gazeta de varginha - 04/12/2014

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Edição 9.128

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    Polcia denuncia grupo suspeitode facilitar a CNH em Varginha

    EDIO 9.128R$ 1, 00 VARGINHA, 04 DE DEZEMBRO DE 2014

    Um funcionrio do Detran, duas autoescolas e 58 candidatos foram denunciados ao MP

    49ANOS

    Revelando Verdades

    gazetadevarginha@gmail.comwww.jornalgazetadevarginha.com facebook.com/gazetavga

    pgina 02

    PONTO DE VISTA

    DEUS FIEL

    1965 - 2014

    Unis realiza cerimnia para entrega

    da Medalha do Mrito Educacional

    Uma operao da Po-lcia Civil de Varginha emparceria com o Grupo deAtuao Especial deCombate ao Crime Orga-nizado do Ministrio P-blico de Minas Gerais de-nunciou um grupo sus-peito de fraudar docu-mentos para facilitar a re-tirada da Carteira Nacio-nal de Habilitao (CNH)em Varginha. Ao todo fo-ram denunciados ao Mi-nistrio Pblico 58 can-didatos, um funcionriodo Detran de Varginha eduas autoescolas. O re-sultado da operao foiapresentado na manhdesta quarta-feira (3).

    De acordo com o de-legado regional Eduardoda Silva, as pessoas queeram reprovadas no exa-me procuravam uma dasautoescolas para inter-mediar uma facilitao naretirada do documento.

    local/pgina 03

    esporte/pgina 15

    Deuteronmio 18

    A promessa do grande profeta

    local/pgina 04

    Comrcio de Varginha

    registra alta de 20% nas

    vendas na Black Friday

    local/pgina 04

    O Grupo Educaci-onal Unis promoveu noltimo sbado, dia 29de novembro, a suamais tradicional e im-portante Solenidade: a

    Outorga da Medalhado Mrito Educacio-nal, honraria mximada instituio.

    local/pgina 05

    Vestibularda Fadiva

    recebeinscriesat hoje

    Estudantes

    de Varginha

    expem

    trabalhos

    em feira de

    tecnologiaA Faculdade de Di-

    reito de Varginha se

    prepara para receber os

    novos vestibulandos,

    que faro prova no dia

    7 de dezembro. As ins-

    cries do vestibular

    terminam nesta quin-

    ta-feira, 4 de dezem-

    bro, e podem ser efetu-

    adas no site da Fadiva:

    www.fadiva.edu.br.

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    A redao no seresponsabiliza por

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    04 DE DEZEMBRO DE 201402 | GAZETA DE VARGINHAPONTO DE VISTA

    Eline Kullock

    O Natal j est a e amdia social ou tradicio-nal insiste em nos lem-brar que tempo de cele-brar e oferecer um mimopara quem queremosbem. Ou seja: hora decomprar presente e gastardinheiro. E, convenha-mos: h poucas coisas quenos do tanta satisfaoquanto voltar pra casacheio de sacolas. Mas vocsabe por qu?

    Simplesmente porqueo ato de comprar libera emnosso organismo umasubstncia produzida pelocrebro a dopamina ,tambm conhecida comoa droga do prazer. Assim,consumir provoca umaonda de dopamina, nos in-vadindo de sensaes pra-zerosas como o poder, a se-gurana e o sentimento deestar no controle (mes-mo sem, na verdade, estar-mos). Afinal, sabido queno comandamos nada: omundo imprevisvel e ofuturo, incerto.

    Apesar da sensao deviver a vida intensamen-te que esse consumo for-ado nos d, em especial nofim do ano, as incertezassobre o amanh geram an-gstia. Vamos ter gua noano que vem? A inflaovai aumentar e pesar nocotidiano? O custo daenergia vai subir muito?Tudo isso hoje quase im-previsvel. Este flutuarpela vida sem pouso certoe em alta velocidade ca-racterstico dos novos

    tempos. Eu costumo brin-car dizendo que estamostodos em uma montanharussa dentro de um tremfantasma. Acho que umafrase que traduz bem a so-ciedade do hiperconsumo.

    Dessa forma, estimu-lados por uma sociedadeque diz, o tempo todo,viva o dia, no deixe paracurtir no futuro porqueele incerto, samos feitoloucos obedecendo cega-mente ao esprito de Na-tal. At o Papa aparece naTV dizendo para vivermoscom intensidade o presen-te! Ora, se at ele autorizao presentismo, o que hde errado nisso, ento?

    Aparentemente nada,porque, mesmo sabendode tudo isso, entramosnessa roda viva e dizemospara ns mesmos (tentan-do nos livrar da culpa e doegosmo): No estoucomprando para mim, en-to tudo bem. Talvez por-que esse ato de presentearcom data marcada tam-bm seja uma forma de nossentirmos mais perto daspessoas. Afinal, vivemosem uma sociedade semtempo para os amigos. Asagendas esto lotadas decompromissos e no dei-xam brechas para um en-contro real e presencial,sem pressa, para rir umbocado e relaxar.

    Comprar nos preen-che tambm esse vazio dasolido cotidiana, acentu-ado por vermos semprenossos amigos pelo Face-book comemorando comoutras pessoas. Como eu

    no estava nessa festa?,pensamos, frustrados...Por outro lado, quem pu-blica na rede social os mo-mentos de celebrao,para provar a si prprio quetem um crculo bom deamigos, acaba acentuandoa solido dos que no esti-veram em cada encontro...Mundo de contradiesesse nosso.

    A angstia, a solido, adopamina, a necessidadede estar no controle, o pra-zer da compra, a autocon-fiana proporcionada peloconsumo, tudo isso passapor todos ns durante operodo que chamamosde festas (como se nopudesse haver festas emoutras pocas!). E nem nosdamos conta. Somos ape-nas levados pela onda...

    Se compramos para osfilhos, ento, o prazer dobrado. Quero dar a eleso que no tive e fao tudopelos meus filhos so fra-ses que escuto constante-mente no meu cotidiano.Parece que cada vez maisos pais precisam ter cer-teza do afeto dos filhos emuma inverso de valoresimpressionante. No somais os filhos que mostramaos pais o seu apreo; ago-ra o momento dos pais daGerao Y provarem queamam sua prole. Fica a im-presso de que tentamosdiminuir distncias emo-cionais com os presentesdados, embora, l no fun-do, saibamos que h outrasformas de faz-lo.

    O grande problema que o ms das festas passa.

    E aquela sensao de pra-zer ao comprar presentesacaba quando o presente dado. E o nosso carto decrdito chega em janeiroincomodando, e lembran-do que talvez poderamoster poupado algo para ali-viar o bolso em uma pocato cheia de contas extraspara serem pagas.

    Acho que no pode-mos restringir s festasnossa tarefa de manter oslaos de afeto com quemamamos. E nem culpar asociedade de hiperconsu-mo em que vivemos porno fazermos isso de outraforma e com mais regula-ridade. Sabemos que noser a partir de presentesque nossos filhos, pais,parceiros ou amigos vogostar mais ou menos dens. Esse afeto precisa sermantido ao longo do ano eno s no final dele (ou nosdias de aniversrio!).

    Temos que repensarnossas aes se quisermosnos sentir um pouco me-nos isolados e solitrios.H outras formas de pra-zer e de produo de do-pamina no nosso crebroque no implicam em gas-tar dinheiro e retroalimen-tar a sociedade do consu-mo. Temos que sair do lu-gar comum e refletir deque forma somos mais fe-lizes, planejando o uso donosso tempo que um bemto escasso nos dias dehoje.

    Se deixarmos para co-memorar somente no Na-tal e por meio de presen-tes, corremos o srio risco

    A sociedade contempornea, o Natal e a solido

    12 - Pois todo aqueleque faz tal coisa abo-minao ao SE-NHOR; e por estasabominaes o SE-NHOR teu Deus oslana fora de diante deti.

    13 - Perfeito sers,como o SENHOR teuDeus.

    14 - Porque estas na-

    es, que hs de possuir,ouvem os prognostica-dores e os adivinhado-res; porm a ti o SE-NHOR teu Deus nopermitiu tal coisa.

    15 - O SENHOR teuDeus te levantar umprofeta do meio de ti, deteus irmos, como eu; aele ouvireis;

    16 - Conforme a tudo

    o que pediste ao SE-NHOR teu Deus emHorebe, no dia da as-semblia, dizendo: Noouvirei mais a voz doSENHOR teu Deus,nem mais verei estegrande fogo, para queno morra.

    17 - Ento o SE-NHOR me disse: Fala-ram bem naquilo que

    Palavras de Vida

    A promessa do grande profetaDeuteronmio 18Parte IIdisseram.

    18 - Eis lhes suscitareium profeta do meio deseus irmos, como tu, eporei as minhas palavrasna sua boca, e ele lhesfalar tudo o que eu lheordenar.

    19 - E ser que qual-quer que no ouvir asminhas palavras, que elefalar em meu nome, eu

    o requererei dele.20 - Porm o profeta

    que tiver a presuno defalar alguma palavra emmeu nome, que eu nolhe tenha mandado fa-lar, ou o que falar emnome de outros deuses,esse profeta morrer.

    21 - E, se disseres noteu corao: Como co-nhecerei a palavra que

    o SENHOR no fa-lou?

    22 - Quando o pro-feta falar em nome doSENHOR, e essa pa-lavra no se cumprir,nem suceder assim;esta palavra que oSENHOR no falou;com soberba a falouaquele profeta; notenhas temor dele.

    de nos deprimirmos pas-sado o calor do evento, por-que concentramos nossosesforos em uma atividadeque, por definio, acaba.O Natal resume-se a umanoite e um dia, no custalembrar.

    J o projeto de felici-dade contnuo e no podese restringir a comprar.Mesmo que seja para osoutros. Devemos expres-sar nosso afeto de outrasformas. E eu sugiro queseja pelo abrao, pelo bei-jo, pelo carinho. Que sejapor dizer ao outro que ele importante. E que sejaum projeto de