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  • Tiago Rocha

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    BIOLOGIA 10ANO

    1. Organizao Biolgica

    A unidade bsica da vida a clula. Nos seres pluricelulares, as clulas idnticas e com

    funes semelhantes formam tecidos. Os tecidos, por sua vez, associam-se formando os

    rgos, que realizam uma ou vrias funes no organismo. Diferentes rgos associam-se

    e realizam em conjunto determinadas funes no organismo, constituindo um sistema de

    rgos. Diferentes sistemas de rgos cooperam entre si, formando um organismo.

    Organismos semelhantes que se reproduzem entre si, originando descendentes frteis,

    constituem uma espcie. Os indivduos de uma espcie que habitam na mesma rea, no

    mesmo momento, formam uma populao. A interaco entre diferentes populaes

    constitui uma comunidade. A comunidade e o meio fsico-qumico que ocupa, bem como

    as relaes que entre eles se estabelecem, formam um ecossistema.

    2. A Clula

    O entendimento dos processos biolgicos est centrado na unidade fundamental da vida

    a clula. Como consequncia deste facto, Schleiden e Schwann postularam a Teoria

    Celular, que, actualmente, assenta nos seguintes pressupostos:

    A clula a unidade bsica estrutural e funcional de todos os seres vivos;

    Todas as clulas provm de clulas preexistentes;

    A clula a unidade de reproduo, de desenvolvimento e de hereditariedade dos

    seres vivos.

  • Tiago Rocha

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    2.1. Unidade estrutural e funcional

    Atendendo complexidade da organizao estrutural, as clulas podem agrupar-se em

    duas grandes categorias: clulas procariticas e clulas eucariticas.

    As clulas procariticas, de que so

    exemplo as bactrias, so clulas de

    estrutura muito simples, de

    reduzidas dimenses e sem sistemas

    endomembranares, nomeadamente

    sem invlucro nuclear.

    As clulas eucariticas so clulas

    estruturalmente mais complexas, de

    ncleo bem individualizado do

    citoplasma, delimitado por um

    invlucro nuclear. Nestas podem

    distinguir-se as clulas animais e as

    clulas vegetais, que apresentam

    algumas diferenas a nvel

    estrutural.

  • Tiago Rocha

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    2.2. Biomolculas

    2.2.1. Prtidos

    Os prtidos so compostos orgnicos quaternrios, constitudos por C, H, O e N. A unidade

    estrutural o aminocido que, ao estabelecer ligaes peptdicas com outros aminocidos

    (por cada ligao peptdica que se estabelece, forma-se uma molcula de gua), pode

    formar oligopptidos (entre 2 e 20 aminocidos) e polipptidos (mais de 20

    aminocidos). As protenas so macromolculas constitudas por uma ou mais cadeias

    polipeptdicas e apresentam uma estrutura tridimensional definida.

    Algumas funes das protenas so a funo

    estrutural (membranas celulares), funo

    enzimtica (enzimas), transporte

    (hemoglobina), motora (protenas contrcteis dos

    msculos), hormonal (insulina) e imunolgica

    (anticorpos).

    2.2.2. Glcidos

    Os glcidos so compostos orgnicos ternrios, constitudos por C, H e O. De acordo com a

    sua complexidade, consideram-se trs grandes grupos de glcidos: os monossacardeos,

    os dissacardeos e os polissacardeos. A frmula geral destes compostos .

    A unidade estrutural so os monossacardeos ou oses, podendo ser classificados quanto

    ao nmero de carbonos da molcula 3 carbonos (trioses), 4 carbonos (tetroses), Estes

    unem-se atravs de ligaes glicosdicas.

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    Algumas funes destes compostos

    so a funo energtica (glicose), a

    funo estrutural (quitina, celulose)

    e a funo de reserva (amido nas

    plantas e glicognio nos animais).

    2.2.3. Lpidos

    Os lpidos so compostos orgnicos ternrios, constitudos por O, H e C, podendo por

    vezes conter S, N e P. Estas substncias so insolveis em gua e solveis em solventes

    orgnicos, como o clorofrmio, o ter e o benzeno. Podem-se classificar os lpidos em trs

    grandes grupos de acordo com a sua funo: lpidos de reserva, lpidos estruturais e

    lpidos com funo reguladora.

    Lpidos de Reserva

    Os cidos gordos so constitudos por uma cadeia linear de tomos de carbono, com um

    grupo terminal carboxilo (COOH). Os cidos gordos que possuem tomos de carbono

    ligados por ligaes duplas ou triplas dizem-se insaturados. Nos cidos gordos

    saturados, todos os tomos de carbono esto ligados entre si por ligaes simples.

    O glicerol um lcool que contm trs grupos hidroxilo (HO), capazes de estabelecer

    ligaes covalentes com os tomos de carbono dos grupos carboxilo (COOH) dos cidos

    gordos. Esta ligao denomina-se ster.

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    Lpidos Estruturais

    Os fosfolpidos so os constituintes mais abundantes das membranas celulares. A sua

    estrutura resulta da ligao de uma molcula de glicerol com dois cidos gordos e com

    uma molcula de cido fosfrico. Os fosfolpidos so molculas anfipticas, isto ,

    possuem uma parte hidroflica e uma parte hidrofbica.

    2.2.4. cidos Nucleicos

    Os cidos nucleicos so as principais molculas envolvidas em processos de controlo

    celular. Existem dois tipos de cidos nucleicos: cido desoxirribonucleico (DNA) e cido

    ribonucleico (RNA). Cada nucletido constitudo por uma base azotada, uma pentose e

    um grupo fosfato.

    Existem cinco tipos de bases azotadas: adenina (A) e guanina (G) (bases pricas

    possuem dois anis); citosina (C), timina (T) e uracilo (U) (bases pirimdicas possuem

    um anel).

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    Comparao entre as estruturas do DNA e do RNA

    DNA RNA

    Acar Desoxirribose Ribose

    Bases Azotadas A, G, C e T A, G, C e U

    Cadeias Cadeia Dupla Cadeia Simples

    Hlice Sim No

    3. Obteno de Matria

    3.1. Estrutura da Membrana Plasmtica

    O modelo de estrutura da membrana, proposto por Singer e Nicholson, o actualmente

    mais aceite. O modelo de mosaico fluido unitrio pois aplica-se a todas as membranas

    existentes nas clulas. De acordo com ele, a membrana constituda por:

    Bicamada fosfolipdica, com as extremidades hidroflicas das molculas a

    formarem a face interna e externa e as hidrofbicas a ocuparem o interior;

    Protenas que, de acordo a sua posio na bicamada, so designadas por

    protenas intrnsecas, inseridas na dupla camada, e protenas extrnsecas,

    situadas na superfcie interna e externa;

    Colesterol, situado entre as molculas de fosfolpidos da bicamada; tem um papel

    estabilizador da membrana, pois evita que os fosfolpidos se agreguem, mantendo

    a sua fluidez;

    Glicolpidos e glicoprotenas, localizados na superfcie externa da bicamada.

    Estas molculas desempenham um papel importante no reconhecimento de certas

    substncias pela clula.

  • Tiago Rocha

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    O modelo de mosaico fluido assim chamado devido ao facto de admitir que a membrana

    no uma estrutura rgida, existindo movimentos das molculas que a constituem,

    dotando-a, assim, de grande fluidez. Verifica-se que as molculas fosfolpidicas tm grande

    mobilidade lateral, trocando de posio com outras que se encontrem na mesma camada.

    Ocasionalmente, podem ocorrer movimentos transversais de fosfolpidos de uma

    camada para a outra.

    3.2. Movimentos Transmembranares

    3.2.1. Osmose

    O movimento de gua atravs da membrana citoplasmtica designa-se osmose.

    A osmose o movimento de molculas de gua de um meio menos concentrado (meio

    hipotnico e com menor presso osmtica) para um meio mais concentrado (meio

    hipertnico e com maior presso osmtica). Quando os meios possuem igual

    concentrao (isotnicos), estabelece-se uma situao de equilbrio em que o fluxo de

    gua que entre nas clulas igual ao fluxo de sada.

    Na sequncia dos movimentos osmticos, a clula pode:

    Perder gua, diminuindo assim o seu volume celular. Nessa situao, a clula diz-

    se plasmolisada ou no estado de plasmlise.

    Ganhar gua, aumentando assim o seu volume celular e aumentando a presso

    sobre a membrana/parede celular (presso de turgescncia). Neste caso, a clula

    diz-se trgida ou no estado de turgescncia.

    No caso das clulas animais, a turgescncia pode conduzir, em situao-limite, ruptura

    da membrana celular (lise celular). Isto no acontece nas clulas vegetais pois possuem

    uma parede celular rgida.

    Este processo no gasta energia. Diz-se, por isso, que um transporte passivo.

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    3.2.2. Difuso Simples

    O movimento de outras substncias atravs da membrana celular designa-se difuso

    simples. Neste processo de transporte, as molculas de um soluto (C , ureia, etc.)

    deslocam-se do meio de maior concentrao para o meio de menor concentrao (a

    favor do gradiente de concentrao). A velocidade de movimentao de soluto

    directamente proporcional diferena de concentrao entre os dois meios. Neste

    processo no h gasto de energia transporte passivo.

    3.2.3. Difuso Facilitada

    A difuso facilitada deve-se existncia de protenas transportadoras na membrana, que

    promovem a passagem de molculas. As protenas so especficas para cada tipo de

    substncia e denominam-se permeases. Neste processo de movimentao de solutos, as

    molculas deslocam-se do meio de maior concentrao para o meio de menor

    concentrao (a favor do gradiente de concentrao) com interveno das permeases.

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    A velocidade de transporte da substncia:

    Aumenta com a concentrao de soluto;

    Mantm-se quando todos os locais de li