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Esprito Santo de FATO

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  • 15

    CABEA DECEPADAA GOLPES DE FACO

    Os irmos Fabrcio e Fbio Gomes so acusados de decapitar um homem. Corpo foi encontrado ontem - cabea estava dentro de sacola

    MANIFESTAO CONTRAalto preo da gasolina

    Motoristas cachoeirenses, em protesto ontem, tentaram abastecer, todos juntos, quantia topequena que no seria suficiente para postos arcarem com impostos e energia da bomba

    " MUITO DIFCIL QUE EU NO ME CANDIDATE" 8-9

    Em entrevista, deputado GlauberCoelho analisa a possibilidade de

    disputar a Prefeitura e faz um balanode seus primeiros 100 dias na AL

    Calado

    CARROS

    a proposta de campanha de conscientizaorealizada no So Geraldo - fazer comque o espao cumpra sua finalidade

    LIVRE DE

    10

    Divulgao/PMCI

    Divulgao

    Marcos Leo

    16

  • 2 ES DE FATO, SBADO21 DE MAIO DE 2011OPINIO

    (hmansur@mbmonline.com.br)

    HIGNER MANSUR

    CONEXO MANSUR Ano 4 - n 113

    Por Que Ler Ainda DecisivoA revista VEJA da semana pas-

    sada trouxe como matria prin-cipal a que d ttulo a este co-mentrio. Capa, editorial emais 11 pginas: por que lerainda decisivo. Lei o textoretirado da revista:

    Um estudo divulgado noms passado pela Universi-dade de Oxford demonstrauma conexo inequvocaentre leitura e sucesso pro-fissional. Conduzido peloamericano Mark Taylor, dodepartamento de sociologia,a pesquisa ouviu 17200 pes-soas nascidas em 1970.Comparou as atividades ex-tracurriculares desenvolvi-das por elas quando tinham16 anos com a sua posiohierrquica aos 33. A leiturase revelou o nico fator que,de forma consistente, esteveassociado ascenso pro-fissional. Para as mulheres,a chance de ter um cargomais elevado cresce de 25%para 39% quando lem; paraos homens, de 48% para 58%.Nenhuma outra atividade cinema, esportes, visitas amuseus e galerias teve im-pacto significativo. O pro-gresso pode estar associadoao desenvolvimento do vo-cabulrio e ao domnio deconceitos abstratos propor-cionados pelo hbito de lei-tura. E vale enfatizar: a pes-quisa centrou-se na leituraextracurricular. Ou seja, o li-vro lido por prazer e noporque foi exigido em umadisciplina escolar o querealmente conta.

    R$ 392.109,16Higner MansurA administrao municipal de Cachoeiro conseguiu, a

    pedido de nove cidados nunca identificados em docu-mento oficial ou publicamente, fosse destruda com hon-ras oficiais a Praa Gilberto Machado, Pracinha da Uni-med. Rendeu-se queles que esto enchendo a regiocentral da cidade de grandes e imprprias construespara o local, condenando as reas de lazer dal a micros-cpicas pores de terra e cimento e o trnsito um infer-no. A destruio da praa, sem estudo tcnico de urba-nismo, de trnsito ou outro, objeto de ao popular, naJustia, de modo que podemos abandonar, aqui, essaquerela, e partir para outra, tambm importante.

    O benemrito da cidade e do bairro, Gilberto Machado,doou a Cachoeiro quase todos os terrenos onde estobens pblicos e filantrpicos do bairro. Teve o nome eter-nizado em busto e em placa sob benos da administra-o passada. Custos arcados pelos familiares: busto eplaca de bronze. Justa homenagem ao benemrito.

    J Valdieri Martin, artista plstico e escultor que aportoupor aqui h 20 anos, doou cidade, h 17 anos, escultu-ra em mrmore denominada O Cisne, colocada na Pra-a Gilberto Machado. Foi retirada pela prefeitura no des-manche da praa. A escultura, juntamente com a de An-gella Borelli, prxima ao Posto Senna, eram as nicasobras de arte em mrmore e granito existentes em Ca-choeiro. Pasmem, falamos de Cachoeiro, Capital Brasi-leira do Mrmore e do Granito, sede de uma das maio-res Feiras do ramo no MUNDO.

    Na pressa em diminuir a praa ( governo que diminuia cada dia), arrancaram busto, placa e escultura. S nofoi pior porque a famlia Machado e Valdieri estavam aten-tos. A busca da verdade me manda ser fiel aos fatos e noautoriza dizer que esses bens voltaro em sua integrali-dade praa diminuda (escrevo antes da inaugurao).Mas a desconfiana pblica que paira sobre a atual ad-ministrao autoriza dizer que se a famlia Machado nose manifestar, o bronze ficar fora da praa e a esculturade Valdieri, bem, essa j est fora.

    O governo no tem conhecimento da histria, das tradi-es e da economia de Cachoeiro. E uma coisa certa,embora errada: a administrao tirou definitivamente aimportante e quase nica escultura em mrmore da ca-pital do Mrmore j tirou e no vai voltar com ela, atporque, do tamanho que ficou a praa...

    Quando se lembra que a escultura nica, est ali h17 anos, lembre-se, tambm, que ela foi DOADA AO MU-NICPIO pelo escultor aqui residente, de fama nacional,que tem sentimentos desrespeitados pelo administradorpblico. Desrespeitada, tambm, a arte e cultura de Ca-choeiro e a maior parte silencia.

    Fosse s para diminuir a praa, para facilitar o trnsito,mesmo no facilitando, gastar-se-ia no mais de R$25.000,00. Como ficou, gastaram R$ 392.109,16.

    Ccero, em 63 a. C.: Quousque tandem abutere, Catili-na, patientia nostra? (At quando abusar, Catilina, denossa pacincia?)

    INDIFERENA: A PIOR DAS ATITUDES verdade, os motivos para se indignar atualmente podem pa-

    recer menos ntidos, ou o mundo pode parecer complexo de-mais. Quem comanda, quem decide? Nem sempre fcil distin-guir entre todas as correntes que nos governam. No lidamosmais com uma pequena elite cujas aes entendemos clara-mente. um vasto mundo, no qual sentimos bem em que medi-da interdependente. Vivemos em uma interconectividade quenunca existiu antes. Mas nesse mundo h coisas insuportveis.Para v-las preciso olhar bastante, procurar. Digo aos jovens:procurem um pouco, vocs vo encontrar. A pior das atitu-des a indiferena, dizer no posso fazer nada, estou mevirando. Quando assim se comportam, vocs esto per-dendo um dos componentes indispensveis: a capacidadede se indignar e o engajamento, que conseqncia destacapacidade...

    Aos jovens eu digo: olhem sua volta e vocs encontra-ro os temas que justificam a sua indignao... Vocs en-contraro situaes concretas que os levaro a praticaraes cidads fortes. Procurem, e encontraro!

    (Textos das pgs. 21/5 do livro Indignai-vos!, de StphaneHessel, Ed. Leya, 2011, 48 pg., R$ 9,90). Os grifos so meus. Oautor heri da Resistncia Francesa, contra Hitler. Escreveu olivro no ano passado, aos 93 anos de idade.)

    Como surgiu a televiso em CachoeiroDepoimento de Aroldo Braga Machado - Em novembro de

    1961, Joo Calmon, diretor da TV Tupi do Rio, passou telegramapara o prefeito de Cachoeiro, Raimundo Andrade, informandoque a TV Tupi havia colocado novo transmissor no Rio de Janei-ro, com potncia para a televiso alcanar Cachoeiro.

    Sabendo deste telegrama, me juntei a outros amigos (MarclioMachado, Sidney Marreco, Z da Jia e outros) e comprei umateleviso para fazer testes. Percorrendo os morros de Cachoeiro,no localizamos sinal em ponto algum. Em janeiro de 1962, fize-mos teste na pedra da Tijuca o Caramba. O mesmo aconte-ceu, no havia sinal. Na poca fizemos testes no Frade; tivemossucesso, alcanando sinal de 120 MW. Era o bastante para queCachoeiro tivesse televiso.

    Para transportar o material necessrio pesquisa, tivemos apoiodo prefeito Abel Santana que colocou o Tiro de Guerra nossadisposio, com grande participao do sargento Meron. Assubidas s pedras eram difceis: necessrio material de alpinis-mo; tnhamos de dormir no local e, para isto, montvamos acam-pamento com lona de caminho. Tnhamos 15 atiradores doTiro de Guerra dando cobertura.

    Logo aps fundamos a Sociedade de TV de Cachoeiro deItapemirim, cuja primeira diretoria era: Presidente Joo FranklinMachado, Vice Pedro Lesqueves; Sydney Barbosa Marreco, se-cretrio; Jos Moura Antnio (Z da Jia), tesoureiro. O ConselhoDeliberativo era constitudo por, mim, Aroldo Braga Machado,Wilson Moura, Ryve Campos Barboza, sargento Fausto Meron,Mario Casotti e Lourival de Paula Serro. O tcnico que partici-pou ativamente nos trabalhos e ficou com a manuteno dosequipamentos foi o Alosio Vantil. Contratamos a ento famosaEmerson do Brasil S/A para instalar a televisona cidade, j queera ela quem fabricava os aparelhos.

    A inaugurao foi em janeiro de 1964. (Esse depoimento mefoi dado em 22/junho/2010).

  • 3OPINIOES DE FATO, SBADO21 DE MAIO DE 2011O dio espuma. A preguia se derrama.

    A gula engorda. A avareza acumula. A luxria seoferece. O orgulho brilha. S a inveja se esconde.

    Zuenir Ventura

    - wagnersantos25@hotmail.comPor Wagner Santos

    A Secretaria de Desen-volvimento Social j cui-da do caso do morador derua que vivia na Ilha daLuz. Sofre mesmo de pro-blemas mentais

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    Presena do senador Ri-cardo Ferrao (PMDB)em Cachoeiro ontem ser-viu para movimentar omercado poltico.

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    Conduru em festa nestefinal de semana. VereadorMarcos Coelho, que del, no perde um minutoda programao.

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    Praa Gilberto Macha-do, apesar da reduo, fi-cou bonita. Melhora notrfego com a criao demais uma faixa ainda vaiser mais bem avaliada.Atravessar ficou difcil.

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    Calada em frente aoSupermercado Casagran-de tambm dever ser re-duzida. Mais espao paraa circulao de veculos.Menos para pedestres.

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    Denise Vieira, assessorade Comunicao do Hos-pital Evanglico, curtefrias de 15 dias.

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    Opo Imveis, uma dasmais respeitadas e concei-tuadas corretoras imobili-rias de Cachoeiro, com-pleta 20 anos de ativida-de. Feito para poucos.

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    At amanh.

    Este espao temsido utilizado paradenunciar descala-bros do dia a dia,principalmente emCachoeiro. Coisaserradas que, detanto se repetir, jno incomodamcomo deveriam. Si-tuaes que influ-enciam diretamen-te na qualidade devida da populao.

    bom saber queas observaes fei-tas aqui, tm servi-do de alerta s au-toridades e ajudadoa resolver proble-mas. Como ocorreagora, no caladodo bairro So Ge-raldo. Projetadopara caminhada eou