imp©rio persa

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Trabalho apresentado por Wildson Félix, Lilian Carla, Lilian Chagas e Adriana Jansen como parte da Segunda VA de Historia Antiga da UFRPE

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  • 1. O Imperio Persa

2. Entre o Golfo Prsico e o Mar Cspio (Planalto do Ir) se estabeleceram, por volta de 2000 a.C. povos de origem indo-europia, os medos e os persas. Origem do Imperio Medos: Estabeleceram-se ao norte (Mdia) prximo aos montes Zagros e ao sul do Mar Cspio. Sob o comando de Ciaxares, fundaram Ectabana, Capital do Imprio, e juntos aos Caldeus, Egpcios e Ldios derrotaram o Imprio Assrio. Persas: Estabeleceram-se na parte mais pobre a sudoeste. Eram Vassalos dos Medos at o governo de Astages dos Medos. Soldado medo e soldado persa 3. Em 559 a.C (sc. VI a.C.), Ciro II (Kuru em persa antigo), mais conhecido posteriormente como Ciro, o Grande, do cl persa dos aquemnidas, liderou uma rebelio contra os medos, vitorioso, reuniu sob seu domnio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano. Derruba o Reino Medo por volta de 550 a.C. Conquista a Ldia e cidades gregas da sia Menor em aproximadamente 547 a.C. Conquista da Babilnia em 539 a.C. Ciro, O Grande 4. A Consquita da Babilonia Todos os habitantes da Babilnia, assim como todos aqueles que viviam no pas de Sumeria e da Acdia, prncipes e governantes o reverenciaram, lhe beijaram os ps, felizes por ter subido ao trono e o receberam alegremente, com caras radiantes, como ao mestre com ajuda do qual tinham passado da morte para a vida e tinham superado o prejuzo e o desastre, razo pela qual veneravam seu nome. Ciro, O Grande Entrada de Ciro na Babilnia 5. Ciro, O Grande Ciro morreu em combate, em 529 a.C., combatendo os massagetas, e sucedido por seu filho Cambises II. "Bem-vindo, peregrino, tenho estado tua espera. Perante ti jaz Ciro, Rei da sia, Rei do Mundo. Tudo o que resta de mim p. No me invejes." Inscrio no tmulo de Ciro, o Grande, em Pasrgada. 6. Cambises II Assume em 529 a.C. o trono Persa, tido como um despota tirano e de temperamento explosivo. Conquista o Egito em 525 a.C. na Batalha de Pelusa. Ao voltar para a Prsia, Cambises morreu e foi sucedido por Dario I. 7. Dario I Assume em 521 a.C., foi o terceiro rei do Imprio Aquemnida. Governou o imprio durante o seu auge. Esmagou rebelies no Elam, Mdia, Assria, Egito, Prtia, Mar giana, Satagita e Ctia. Organizou o imprio dividindo-o o satrpias (Strapas). Construiu as Estradas Reais. Estabeleceu uma moeda nacional, o drico. Conquistou a Trcia e a Macednia. 8. As Satrapias Dario I Eram 20 provncias denominadas Satrpias, cada uma governada por um funcionrio indicado pelo rei, o Strapa. Para evitar traies, Dario I, enviava fiscais reais s Satrpias, conhecidos como os olhos e os ouvidos do rei, para fiscaliz-los. 9. A estrada real, ia de Susa at Sardes, na sia Menor, com uma extenso de 2500 quilmetros. Primeiro sistema de correios da histria. Dario I A Estrada Real 10. Dario I O Drico O drico era cunhado em prata ou ouro, com o objetivo de facilitar as atividades comerciais. 11. Ao ver tambm que a situao poltica da Grcia representava uma ameaa contnua estabilidade do seu imprio, Dario decidiu empreender a conquista de toda a Grcia. As tropas persas, no entanto, foram derrotadas na Batalha de Maratona, e Dario morreu sem ter a chance de iniciar uma nova invaso Dario I Guerras Greco-Persas Ficheiro da batalha de Maratona 12. Xerxes I (486-466 a.C.) Filho de Dario I e Atossa, filha de Ciro, o Grande; No era o primognito; Na Bblia, referido como Assuero; Herdou o maior imprio que o mundo havia visto at ento; No possua a tolerncia religiosa de seus predecessores. Retrato de Xerxes no palcio de Dario, o Grande, em Perspolis. 13. Queria vingar a derrota de seu pai na batalha de Maratona (490 a.C.); Ordena a escavao de um canal na pennsula de Atos e a construo de duas pontes cruzando o Helesponto (atual estreito de dardanelos); Estratgia Derrotar os gregos com a superioridade numrica (talvez at 240 mil soldados). 14. Grcia, liderada pelo general Temstocles, concentra-se em atrair os persas pra uma armadilha: Parte com o grande exrcito, deixando apenas 6 000 espartanos como isca. Aps encontrar Atenas deserta, Xerxes ordena que seja saqueada e incendiada. Temstocles atrai os persas baa de Salamina, onde so novamente derrotados. Fim da invencibilidade persa. Em 465 a.C, Xerxes foi assassinado numa conspirao palaciana por Artabano. Representao de um duelo entre um guerreiro persa e um guerreiro grego numa pintura do sculo V a.C. 15. Artaxerxes I (465 - 424 a.C.) Filho de Xerxes I e Amestris, filha de Otanes; Sucesso conflituosa; Rebelies no Egito, com o apoio dos Gregos; Tratado de Paz de Calias (449 a.C.); Retoma a construo de Perspolis; Poltica religiosa tolerante; Permitiu a reconstruo dos muros da cidade sagrada de Jerusalm. Representao de Artaxerxes I e um servo em Perspolis. 16. Artaxerxes III (425 338 a.C.) Terceiro filho de Artaxerxes II com Estatira; Dcimo rei aquemnida; Liquidou cerca de 150 meios- irmos; Artaxerxes III Oco 17. Parente distante de Artaxerxes; ltimo rei do Imprio Aquemnida da Prsia; Governante sem o talento e as qualidades necessrias que a administrao de um vasto e complexo imprio como persa requeria; Imprio instvel, strapas no confiveis e indivduos descontentes e rebeldes; DARIO III (336 330 a.C.) Dario III, no clebre Mosaico de Alexandre de Pompia. 18. Relevo de sarcfago do IV sculo a.C. que retrata Alexandre Magno investindo contra guerreiros persas. Recebe as investidas de Alexandre, o grande, que almejava ser um rei Arquemnida; Em 330 a.C., Alexandre toma Perspolis e seu grande exrcito saqueia e incendeia a cidade; Dario III no capturado, mas morre assassinado por um aliado em seguida. Alexandre fez um excelente funeral para Dario e casou-se com sua filha, nomeando-se rei Arquemnida em seguida. 19. Religio Persa A religio persa sofreu com um processo de evoluo. Nos primrdios era uma religio primitiva, de carter politesta, que refletiu uma submisso do homem pela natureza. Existiam vrios deuses que representavam as foras da natureza, como deus do sol, da agricultura, da lua, etc. As tribos adoravam animais sagrados. Alm disso, eles mantinham rituais de adorao e de sacrifcios aos deuses representativos da foras da natureza. 20. O deus da religio era o Mithra, o qual era visto pelos persas como o Deus da fecundidade, das benevolncias advindas da natureza e do combate aos flagelos proporcionados pelos demnios. Os atos feitos na Terra eram julgados aps a morte, ento havia uma padro moral a ser seguido por aquela sociedade. Pessimismo, fatalismo e infelicidade dos homens foram alguns dos conceitos divulgados pela religio. 21. Evoluo Religiosa Entre os sculos VII e VI a.C. , um homem chamado Zoroastro promoveu uma reforma religiosa que pretendeu acabar com a mesquinhez e com a superstio presente na Religio primitiva. Ele quase criou um monotesmo, pois essa doutrina se baseava na f no Deus Ahura-Mazda, um deus do bem, de retido e verdade. Para se opor a ele, existia um esprito do mal chamado Arim, que representava a negao da verdade, ou seja, a mentira. O mundo dos homens era o palco de confronto entre Ahura-Mazda e Arim, que acabavam por buscar o auxlio dos terrenos. Cada pessoa tinha que escolher a que exrcito servir. (Bem x Mal) A religio era uma moral da participao, ou seja, os bons seriam beneficiados e os maus castigados. 22. Zoroastro pretendia que a religio se tornasse de fato monotesta. No entanto, seus discpulos elevaram Arim a condio de Deus, o que deu um carter dualista a religio. Alm disso, eles aceitaram a existncia de outros deuses, muitos deles provenientes de outros povos e tornaram novamente presentes os rituais msticos que Zoroastro tanto criticava. Zoroastro acreditava na imortalidade. O mal estava fadado a perder no final. Foi uma das maiores religies do Antigo Oriente. 23. Ahura-Mazda Arim Mithra 24. Sociedade, economia e cultura ECONOMIA Inicialmente - agricultura com a produo de centeio,trigo e cevada - criao de gado - explorao de minrios - Com a expanso do imperio veio o desenvolvimento do artesanato e do comrcio Com a formao do imprio, o comrcio passou a ser a atividade mais importante. 25. Tapete Persa 26. SOCIEDADE A sociedade persa era dividida em rgidas camadas sociais: - Rei - Aristocratas - Pequenos comerciantes, artesos e soldados - Camponeses - Escravos 27. ARTE Entre os primeiros exemplos da arquitetura persa, destacam-se: - Pequenas casas feitas base de argamassa e tijolos de barro cru Caracterstica: - com a criao de criaturas mticas, - fantsticas, - quase sempre grandiosas, - figuras com cabeas humanas e corpos de leo, touro e guia. - Suas esculturas eram modeladas com argila e mrmore, seus palcios e imponentes construes testemunham o valor da arquitetura persa, as sedas e tapearias foram idealizadas como verdadeiras obras de arte. 28. A arte foi a mais pura manifestao de poder do Imprio Persa. 29. A existncia de cidades como Pasrgada e Susa demonstraram claramente atravs dos seus imensos palcios e de seus sales magnficos sustentados por colunas de estilo extremamente original, e pelos capitis com motivos baseados em cabeas de cavalo, guia ou touro a arte dos grandes soberanos persas. 30. A escultura persa era acentuadamente assria. O mais famoso relevo o de Behistum, rocha gigantesca de 456 metros de altura, coberta de inscries e entalhes que narram episdios da histria persa. 31. A cermica tambm imprimiu sua marca na histria da arte persa j avanada na era dos Aquemnidas, prosseguiu seu desenvolvimento na Dinastia Sassnida. Restam vrios pratos deste perodo, expostos no Museu Britnico, no Hermitage e no Metropolitan Museum of Art, de Nova York. 32. Curiosidades Os persas inventaram uma das redes de correio mais eficientes da antiguidade. Tambm so persas os registros mais antigos do uso de tijolos de pedra, domesticao de cabras, do vinho tinto, e foram eles que inventaram o Tar, o ancestral do violo. O pssego, o espinafre e a galinha eram exportados pela Prsia, e de l espalharam-se