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  • Imprio Bizantino - Baslica Santa Sofia

    Bruno Silva n20081788 Pgina 1

    Histria da Arquitectura da Pr-Histria Idade Mdia

    Imprio Bizantino - Baslica Santa Sofia

    ISMAT - Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes | Arquitectura

    2 Ano | 2 Semestre | Turma da Noite | Ano 2010 -2011

    Professor: Mestre Valdemar Coutinho

    Aluno: Bruno Silva N20081788

  • Imprio Bizantino - Baslica Santa Sofia

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    ndice pg.

    1. Civilizao Bizantina: Origens de Constantinopla 1 1.1. O Imprio Bizantino 3

    1.2. Histria Poltica 3 1.3. Equilbrio 6 1.4. Religio 7 1.5. O Direito 8 1.6. Principais Dificuldades 8 1.7. O Declnio do Imprio 9

    2. Bizncio 9 2.1.Civilizao Bizantina: Aspectos Culturais 9

    2.1.1.Educao e Ensino 10 2.1.2. Literatura e Msica 11

    3. A Arte Bizantina 12 3.1.Mosaicos 14 3.2. Arquitectura 15

    4. Baslica Santa Sofia 18 4.1. O exterior - Nrtex exterior 19 4.2. Nrtex interior 20 4.3. Nave Central 20 4.4. A cpula 21 4.5. Abside 21 4.6. Paredes 22 4.7. Colunas 22 4.8.Capiteis 23

    5. Concluso 24 6. Bibliografia 25

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    1. Civilizao Bizantina: Origens de Constantinopla

    Constantinopla antes de ser fundada por Constantino no ano 330d.c. era denominada Bizncio, que foi uma colnia da cidade grega de Megara.

    O nome Bizncio que advm de Bizas, permaneceu at que Constantino, O Grande, a transformou na sua nova capital, denominando-a Nova Roma e que posteriormente tornou-se conhecida como Constantinopla (cidade de Constantino).

    As razes para que Constantino fundasse a cidade, considerando-a nova capital do Oriente foram de ordem estratgica, econmica e poltica. A primeira refere-se s necessidades de defesa e de unificao do Imprio Romano Roma localizava-se em uma parte muito afastada das fronteiras e sempre sofria ameaas de ataques brbaras; alm do mais estava localizada no centro do Mediterrneo, cujo eixo econmico declinara. Importava tudo das provncias e apresentando uma agricultura estagnada, no tinha condies de reactivar o comrcio no Mediterrneo.

    Contrapondo-se a essa situao a parte oriental do Imprio possua cidades florescentes, um activo intercmbio comercial e uma produo agrcola e artesanal desenvolvida.

    Sua localizao geogrfica proporcionava uma defesa natural cidade ao sul estendia-se o mar de Mrmara, e, quase no ponto em que o Bsforo desaguava nesse mar, uma estreita enseada avana ao longo da costa setentrional da pennsula triangular para formar um perfeito porto. o Corno de Ouro assim chamado por causa de sua configurao e da riqueza que o comrcio com o mundo lhe proporcionou.

    O comrcio era favorecido pela situao geogrfica, que lhe permitiu dominar vrias rotas comerciais: norte-sul, da Rssia ao Mediterrneo, dessa rota saindo dos portos da Rssia meridional e do Danbio, e atravessando o Mar Negro, os navios transportavam trigo e peles, caviar e sal, mel e ouro, cera e escravos. Do sul, dos ricos

    (localizao)

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    jardins da Anatlia e dos celeiros do Egipto, vinham vveres para alimentar a populao da cidade.

    Rotas terrestres de Constantinopla ligavam a sia Europa Oriental desta forma marfim e mbar, porcelana e pedras preciosas, sedas e damascos, alos e blsamo, canela e acar, almscar e gengibre outras especiarias e medicamentos passavam por e para Constantinopla advindos da ndia, Ceilo e China.

    Para estabelecer em Bizncio a capital de Roma, Constantino procedeu construo de uma nova cidade.

    Constantino transferiu o quanto pode esttuas e obras de arte antiga que passaram por suas mo, entre as quais, o chamado javali de Calidon e a coluna serpentina de Delfos; de todas as partes do mundo cristo foram trazidas relquias estas que ficavam depositadas nas igrejas, santurios e capelas, encerradas em caixas de ouro e prata, ornamentadas com pedras preciosas e s vezes embrulhadas em pano de seda.

    A cidade constitua uma verdadeira fortaleza, estava rodeada por uma linha de muralha trplice, torres de vigia e um fosso profundo que guardavam o lado continental da mesma, enquanto que pelo litoral, ancoradouros murados e uma corrente de um lado a outro do Corno de Ouro protegiam os navios dos ataques por mar.

    A muralha apresentava vinte quilmetros e cinquenta portas fortificadas, qualquer fora que tentasse atacar as defesas ocidentais teria de enfrentar um fosso largo, depois um aterro protegido por um parapeito, depois uma alta muralha externa, com torres a intervalos regulares, e finalmente uma ainda mais alta muralha interna, reforada por torres de vinte metros de altura de onde os defensores podiam controlar todos os acessos.

    A vida da cidade concentrava-se em torno de trs grandes estruturas ou grupos de edifcios: o Hipdromo, o Sagrado Palcio Imperial e a Igreja de Santa Sofia que representavam os trs componentes do mundo bizantino, o povo e a religio.

    (Constantinoplia)

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    1.1. O Imprio Bizantino

    A histria da civilizao bizantina abrange todo o perodo da Idade Medieval, apresentando como diferente do padro cultural ocidental, a sua constituio oriental era patente maior parte de seu territrio localizava-se no oriente (sia Menor, Palestina, Sria e Egipto).

    De 330 d.c. a 1453 d.c., tempo de durao, as fronteiras do seu territrio alterou constantemente na poca de Justiniano (sculo VI), estendia-se da Espanha, no oeste, a plancies da Mesopotmia, no leste, e do Mar Negro e do Danbio, ao norte, orla costeira da frica Mediterrnea. No sul, nas ltimas dcadas da dinastia dos Palelogos, perodo final de Bizncio, as fronteiras do Imprio haviam encolhido at abarcar apenas a prpria cidade e partes da Grcia meridional.

    1.2. Imprio Bizantino: Histria Poltica

    Quanto ao desenvolver histrico, constata-se que tanto o sculo IV quanto fundao de Constantinopla em onze de Maio de 330d.c., representara apenas o incio do que viria a ser o Imprio Bizantino, uma vez que at ento, ele no era ainda considerado o centro indispensvel do governo e nem o cristianismo ortodoxo estava completado.

    Em 337d.c., com a morte de Constantino, o poder foi sucedido por seus filhos: Constantino II, Constncio II e Constante I, entretanto com a morte dos outros dois irmos, Constncio reinou at sua morte em 361. Seu governo enfrentou vrios problemas entre os quais a derrota do usurpador Magnsio em 351, a ameaa das invases persas, alm desses, enfrentou tambm o recrudescimento das aces germnicas no Reno e Danbio, devido s presses que estes estavam sofrendo por aco dos hunos (povo mongol).

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    Com a morte de Teodsio, "o Grande" ocorreu separao entre o Ocidente e o Oriente; a unidade ainda resistiria, quando o Imprio fora dividido em 395, entre seus filhos (Honrio e Acdio) pela actuao do regente dual, Estilico. Este tentou impor-se ao Imperador do Oriente, Arcdio, o que provocou acirrada inimizade por parte dos ministros orientais.

    O rompimento definitivo do Imprio do Oriente com o Ocidente, ocorreu em 408 d.c.

    O sculo V presenciou o declnio do imprio no Ocidente, devastado pelos brbaros, e at a abdicao de Rmulo Augusto em 476 d.c., e a morte de Jlio Nepos em 480, ningum no Ocidente teve o ttulo de imperador. Enquanto que o Oriente, fortalecido pelo legado de Teodsio, "o Grande", e com uma capital invencvel, parecia aos brbaros demasiada forte para ser atacado. Os brbaros que cruzaram o Danbio e atacaram os Blcs voltaram-se para o Ocidente, suas surtidas pouco afectaram o Oriente, at que em 439 d.c., os vndalos se estabeleceram na frica e lanaram de Cartago, uma esquadra que destruiu o monoplio romano do mar. Os portos mediterrneos, outrora seguros, tiveram de construir fortificaes, e Constantinopla teve de enfrentar o problema dos vndalos.

    Justiniano governou de (527 a 565)d.c., seu reinado ficou sendo denominado de Primeira Idade de Ouro bizantina, mesmo no conseguindo corrigir as fraquezas e perigos presentes, reorganizou o sistema administrativo e social, alm de lanar bases slidas de jurisprudncia (em Digesto), no chamado "Cdigo Justiniano" que associou grande parte da legislao romana com tpicos da religio crist.

    Desta forma no Oriente, diferentemente do Ocidente, (onde no decorrer do tempo houve a distino entre Estado e Igreja), a fuso entre Estado e Igreja se fez presente.

    A Igreja enriquece e seus altos membros, tornam-se poderosos, mas o governante soberano dos assuntos mundanos e da f o Imperador.

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    Justiniano descendente de uma famlia de camponeses balcnicos, os retratos de Justiniano em mosaicos mostram que era um homem de estatura mediana, cabelo escuro com uma fisionomia afvel sem ares de imperador, entretanto seu governo, embora afvel, foi tambm vigoroso tendendo arrogncia. Assumiu o poder aos quarenta e cinco anos de idade, quando o imperador seguia um regime austero, levantava-se cedo e ocupava-se dos negcios do Estado at tarde, alm de estudar direito, teologia, msica e arquitectura.

    A obsesso de Justiniano era restituir o antigo Imprio Romano em toda a sua extenso geogrfica, tanto como em suas caractersticas internas, a respeito disso escrevera: "Temos boas esperanas de que Deus nos permitir reconquistar as terras do velho Imprio Romano perdidas por indolncia".

    Teodora foi sua esposa, esta que fora actriz, cortes, filha de um guardador de ursos no Hipdromo detinha vrias qualidades entre elas a inteligncia, coragem e compaixo. Durante os tumultos de Nika dizem que fo