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LEALDADE

FRANCISCO CNDIDO XAVIER

Ditado Pelo Esprito Maurcio Garcez Henrique

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INDICE

LEALDADE Lealdade Acidente Fatal Maurcio Testemunha Do Alm Julgamento Repercusses Da Absolvio No Pas E No Exterior Repercusses Da Absolvio No Mundo Espiritual O Julgamento Continua Expectativa De Um Amigo Um Ponto Final Novas Cartas De Maurcio Depoimentos & Saudades Agradecimentos

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LEALDADE

Emmanuel Amigo Leitor: Este livro um documentrio original, apresentando-nos um jovem

amigo que, transferido para a Vida Maior, em lamentvel acidente, volta ao Plano Terrestre, no intuito de fazer justia ao companheiro que lhe assistiu a provao.

* Aqui vemos Maurcio Garcez Henrique, transfigurado em intrprete da

justia, falando por si e angariando cooperadores que o auxiliassem no empreendimento de evidenciar a inculpabilidade de um amigo.

* Livro de pginas veementes, das quais o nosso irmo Hrcio Arantes se

faz o legtimo relator, entretecendo comunicaes do Mais Alm e consideraes traadas pro ele mesmo e pro outros respeitados colaboradores, em derredor do assunto, o trabalho realizado nos sensibiliza e nos esclarece.

* Acima de tudo, amigo leitor, oferecendo-lo sua estimada ateno, a

fim de reconhecermos, mais uma vez, que o trabalho do bem e da verdade prossegue alm do Plano Fsico e que a lealdade, entre irmos, continua alm da morte, por vnculo de elevao na Vida Imortal.

Emmanuel Uberaba, 8 de junho de 1982.

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ACIDENTE FATAL

Na manh de 8 de maio de 1976, no bairro Campinas da cidade de

Goinia, Gois, uma brincadeira com revlver ocasionou a perda de uma vida e deu origem a doloroso drama, que se arrastaria pro muitos anos, alcanando, inclusive, repercusso em todo o pas.

Quando pela primeira vez pegava em arma de fogo, e estudante Jos Divino Nunes, de 18 anos, na residncia de seus pais, atingiu, casualmente, o seu inseparvel amigo Maurcio Garcez Henrique, de 15 anos, com um tiro no trax.

* Maurcio foi conduzido s pressas ao hospital mais prximo pelos familiares de

seu colega, na tentativa de salvar-lhe a vida. Mas, faleceu, poucos minutos antes de receber o primeiros socorros.

* Desde a sua primeira declarao autoridade policial, Jos Divino negou que

tivesse desejo de matar Maurcio, afirmando ter sido tambm vtima de terrvel fatalidade, ao provocar-lhe, involuntariamente, um ferimento fatal. Vizinhos e colegas de escola, sempre freqentando a mesma classe, eram amigos ntimos havia quatro anos.

Mas, por fora da Lei, abriu-se um inqurito policial para apurao do fato delituoso.

As pginas 19, 20, 91 e 92 (Reconstituio dos eventos) e 100 do processo assim registrou o interrogatrio de Jos Divino, nica testemunha ocular do fato:

(...) no dia que se deu o fato, ambos estavam no quartinho de despensa que fica anexo cozinha, e aps 25 minutos deu vontade de fumar na vtima, sendo que ele pediu ao declarante que desse um cigarro e que por motivo do mesmo no te-lo, a vtima foi at onde estava a pasta do pai do declarante para tirar cigarro. Pois os mesmos estavam acostumados a pegar cigarros naquele objeto, mas no encontrando-os a vtima pegou o revlver que o pai do declarante sempre guardava na pasta, quando no a usava em seu servio de Oficial de Justia. Em seguida, na presena do declarante, a vtima manejou o revlver de maneira que o seu tambor caiu para a esquerda, havendo a queda dos cartuchos dentro da pasta. Pensando que a arma se encontrava vazia, a vtima puxou o gatilho em direo do declarante por duas vezes. Neste momento, o declarante disse vtima que seu pai no gostava que mexesse nas coisas dele e que lhe entregasse a arma, sendo que o declarante tomou a mesma da mo dele. Em seguida, a vtima saiu para a cozinha para buscar cigarros, que fica esquerda do local onde estavam. No quartinho existe um espelho grande _ do guarda-roupa, que fica ao lado da porta que d para a cozinha _ e o declarante olhava para ele, brincando com aquela arma, e quando sintonizava uma estao no aparelho de rdio, colocado sobre o guarda-roupa, puxou o gatilho no exato momento em que a vtima, vinda da cozinha, entrava pela porta. A arma detonou, indo o projtil atingir a vtima, que gritou, sendo socorrida pela me do declarante, juntamente com ele, e a seguir levada, de txi, ao Hospital mais prximo. ( *)

Os peritos que realizaram a reconstituio dos eventos concluram que a verso narrada por Jos Divino pode ser aceita, p inexistir contradio entre sua palavra e os dados tcnicos.

* OS PAIS DE MAURCIO BUSCAM CONSOLO E ORIENTAO

Enquanto o Processo seguia os trmites normais, os pais de Maurcio,

desconsolados, procuraram orientao e paz luz do Espiritismo.

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Abordando essa fase to difcil da famlia, colhemos do progenitor, sr. Jos Henrique, os seguintes esclarecimentos, em breve entrevista:

Como foi o primeiro contato de sua famlia com a Doutrina Esprita? Quando nosso filho desencarnou, ns ramos catlicos. Seis dias aps o

acidente, recebemos a visita espontnea de D. Augustinha Soares Gregoris e de D. Leila Incio da Silva, residentes aqui em Goinia, mes dos falecidos jovens Henrique Gregoris e Izdio, respectivamente. No mantnhamos, naquela poca, relaes de amizade, mas nos ofertaram, fraternalmente, diversas mensagens medinicas de autoria de ambos e recebidas por Chico Xavier. Foi a primeira vez que tomamos conhecimento de que os mortos escrevem.

O senhor e sua esposa aceitaram tais novidades com facilidades? ________ (*) O texto do inqurito policial foi aqui reproduzido fielmente, sem nenhum

correo. (Nota do Organizador) Foi muito difcil aceitar. A dor, porm, era to grande que transpusemos as

barreiras religiosas e, para inteirarmo-nos do assunto, comeamos a ler livros espritas. O primeiro foi Perda de Entes Queridos, de D. Zilda G. Rosin, que apresenta mensagens vindas do Alm, de autoria de dois filhos da autora.

Logo deduziram que Maurcio tambm poderia escrever? Exatamente. Sentindo que as cartas vindas do Mundo Espiritual eram

convincentes, conclumos, por ns mesmos, que deveramos visitar o Chico. Tal plano se concretizou em julho de 1976, trs meses aps a desencarnao de Maurcio, quando estivemos pela primeira vez no Grupo Esprita da Prece, em Uberaba.

O mdium Xavier deu esperanas de um breve reencontro com seu filho? Em nosso primeiro contato, Chico no nos deu muitas esperanas,

esclarecendo minha esposa que o recebimento de mensagens no dependia dele, frisando: o telefone somente toca de l para c. Mesmo assim, continuamos voltando a Uberaba, em mdia a cada dois meses. Nessas visitas sempre tivemos notcias de nosso filho em forma de pequenos recados, em atendimento aos pedidos colocados sobre a mesa, at o recebimento da primeira carta, em 27 de maio de 1978.

* Dentre os vrios recados recebidos antes da Primeira Carta, todos guardados

carinhosamente pelos progenitores, destacaremos os dois primeiros e o ltimo, reveladores do progresso espiritual de Maurcio:

Nosso caro amigo est sob a assistncia de abnegados Amigos Espirituais na Vida Maior. Confiemos no amparo de Jesus, hoje e sempre.

Filha, Jesus nos abenoe. O querido filho est presente e beija-lhe o corao materno, reafirmando-lhe, tanto quanto querida famlia, o carinho de sempre. Confiemos no amparo de Jesus, hoje e sempre.

Filha, Jesus nos abenoe. O filho querido est presente e agradece o carinho das preces e lembranas, prometendo escrever-lhe logo que a oportunidade se lhe faa mais favorvel. Esperemos com serenidade e alegria.

Francisco Cndido Xavier - Maurcio Garcez Henrique (Esprito)

Hrcio Marcos C. Arantes

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MAURCIO TESTEMUNHA DO ALM

PRIMEIRA CARTA

preciso nos lembremos de Deus, nos acontecimentos da Terra Querida Mame, meu querido pai, querida Maria Jos e querida Ndia. Estou em orao, pedindo para ns a beno de Deus. No posso escrever

muito; venho at aqui, com meu av Henrique, s para lhes pedir resignao e coragem. preciso nos lembremos de Deus, nos acontecimentos da Terra. No sei bem

falar sobre isso, estou aprendendo a viver por aqui, embora j saiba que sa daqui mesmo para nascer com meus entes queridos, na Terra.

Peo-lhes no recordar a minha volta para c, criando pensamentos tristes. O Jos Divino e nem ningum teve culpa em meu caso. Brincvamos a respeito da possibilidade de se ferir algum, pela imagem no espelho; sem que o momento fosse para qualquer movimento meu, o tiro me alcanou, sem que a culpa fosse do amigo, ou minha mesmo. O resultado foi aquele.

Hospitalizao de emergncia, para deixar o corpo longe de casa. Se algum deve pedir perdo, sou eu, porque no devia ter admitido brincar, ao

invs de estudar. Mas meu av e outros amigos me socorreram e fui levado para Anpolis, para

ser tratado por uma enfermeira que dirige uma escola de f e amor ao prximo, que nos diz ser a irm Terezona, amiga das crianas.

Soube que ela conhece meu av e nossa famlia, sendo agora uma benfeitora, que preciso

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