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    Luz Da Orao Luz Da Orao Luz Da Orao Luz Da Orao

    Francisco Cndido Xavier / Espritos DiversosFrancisco Cndido Xavier / Espritos DiversosFrancisco Cndido Xavier / Espritos DiversosFrancisco Cndido Xavier / Espritos Diversos

    PREFCIOPREFCIOPREFCIOPREFCIO

    Emmanuel

    Na bibliografia relacionada prece mais conhecido o trabalho do Rhys Davis, que recolheu textos de budismo arcaico, a compilao de Zimmern e de Gressmann para a religio assrio-babilnia, a espcie de brevirio de Neumann, limitado prece dos monges da ndia e de diversas tentativas de se recolherem s preces crists.

    Como no poderia deixar de acontecer, essa preocupao se fez sentir no esprito de Allan Kardec, que nos

    ofereceu o legado famoso de suas preces, cujas edies no conhecem limite.

    Mas esta a primeira vez que se tenta reunir preces psicografadas, e, o que melhor, devidas atividade medinica deste que reconhecido como o mais famoso

    psicgrafo do mundo: Francisco Cndido Xavier. Para quem tenha dvidas quanto ao carter religioso do

    Espiritismo, este tambm um livro para afastar vacilaes, j que a prece o fenmeno central da vida religiosa. No dizer de Deissmann "a prece caracteriza uma religio, uma poca religiosa, um homem religioso, de maneira mais eficaz que a mitologia, a legenda, o

    dogma, a moral ou a teologia". Ora, este livro um vasto panorama em que os Espritos oram. E sendo o Espiritismo a religio dos Espritos, aqui

    se encontram os elementos mais vlidos para caracteriz-lo, mesmo porque neste contexto no se encontram, obviamente, preces litrgicas, porm

    alitrgicas e pessoais, conservando, em ritmos sugestivos e vrios, o dilogo eterno entre o homem e Deus, entre a

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    mente fixada em seu espao e em seu tempo e as energias csmicas.

    Reunimos textos de poetas e escritores famosos j desencarnados, com Humberto de Campos, Ruy e Joo de

    Deus, mas, igualmente a contribuio de ignoradas Entidades, tais Aparecida e Aniceto, em expresses desde as mais singelas s mais complexas pelo sentido

    religioso, de sorte que, lendo estas pginas, nos sentiremos como que suspensos nos fios de um mistrio

    infinito em meio ao qual as vozes que se erguem identificam-se por toda parte reconhecemos essa

    substncia central do fato religioso, isto , a forma pela qual a prece encontra sua expresso na latente confiana em uma interveno providencial.

    Um duplo valor, documentrio e potico, justifica esta antologia, um itinerrio formoso e inesperado entre almas imobilizadas no instante mesmo em que

    estabelecem seu colquio com Deus. "A prece - escreveu Heiler - o corao, o ponto central da religio e no nos dogmas, nas instituies, nos ritos, nas idias morais que podemos descobrir a substncia da vida religiosa, mas nesse conjunto de reaes individuais da alma religiosa em face do cosmos, sentimento do

    infinito do espao e do tempo, da ordem e da harmonia do cosmos, do reconhecimento ao mesmo tempo pleno de terror e de maravilha do carter limitado da criatura". A caracterizao e anlise de tais sensaes, de seu valor emocional, da apario de elementos ticos e normativos, de elementos de devoo e de elementos

    racionais na conscincia religiosa, a definio conseqente de relaes entre emotividade e

    racionalidade moral, tais so os elementos que podemos encontrar aqui.

    A prece abre um circuito emocional entre os dois termos fundamentais da experincia religiosa, Deus e o homem e, por tal motivo, julgamos prefervel a organizao dos

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    captulos entre "Meditaes" de Emmanuel, contendo valores de movimento, de posio e de orientao da

    prece. Esse esforo se concretiza com o apndice em que os Espritos exprimem foras positivas, determinadas, prestes a se efetivarem, oferecendo elementos para a

    observao e o estudo constante em regras de comportamento, propondo a concordncia entre a

    inteno e a ao. Foi puramente ocasional que as preces reunidas nesta "Antologia" se distingam pelo carter verbal e potico. Comentando o poder comunicativo da palavra, de que a prece se serve, j Di Nola dizia, concordando com os Evangelhos que os logos, verbum, energia oculta de onde o mundo tira sua forma harmnica, constituindo, ao mesmo tempo, implorao que persuade e se insinua, injuno indiscutvel, pranto aflitivo, exuberncia de

    um grito de alegria e glria. Uma pesquisa lingstica, ainda que limitada, nos leva uma confirmao da funo da prece, pois que prece pedido nas palavras prex, precor, da raiz indo-europia perek (pedir), representativa do conceito de pedir com palavras para obter, comum no snscrito prt (prece), no mbrio persuinu alemo fraga (pedido), no irlands arco (eu oro). Outras vezes representa-se o conceito de prece supplicatio correspondente ao grego proschineo, que vem da raiz pel (dobrar), evidente na palavra supplice - subplico, do grego ichesia que, segundo a

    conjectura etimolgica mais provvel, vem do radical seich (estender a mo).

    A prece esprita pessoal, individual, alitrgica. evidente que a relao homem-Deus est toda inteira contida na intimidade da alma individual, uma

    predisposio, uma inclinao do esprito a solicitar, a glorificar, a se abandonar, , no dizer de Agostinho, a sede que s encontra alvio na paz da fonte divina.

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    Assim sendo, considerar a prece nesse estado de intimidade, tal como a inexprimvel. As experincias

    contidas neste livro auxiliam, porm, a compreender como possvel passar de uma forma preliminar de prece elaborada prece pessoal

    propriamente dita, emocional e mental. A prpria necessidade vital de se extravasar, de se manifestar,

    leva o indivduo a dar expresso ao seu impulso interior, na tentativa de defini-lo.

    O apndice deste livro, no qual abnegadas Entidades assinam estudos diversos sobre a prece, leva-nos a conceb-la como uma pura condio espiritual do

    exerccio, de atos de pacificao e passividade numa sucesso gradual de aperfeioamento e de conquistas

    interiores. No que concerne aos Espritos que assinam as diferentes pginas, interessa-nos sobretudo a compreenso do

    processo de formao de uma conscincia inteiramente livre e marcada pelos caracteres de personalidades

    altamente religiosas. De sorte que, como contexto, esta obra concerne particularmente psicologia religiosa, histria de grandes conscincias que se sublimaram e

    passam a exercer decisiva influncia no desenvolvimento do movimento esprita, que deve levar de volta ao Cristianismo sua verdadeira perspectiva. O estudo de cada uma das preces aqui contidas, sob os recursos de compreenso oferecidos pelo Espiritismo,

    esclarece todos os mecanismos psicolgicos nos quais ela tem sua origem, no quadro de experincias nitidamente espirituais e que promove o impulso prece como uma

    manifestao puramente interior. Por outro lado revela aqui que a prece no pode assumir carter esttico e tradicional se quiser manter seu poder natural de sugesto. Neste sentido lcito considerar que a Prece Dominical, proposta por Jesus, uma eficcia inicial, determinando, no exerccio da prece, condies

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    de emoo e contacto com os nveis superiores da realidade, com a finalidade, entretanto, de que, de tal esforo, resulte a centelha inicial da prece pessoal e,

    conforme o prprio Cristo prope, individual. Enquanto as liturgias oficiais entram em decadncia, o Espiritismo esfora-se, por um novo caminho, a motivar a predisposio religiosa natural do esprito humano. Eis o que nos levou a realizar esta "Antologia" na qual o leitor poder, atravs de fcil leitura, estabelecer

    relao com a carga emotiva de inteligncias realmente voltadas para uma "religao" e dispostas, conforme a passagem de Paulo, o Apstolo, a vivificar a letra pelo

    esprito. Eis que porque nestas pginas agita-se a labareda, em mais puro estado, da grande religio do Consolador

    Prometido, elaborada na divina ambio de fazer com que se comunique o Eu e o Outro, o Sujeito e o Objeto, o

    Ser Humano e o Ser Csmico. ***

    MARIA MARIA MARIA MARIA

    Bittencourt Sampaio

    Eis-nos, Senhora, a pobre caravana; m fervorosas

    splicas, reunida, Implorando a piedade, a paz e a vida, De vossa caridade soberana.

    Fortalecei-nos a alma dolorida; a redeno da iniqidade humana, com o blsamo da crena que

    promana; as luzes da bondade esclarecida. Providncia de todos os aflitos, ouvi dos Cus, ditosos e

    infinitos, Nossas sinceras preces ao Senhor... Que a vossa caravana da verdade, colabore no bem da

    Humanidade, este banquete mstico do amor.

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    ***

    EM PRECE A JESUSEM PRECE A JESUSEM PRECE A JESUSEM PRECE A JESUS

    Cerinto

    Senhor Jesus! Divino condenado sem culpa!...

    Enquanto Te rememoramos o madeiro de ignomnia, lana Tua beno sobre ns, os que nos enfileiramos,

    junto rebeldia do Mau Ladro... Tu que Te confiaste extrema renncia pelos que padeciam na misria, no Te esqueas daqueles que

    ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorncia, a fome e a nudez!

    Muitos, Eterno Benfeitor, Te rogaro socorro para os que foram relegados intempri