oito anos 01 fim2

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  • CAPA

  • SEGUNDA CAPA

  • [INDCE]Apresentao

    Narrativas da pr-fundaao

    2006

    2007

    2008

    2009

    2010

    2011

    2012

    2013

    2014

    Formao

    Campeonato

    Feijoada

    Olimpadas

    Fim de ano

    [Expediente]DIRETORIA DO SINDETRANSCOL

    Sindicato dos Empregados nas Empresas Permissionrias do Transporte Coletivo Urbano de

    Blumenau e Gaspar SC

    Presidente: Ari Germer Vice-Presidente: Pradelino Moreira da Silva

    Secretria: Marlene Satiro RTesoureiro: Marciano Rgis Arcanjo G

    Tesoureiro Adjunto: Cleberson ThiesenDiretor de Organizao de Patrimnio:

    Osnir SchmittDiretor de Educao Sindical

    e Assuntos Jurdicos: Ulir Dalpra Zanella

    SUPLENTES DA DIRETORIA

    Srgio Antonio Rosa Angela Cristina de Miranda

    rico NicolettiCarlos Nei Gonalves Padilha

    Rubi Alexandre Hobus Fbio Luiz Ferreira

    Jose Silvio Pereira Costa

    CONSELHO FISCAL Juvino Antonio Rezini

    Acir RosaJuarez Machado

    SUPLENTE DE CONSELHO FISCAL

    Joel Staroski Maria dos Anjos Alves de Lima

    Stefan Marcos

    Delegado da Representante na FederaoDionsio Theiss

    Suplente de delegado Representante na Federao:

    Adelino Antonio Pegoraro

  • L numa cidade chamada Blumenau, lugar bonito beira de um grande Rio, um pessoal resolveu se juntar para conversar sobre a vida. Ah! Como bom conversar sobre a vida!

    Quandocrianas,tivemosafelicidadedeteralgumquenoscontavaes-trias para ninar, ou mesmo por diverso em outros momentos. Como so boas as estriasinfantis!Atmesmoaquelasquenosdeixamcommedoenoscausavam

    pesadelos!Quandoacordvamos,abravamosfortealgumparaperceberque

    tudo faziaparteda imaginaoe fantasia.Coisaboa,a serdivididacomnos-sos(as)filhos(as)enetos(as),essaslembranassoumaformaderastroque

    deixamosnavida.Essnciadaquilodequesomosfeitos.

    comestesentimentoqueoSINDETRANSCOLquercontarumpoucode

    histrias.Assimmesmo,noplural. Porqueahistrianoumacoisanica,

    umalinharetacomalgumasdatasenomesquedevemosdecorarparapassarna

    escola,comosefosseobradoacaso.Qualquerfatoqueanalisamos,atpodeter

    umadata,umalideranadedestaque,masschegounaquelepontoemfuno

    detodoumprocesso,deummovimentocoletivomuitomaiscomplexoeprofun-dodoqueparece.Longedeserestticanotempo,anossacompreensohistrica

    dependedeumacontextualizao,deperceberquetudoestemmovimentoo

    tempo todo.O resultadodas relaes sociaisno imposiodivinae,muito

    menos,obradoacaso.Osfatostmrelaonotempo,umcomosoutros.

    Trazemmuitasconsequncias,esvezesatcontradies.Porexemplo:

    seagaleraqueestavadescontentenotivesseDECIDIDOficareseorganizar,se

    tivessedecididoiremboraprocuraroutrasformasdemelhoraravida?Qualte-riasidoahistriadacategoriaathoje?Talvezaindaestivssemostrabalhando

    maisde10horaspordiasemganharhorasextras,comsalriosbemmenores,

    semplanodesade,enfim,semessahistriaparacontar.Quemsabe?

    Ofatoquealgumaspessoasresolveramseorganizarparamudaroque

    estavadescontentando,almdelas,centenasdeoutraspessoas.Nasprximas

    Era uma vez...

    4

  • pginasfaremosumapequenaviagem,poralgunsmomentosimportantesdos

    ltimosoitoanosdenossaexistnciacomotrabalhadores(as),enquantopessoas

    quecumpremumafunodeextremaimportnciaparaacomunidade.

    Seasestriasnosencantamenoslevamaumaviagemnomundodafantasia,

    ashistriasnosfaroviajarnaquiloqueentendemosserarealidade.claroque

    nosetratadeumlivrocomahistriadafundaoesolidificaodoSindica-to.Nestapioneirainvestidacomumarevistadeculturaepoltica,otemadessa

    edioatrajetriadaorganizaodaspessoas,noadainstituio.Encontros,

    lutas,festas,reunies,assembleias,encontrosesportivos,comemoraes,enfim,

    vamosrelembrarumpoucodenossasvidas,apartirdaexistnciadosindicato

    novo.AindanosefalavanoSINDETRANSCOL,umasiglarecmcriada,queem

    princpionotinhaaconfianadacategoria,acostumadahanoseanoscomo

    imobilismoetraiodochamadosindicatoantigo.

    Erapreciso sediferenciardosindicatovelho,queeraodiadopela categoria.

    Superardcadasdecompletoabandononofcilenemrpido,massvezesa

    vidanosreservamomentosquenoplanejamos.Ahistriaqueestamoscontan-domostraqueacabousendomuitomaisfcilerpidodoqueseimaginava.Isso,

    talvezporqueasituaocotidianaeramuitoruimeaspessoasforamsendotoca-daspelobomdesempenhodamaioriadaquelaprimeiraDiretoria,inexperiente

    verdade,masquesoubeganharapoiosentreacategoria,inicialmentebaseada

    emrelaesdeamizade,emconversascotidianasdeolhonoolho,cumprindo

    com os compromissos assumidos. dessa maravilhosa histria de relacionamen-toshumanosqueestamosfalando.

    Apartirdaspublicaes,dealgunsdocumentosedabibliotecadeimagensdo

    Sindicato,passandoporacervospessoaiserelatosdealgumaspessoas,dacotid-ianaconversaeacompanhamentodotrabalhodasduasDiretoriasnestesanos,

    reunimosaquiosprincipaismomentosdessaviagem.

    Folheiesemmedo.Viajejunto.dissodoquesomosfeitos(as).

    Era uma vez...

    5

  • 4 Pa

    ra co

    me

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    qui:

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    L o B i t -tencourt pea fun-d a m e n t a l no proces-so de for-mao do sindicato dos trabalhadores do transportes de Blumenau - o SINDETRASNCOL, que teve seu incio em maio de 2006. Ele foi

    convidado pelo ento presidente do SINTROBLU, Vilmar Zim-merman participar de uma reunio com os trabalhadores

    da empresa Nossa Senhora da Glria que reivindicavam mel-hores condies de trabalho e reajuste salarial. A reunio, muito tumultuada, aconteceu no auditrio da empresa justa-mente antes de uma assembleia que seria realizada na sede

    do antigo sindicato (SINTROBLU) e que decidiria os rumos do

    processo de negociao que iniciava naquele momento.

    Aps essas atividades a avaliao de Bitencourt era de

    que havia entre os trabalhadores um grande interesse de per-tencerem a um sindicato que atuasse especificamente com

    as questes dos trabalhadores do transporte urbano, opin-io compartilhada pelo ento Presidente do SINTROBLU. Am-bos entendiam que era o momento de colaborar com esses

    trabalhadores que buscavam se organizar mesmo que isso

    representasse perda de parte da base sindical. Vilmar pediu

    ento que Lo Bittencourt articulasse as medidas necessrias

    para a criao do novo sindicato lembrando-o de que havia

    alguns companheiros, principalmente da empresa Nossa Sen-hora da Glria, se organizando justamente com esse objetivo:

    fundar um novo sindicato.

    Com a lista de nomes dos interessados em fundar o novo sindicato, fornecida por Vilmar, Lo iniciou uma srie de

    contatos e encontros, um deles foi com Ari Germer, literal-mente um grande entusiasta do movimento para fundao

    da nova entidade. O primeiro encontro entre eles ocorreu

    no escritrio do advogado e, apesar das desconfiana inicial

    por parte do trabalhador, a conversa fluiu tomando os ru-mos da real necessidade de se ter uma organizao sindical

  • 5atuante que defendesse de fato, o interesse dos tra-balhadores. Ele (Ari) no me conhecia, mas confiou na

    minha pessoa e confiou na possibilidade de termos

    uma organizao sindical que realmente lutasse pe-los trabalhadores. Tenho que frisar a importncia do

    Ari nessa formao, porque ele confiou numa pes-soa que nunca tinha visto. Porm, sabia que eu era

    um advogado trabalhista e que sempre estive na luta

    dos trabalhadores. Ele tinha conhecimento da minha

    pessoa, porm eu no o conhecia. Dessa primeira conversa resulta, fruto da

    clareza de quem partilha um objetivo em comum,

    se estabeleceu a primeira aliana concreta que tinha

    como meta fundar a nova entidade e, para ambos, a

    melhor maneira de os trabalhadores se organizarem

    seria chamando outros interessados para participa-rem.Na semana seguinte, em uma nova reunio, bus-cou-se o entendimento de como agir para concretizar

    o que era apenas uma ideia para se ter um novo Sindi-cato. Ari levou consigo dois companheiros: Gemir e

    Loreno e os quatro conversaram longamente sobre

    a formao desse novo sindicato e novamente lem-braram-se que ainda eram poucos, seria necessrio

    um nmero maior de trabalhadores para fortalecer grupo.

    No sbado seguinte, as reunies eram sem-pre aos sbados, apareceram diversos companheiros

    e a partir de ento (passamos a discutir todos os

    sbados tarde) para formarmos um estatuto e dar

    os encaminhamentos de ordem prtica para for-mao deste novo sindicato.

    Ari Gremer conta com prazer a histria da fundao do SINDETRANSCOL, para ele todos po-dem perceber nela o que a fora do trabalhador.

    Foi aps uma cansativa jornada, com mais de 12

    horas de trabalho, que chegando em casa recebeu

    da esposa o seguinte recado: _O seu Lo ligou con-vidando para uma reunio... assunto do seu inter-esse. O nome no era totalmente desconhecido,

    j ouvira falar de Lo Bittencourt na poca do (SE-TERB). Um encontro foi marcado para a tarde da

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