famÍlia e ecologia humana

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FAMLIA E ECOLOGIA HUMANA. IX Congresso Nacional da Pastoral Familiar Belo Horizonte Dom Joo Carlos Petrini Bispo de Camaari e Presidente da Comisso Episcopal Pastoral Vida e Famlia. INTRODUO. - PowerPoint PPT Presentation

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  • FAMLIA E ECOLOGIA HUMANA

    IX Congresso Nacional da Pastoral Familiar Belo Horizonte

    Dom Joo Carlos Petrini Bispo de Camaari e Presidente da Comisso Episcopal Pastoral Vida e Famlia

  • INTRODUO. A primeira ecologia a ser defendida a ecologia humana. Lembrando o lema: a criao geme em dores de parto (Rm 8, 22) ele diz: podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criao pelo egoismo humano. Bento XVIAlm da destruio irracional do ambiente natural, ainda mais grave, a do ambiente humano, a que se est ainda longe de prestar a necessria ateno. JPII

  • INTRODUO A primeira e fundamental estrutura a favor da ecologia humana a famlia, no seio da qual o homem recebe as primeiras e determinantes noes acerca da verdade e do bem, aprende o que significa amar e ser amado e, consequentemente, o que quer dizer, em concreto, ser uma pessoa. (CA, 39)

  • INTRODUONo temos apenas de defender a terra, a gua e o ar como dons da criao que pertencem a todos, mas devemos sobretudo proteger o homem da destruio de si mesmo. Requer-se uma espcie de ecologia do homem.CV 51O problema decisivo a solidez moral da sociedade em geral. Se no respeitado o direito vida e morte natural, se se torna artificial a concepo , a gestao e o nascimento do homem, se so sacrificados embries humanos na pesquisa, a conscincia comum acaba por perder o conceito de ecologia humana e, com ele, o de ecologia ambiental.

  • O DEBATE A RESPEITO DO HUMANOVivemos uma mudana de poca, e o seu nvel mais profundo o cultural. Dissolve-se a concepo integral do ser humano, a sua relao com o mundo e com Deus (DA, 44)

    O debate cultural no qual a Igreja chamada a dar as razes de sua esperana a respeito do humanum.

  • NOS TOCA RECOMEAR ... dicisivo, ento, um novo comeo, que parta do desgnio de Deus sobre a pessoa, o matrimnio e a famlia e apresente s novas geraes as razes, os significados, a convenincia do matrimnio e da famlia, a beleza de gerar e educar novas vidas, o fascnio pelo amor humano que, iluminado por Cristo, se renova e se aprofunda com o passar do tempo.

    A cada um nos toca recomear de Jesus Cristo (NMI 28)

  • ECOLOGIA Uma casa para o homem

    Ecologia tem origem em duas palavras gregas, oikos que significa casa (de onde vem eco-nomia, a ordem na casa) e logos que significa estudo, razo. Por isso, ecologia o estudo que se preocupa de garantir a casa para o ser humano, a morada que acolhe, o lugar do encontro das pessoas, onde possvel viver e construir a convivncia na paz, o lar.

  • A Ecologia interessou-se, principalmente da destruio e das condies para garantir o equilbrio da natureza fsica e animal, mas nestes ltimos tempos algumas mentes mais lcidas esto mostrando preocupao com o futuro do ser humano e da convivncia na sociedade

  • ECOLOGIA HUMANAHomens e mulheres consideram possvel plasmar autonomamente a sua existncia e, de modo especial, o corpo, a definio da identidade sexual e, portanto, a abertura ou menos possibilidade de gerar filhos, etc.Persegue-se o sonho de um prprio poder sobre a vida e sobre a morte, numa espcie de auto-gerao que prescinde de qualquer ponto de referncia objetivo, ignorando a natureza humana como dada e o Desgnio do Criador.

  • A iluso de criar-se a si mesmoJ Marx pensava na auto-gerao do homem pelo trabalho:Toda a assim chamada histria do mundo nada mais se no a gerao do homem por meio do trabalho humano, nada mais que o porvir da natureza do homem, ele tem a prova evidente, irresistvel, do seu nascimento atravs de si mesmo, do processo de sua origem. (Manuscritos econmicos e filosficos de 1844)

  • Ecologia e Razo InstrumentalO desastre ecolgico um dos resultados da razo instrumental que no exitou a poluir, envenenar, destruir, dizimar, para obter lucros ingentes e rpidos, sem preocupar-se com o que as geraes seguintes iriam encontrar. Foram necessrios mais de duzentos anos antes que fosse reconhecida a necessidade de pr limites ao poder das tecnologias e sede de lucro, avaliando o impacto ambiental de aes dirigidas ao desenvolvimento.

  • ECOLOGIA E RAZO INSTRUMENTAL

    Podem ser reconhecidas grandes semelhanas entre o tratamento reservado aos bosques e aos rios quando os interesses econmicos prevaleciam sobre outras consideraes e a atual manipulao do corpo humano. O operar tcnico sobre o corpo humano coloca em discusso significados que vo muito alm dos campos tcnicos envolvidos, alis, ocupa lugar central no modo de conceber a existncia humana.

  • Esta atitude recorda o processo de industrializao, quando a possibilidade de obter grandes lucros, cortando rvores e poluindio a agua dos rios e a atmosfera, encontrava limites exclusivamente na capacidade tcnica e na disponibilidade de capital a ser investido.

  • URGNCIA DE UMA ECOLOGIA HUMANATornam-se evidentem limites manipulao da vida humana. O declnio demogrfico, a difuso epidmica da depresso e o aumento vertiginoso da violncia, o envelhecimento da populao e a dificuldade dos governos pagar os benefcios previdencirios e a exaltao da eutansia para reduzir a despesa pblica, so alguns sinais.

  • Famlia e ecologia humanaO primeiro passo para pensar uma ecologia humana retornar ao desgnio de Deus sobre a pessoa, o matrimnio e a famlia. O homem o qual sobre a terra o nico que Deus quis por si mesmo, s pode se encontrar plenamente no dom sincero de si (GS 24)

  • O entrelaamento de amor, sexualidade e procriao foi rompido pelo uso de contraceptivos e da fecundao assistida.Hoje, pode-se viver a sexualidade sem procriar, pode-se procriar sem o dom prprio da intimidade sexual, com conseqncias relevantes.

  • Como vivemos o amor ??A sexualidade, separada do amor entendido como dom de si e da procriao, deixou de motivar a formao de vnculos afetivos durveis entre homem e mulher, em vista do matrimnio e da constituio de uma famlia.

  • A VIDA NO UM JOGOA sexualidade pode ser vivida como jogo, livre de qualquer responsabilidade recproca, sem nenhum vnculo entre os que assim jogam, sem nenhum efeito para alm do momento em que a relao se realiza como jogo.

  • O FILHO UM DOMA procriao, separada do exerccio da sexualidade e do amor (na fecundao assistida) aproxima-se da atividade produtiva, segundo a lgica do mercado capitalista. O filho deixa de ser um dom de Deus, fruto do amor conjugal, tornando-se um produto de tecnologia sofisticada.

  • A Comunho impossvel??O outro passou a ser apontado como um lobo feroz (Hobbes) ou ento o inferno (Sartre) ou, mais prosaicamente, o concorrente, ou o gladiador que afirma sua dignidade derrotando seu adversrio. As imagens do vampiro e do predador tm significado simblico.

  • BANALIDADE E VIOLNCIAA cultura de massa especializou-se em oferecer produtos cujas marcas so a banalidade e a vulgaridade. Existe uma conexo entre a cultura da banalidade e o crescimento vertiginoso da violncia urbana. (Hannah Arendt)

  • A ecologia humana constri o bem e a paz O que caracteriza a famlia a cooperao entre os sexos e entre as geraes. Quanto maior essa cooperao, maior o grau de civilizao e de paz de uma sociedade. Quem segue o Evangelho, procura agir como o bom Samaritano. Quem segue a mentalidade pag, s quer ganhar e tirar proveito em todas as circunstncias

  • A relao conjugal vivida como dom sincero de si para o bem do outro, at o sacrifcio constitui o ambiente afetivo no qual marido e mulher encontram acolhimento, compaixo recproca, realizao no amor, mas tambm o clima que envolve os filhos e os abre para a dimenso afetiva, para a maturidade e a sabedoria, o equilbrio na vida.

  • A essncia e as tarefas da famlia esto ultimamente definidos pelo amor. Por isto, a famlia recebe a misso de guardar, revelar e comunicar o amor, reflexo vivo e real participao do amor de Deus e do amor de Cristo Senhor pela Igreja sua Esposa (FC 17).

  • PASTORAL FAMILIAR INTENSA E VIGOROSA1. DIMENSO ECLESIAL

    A) Grupos de vida fraterna de famlias

    B) Presena transversal em outras pastorais

    C) Semana da Famlia

    D) Semana da Vida

  • PASTORAL FAMILIAR INTENSA E VIGOROSA2. DIMENSO SOCIAL

    A) Associao de famlias

    B) Dia municipal da famlia

    C) Peregrinao da famlia a Aparecida

  • PASTORAL FAMILIAR INTENSA E VIGOROSA3. DIMENSO FORMATIVA

    A) Cursos INAPAF

    B) Escolas de Famlia

    C) Seminrios, Congressos,

    D) Subsdios