gazeta de varginha - 09/09/2014

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Edio 9.067

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  • pgina 02

    PONTO DE VISTA

    Nmeros 16

    Mx: 26 / Mn: 14

    Novo tumulto e seu castigo

    Possveis falhas em obra viriacausam prejuzos a moradores

    EDIO 9.067R$ 1, 00 VARGINHA, 09 DE SETEMBRO DE 2014

    DEUS FIEL

    local/pgina 05

    A nova Avenida Otvio Marques de Paiva preocupa os vereadores, por possveis erros tcnicos

    A novssima Aveni-da Otvio Marques dePaiva est causandopreocupao nos verea-dores. Possveis errostcnicos, no projeto ena execuo, seriam res-ponsveis por prejuzoa moradores nas proxi-midades.

    Est tramitando naCmara Municipal deVarginha o Projeto deLei n 49 de 2014 paraindenizar o moradorMorvan Comunian emR$ 54.238,64 em de-

    Solenidade do Dia da Independncia

    rene autoridades no Tiro de Guerra

    corrncia de prejuzoque a construo da ave-nida causou. O imvelfica na Avenida Argen-tina, no Bairro Cana.

    O que motivou oacordo extrajudicialproposto no PL que aofim das obras, o trreoda casa do Sr. Morvanficou abaixo do nvel danova avenida. Assim,qualquer chuva, pormenor que fosse inun-dava o local.

    gazetadevarginha@gmail.com

    www.jornalgazetadevarginha.com

    facebook.com/gazetavgaReceita Federal libera

    consulta ao quarto lote

    de restituies do IR

    local/pgina 07

    local/pgina 03

    PlanoVero

    Em Varginha, pelo se-gundo ano consecutivo, o07 de Setembro foi come-morado na sede do Tiro deGuerra da cidade, onde sereuniram autoridades ci-vis e militares, represen-tantes da comunidade,alunos das escolas muni-cipais e estaduais e edu-

    cadores, que prestigiaramo desfile dos atiradores erenderam suas homena-gens ao 192 aniversrioda Independncia do Bra-sil. Uma festa onde preva-leceu o civismo e a harmo-nia entre todos.

    local/pgina 04

    Perdas podemser reembolsa-das; prazo estterminando.

    Corra!

    local/pgina 02

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    - Paulo Ribeiro da SilvaFernandes

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    09 DE SETEMBRO DE 201402 | GAZETA DE VARGINHAPONTO DE VISTA

    39 - E Eleazar, o sacer-dote, tomou os incens-rios de metal, que trou-xeram aqueles que foramqueimados, e os estende-ram em folhas para co-bertura do altar,

    40 - Por memorial paraos filhos de Israel, quenenhum estranho, queno for da descendnciade Aro, se chegue para

    acender incenso perante oSENHOR; para que noseja como Cor e a suacongregao, como o SE-NHOR lhe tinha dito porintermdio de Moiss,

    41 - Mas no dia seguin-te toda a congregao dosfilhos de Israel murmu-rou contra Moiss e con-tra Aro, dizendo: Vsmatastes o povo do SE-

    NHOR.42 - E aconteceu que,

    ajuntando-se a congrega-o contra Moiss e Aro,e virando-se para a tendada congregao, eis que anuvem a cobriu, e a glriado SENHOR apareceu.

    43 - Vieram, pois, Moi-ss e Aro perante a tendada congregao.

    44 - Ento falou o SE-

    Palavras de Vida

    Novo tumulto e seu castigoNmeros 16Parte IIINHOR a Moiss, dizendo:

    45 - Levantai-vos domeio desta congregao, ea consumirei num mo-mento; ento se prostra-ram sobre os seus rostos,

    46 - E disse Moiss aAro: Toma o teu incen-srio, e pe nele fogo doaltar, e deita incenso so-bre ele, e vai depressa congregao, e faze expi-

    ao por eles; porquegrande indignao saiu dediante do SENHOR; jcomeou a praga.

    47 - E tomou-o Aro,como Moiss tinha falado,e correu ao meio da con-gregao; e eis que j apraga havia comeado en-tre o povo; e deitou incen-so nele, e fez expiao pelopovo.

    48 - E estava em pentre os mortos e os vi-vos; e cessou a praga.

    49 - E os que morre-ram daquela praga foramcatorze mil e setecentos,fora os que morrerampela causa de Cor.

    50 - E voltou Aro aMoiss porta da tendada congregao; e ces-sou a praga.

    A triste situao do patriotismo brasileiroNs brasileiros, de um

    modo geral, ainda no nosapercebemos do fato deque: para melhorar nossopas, precisamos abrasilei-rar o Brasil e que, para tan-to, um pouco de civismo ede brasilidade sero ferra-mentas necessrias e fun-damentais. Lamentavel-mente, nossa postura mo-derna como povo, imita osamericanos em quase tudo,infelizmente apenas no altograu de patriotismo e de ci-vismo que os americanospossuem que ns no osimitamos. Quer dizer, dei-xamos de copiar os ameri-canos naquilo que eles fa-zem de melhor, ou seja, nasua viso nacionalista dascoisas, no seu patriotismo ena importncia que eles re-putam ao seu pas e, curio-samente, copiamos aquiloque nos "americaniza".

    No feriado americanode 4 de julho, Independn-cia dos Estados Unidos, osamericanos fazem festasfantsticas, pois eles sabemo verdadeiro valor da inde-pendncia de seu pas. In-dependncia que l foi con-seguida com muita luta, aocontrrio daqui onde foi de-cretada pelo prprio impe-rador. Entretanto, isso noa torna menos importante.Aqui, infelizmente, o dia 7de setembro apenas maisum feriado e, pior ainda,quando cai numa segundaou sexta-feira, a grande mai-oria das pessoas aproveita oferiado, mas ningum selembra e nem discute a im-portncia da data que con-cede direito ao feriado.

    No passado recente,principalmente, mas noexclusivamente na pocados governos militares, ascoisas no eram bem assim.Pois as comemoraes cvi-cas aconteciam de maneiramais efetiva e efusiva. Pa-rece que, apesar das difi-

    culdades polticas, as pes-soas demonstravam maisorgulho em ser brasileiro.

    Alguns diro, mas nogoverno militar, na pocada ditadura, as coisas eramimpostas e os militares ti-nham por obrigao quemarcar as datas cvicas equem no cumprisse as re-gras seria considerado co-munista e sabe-se l o quepoderia acontecer. Cabelembrar, mais uma vez,considerando a analogiacom os americanos, que nosEstados Unidos no h enem houve governo militare muito menos os terrveiscomunistas. Ainda assim,h ao contrrio daqui, mui-to senso de nacionalismo emuito prazer em comemo-rar as datas cvicas, em falardas coisas e dos feitos dopas e destacar os seus gran-des personagens histri-cos.

    Lembro-me que quan-do eu era menino, cantar oHino Nacional nas escolase hastear a Bandeira Nacio-nal no eram atividades ex-clusivas do dia 7 de setem-bro, pois isso ocorria todosos dias, antes das entradasdos alunos s salas de aulas.Cabe ressaltar, que todos osalunos cantavam o hino e ha-via at uma competio,para ver quem iria hastear abandeira. S os melhoresalunos conseguiam atingirtal faanha. Hoje, no en-tanto, possvel e at bemprovvel que muitos alunossaiam da escola sem saber aletra do Hino Nacional Bra-sileiro e, o que pior, semnunca terem visto e muitomenos participado do has-teamento da Bandeira Na-cional.

    Outros hinos e canescvicas, que guardam e queidentificam determinadasdatas ou smbolosnacionais,estaduais ou mu-nicipais se quer, so ouvi-

    dos nos dias de hoje. Isto ,a maioria das pessoas, prin-cipalmente os jovens, nemsabe que eles existem. Ali-s, tenho um misto de d-vida e de medo da respostaque um aluno de hoje dariase lhe fosse perguntado, porexemplo, o que um sm-bolo nacional.

    O desfile cvico do dia7 de setembro, que antiga-mente era obrigatrio sescolas, hoje, infelizmente,no existe ou quando mui-to, facultativo. Em conse-quncia disso, pouca gentev ou participa do mesmo.No h mais aquela efusodas pessoas.

    A Independncia doBrasil o marco maior daHistria Brasileira, ela foi osonho dos inconfidentes,foi o desafio ptrio de DomPedro, que, mesmo sendoportugus, fez por bem ti-rar o Brasil do domnio dePortugal. Que aconteci-mentos o teriam levado aproclamar a Independn-cia? Os motivos que culmi-naram com a Independn-cia, hoje so meros relatosnos livros de Histria, queos alunos ouvem e esque-cem logo depois. Pareceat que esses motivos notm nenhuma relao efe-tiva com a vivncia dos diasatuais, o que um erro la-mentvel, pois a Histria um eterno continuar. E somente conhecendo opassado que se pode fazer opresente e projetar o futu-ro.

    Um pas que quer sergrande tem que comemo-rar suas datas cvicas. Tal-vez a situao problemti-ca do pas esteja relaciona-da, de alguma forma com afalta de civismo. Se fsse-mos, efetivamente, levadosa conhecer e a amar os sm-bolos nacionais, provavel-mente certos problemasno fossem to srios, ou

    melhor, talvez at nem exis-tissem. Por outro lado, ata escolha dos polticos seriafeita dentro de padresmais coerentes, se tambmfosse considerado o grau decivilidade do candidato.Com certeza, agindo assim,possivelmente no tera-mos elegido muitos candi-datos de m ndole, comoinfelizmente temos feito.

    Enquanto continuar-mos a achar que o dia 7 desetembro s mais um fe-riado, estaremos adiando anossa verdadeira indepen-dncia, que est acima dasquestes econmicas, po-lticas e sociais. Refiro-me independncia moral,aquela que nos coloca frente das questes que nosafligem, de uma forma ex-plcita e que s consegui-remos alcanar se tivermosuma postura tica e deter-minada em relao aos pro-blemas brasileiros.Abraham Lincoln disse:no pergunte o que o seupas pode fazer por voc,mas sim o que voc podefazer pelo