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  • Exames Complementares em Gastroenterologia

    Nathlia Denise Nogueira Peixe Sales

    18.08.2014

  • Exames laboratoriais

    para avaliao heptica,

    pancretica e de vias

    biliares www.mybestcv.co.il

  • Tipos de exames Testes que detectam injria hepatocitria: aminotransferases

    (AST e ALT).

    Testes para avaliao do fluxo biliar e leso de vias biliares: fosfatase alcalina (FA), gama-glutamil transpeptidase (gama-GT).

    Testes que avaliam a capacidade de sntese heptica: TP/INR e albumina srica.

    Testes que avaliam o transporte de nions orgnicos e o metabolismo de drogas: bilirrubina total e fraes, dosagem de amnia e dos sais biliares.

  • Aminotransferases 1. Aspartato aminotransferase (AST)

    Tambm chamada de transaminase glutmico oxalactica (TGO).

    No fgado, encontrada no citoplasma e nas mitocndrias dos hepatcitos.

    encontrada tambm em outros rgos, como msculos esqueltico e cardaco, pncreas, rins, hemcias. Qualquer leso celular nesses rgos pode provocar elevao da AST srica.

    Valor de referncia (VR): at 31 U/L (mulheres) e at 37 U/L (homens).

  • Aminotransferases 2. Alanina aminotransferase (ALT)

    Tambm chamada de transaminase glutmico pirvica (TGP).

    No fgado, encontrada apenas no citoplasma dos hepatcitos.

    Pode ser encontrada no msculo esqueltico e nos rins.

    mais especfica de leso heptica que a AST.

    VR: at 31 (mulheres) e at 41 (homens).

  • Aminotransferases 3. Relao AST/ALT

    Tem valor diagnstico

    Pequenas elevaes (< 200 U/L) de ambas ou elevao pequena de ALT indicam hepatite crnica (hepatite C e NASH).

    Na hepatite alcolica por haver mais leso mitocondrial nos hepatcitos e pela dimiuio da atividade da ALT pela dificincia de piridoxina (comum nos alcoolistas), a relao AST/ALT igual ou maior a 2. Mas ambas < 400 U/L.

    Elevaes de ambas acima de 1000 U/L so encontradas em hepatites agudas de etiologia viral e txica.

    Em cirrticos, pela perda da funo heptica, os nveis sricos de transaminases so normal ou discretamente elevados.

  • Aminotransferases Quando devem ser solicitadas?

    Triagem de doenas hepatobiliares;

    Avaliao de necrose hepatocitria (suspeita de hepatites agudas e crnicas);

    Monitorao da evoluo de doenas hepticas (persistncia de aminotransferases por mais de 6 meses sugere cronicidade);

    Avaliar se houve resposta teraputica nas hepatites crnicas.

  • LDH (desidrogenase ltica) Encontrada no msculo esqueltico, corao e leuccitos. E em

    menor quantidade no pulmo, fgado e rins.

    Pouca sensibilidade no diagnstico das hepatopatias.

    til na suspeita de hepatite isqumica nveis muito elevados de LDH e de aminotransferases (1000 a 10.000 U/L) com normalizao rpida.

    Eleva-se tambm no infarto agudo do miocrdio (IAM), infartos pulmonar e renal, na anemia perniciosa, nas doenas linfoproliferativas e neoplsicas.

    VR: 24 480 U/L.

  • Fosfatase Alcalina (FA)

    Compreende uma famlia de enzimas responsvel pelo transporte de metablitos pelas membranas celulares. Encontra-se na superfcie externa da membrana dos canalculos biliares.

    Na colestase, os sais biliares solubilizam a FA e h regurgitao dos hepatcitos para o sangue, aumentando assim sua concentrao srica.

    Presente tambm em ossos, intestino, rins, placenta e leuccitos.

    Pode se elevar em patologias extra-hepticas. Por isso, importante a dosagem concomitante de gama-GT, pois a elevao de ambas sugere origem hepatobiliar, enquanto a elevao apenas de FA pode sugerir origem ssea.

    VR: 35-104 U/L (mulheres) e 40-129 U/L (homens).

  • Gama-GT Enzima encontrada nos rins, fgado, pncreas e intestino. E em

    menor proporo no bao, msculo, pulmo, corao, crebro e vescula seminal.

    Elevaes muito altas esto associadas cncer primrio de fgado, metstase e obstruo biliar.

    Encontra-se elevada em 90% dos pacientes com doena hepatobiliar (elevada sensibilidade).

    Pode estar aumentada sem patologia associada em 15% da populao.

    Pode elevar-se no IAM aps 7-14 dias do evento isqumico.

    VR: 8-41 (mulheres) e 12-73 (homens).

  • Tempo de protrombina (TP) Avalia o tempo para coagulao do plasma.

    dependente da sntese heptica das protenas de coagulao e da absoro intestinal de vitamina K (no produzida pelo organismo), que lipossolvel e necessita dos sais biliares para sua adequada absoro.

    A sntese de vrios fatores de coagulao ocorre no fgado: fator I (fibrinognio), II (protrombina), V, VII, IX, X, XII, XIII.

    Alguns fatores so vitamina K-dependentes: fator II, VII, IX, X.

    O tempo de meia-vida desses fatores menor que 1 dia, sendo bom para avaliao e acompanhamento das hepatopatias agudas e crnicas.

  • Tempo de protrombina (TP)

    Em cirrticos, h pouca produo de sais biliares, ocorrendo pouca absoro de vitamina K e ocasionando a falta de fatores de coagulao. O TP encontrar-se- alargado, sendo o problema resolvido com a administrao de vitamina K por via parenteral.

    Para padronizar e minimizar a variao do TP, foi criado o INR, que uma relao entre o TP do paciente e o TP controle. utilizado para pacientes com hepatopatia crnica em fila de transplante (escore MELD). O TP faz parte da classificao de Child-Pugh para gravidade de pacientes cirrticos.

    VR: TP 11- 13,2 segundos

    INR 0,9 a 1,1.

  • Albumina Protena sintetizada exclusivamente pelo fgado, com meia-vida de 3

    semanas.

    Altera-se lentamente, principalmente nas hepatites agudas virais.

    No paciente com doena heptica estabelecida, nveis persistentes de albumina < 3,5 g/dL indicam doena crnica (hepatite ou cirrose).

    Outras causas de hipoalbunemia: sndrome nefrtica, desnutrio, estados hipercatablicos (sepse) e uso de corticoides.

    Participa do clculo para classificao de Child-Pugh.

    VR: 3,5-5,2 g/dL

  • Bilirrubina total e fraes A bilirrubina proveniente da degradao da hemoglobina

    (hemlise), que ocorre predominantemente no bao.

    A bilirrubina recm-produzida insolvel no plasma, necessitando se ligar albumina para chegar aos hepatcitos. Dessa forma, essa bilirrubina no pode ser dosada diretamente no plasma, sendo ento chamada de indireta.

    O fgado tem capacidade de metabolizar uma quantidade de bilirrubina 4x mais do que normalmente metaboliza.

    No fgado, a bilirrubina passa por um processo de metabolizao para ficar hidrossolvel (bilirrubina direta).

    1. Captao : deficincia na captao provocam aumento da frao indireta, j que essa ainda no foi conjugada. Ex: Sndrome de Gilbert.

  • Bilirrubina total e fraes 2. Conjugao: deficincia da enzima glucoronil-transferase, que

    transforma a b. indireta em direta. Ex: Sndrome de Crigler-Najjar.

    3. Excreo: bilirrubina direta eliminada do fgado.

    Logo:

    Aumento de b. indireta: hemlise, deficincia na captao ou conjugao.

    *Kernicterus imaturidade metablica do fgado do recm-nascido. Acmulo de b. no SNC, causando leso cerebral.

    Aumento da b. direta: maioria dos casos obstruo intra ou extra-heptica ou canalicular. Causa ictercia, colria, acolia fecal, prurido.

    VR: b. total 0,2-1,0 mg/dL; b. direta 0-0,2 mg/dL; b. indireta 0,2-0,8 mg/dL.

  • Amilase e Lipase Se o aumento for > 3x o limite superior normal (LSN), tem alta

    sensibilidade e especificidade p/ pancreatite aguda.

    Diagnstico de pancreatite aguda pode ser dado apenas pelo aumento de 3x das enzimas + quadro clnico:

    o Pancreatite leve: epigastralgia, nuseas e vmitos;

    o Pancreatite grave: dor em faixa com irradiao p/ dorso.

    1. Amilase

    Eleva-se nas 1s horas aps os sintomas e persiste por at 3 a 5 dias.

    Os nveis no guardam relao com o grau de necrose pancretica.

  • Amilase e Lipase Nveis elevados por mais de 10 dias indicam complicaes, como

    abcessos pancreticos.

    VR: 50- 160 U/mL

    2. Lipase

    Eleva-se mais tardiamente e persiste elevada por mais tempo que a amilase, por isso no feita na entrada da emergncia.

    To sensvel quanto a amilase e mais especfica para a doena pancretica.

    Na pancreatite crnica, os nveis de amilase e lipase podem estar normais ou discretamente elevados. O diagnstico deve ser feito pela histria clnica e exames de imagem.

    VR: at 60 U/L

  • Exames de imagem

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  • USG Vantagens: baixo custo, pode ser repetido vrias vezes, no usa

    radiao ionizante, faz uma avaliao estrutural do rgo.

    Ideal para avaliao de tumores benignos do fgado, hemangiomas hepticos e plipos na vescula biliar.

    No comumente usado para avaliao do pncreas, j que esse um rgo retroperitoneal e h a interposio do clon transverso, dificultando sua visualizao.

    Primeiro exame ser pedido quando se suspeita de ictercia obstrutiva visualiza-se a dilatao das vias biliares.

    USG com doppler: avalia o fluxo sanguneo na veia porta. Permite a identificao de hipertenso portal. Identifica fibrose periportal (esquistossomose).

  • USG

    USG mostrando fgado normal ( esquerda) e com esteatose ( direita). Os feixes sonoros so refletidos pelo excesso de gordura acumulada no fgado (seta amarela), impedindo a avaliao de estruturas mais profundas (seta vermelha).

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