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<p>Gilles Deleuze</p> <p>ESPINOSA E O PROBLEMA DA EXPRESSO</p> <p>ndiceINTRODUO: Papel e importncia da expresso ................................................................ 7Importncia da palavra exprimir em Espinosa. Seu triplo emprego: exprimir uma essncia, exprimir a essncia, exprimir a existncia. Carter expressivo do atributo, do modo e da ideia. Exprimir: explicar ou desenvolver; implicar ou envolver; complicar, conter ou compreender. Leibniz e Espinosa contam com a ideia de expresso para ultrapassar as dificuldades do cartesianismo. Porque os comentadores no consideraram a ideia de expresso em Espinosa. Porque a ideia de expresso em Espinosa no objeto de definio e nem objeto de demonstrao. Expresso e demonstrao.</p> <p>Primeira parte: As Trades da Substncia ................................................................................16 CAPTULO 1: Distino numrica e distino real............................................................................... 17A expresso como trade. Primeira trade da expresso: substncia, atributo, essncia. O problema das distines em Descartes. Segundo Descartes, existem substncias com o mesmo atributo: distines numricas que so reais. E existem substncias com atributo diferente: distines reais que so numricas. Teoria de Espinosa: no existem vrias substncias com o mesmo atributo, a distino numrica nunca real. Conseqncia: a distino real nunca numrica, no h vrias substncias que correspondam aos atributos diferentes. As oito primeiras proposies da tica no tm um sentido apenas hipottico. Gnese ou constituio da substncia. Oposio entre Espinosa e Descartes, do ponto de vista da teoria das distines, Significao da distino real em Espinosa.</p> <p>CAPTULO 2: O atributo como expresso ............................................................................................ 26O estatuto do atributo e seu carter expressivo. Os textos do Breve Tratado . Problema dos nomes divinos. Atributo, atribuio e qualidade. Os atributos so formas comuns a Deus e s criaturas. Como essa tese no suprime de maneira alguma a distino de essncia entre Deus e as coisas. Espinosa, partidrio da univocidade: contra a equivocidade, contra a eminncia, contra a analogia. Univocidade dos atributos e nomes divinos. Oposio entre atributos e prprios. As trs espcies de prprios. Os prprios no so expressivos.</p> <p>CAPTULO 3: Atributos e nomes divinos.............................................................................................. 34Teologia negativa e mtodo de analogia. Uma e outro implicam uma confuso dos atributos com os prprios. Confuso da natureza de Deus com simples propriedades, confuso da expresso com a revelao. Porque essas confuses so constantes na teologia. Oposio entre o signo e a expresso. Nomes expressivos e palavras imperativas. Os atributos como afirmaes puras. Distino real e afirmao. Como expresses diferentes designam uma nica e mesma coisa. A lgica do sentido. Teologia positiva e univocidade. Distino formal segundo Duns Scot e distino real segundo Espinosa. Da univocidade imanncia.</p> <p>CAPTULO 4: O absoluto......................................................................................................................... 45A igualdade dos atributos. O infinitamente perfeito e o absolutamente infinito. O infinitamente perfeito como nervo das provas cartesianas da existncia de Deus. Sentido das objees dirigidas contra a prova ontolgica de Descartes. Leibniz e Espinosa; insuficincia do infinitamente perfeito. Espinosa: o absolutamente infinito como razo do infinitamente perfeito. A prova ontolgica em Espinosa; plano do comeo da tica. Diferenas entre o Breve Tratado e a tica. Leibniz e Espinosa do ponto de vista da prova ontolgica. A definio 6 uma definio real.2</p> <p>Segunda trade da expresso: o perfeito, o infinito, o absoluto.</p> <p>CAPTULO 5: A potncia ......................................................................................................................... 55Descartes acusado de rapidez ou de facilidade. As formulaes da prova a posteriori em Descartes: a noo de fcil. A quantidade de realidade ou de perfeio como nervo da prova a posteriori de Descartes. Insuficincia da quantidade de realidade: a potncia como razo. A prova a posteriori no Breve Tratado. Formao de um argumento das potncias. As duas potncias: de pensar e de conhecer, de existir e de agir. A prova a posteriori na tica: a potncia de existir, considerada diretamente. Os atributos: condies sob as quais atribumos alguma coisa uma potncia. Caso da substncia absolutamente infinita, caso dos seres finitos. Potncia e essncia. As coisas so modos, isto , tm uma potncia. Potncia e poder de ser afetado. Terceira trade da expresso: a essncia como potncia, aquilo de que ela essncia, o poder de ser afetado.</p> <p>Segunda parte: O Paralelismo e a Imanncia ..........................................................................65 CAPTULO 6: A expresso no paralelismo ............................................................................................ 66A produo como re-expresso. Deus produz como se compreende, Deus produz como existe. Univocidade da causa: Deus, causa de todas as coisas no mesmo sentido que causa de si. Contra a analogia. Lgica do sentido e re-expresso. Ordem de produo. Excluso de uma causalidade real entre modos de atributo diferente. O paralelismo: identidade de ordem, identidade de conexo, identidade de ser. A identidade de conexo e o princpio de igualdade. A identidade de ser: modo e modificao. Nova trade da expresso: atributo, modo e modificao.</p> <p>CAPTULO 7: A duas potncias e a ideia de Deus ............................................................................... 75Complexidade da demonstrao do paralelismo: a ideia e seu objeto. Paralelismo epistemolgico e paralelismo ontolgico. A cada ideia corresponde alguma coisa: influncia de Aristteles. A cada coisa corresponde uma ideia. Porque Deus se compreende necessariamente. Necessidade da ideia de Deus. A potncia de pensar necessariamente igual potncia de existir e de agir. As duas potncias e sua igualdade. Distino da potncia e do atributo. Os atributos e a potncia de existir. O atributo pensamento e a potncia de pensar. Fonte dos privilgios do atributo pensamento. Possibilidade da ideia de Deus. Porque o entendimento infinito um produto. Os trs privilgios do atributo pensamento. Porque era necessrio passar pelo paralelismo epistemolgico. S a ideia de Deus permite concluir da unidade da substncia unidade de uma modificao. Transferncia da expresso.</p> <p>CAPTULO 8: Expresso e ideia.............................................................................................................. 87Primeiro aspecto do mtodo, formal ou reflexivo: ideia da ideia, ideia que se explica pela nossa potncia de compreender. Forma e reflexo. Passagem para o segundo aspecto. Segundo aspecto do mtodo, material ou gentico: o contedo da ideia verdadeira, a ideia adequada, a ideia que exprime sua prpria causa. Ideia adequada e definio gentica. Papel da fico. Como a gnese nos conduz ideia de Deus. Passagem para o terceiro aspecto: chegar o mais rapidamente possvel ideia Deus. Terceiro aspecto do mtodo: unidade da forma e do contedo, o autmato espiritual, a concatenao. Expresso e representao. Definio material e definio formal da verdade. A expresso, a ideia adequada e a ideia reflexiva. Carter adequado da ideia de Deus.</p> <p>CAPTULO 9: O inadequado ................................................................................................................... 99Como temos ideias. As condies sob as quais temos ideias no parecem permitir que essas ideias sejam adequadas. Em que sentido envolver se ope a exprimir. A ideia3</p> <p>inadequada inexpressiva. Problema de Espinosa: como conseguiremos ter ideias adequadas? Algo de positivo na ideia inadequada. A insuficincia do claro e do distinto. O claro e o distinto servem apenas para a recognio. Falta a eles uma razo suficiente. Descartes se limita ao contedo representativo, ele no atinge o contedo expressivo da ideia. Ele se limita forma da conscincia psicolgica, no atingindo a forma lgica. O claro e o distinto deixam escapar a essncia e a causa. Leibniz e Espinosa, do ponto de vista da crtica da ideia clara e distinta.</p> <p>CAPTULO 10: Espinosa contra Descartes ......................................................................................... 106Em que sentido o mtodo de Descartes analtico. Insuficincia desse mtodo, segundo Espinosa. Mtodo sinttico. Aristteles e Espinosa: conhecer pela causa. Como a causa ela mesma conhecida. Deus como causa de si, segundo Descartes: equivocidade, eminncia, analogia. Deus como causa de si, segundo Espinosa: univocidade. Univocidade e imanncia. Os axiomas cartesianos e sua transformao em Espinosa.</p> <p>CAPTULO 11: A imanncia e os elementos histricos da expresso ............................................. 116Problema da participao no neoplatonismo. Dom e emanao. Dupla diferena entre a causa emanativa e a causa imanente. Como, no neoplatonismo, uma causa imanente se junta causa emanativa: o ser ou a inteligncia. Complicare-explicare. Imanncia e princpio de igualdade. A ideia de expresso na emanao. A ideia de expresso na criao: expresso e similitude. Como, na teoria da criao, uma causa imanente se junta causa exemplar.A expresso, segundo Espinosa, deixa de ser subordinada s hipteses da criao e da emanao. Oposio entre a expresso e o signo. Imanncia: distino e univocidade dos atributos. Teoria espinosista da hierarquia. A expresso e os diferentes sentidos do princpio de igualdade.</p> <p>Terceira parte: Teoria do Modo Finito .................................................................................. 128 CAPTULO 12: A essncia do modo: passagem do infinito ao finito.............................................. 129Sentido da palavra parte. Qualidade, quantidade intensiva, quantidade extensiva. Os dois infinitos modais, na Carta para Meyer. A essncia de modo como realidade fsica: grau de potncia ou quantidade intensiva. Estatuto do modo no-existente. Essncia e existncia. Essncia e existncia da essncia. Problema da distino das essncia de modos. Teoria da distino ou da diferenciao quantitativa. A produo das essncias: essncia de modo e complicao. A expresso quantitativa.</p> <p>CAPTULO 13: A existncia do modo.................................................................................................. 136Em que consiste a existncia do modo: existncia e partes extensivas. A quantidade extensiva, segunda forma da quantidade. Diferena entre a quantidade e o nmero. Os corpos simples. No h como procurar essncias que correspondam aos corpos mais simples. Primeira trade da expresso no modo finito: essncia, relao caracterstica, partes extensivas. Leis de composio e decomposio das relaes. Sentido da distino da essncia e da existncia do modo. Problema da distino dos modos existentes. Como o modo existente se distingue do atributo de maneira extrnseca. Modo existente e explicao.</p> <p>CAPTULO 14: O que pode um corpo? ............................................................................................... 147Segunda trade da expresso no modo finito: essncia, poder de ser afetado, afeces que preenchem esse poder. Afeces da substncia e afeces do modo. Afeces ativas e afeces passivas. Os afetos ou sentimentos. Parecemos condenados s ideias inadequadas e aos sentimentos passivos. As variaes existenciais do modo finito. Fora ativa e fora passiva, em Leibniz, potncia de agir e potncia de sofrer, em Espinosa. Em que s a potncia de agir positiva e real. Influncia da fsica: nosso poder de ser afetado sempre preenchido. Influncia da tica: estamos separados daquilo que podemos.</p> <p>4</p> <p>Crtica de Leibniz ao espinosismo, carter ambguo dessa crtica. O que comum a Leibniz e Espinosa: o projeto de um novo naturalismo, contra Descartes. Os trs nveis em Leibniz e em Espinosa. A verdadeira oposio entre Leibniz e Espinosa: o conatus. A afeco como determinao do conatus. Em que sentido a paixo nos separa daquilo que podemos. A natureza expressiva: naturalismo finalizado ou naturalismo sem finalidade?</p> <p>CAPTULO 15: As trs ordens e o problema do mal ......................................................................... 160Facies totius universi. Em que sentido duas relaes podem no se compor. As trs ordens que correspondem trade do modo: a ordem das essncias, a ordem das relaes, a ordem dos encontros. Importncia do tema do encontro fortuito em Espinosa. Encontro entre corpos cujas relaes se compem. Aumentar ou favorecer a potncia de agir. Como a distino entre as paixes alegres e as paixes tristes vem se juntar distino entre as afeces ativas e passivas. Encontro entre corpos cujas relaes no se compem. Paixo triste e estado de natureza. Como conseguiremos experimentar paixes alegres? Nem bem nem mal, mas bom e ruim. O mal como mau encontro ou decomposio de uma relao. Metfora do envenenamento. O mal no nada na ordem das relaes; o primeiro contrassenso de Blyenbergh. O mal no nada na ordem das essncias: segundo contrassenso de Blyenbergh. O mal e a ordem dos encontros; o exemplo do cego e o terceiro contrassenso de Blyenbergh. Sentido da tese: o mal no nada. Substituio da oposio moral pela diferena tica.</p> <p>CAPTULO 16: Viso tica do mundo.................................................................................................. 175Princpio da relao inversa entre a ao e a paixo na alma e no corpo. Oposio deEspinosa a esse princpio: a significao prtica do paralelismo. O direito natural: poder e direito. As quatro oposies do direito natural lei natural da antigidade. Estado natural e acaso dos encontros. A razo sob seu primeiro aspecto: esforo para organizar os encontros. A diferena tica: o homem racional, livre ou forte. Ado. Estado natural e razo. Necessidade de uma instncia que favorea o esforo da razo. A cidade: diferenas e semelhanas entre o estado civil e o estado de razo. A tica apresenta os problemas em termos de poder e potncia. Oposio entre a tica e a moral. Ir at o fim daquilo que podemos. Significao prtica da filosofia. Denunciar a tristeza e suas causas. Afirmao e alegria.</p> <p>CAPTULO 17: As noes comuns....................................................................................................... 189Primeira pergunta: como conseguiremos experimentar um mximo de paixes alegres? Segunda pergunta: como conseguiremos experimentar afeces ativas? Alegria passiva e alegria ativa. Convenincia entre os corpos, composio das relaes e comunidade de composio. Pontos de vista mais ou menos gerais. As noes comuns: suas variedades, de acordo com sua generalidade. As noes comuns so ideias gerais, mas no so ideias abstratas. Crtica da ideia abstrata. De Espinosa a Geoffroy St Hilaire. As noes comuns so necessariamente adequadas. Resposta pergunta: como cons...</p>