Rede São Paulo de São Paulo 2011

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  • Rede So Paulo de

    Cursos de Especializao para o quadro do Magistrio da SEESP

    Ensino Fundamental II e Ensino Mdio

    So Paulo

    2011

  • UNESP Universidade Estadual PaulistaPr-Reitoria de Ps-GraduaoRua Quirino de Andrade, 215CEP 01049-010 So Paulo SPTel.: (11) 5627-0561www.unesp.br

    Governo do Estado de So Paulo Secretaria de Estado da EducaoCoordenadoria de Estudos e Normas PedaggicasGabinete da CoordenadoraPraa da Repblica, 53CEP 01045-903 Centro So Paulo SP

  • A formao dos Estados americanos

  • sumrio tema ficha

    SumrioVdeo da Semana ...................................................................... 3

    A formao dos Estados americanos .............................................3

    Um incio de conversa ................................................................................3

    2.1 O territrio colonial hispano-americano ..........................................4

    2.2 Independncia e os novos estados nacionais ......................................6

    Canal do Panam ...................................................................... 7

    A Amrica Central e o Caribe ....................................................................9

    A Guiana: Departamento Francs ........................................... 11

    Referncia .............................................................................. 12

  • Unesp/R

    edefor Mdulo III D

    isciplina 06 Tema 2

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    sumrio tema ficha

    Vdeo da Semana

    A formao dos Estados americanosUm incio de conversa

    A ruptura do sistema colonial europeu na Amrica foi um produto da crise das monarquias do Velho Mundo. Foi, ao mesmo tempo, um elemento crucial para o desenvolvimento dessa crise, que desembocou na dissoluo do Absolutismo. O processo de independncia das colnias americanas foi uma manifestao da transio da Europa na direo do liberalismo e do parla-mentarismo.

    Essa transio, que se estende de 1775 a 1848, correspondeu constituio dos estados oci-dentais contemporneos, cujo trao distintivo repousa no conceito da soberania popular, contra-posta soberania real. O ato inicial dessa transio no aconteceu na Europa, mas na Amrica: a Revoluo Americana (1775-1783) precedeu e preparou a Revoluo Francesa de 1789.

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    isciplina 06 Tema 2

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    sumrio tema ficha

    A Revoluo Americana foi conduzida pelas elites comerciais e fundirias das Treze Col-nias, unidas na rejeio aos impostos e taxas metropolitanos que sugavam a riqueza colonial. Seus lderes, homens ricos, refinados e cultos, beberam nas fontes intelectuais do Iluminismo. A igualdade original entre os homens, de Jean-Jacques Rousseau, e a separao dos poderes, de Locke e Montesquieu, orientaram a Declarao de Independncia (1776) e a Constitui-o Americana (1787). Como vimos na Disciplina 5, o processo de independncia do Brasil, em contraste com a das colnias espanholas, repudiou o ideario que orientara a Revoluo Americana de 1776 e a Revoluo Francesa de 1789. A declarao de 1822, que se completou com a dissoluo da Assemblia Constituinte e a outorga da Constituio de 1824, gerou um imprio escravista nos trpicos. A monarquia, unitria e hereditria, era o instrumento para a conservao do escravismo e para a construo da unidade territorial.

    As guerras entre as monarquias europeias atuaram como fator decisivo para as independn-cias na Amrica. A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) envolveu a Frana e a Gr-Bretanha na disputa entre os colonos franceses e ingleses da Amrica do Norte pelo domnio sobre as terras situadas entre os Apalaches e o Mississipi. A vitria dos colonos ingleses foi o preldio da Revo-luo Americana. A revolta colonial originou-se como reao ao aumento de impostos cobrados pela metrpole sob o pretexto de compensao pela ajuda prestada na luta contra os franceses.

    No caso da Amrica Hispnica, como vimos, os movimentos de independncia ganham fora com a invaso da Espanha pelas tropas francesas de Napoleo, em 1810. Nessa aula, vamos enfocar o territrio colonial hispano-americano e a fragmentao territorial que teve lugar aps as independncias.

    2.1 O territrio colonial hispano-americano

    Durante o perodo colonial, para efeitos administrativos, as possesses espanholas na Am-rica foram divididas em quatro vice-reinados que, por sua vez, foram divididos em Audincias. Na circunscrio onde se encontrava a capital dos vice-reinados, o vice-rei, membro da no-breza espanhola, presidia a Audincia. Nas demais, nomeava-se um capito geral, com amplos poderes civis e militares sobre sua capitania.

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    Figura 3: Organizao territorial do imprio colonial hispano-americanoFonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/

    imagem/0000000732/0000023892.jpg

    O tema desta semana discutido no Portal do Professor do Mec. Veja no link abaixo a sugesto de trabalho com este e outros mapas.

    http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=28023

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    A Audincia era a principal instncia governamental do territrio hispano-americano. Fun-cionava como uma espcie de tribunal, formado pelo presidente e por um conselho de juzes, que representava os interesses da Coroa de Espanha e servia de intermedirio entre ela, os funcion-rios administrativos, os colonizadores espanhis e as populaes autctones.

    A descentralizao administrativa teve como consequncia a formao de poderosas elites regionais no territrio hispano-americano. No por acaso, as sedes de Audincia - So Domin-gos, Mxico, Guatemala, Lima, Caracas e Santiago do Chile - se transformariam no ncleo das futuras repblicas independentes.

    As Audincias controlavam um nmero varivel de provncias, sendo estas divididas em mu-nicipalidades. No interior das municipalidades, organizava-se a propriedade fundiria.

    Para garantir o fluxo de mo de obra para as plantaes, foi transplantada para a Amrica uma instituio bastante utilizada na Espanha durante luta contra os mouros: a encomienda. Atravs dela, se atribua a particulares, em geral descendentes dos conquistadores, comunidades indge-nas que passariam a lhes pagar tributos em espcie ou em trabalho. Em troca, o encomendero deveria oferecer aos ndios proteo e evangelizao, alm de arcar com os custos de manuteno da parquia.

    A encomienda funcionou principalmente na rea dos antigos imprios centralizados (Vice--Reinos de Nova Espanha e Peru), onde j existia o trabalho em regime de opresso. Nos en-genhos tropicais de acar de Nova Granada e nas Antilhas os escravos negros constituram a maior parte da mo de obra.

    Com a descoberta de promissoras minas de prata em Nova Espanha e no Peru, proliferaram novas prticas de recrutamento da mo de obra. Na Nova Espanha o problema foi resolvido com importao de escravos negros e, principalmente, com a escravizao de ndios, mesmo aps esta ter sido declarada ilegal. No Alto Peru, os espanhis se utilizaram da mita, herana dos incas, para explorar as gigantescas minas de Potos.

    A mita era um sistema de prestao de servios, atravs do qual as aldeias tributrias, espalha-das em cerca de 2 milhes de Km2, enviavam anualmente a Potos um stimo de seus homens entre 18 e 50 anos. Os mitayos, como eram chamados, eram obrigados a deslocamentos de cen-tenas de quilmetros e, quando chegavam, enfrentavam as mais terrveis condies de trabalho. Durante os quinze dias de folga anuais aos quais tinha direito, muito deles eram obrigados a trabalhar para garantir a alimentao e as mantas (agasalhos).

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    2.2 Independncia e os novos estados nacionais

    Aps as independncias, a Amrica Hispnica foi fragmentada em diversos Estados, cujos contornos remetem s estruturas administrativas implantadas durante o processo de colonizao.

    O Vice-Reinado da Nova Espanha, com sede no Mxico, tinha jurisdio indireta sobre as capitanias-gerais da Guatemala e de Cuba. O processo da independncia, aps uma efmera tentativa de unio do istmo centro-americano ao Mxico, resultou na desagregao poltica de toda a regio e na formao de pequenos estados independentes.

    A guerra da independncia no Mxico desenrolou-se entre 1810 e 1821. Quando a liber-tao foi concluda, a Guatemala proclamou tambm a independncia. Em 1822 o coronel mexicano Agustn Iturbide declarou-se imperador (Agustin I), pretendendo reinar sobre o conjunto dos territrios que haviam pertencido Nova Espanha. Entretanto, no ano seguinte, em meio a desordens e revoltas, foi instituda a repblica. A Guatemala separava-se e formava a Confederao Centro-Americana. Em 1838 rompia-se a confederao com as sucessivas proclamaes de independncia de Honduras, da Nicargua, de El Salvador e da Costa Rica. Por fim, o Mxico perderia quase metade do seu territrio como resultado da Guerra com os Estados Unidos (1846-1848).

    Aps o rompimento da confederao, o istmo centro-americano conheceu guerras sucessivas, envolvendo a Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicargua. As tentativas intermitentes de formao de uma confederao entre Honduras, El Salvador e Nicargua tambm fracassaram.

    O Vice-Reinado de Nova Granada, com sede na Colmbia, abrangia tambm os atuais Panam, a Venezuela e Equador. A guerra da independncia eclodiu em Caracas, em 1810, alastrando-se para Bogot. Bolvar chefiou a luta contra os espanhis na Venezuela, que foi vitoriosa em 1817. Dois anos depois, suas tropas assumiam o controle da Colmbia. Feito presidente, Bolvar vai lutar no Equador, onde derrota os espanhis em 1822.

    A Gr-Colmbia independente representou a tentativa de con

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