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O PACIENTE ONCOLGICO- UMA PERSPECTIVA SOBRE A VALORIZAO DO INDIVDUO EM SEUS ASPECTOS BIO-PSICO-SOCIAL .

Ariadna Monteiro Bruna Regina,Carolina Faria ,Danielle Aparecida 4, Cristiane Pantaleo, 5 Elisangela Agenor 6, Erika Rosa 7, Silvia Maria 8,

Tereza Cristina 9,Denise Guelfi 10

1Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Rua. Geraldo Ferreira Tavares, 1133 Bosque

dos Eucaliptos - SJCampos ariadna.monteiro@ig.com.br 2Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Rua Delfino Alves dos Santos, 156

Jardim Satlite SJC - bruna.cruzeiro@ig.com.br 3Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Rua Itapetininga, 450 Jd Satlite SJCampos

carolina@bol.com.br 4Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Rua Cel Marcelino,63 Centro Paraibuna

5Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Av. Cassino Ricardo, 681 apt 13 Jd Alvorada

SJCampos 6Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Rua Jos Pulga, 91 Jd.Aquarius SJCampos

elisangela.ag@zipmail.com.br 7Universidade do Vale do Paraba / 3 ano Servio Social/ Rua Dom Sanchio I PQ dos Principes Jacare

erikarosa@ppcm.com.br 8Universidade do Vale do Paraba/ 3 ano Servio Social, Rua Cristiane de Souza Ramos, 29- Jardim Sul

SJCampos silvinhamb@uol.com.br 9Universidade do Vale do Paraba/3 ano Servio Social/ Rua Jales, 17 Bosque dos Eucaliptos SJCampos

10Universidade do Vale do Paraba/Professor orientador

Palavras-chave: Paciente, Oncolgico, necessidades, perfil rea do Conhecimento: Cincias Sociais Aplicadas

Resumo- O cncer definido como um grupo de doenas que se caracterizam pela perda de controle da diviso celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgnicas. Entretanto, as possibilidades de cura tm aumentado constante, mesmo aquelas pessoas cujo cncer no pode ainda ser curado vivem mais e tem uma qualidade de vida melhor esta evoluo tem ocorrido como resultado do diagnstico precoce, melhores tratamentos, atendimento. As circunstncias familiares e sociais tambm podem ser bastante relevantes, muitos aspectos precisam ser considerados, tais como: idade, condio financeira, histrico familiar, antes que uma deciso sobre o tratamento seja tomada. A experincia acumulada no Hospital Santa Casa de So Jos dos Campos no atendimento ao paciente oncolgico revela a importncia de se estudar este tema, tendo como proposta conhecer quem o paciente oncolgico, bem como suas necessidades, seus anseios e perspectivas em relao ao tratamento. Introduo O cncer uma doena com muitas repercusses na vida pessoal de cada indivduo. Enfrentar um diagnstico no fcil , mesmo assim, muitas pessoas no utilizam os apoios oferecidos, sejam elas por falta de conhecimento, interesse ou acesso ,sendo assim faz se necessrio que o paciente exponha suas preocupaes, quaisquer que sejam antes, durante e aps o tratamento. Receber o tipo certo de apoio, de acordo com a necessidade apresentada no momento pode auxiliar o paciente a persistir em um tratamento difcil. Viver com cncer, na maioria das vezes, traz conseqncias dolorosas como: perda de energia, emprego, dependncia financeira, entre

outros fatores estes que desencadeiam sentimentos como: Negao, raiva, depresso, barganha. Muitas pessoas no buscam apoio psicolgicos, talvez porque fiquem relutantes em tocar no assunto e por no quererem ser questionadas a respeito. O cncer traz ao indivduo incertezas sobre o futuro, busca por significados, perda de controle e baixa auto-estima. [1]Segundo Clara Feldmam de Miranda (1996), um tratamento de ajuda deve compreender os seguintes passos: A preparao do ambiente, o acolhimento, a escuta, dar retorno ao paciente de seus questionamentos, e a orientao. Os indivduos escolhem como pessoa significativa em suas vidas algum que possua um alto grau do que se chama de habilidade interpessoal, ou seja, como o prprio termo

VIII Encontro Latino Americano de Iniciao Cientifica e 1071 IV Encontro Latino Americano de Ps-Graduao Universidade do Vale do Paraba

VIII Encontro Latino Americano de Iniciao Cientifica e

IV Encontro Latino Americano de Ps-Graduao Universidade do Vale do Paraba 1072

indica, pessoas que nos permitam um relacionamento integral e construtivo. O paciente com cncer necessita de cuidados especiais, e principalmente, apoio da famlia e dos rgo pblicos. Em So Jos dos Campos os pacientes oncolgicos tem como referncia a Santa Casa de misericrdia que foi fundada em 15 de agosto de 1899, uma entidade filantrpica, com o objetivo de promover atividades de sade. No ano de 1995 foi firmada uma parceria entre a Santa Casa e clnica oncolgica (IOV) de So Jos dos Campos, que resultou no completo e perfeito atendimento aos pacientes portadores de tumores. A parceria abriu caminho para novos tratamentos base de quimioterapia e radioterapia e hoje oferecer um alto grau de sofisticao no atendimento aos pacientes. Esto disposio da Santa Casa trs mdicos oncologistas clnicos e um radioterapeuta que fazem ambulatrio todos os dias da semana A legislao brasileira (SUS Onco) assegura aos portadores de cncer alguns direitos especiais, sendo eles: Consultas mdicas, remdios, cirurgias em geral, exames laboratoriais e RX, tomografia, quimioterapia, radioterapia, Ultra-sonografia, Psicologia Clinica, Nutrio, Assistncia Social, Terapia Ocupacional e Fisioterapia. O SUS Onco deixou de ser um veculo de disseminao do programa de avaliao e oncologia restrito algumas secretrias municipais e de sade, e passa a ser destinado a todos aqueles que trabalham com autorizao, controle e avaliao de procedimentos oncolgicos no mbito SUS. A partir desta disseminao do programa foram criadas 04 portarias que basearam o trabalho relativamente assistncia oncolgica do SUS. [2}Portaria 3535 de 02 de setembro 1998 (D.O.U de 03 de setembro 1998). Normaliza o recadastramento e o cadastramento das unidades prestadoras de servios oncolgicos, enfatizando a indispensabilidade da assistncia integral e integrada ao paciente com cncer. Portaria 3536 - de 02 de setembro 19978 (D.O.U de 03 de setembro 1998). Define s normas de autorizao e a codificao dos procedimentos de quimioterapia e radioterapia no mbito Sus. Representa o mais importante instrumento para o autorizado destes procedimentos, pois conclui os conceitos, orientaes e compatibilidade que so indispensveis ao seu trabalho. Portaria 145 de 02 de setembro (D.OU de 14 de setembro 1998). Descreve os cdigos em termos de item de programao, nvel de hierarquia, classificao dos servios, atividades profissional e valores dos procedimentos, mas que no se referem aqueles conceitos, orientaes e compatibilidade.

Portaria 146 02 de setembro de 1998 (D.O.U de 04de setembro de 1998.) Concilia os procedimentos de internao com os procedimentos ambulatrias da quimioterapia e radioterapia. Aberturas de cdigos exclusivos de internao para quimioterapia e radioterapia, quando estes forem cobertos pela APAC, e a excluso de internao, que esto fora da APAC Onco; e a excluso dos cdigos de tratamento de tumores malignos. A Santa Casa de Misericrdia de So Jos dos Campos, no est totalmente de acordo com a legislao brasileira, pois no disponibiliza aos pacientes em tratamento oncolgico profissionais na rea de :Psicologia, Terapia Ocupacional, bem como atendimento teraputico domiciliar. Entendemos que os pacientes em tratamento oncolgico, necessitam mais do que o tratamento oferecido pela Santa Casa de Misericrdia de So Jos dos Campos, pois os tratamentos no oferecidos na rea de Psicologia/Terapia ocupacional e atendimento teraputico domiciliar, so de extrema importncia para a recuperao do paciente, trazendo benefcios para o mesmo. Materiais e Mtodos

O universo da pesquisa abranger os pacientes em tratamento oncolgico, pelo SUS, no Hospital Santa Casa de Misericrdia de So Jos dos Campos. Por entender que os pacientes submetidos a um tratamento mais complexo so aqueles que permanecem maior tempo no ambulatrio sob o atendimento, acolhida e cuidados dos mdicos e funcionrios, a amostra ser definida junto aos pacientes que passaram e esto passando pelas seguintes etapas de tratamento: Quimioterpico, radioterpico, cirrgico Medicamentoso. Para eleger esses pacientes foi realizado um levantamento de dados junto ao arquivo da Santa Casa de Misericrdia de So Jos dos Campos, com o auxlio de uma enfermeira do setor oncolgico. Os critrios para elegibilidade foram os pacientes que iniciaram tratamento em janeiro de 2004 e permaneceram at o ms de abril de 2004. Obtivemos atravs deste levantamento de dados um total de 116 pacientes, assim sero selecionados, de forma aleatria 30%, somatizando 34 pacientes. Para a realizao da mesma se desenvolver uma pesquisa de campo de cunho qualitativo no setor oncolgico do Hospital Santa Casa de Misericrdia de So Jos dos Campos, com a superviso de uma enfermeira do setor oncolgico. Ser empregado questionrio contendo perguntas abertas e fechadas aos pacientes da amostra, no perodo de 15 dias, este ser aplicado pelas alunas do 3 Ano de Servio Social da Universidade do Vale do Paraba.

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Questionrio 1.Nome: 2.Idade: 3.Sexo: 4.Estado Civil 5.Reside no municpio de So Jos dos Campos? 6.H quanto tempo? 7.No caso de resposta negativa: Qual municpio reside e a quanto tempo? 8. Composio familiar Nome Parentesco Escolaridade Profisso Salrio Renda total 9. Qual o tipo de moradia? Prpria, Cedida, Alugada, Outros 10. Qual a sua crena? 10.1. Qual o significado dessa crena em sua vida? 11. Como ocupa as sua horas vagas? 12. Pratica algum tipo de atividade fsica? 12.1. No caso de resposta afirmativa: Qual? 13. Foi recomendao mdica? 13. Qual foi o percurso de seu tratamento at chegar Santa Casa? 14. A quanto tempo est em tratamento na Santa Casa? 15. Voc recebe ou j recebeu algum tipo de acom