glomerulonefrite difusa aguda caso clÍnico

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Glomerulonefrite difusa aguda CASO CLNICO. Glucia Vieira Ferreira Coordenadora: Dra. Elisa de Carvalho SES/FEPECS/ESCS/DF. CASO CLNICO. Data da histria clnica : 03/02/06. ID : HPC, reg.22.01.01 , 5 anos , negra, sexo feminino, natural de Braslia-DF, procedente de So Sebastio-DF. - PowerPoint PPT Presentation

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  • Glomerulonefrite difusa aguda

    CASO CLNICOGlucia Vieira FerreiraCoordenadora: Dra. Elisa de CarvalhoSES/FEPECS/ESCS/DF

  • CASO CLNICOData da histria clnica : 03/02/06.

    ID: HPC, reg.22.01.01 , 5 anos, negra, sexo feminino, natural de Braslia-DF, procedente de So Sebastio-DF.Me: MFPR, 29 anos, domstica.Pai: ENC, 33 anos, vigilante.

    QP: Inchao nos olhos h uma semana.

  • CASO CLNICOHDA: Pai refere que h uma semana criana iniciou aparecimento sbito, matutino, de edema periorbitrio bilateral.Refere que procurou o Posto de Sade de So Sebastio onde foi feito o diagnstico de faringoamigdalite e prescrito Penicilina G Benzatina.Pai refere que houve manuteno do edema periorbitrio at que h 3 dias iniciou quadro de distenso abdominal associado a 2 episdios de vmitos e oligria. Procuraram novamente o Posto de Sade sendo encaminhados para o HRAS.Admitidos no PS dia 01/02/06.Criana apresentou no PS aumento da PA e 1 episdio febril.

  • CASO CLNICOAntecedentes gestacionais/parto/neonatal

    G2 P2 A0 C0, 10 consultas pr-natais, sorologias (VDRL e Anti-HIV) negativas.Criana nasceu de parto hospitalar, normal, a termo, chorou ao nascer, Apgar 9-10, Peso=2715g, Estatura=48 cm, PC=32 cm , alta com 1 dia de internao hospitalar.

  • CASO CLNICOAntecedentes pessoais e patolgicosCrescimento e desenvolvimento neuropsicomotor normais.Vacinao completa.Nega internaes, cirurgias, hemotransfuses prvias.Nega alergias medicamentosas.Pai refere que a criana apresenta episdios freqentes de faringoamigdalite ( cerca de 6 episdios/ano).

  • CASO CLNICOAntecedentes familiaresMe saudvel.Nega tabagismo e etilismo.Pai saudvel.Nega tabagismo.Etilista social.Irmo falecido com 1 ms e 22 dias por cardiopatia congnita.Tio materno cardiopata e av paterno com asma.Antecedentes socioeconmicosMoradia urbana,com 3 cmodos, 3 pessoas, gua filtrada, rede de esgotos e luz eltrica presentes.Renda familiar mensal= 1400 reais.

  • CASO CLNICOExame Fsico

    Sinais vitais:PA=100X70 mmHg. FR=28 irpm. FC=104bpm.Temp.=37,2CPeso=16 KgPaciente em BEG , lcida e orientada no tempo e no espao, hipocorada (+/4+), aciantica, anictrica, hidratada, eupnica, afebril.Cabea e pescoo: Ausncia de adenomegalias. Edema periorbitrio bilateral (+/4+).

  • CASO CLNICOExame Fsico

    Exame cardaco: Ictus no visvel,no palpvel. RCR 2T BNF , sem sopros e/ou desdobramentos.Exame pulmonar: Expansibilidade pulmonar simtrica. Som claro pulmonar. Ressonncia vocal normal. MVF sem RA.Exame abdominal: Abdome globoso, edema de parede abdominal(+/4+), RHA +, Traube livre, ausncia de massas palpveis e/ou VMG.Membros : simtricos,sem deformidades,sem edema.Genitlia externa : feminina, sem alteraes.

  • CASO CLNICOExames complementares : controle laboratorial.

  • CASO CLNICOExames complementares : controle laboratorial.

    Os exames do dia 28/01 e 29/01 foram realizados no Posto de Sade de So Sebastio.

  • CASO CLNICOExames complementares EAS01/02 (PS): pH=5, dens=1020, Proteinria de +++, Hematria de +++, Cl 6-8, Leu 3-5, Hemcias numerosas,uratos amorfos ++.

    04/02: pH=6,5, Proteinria de +, Hematria de +++, Cl 3-5, Leu 3-5, Hemcias numerosas.

    Exames imunolgicos (04/02).C3 = 16, 1 C4=11,7 ASLO = 1055

  • CASO CLNICOEvoluoCriana foi admitida no PS do HRAS apresentando alm do quadro clnico e laboratorial j descrito, aumento importante dos nveis tensionais com PAS variando de 100 a 160 mmHg e PAD de 70 a 130 mmHg. Feito o diagnstico de GNDA ps-estreptoccica e introduzido cuidados gerais + furosemida 20 mg, VO de 12/12 horas.Devido dificuldade de controle da PA, a dose de furosemida foi aumentada para 20 mg VO 8/8 horas,dia 04/02.Paciente evoluiu com diminuio da PA e resoluo do quadro edemignico, sendo suspensa a furosemida e recebendo alta hospitalar no dia 06/02 para acompanhamento ambulatorial.

  • GLOMERULONEFRITE DIFUSA AGUDA

  • CONCEITOProcesso inflamatrio agudo que envolve os glomrulos renais.

    o exemplo clssico da Sndrome Nefrtica Aguda .

    A sndrome nefrtica um conjunto de sinais e sintomas, caracterizado por hematria, proteinria sub-nefrtica, oligria, edema e hipertenso arterial.

  • ETIOLOGIAGNDAs INFECCIOSAS

    Ps-estreptoccicaNo ps-estreptoccicaBacterianas: Endocardite, abscesso, doena pneumoccica, sepse.Virais:Hepatite B, Hepatite C, Mononucleose infecciosa, Sarampo, Caxumba, Varicela.Parasitrias:Malria,Toxoplasmose, Esquistossomose.

  • ETIOLOGIAGNDAs NO-INFECCIOSAS

    Doenas renais primrias: Doena de Berger, GN membranoproliferativa, GN por imunocomplexos idioptica, GN pauci-imune, GN anti-MBG, GN fibrilar-imunotactide.

    Doenas multissistmicas: LES, Prpura de Henoch-Schlein, PAN microscpica, Granulomatose de Wegener, Crioglobulinemia Mista Essencial,Doena de Goodpasture.

  • GNDA PS-ESTREPTOCCICA

  • CONCEITO E ETIOLOGIAA GNPE a principal causa de GNDA .

    caracterizada pelo acometimento renal aps infeces(faringoamigdalites ou piodermites) causadas por cepas nefritognicas de estreptococos beta-hemolticos do grupo A (Streptococcus pyogenes).

  • EPIDEMIOLOGIARara antes dos 3 anos de idade.Acomete mais meninos do que meninas ( 2:1 ).Na faixa pr-escolar ( 2-6 anos ), a GNPE mais comum aps piodermites.Na faixa escolar e adolescncia ( 6-15 anos ) mais freqente aps faringoamigdalites.A freqncia da doena tem diminudo nas ltimas dcadas.

  • FISIOPATOLOGIAEstreptococcia Ligao de antgenos no tecido glomerular renal deposio de imunocomplexos e ativao do complemento processo inflamatrio agudo diminuio da filtrao glomerular oligria reteno de Na+ e gua edema + hipertenso arterial + congesto .A leso do glomrulo, decorrente do processo inflamatrio, leva proteinria + cilindrria + hematria.

  • DIAGNSTICO CLNICOProstrao, palidez, nuseas, vmitos, diarria, febre baixa, dor abdominal, dor em flancos.OLIGRIA: Ocorre em cerca de metade dos pacientes . definida como diurese < 0,6 ml/kg/hora .EDEMA : Geralmente a 1 manifestao. discreto, duro, pouco depressvel, de incio sbito, mais comum em face e regio periorbitria, mas que pode ocorrer em membros inferiores, regio abdominal, genital e at anasarca.

  • DIAGNSTICO CLNICOHIPERTENSO ARTERIAL: Ocorre em 70 a 90% dos casos.Pode evoluir para encefalopatia hipertensiva em 5-10% dos casos ( sonolncia, cefalia, vmitos, convulses, cegueira, coma ).

    CONGESTO CARDIOCIRCULATRIA: ICC, dispnia, B3, hepatomegalia, edema, turgncia de jugular.

  • DIAGNSTICO LABORATORIALAnemia normocrmica (mecanismo dilucional ). uria, creatinina.Alteraes eletrolticas (hiponatremia, hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia, acidose metablica).Hipoalbuminemia (mecanismo dilucional).

  • DIAGNSTICO LABORATORIALAumento dos anticorpos contra as enzimas estreptoccicas

    ASLO : o anticorpo mais encontrado ps-faringoamigdalites.Os ttulos aumentam 10-14 dias aps a infeco e se normalizam at 6 meses.VR = at 200 UI/ml.Anti-DNAse B e Anti-hialuronidase so os anticorpos mais encontrados aps infeces cutneas .Outros : Antiestreptoquinase e estreptozima.

  • DIAGNSTICO LABORATORIALDiminuio do complemento.A diminuio predominantemente de C3 e CH50.C1q, C2, C4 e C5 geralmente so normais, mas podem estar ligeiramente diminudos.A normalizao do complemento normalmente ocorre at 8 semanas.VR C3=85 a 185 mg/dl.C4= 20 a 58 mg/dl.CH50 = 65 a 145 U/ml.

  • DIAGNSTICO LABORATORIALEASProteinria menor que 3,5 g em 24 horas. A normalizao pode levar de 2 a 5 anos.Hematria : pode ser micro ou macroscpica.A hematria microscpica pode demorar de 6 a 12 meses para retornar ao normal.Cilindrria : cilindros hemticos, cilindros leucocitrios.

  • DIAGNSTICO HISTOPATOLGICOINDICAES DE BIPSIA RENAL Ausncia de evidncias de infeco estreptoccica.Desenvolvimento de insuficincia renal aguda ou sndrome nefrtica.Oligria por mais de uma semana.Hipocomplementenemia que ultrapassa 8 semanasAusncia de hipocomplementenemia.Doena sistmica.Persistncia de hematria ou proteinria acentuada.

  • DIAGNSTICO HISTOPATOLGICOMICROSCOPIA PTICA: Glomrulos aumentados de volume, hipercelulares; proliferao de clulas mesangiais e endoteliais; obstruo de capilares; presena de macrfagos e PMN;

  • DIAGNSTICO HISTOPATOLGICOMICROSCOPIA ELETRNICA:Presena de humps depsitos eletrodensos se projetando no lado epitelial da MB.

    IMUNOFLUORESCNCIA : Depsitos granulares principalmente de IgG e C3 ao longo das paredes capilares glomerulares e no mesngio.

  • PROGNSTICO90 % dos pacientes recuperam-se completamente.Os demais podem complicar com GNRP, proteinria crnica, glomeruloesclerose focal e IRC.As glomerulonefrites associadas infeces cutneas tm prognstico melhor do que as associadas IVAS.As recorrncias so raras.

  • TRATAMENTOCUIDADOS GERAISPeso dirio.Volume urinrio dirio.Medidas freqentes da PA.Repouso relativo.Restrio hdrica.Dieta hipossdica ( menos de 2 gramas de sal/dia).

  • TRATAMENTOANTIBIOTICOTERAPIA.No previne o desenvolvimento de GNDA.No interfere na evoluo da glomerulonefrite.Indicada para eliminar as cepas nefritognicas da orofaringe ou da pele.Utilizar penicilina IM ou amoxicilina VO por 10 dias.Utilizar eritromicina para alrgicos penicilina.

  • TRATAMENTODIURTICOSOs diurticos de ala so as drogas de escolha para o tratamento do edema, da congesto volmica e da hipertenso.Droga de escolha: Furosemida.Dose : 3 a 4 mg/kg/dose VO na congesto leve a moderada. Nos casos graves usar 0,5 a 2 mg/kg/dose EV.

  • TRATAMENTOANTI-HIPERTENSIVOSIndicados quando h manuteno dos nveis tensionais elevados , mesmo aps o uso de diurticos.Droga de escolha: Nifedipina VO ou SL.Dose:0,2 a 0,5 mg/kg/dose.Nas emergncias hipertensivas o nitroprussiato EV a melhor alternativa.

  • TRATAMENTODILISEAnria com

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