mba - saúde do trabalhador, unifesp

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Health & Medicine

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  • 1.Formao comportamentalFormao comportamental e pedaggica dose pedaggica dos profissionais que lidam comprofissionais que lidam com trabalhadores por turnotrabalhadores por turno Marcelo da Rocha CarvalhoMarcelo da Rocha Carvalho Psiclogo ClnicoPsiclogo Clnico Psicoterapeuta Comportamental e Cognitivo,Psicoterapeuta Comportamental e Cognitivo, Especialista pela USPEspecialista pela USP MBA Qualidade de Vida e Promoo da Sade SoMBA Qualidade de Vida e Promoo da Sade So Camilo/ABRAMGE/ABQVCamilo/ABRAMGE/ABQV Advanced in Rational Emotive Behavior Therapy,Advanced in Rational Emotive Behavior Therapy, Albert Ellis Institute, New YorkAlbert Ellis Institute, New York

2. Recursos HumanosRecursos Humanos Para Chiavenato (1996), as empresas soPara Chiavenato (1996), as empresas so fundamentalmente constitudas de inteligncia, algo quefundamentalmente constitudas de inteligncia, algo que apenas as pessoas possuem, e o capital somente serapenas as pessoas possuem, e o capital somente ser bem aplicado quando for inteligentemente investido ebem aplicado quando for inteligentemente investido e administrado. Para tanto, a administrao de recursosadministrado. Para tanto, a administrao de recursos humanos torna-se prioritria em relao administraohumanos torna-se prioritria em relao administrao do capital ou a qualquer outro recurso empresarial, comodo capital ou a qualquer outro recurso empresarial, como mquinas, equipamentos, instalaes, clientes, etc. Asmquinas, equipamentos, instalaes, clientes, etc. As empresas bem-sucedidas se deram conta disso eempresas bem-sucedidas se deram conta disso e voltaram-se para seus funcionrios como os elementosvoltaram-se para seus funcionrios como os elementos alavancadores de resultados dentro da organizao,alavancadores de resultados dentro da organizao, descobrindo que todo investimento em pessoas, quandodescobrindo que todo investimento em pessoas, quando bem feito, provoca retornos garantidos empresa.bem feito, provoca retornos garantidos empresa. Chiavenato lembra que o investimento gradativo noChiavenato lembra que o investimento gradativo no aperfeioamento e treinamento de pessoal o principalaperfeioamento e treinamento de pessoal o principal desafio de Recursos Humanos (RH).desafio de Recursos Humanos (RH). 3. Qualificao e Treinamento: aQualificao e Treinamento: a diferenadiferena Garay (1997) relata que existem diferenasGaray (1997) relata que existem diferenas significativas entre qualificao e treinamento. Asignificativas entre qualificao e treinamento. A primeira poderia ser definida com base no tempoprimeira poderia ser definida com base no tempo de experincia do trabalhador e adquirida dede experincia do trabalhador e adquirida de forma individual ou coletiva, tendo em vista asforma individual ou coletiva, tendo em vista as exigncias do posto de trabalho;exigncias do posto de trabalho; j a segundaj a segunda seria um instrumento de conhecimento,seria um instrumento de conhecimento, favorecendo o saber tanto terico, quantofavorecendo o saber tanto terico, quanto prtico dos trabalhadoresprtico dos trabalhadores .. 4. Shift Work and complexityShift Work and complexity The interaction between shift work, health andThe interaction between shift work, health and well-being is a complex and multifaceted matter,well-being is a complex and multifaceted matter, concerning personal characteristics, working andconcerning personal characteristics, working and living conditions, and involving several differentliving conditions, and involving several different dimensions of human life, referring to physiology,dimensions of human life, referring to physiology, psychology, pathology, sociology, ergonomics,psychology, pathology, sociology, ergonomics, economics, politics, and ethics.economics, politics, and ethics. (Costa, 2004: 38(Supl): 86-91. Rev. Sade Pblica)(Costa, 2004: 38(Supl): 86-91. Rev. Sade Pblica) 5. PsicopatologiaPsicopatologia A maioria das classificaes atuais de distrbiosA maioria das classificaes atuais de distrbios segue o modelo tradicional, em medicina, quesegue o modelo tradicional, em medicina, que separa as doenas em unidades delimitadas, ousepara as doenas em unidades delimitadas, ou seja, categorias distintas(abordagem categorial).seja, categorias distintas(abordagem categorial). O outro modelo(dimensional), procedenteO outro modelo(dimensional), procedente sobretudo da psicologia e usando metodologiasobretudo da psicologia e usando metodologia estatstica, concebe os distrbios deestatstica, concebe os distrbios de personalidade como variantes extremas de traospersonalidade como variantes extremas de traos que existem normalmente na populao e que seque existem normalmente na populao e que se distribuem de maneira contnua.distribuem de maneira contnua. 6. Os DSMs O perigo de se diagnosticar demais. O poder dos rtulos de diagnstico. A confuso entre transtornos mentais graves com problemas normais. A iluso da objetividade. 7. ExemplifiandoExemplifiando Fazendo analogia com a classificao dasFazendo analogia com a classificao das cores, a abordagem categorial as classificacores, a abordagem categorial as classifica como: vermelha, verde, amarela, azul ecomo: vermelha, verde, amarela, azul e assim por diante. J o modelo dimensionalassim por diante. J o modelo dimensional as divide de acordo com o comprimento eas divide de acordo com o comprimento e intensidade da onda de luz.intensidade da onda de luz. 8. Psicopatologia do TrabalhoPsicopatologia do Trabalho Dejours afirma que no existeDejours afirma que no existe psicopatologia determinada pelo trabalho.psicopatologia determinada pelo trabalho. Ao invs de psicopatologia do trabalho, esteAo invs de psicopatologia do trabalho, este autor chama de psicodinmica do trabalho:autor chama de psicodinmica do trabalho: j que no possvel explicarj que no possvel explicar psicopatologia explicada pelo trabalho.psicopatologia explicada pelo trabalho. 9. Outras vises contemporneas masOutras vises contemporneas mas divergentesdivergentes Le Gaillant, antes de Dejours, j haviaLe Gaillant, antes de Dejours, j havia inaugurado a psicopatologia do trabalho, oinaugurado a psicopatologia do trabalho, o nome, o mtodo e as pesquisas. Suasnome, o mtodo e as pesquisas. Suas telefonistas eram neurticas pelo trabalho;telefonistas eram neurticas pelo trabalho; era no trabalho que deveramos buscarera no trabalho que deveramos buscar causas do adoecimento e os modos decausas do adoecimento e os modos de cura.cura. 10. Codo, 2004Codo, 2004 A busca de fatores de risco caracteriza umaA busca de fatores de risco caracteriza uma abordagem epidemiolgica, segundo aabordagem epidemiolgica, segundo a OMS(Kalino, 1987), um fator de risco OMS(Kalino, 1987), um fator de risco toda caracterstica determinvel de umatoda caracterstica determinvel de uma pessoa ou grupo de pessoas que se sabepessoa ou grupo de pessoas que se sabe estar associado a um risco anormal deestar associado a um risco anormal de aparecimento ou evoluo de um processoaparecimento ou evoluo de um processo patolgico. (Rouquayrol, 1988)patolgico. (Rouquayrol, 1988) 11. Aspectos FuncionaisAspectos Funcionais O que se pode dizer que tais eventos soO que se pode dizer que tais eventos so de risco, ou seja, aumentam ade risco, ou seja, aumentam a probabilidade de ocorrncia de umaprobabilidade de ocorrncia de uma psicopatologia(Codo, W.)psicopatologia(Codo, W.) 12. A dvida real...A dvida real... Em sntese: qual a probabilidade de queEm sntese: qual a probabilidade de que este trabalho, ou desta caracterstica doeste trabalho, ou desta caracterstica do trabalho, tem de instalar esta ou aquelatrabalho, tem de instalar esta ou aquela psicopatologia? (Codo, 2004)psicopatologia? (Codo, 2004) 13. Quais so os fatores de risco?Quais so os fatores de risco? Todos aqueles que so importantes paraTodos aqueles que so importantes para construo da personalidade e daconstruo da personalidade e da identidade, ou ainda a interao entre elas.identidade, ou ainda a interao entre elas. (Codo, 2004)(Codo, 2004) 14. relevante saber... relevante saber... Trabalhos so diferentes na probabilidadeTrabalhos so diferentes na probabilidade de provocar psicopatologias. (Codo, 2004)de provocar psicopatologias. (Codo, 2004) 15. WHOs definition and ShiftworkWHOs definition and Shiftwork It is quite clear that shiftwork-related problems fitIt is quite clear that shiftwork-related problems fit well with WHOs definition, as shiftwork interfereswell with WHOs definition, as shiftwork interferes with all those definitions, perturbing psycho-with all those definitions, perturbing psycho- physical homeostasis(e.g. circadian rhythms,physical homeostasis(e.g. circadian rhythms, sleep, performance), hampering family and socialsleep, performance), hampering family and social relations, as well as being a document risk factorrelations, as well as being a document risk factor for many health disorders, concerning in particularfor many health disorders, concerning in particular the gastrointestinal, neuropsychological,the gastrointestinal, neuropsychological, cardiovascular and reproductive functions.cardiovascular and reproductive functions. (Costa, 2004: 38(Supl): 86-91. Rev. Sade Pblica)(Costa, 2004: 38(Supl): 86-91. Rev. Sade Pblica) 16. Ou seja...Ou seja... Falar dos aspectos relevantes aoFalar dos aspectos relevantes ao profissionais que capacitam e lidam comprofissionais que capacitam e lidam com trabalhadores de turno, envolve umatrabalhadores de turno, envolve uma atualizao constante sobre os fatores queatualizao constante sobre os fatores que interferem na manuteno einterferem na manuteno e comportamentos funcionais destescomportamentos funcionais destes indivduos, para si e no ambiente queindivduos, para si e no ambiente que oferecem seu trabalho.oferecem seu trabalho. 17. Mitos do psicologismoMitos do psicologismo Duas argumentaes so habituais quando seDuas argumentaes so habituais quan