revista inbox

Download Revista Inbox

Post on 06-Apr-2016

223 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

# Ano 9, edição 9, julho de 2014. A Revista Inbox é fruto do trabalho desenvolvido pelos alunos das disciplinas Projeto Experimental II e Planejamento e Produção Gráfica e Editorial II, do 2º semestre do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Metodista, do IPA. Durante quatro meses, conforme as propostas das disciplinas, os estudantes tiveram de pensar em como seria a revista, a que público se destinaria, as pautas, entre tantos outros aspectos necessários para a viabilização do projeto. A partir das inúmeras tomadas de decisão a que foram expostos, passaram a produzir, redigir e diagramar as matérias e reportagens elencadas para fazer parte da primeira edição desta publicação. O resultado pode ser conferido nas páginas a seguir. Boa leitura

TRANSCRIPT

  • Revista Inbox | Centro Universitrio Metodista IPA Ano 9 | #09 | 2014.1

    50anos dogolpe

    pgi

    na 3

    O Brasil acordou.Mas parou para pensar? pgina 7

    Crack: a droga que devastaa sociedade brasileira

    pgi

    na 1

    1

    Foto: Flix Zucco

  • INS

    TITU

    CIO

    NA

    LIn

    bo

    x |

    Ju

    lho

    201

    4

    2

    IPA - INSTITUTO PORTOALEGRE DA IGREJA METODISTA

    Conselho Superior de Administrao - Consad

    presidente

    Stanley da Silva Moraes

    vice-presidenteNelson Custdio Fr

    secretrio

    Nelson Custdio Fr

    vogais

    Paulo Roberto Lima Bruhn, Augusto Campos de Rezende, Aureo Lidio Moreira Ribeiro, Ktia Santos, Marcos Sptizer, Ademir Aires Clavel e Oscar Francisco Alves

    suplentes

    Regina Magna Araujo e Valdecir Barreros

    diretor superintendente do cogeimeWilson Zuccherato

    Centro Universitrio Metodista IPA

    reitor

    Roberto Pontes da Fonseca

    Revista elaborada pelos estudantes do2 semestre do curso de Jornalismo IPA

    coordenador de cursoFbio Berti

    professsores(as)Letcia Carlan Maria Lcia Melo

    diagramao

    Turma do 2 semestre noturno do curso de Jornalismo IPA

    reviso

    Letcia Carlan Maria Lcia Melo

    criao de capaCarlos Tiburski

    AJor - Agncia Experimental de Jornalismo IPA

    supervisora da ajorProfa. Lisete Ghiggi

    arte-finalCarlos Tiburski

    contato

    Rua Dr. Lauro de Oliveira, 71 - Rio Branco - POA/RS51 3316.1269 | ajor@metodistadosul.edu.br

    impresso

    Grfica Odissia (1.000 exemplares)

    Esta revista foi impressa em papel Reciclato como parte do programa de consumo consciente dos recursos naturais e colabora, assim, com a reduo dos danos ambientais.

    SumrioPOLTICA | 50 anos do golpe ................................................................................................................................................. 3

    MATRIA ESPECIAL | Gigante pela prpria natureza? .................................................... 6

    MATRIA ESPECIAL | O Brasil acordou. Mas parou para pensar? ............ 7

    MUNDO | Conflito na Crimeia ................................................................................................................................................. 8

    ECONOMIA | Boom imobilirio ...................................................................................................................................... 10

    EDUCAO | Crack: a droga que devasta a sociedade brasileira .......... 11

    QUALIDADE DE VIDA | Acessibilidade acima de tudo ................................................ 12

    ESPORTE | A histria de um esporte que cresce cada vez mais no Brasil: o stand up paddle ................................................................. 13

    CULTURA | Outro palco, outra rua .......................................................................................................................... 14

    Editorial

    A Revista Inbox fruto do trabalho de-senvolvido pelos alunos das disciplinas Projeto Experimental II e Planejamento e Produo Grfica e Editorial II, do 2 se-mestre do Curso de Jornalismo do Centro Universitrio Metodista, do IPA. Durante quatro meses, conforme as propostas das disciplinas, os estudantes tiveram de pensar em como seria a revista, a que pblico se destinaria, as pautas, entre tantos outros aspectos necessrios para a viabilizao do projeto. A partir das inmeras tomadas de deciso a que foram expostos, passaram a produzir, redigir e diagramar as matrias e reportagens elencadas para fazer parte da primeira edio desta publicao. O re-sultado pode ser conferido nas pginas a seguir. Em 50 Anos do Golpe, Filipe Chagas, Mariane Soares e Rafael Brito falam sobre esse fato histrico. Na matria especial, os legados da Copa de 2014 so abordados em Gigante pela prpria natureza?, de Carol

    Vanzella, Laura Blessmann e Tatiane Mou-ra, e O gigante acordou. Mas parou para pensar?, de Wendell Ferreira e Taffarel Ma-rinho. Na editoria Mundo, Lucas Marsiglia e Joo Vicente Linck falam sobre O conflito na Crimeia. Everton Calbar Jnior e Roberto Nunes analisam, na editoria de economia, o Boom Imobilirio. A difcil recuperao dos dependentes de crack o tema de A droga que devasta a sociedade, de Cindy Calistro e Suellen Santos. Luigi Bitencourt e Graziella Silva destacam a qualidade de vida, em especial da 3 idade, em Acessibili-dade acima de tudo. Na editoria de esporte, lvaro Oliveira e Willian Baldon abordam A histria de um esporte que cresce cada vez mais no Brasil: o stand up paddle. Em As Manifestaes culturais de rua, Roberto Salatino e Rubem Rocha Leal destacam o trabalho de artistas que tm como palco as vias pblicas.

    Boa leitura!

    Letcia CarlanMaria Lcia Melo

    Porto Alegre, julho de 2014

  • PO

    LTI

    CA

    Inb

    ox

    |

    Julh

    o 2

    014

    3

    Em 2014, completa-se mais um ano de um episdio determinante da histria recente do pas. Mesmo passados 50 anos do fato, muitas informaes e documentos so descobertos e o registro desse episdio continua a ser escrito. H uma ampla discusso sobre quem orquestrou e motivou o golpe: apenas um golpe militar, golpe civil-militar, empresarial-militar, mdia-militar, entre outros. bem verdade que todos os historiadores no excluem a sociedade, mas h uma indefinio sobre o tamanho de sua participao. O que no se pode esconder a contribuio efetiva de trs fatores cruciais para o golpe de 64: o fator poltico, a perspectiva econmica e a influncia da mdia.

    50anos dogolpeCercear a liberdade do Brasil

    FILIPE CHAGAS, MARIANE SOARESRAFAEL BRITO

  • PO

    LTI

    CA

    Inb

    ox

    |

    Julh

    o 2

    014

    4

    O ano era 1961 e Joo Goulart assu-mia como vice-presidente de Jnio Quadros. No passado poltico, Jango ha-via sido ministro do trabalho no governo de Getlio Vargas. O poltico dialogava com sindicalistas e assumia compromis-sos com a poro trabalhadora da socie-dade. As aes dele naquele governo no seriam esquecidas pelos conservadores que o depuseram posteriormente.

    O Congresso Nacional inicia a primei-ra ao contra Jango, ao tentar impedi-lo de assumir a presidncia da Repblica, como previa a Constituio, aps a re-nncia de Jnio. Entretanto, Jango tinha aliados. Leonel Brizola defendeu com unhas e dentes a posse do seu cunhado. O ento governador do Rio Grande do Sul desencadeou a Campanha da Legalidade para defender o cumprimento da Cons-tituio. As aes do movimento, soma-do ao apoio popular, fizeram com que o Congresso mudasse de posicionamento.

    Assim, os congressistas decidem que Jango vai assumir, mas com menos po-deres. Para que isso acontecesse, mudam o regime poltico brasileiro, que passa a ser parlamentarista, isto , existe um primeiro-ministro que governa de fato. Joo Goulart assume a presidncia no dia sete de setembro de 1961 e fica co-mo coadjuvante por dois anos, at que um plebiscito decide pelo retorno do presidencialismo, o que fez com que ele

    realmente comandasse o pas.Em seu governo, Jango lutava pelas

    reformas de bases, entre elas a reforma agrria e a incluso social dos menos fa-vorecidos. Seu discurso inflamado a favor da classe trabalhista deixava as mais di-versas camadas da sociedade, incluindo lideranas militares, preocupadas com o futuro do Brasil. Mas de onde vinha esse medo paranico? O mundo fervia com a Guerra Fria. Os Estados Unidos (EUA) e a Unio Sovitica (URSS) disputavam a hegemonia poltica mundial. Revolues aconteciam. E com o exemplo de Cuba, em 1953, os EUA temiam uma invaso comunista no Brasil. Isso porque o pre-sidente Jango parecia simpatizar com o movimento, pois era tolerante com as greves trabalhistas e estava promoven-do reformas. Foi a partir desse temor que os americanos estreitaram relaes com os militares. Alm disso, a classe mdia comeava a construir uma desconfiana quanto s ideologias do presidente.

    A campanha contra o governo iniciou com as propagandas anticomunistas, como filmes, folhetos e programas de rdio, que comearam a circular e que contavam com o apoio do Instituto de Pesquisas Econmicas e Sociais (IPN) e do Instituto Brasileiro de Ao Democr-tica (ABAD). Tanto que, dias depois do famoso discurso do presidente no com-cio da Central do Brasil, em 13 de maro de 1964, no qual compareceram 200 mil pessoas, as lideranas conservadoras e catlicas organizaram um movimento de oposio. A Marcha da Famlia com Deus pela Liberdade reuniu um grande nmero de pessoas e o apoio popular re-acendeu as expectativas militares.

    Com o clima de conspirao e des-confiana instalada desde o governo anterior, Jango necessitava de prudncia poltica, mas escolheu o caminho inver-so, ao discursar na festa dos sargentos, em 1964, no Automvel Club do Rio de Janeiro. O jornalista Flvio Tavares, no livro 1964 O Golpe, lembra fragmentos da fala de Jango, que acusava a minoria de privilegiados pela crise no pas. Alm disso, ressaltava que a democracia era necessria para a integrao de brasilei-ros que estariam, at ento, na penria e ignorncia, concluindo que as foras que causaram o suicdio do grande e imor-tal presidente Vargas seriam as mesmas que se unem contra as reformas exigidas pelo povo.

    Naquele momento, diversas lideran-

    as j anunciavam publicamente apoio interveno. Enquanto as tropas do ge-neral Olympio Mouro Filho saam de-terminadas de Minas Gerais e os Estados Unidos deixavam disposio um apara-to de guerra para enviar ao Brasil, caso necessrio, Jango viajava para Braslia, onde ficou sabendo que havia perdido o suporte do comandante do II Exrcito, general Amaury Kruel. Descobriu que s estaria em territrio seguro no Rio Gran-de do Sul, pois ainda contava com o apoio do III Exrcito. Viajou para Porto Alegre em 1 de