento, não há epidemia em nenhum Estado associada à dengue 4. De acordo com o órgão, países da América Latina e Caribe, onde há circulação do vírus, também não registraram epidemias provocadas pelo vírus. Como precaução, o governo federal recomenda às secretarias estaduais e municipais o reforço nas ações de controle do mosquito transmissor, aedes aegypti, para evitar novos casos. “A orientação é para que sejam aplicadas medidas de contenção, com aplicação de larvicidas e inseticidas nos bairros das cidades com confirmação de casos, e visitas de agentes comunitários de saúde em 100% dos domicílios com casos suspeitos e confirmados de DENV-4. Além disso, intensificar ações de eliminação de criadouros, limpeza urbana e busca ativa de novos casos suspeitos”, informou o ministério. Desde o início do ano, o ministério tornou obrigatória a notificação dos casos de dengue 4. No total, foram 51 casos espalhados pelos seguintes Estados: Roraima (18), Amazonas (17), Pará (11), Rio de Janeiro (2), Bahia (2) e Piauí (1), conforme dados das secretarias estaduais de saúde. As primeiras notificações ocorreram em Roraima, a partir de julho do ano passado, por onde o vírus reingressou no país proveniente da Venezuela, segundo especialistas. Os registros mais recentes foram na Bahia e no Rio de Janeiro.

Piauí registra primeiro caso de dengue tipo 4Paciente de 17 anos vive em Teresina, segundo Secretaria de Saúde. Estado já recebeu, neste ano, 2.302 notificações de casos de dengue.G1.comA Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi) registrou, na semana passada, o primeiro caso de dengue tipo 4 no estado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (22), no boletim da coordenação de Epidemiologia da Sesapi. A paciente, uma jovem de 17 anos, vive em Teresina. O caso foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Ceará, segundo a Sesapi. Também na terça-feira, a Secretaria de Saúde da Bahia confirmou dois casos de pacientes infectados com o vírus da dengue (DEN-4), em Salvador. Até então, os registros de casos desse tipo de dengue se restringiam ao Norte do país, em estados como Pará, Roraima e Amazonas. A dengue tipo 4 apresenta risco mesmo a pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à manifestação alternativa da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica. O sorotipo 4 foi identificado pela primeira vez no Brasil há 28 anos. É possível desenvolver um quadro grave de dengue com qualquer sorotipo, mas a dengue tipo 4 é preocupante porque grande parte da população está desprotegida em relação a esse sorotipo. E a probabilidade de quadro grave de dengue aumenta se a pessoa for infectada pela segunda ou terceira vez.

Page 3: Apostila Sobre Dengue

Dengue no estadoSegundo o boletim da Sesapi, neste ano, o Piauí recebeu 2.302 notificações de casos de dengue. As cidades de Teresina e Piripiri lideram as notificações, com 842 e 517 casos, respectivamente. O número de casos em todo o Piauí é 18,8% maior que o registrado no mesmo período em 2010. Além da capital, Matias Olímpio (173 casos) e Luís Correia (86 casos) mostram avanço da doença, segundo a Secretaria. Até terça-feira, o Piauí não registrava casos de Síndrome de Choque por Dengue (SCD) e nem Febre Hemorrágica do Dengue (FHD). Foram registrados três casos de Dengue com Complicação (DCC), sendo um em Piripiri e dois em Teresina.