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  • SISTEMA CAPOTEISOLAMENTO TRMICO

    QUALIDADE PARA CONSTRUO

  • 2INDICE

    2

    Sistema de isolamento capoteO sistema capote serve para isolar de maneira segura e contnua paredes compostas por diferentes materiais; esta diversidade de materiais condiciona o comportamento trmico, caractersticas mecnicas ou mesmo o aspec-to superficial. Estas diversidades so muito frequentes na construo civil (exemplo tpico: cimento armado e tijolo), e so causa de diferentes fenme-nos, entre os quais, a formao de pontes trmicas. O isolamento capote pode ser realizado com o sistema de placas (poliestireno, cortia, etc.) ou com a utilizao de um reboco trmico.Ponte trmica um elemento no isolado, cujas propriedades promovem uma rpida dis-perso ou transferncia de calor de um material para outro. Esta situao verifica-se na presena de descontinuidade, como so exemplos: as juntas, conexes (pilares, vigas, varandas, peitoris) e em todos os casos em que se encontram prximos materiais com respostas trmicas diferentes (juntas da argamassa de alvenaria entre tijolos trmicos); tudo isto causa desperd-cios energticos e fenmenos de condensao devido a uma rpida variao das temperaturas.Coabitao o conjunto de medidas usadas para impedir a transmisso de calor, aplica-das numa parede que divide locais com temperaturas diferentes. A definio de coabitao trmica coaduna-se com o conceito de isolamento trmico. Um adequado isolamento dos edifcios permite diminuir a disperso trmica durante a estao fria e consequentemente obtm-se uma considervel pou-pana energtica no aquecimento dos locais; alm disso, previne eventuais pontes trmicas e os fenmenos associados (condensao e bolores). O iso-lamento obtm-se atravs da utilizao de materiais termicamente isolantes, ou seja, caracterizados por uma baixa condutibilidade trmica.Condutibilidade trmica (lambda) o parmetro que identifica o comportamento dos vrios materiais na trans-misso do calor e exprime-se em W/mK.Potncia trmica W (watt) a energia trmica intercambiada na unidade de tempo; 1 Kcal/h = 1,16 W.Temperatura K (Kelvin) a unidade de medida da temperatura termodinmica.Condutncia trmica unitria CIndica quanto calor desperdia um edifcio, uma parede ou outro elemento e exprime-se em W/m2K. Obtm-se dividindo a condutibilidade trmica pela espessura (em metros) do material objecto da transmisso de calor.Resistncia trmica unitria interna RExprime-se em m2K/W e indica a resistncia que um material oferece passagem de energia trmica. Atravs das resistncias trmicas dos vrios materiais que constituem a parede, podem determinar-se facilmente seja a resistncia trmica total, seja a temperatura de cada interface dos vrios materiais que constituem a parede. A este somatrio acrescentam-se as re-sistncias trmicas superficiais interiores e exteriores, da parede.Transmisso total UIndica a energia trmica que se perde, em determinadas condies, atravs de um material de uma determinada espessura. Exprime-se em W/m2K e obtm-se calculando o inverso da resistncia trmica total: U = 1/R.Zonas ClimticasO territrio nacional foi subdividido em funo dos graus-dia, deste modo designam-se por (I1, I2, I3) as trs zonas climticas de Inverno e por (V1, V2, V3) as trs zonas climticas de Vero.Placas EPSProveniente da sigla inglesa EPS (Expanded Polystyrene) significa Poliestireno Expandido.

    GLOSSRIO

    SIMBOLOGIAAPLICAO

    exteriores e interiores

    FORNECIMENTO

    em sacoem silo

    APLICAO

    mo mquina

    ACESSRIOS

    esptulametlica

    Simbologia 2

    Glossrio 2

    Isolamento Trmico 3

    Sistema Capote Fassa Bortolo 7

    Sistema Capote com EPS 8

    Sistema Capote com L de Rocha 9

    Sistema Capote com Cortia 10

    Regularizadores 11

    Placa isolante 14

    Elementos para o sistema capote 21

    Primrio e revestimentos coloridos 22

    Acessrios e equipamentos 24

    Manual de aplicao 31

  • 3ISOLAMENTO TRMICO

    3

    Certificao energtica dos edifciosNo quadro da normativa que diz respeito eficincia energtica dos edifcios, o Decreto Lei n. 80/2006 de 4 de Abril de 2006, que corrige o anterior Decreto n. 40/90 de 6 de Fevereiro de 1990, estabelece que a partir do 1 de Janeiro de 2009, se tenha que pro-ceder obrigatoriamente Certificao energtica dos edifcios.

    Este Decreto de lei de facto fixa os critrios, as condi-es e as modalidades para melhorar as prestaes energticas dos edifcios, definindo a metodologia para o clculo dos critrios gerais da certificao ener-gtica. Os objectivos da certificao so o de definir um indicador quantitativo do consumo energtico do edifcio ao nvel do interesse do utilizador e estabele-cer uma relao deste indicador no mbito do mercado imobilirio com o valor do edificio. A certificao energtica j obrigatria para as no-vas construes, no entanto ela tender a estender-se gradualmente a todas as intervenes de reestrutura-o de edifcios existentes, salvo raras excepes (ex.: os edifcios de interesse Histrico). Entre os diversos parmetros fixados, encontram-se os valores limite da Transmitncia Trmica das estruturas opacas verticais (ver tabela), que se alteram em funo da zona climti-ca, zona esta definida com base aos graus-dias rela-tivos a cada uma das localidades de Portugal.

    A Certificao prev um sistema de classificao dos edifcios em Classes Energticas; a cada classe cor-responde um determinado consumo energtico que se exprime em KW/m2 anual; tal valor, dividido por 10, indica a quantidade em m3 de metano que devem ser utilizados para aquecer um m2 de superfcie interna til do edifcio. Assim sendo, a cada Classe Energtica (A+, A, B, etc.) corresponde uma determinada neces-sidade energtica que ser tanto menor quanto mais elevada for a classe qual pertence. O melhor resulta-do obtm-se atravs de um aumento dos rendimentos energticos dos edifcios devendo, para tal intervir-se ao nvel das caractersticas do isolamento trmico da estrutura.O documento deve estar sempre disponvel em caso de compra e venda ou locao, deve conter todos os elementos que permitem ao utente avaliar e eventual-mente confrontar o rendimento energtico do edifcio.Alm disso, o atestado de Certificao dever ser acompanhado com as sugestes sobre as interven-es mais significativas e economicamente mais con-venientes para o melhoramento dos rendimentos ener-gticos do edifcio em causa.

    VeroV1 V2 V3

    InvernoI1 I2 I3

    Envolvente Opaca

    Coeficientes de transmisso trmica superficial - valo-res mximos admissiveis - U (W/m2 K)

    ENVOLVENTE OPACA

    Zona Corrente

    Exterior

    Interior

    paredes

    cobertura e pavimentos

    paredes

    cobertura e pavimentos

    I 1

    1,80

    1,25

    2,00

    1,65

    I 2

    1,60

    1,00

    2,00

    1,30

    I 3

    1,45

    0,90

    1,90

    1,20

    Zona Climtica de Inverno

    U (W/m2 K)

  • 412

    3

    4

    5

    6

    4

    Distribuio das disperses trmicas num edifcio no isolado.

    Construir edifcios com baixo consumo energtico, para l de ser uma obrigao de carcter legal, tornou-se hoje em dia um imperativo improrrogvel ditado por diversas exigncias, sobretudo de carcter econmico e ecolgico. Um bom isolamento do revestimento exterior dos edi-fcios permite de facto reduzir consideravelmente as disperses trmicas para o exterior, permitindo uma considervel poupana econmica devido reduo por um lado das despesas inerentes ao aquecimento por outro lado das despesas relativas a utilizao ao ar condicionado. Alm disso, a aplicao de um isolamento trmico no exterior do edifcio significa tambm, no perodo inver-nal, poder desfrutar da melhor forma da inrcia trmica da alvenaria: o calor acumulado pelo muro durante as horas nas quais est a funcionar o aquecimento liberta-se gradualmente nos perodos em que o equipamento

    est desligado, tornando por isso mais agradvel a temperatura mesmo nos momentos em que no se produz calor. Limitar os consumos energticos, para alm de reduzir as despesas da gesto, permite tambm de reduzir as emisses de anidrido carbnico (CO

    2) numa atmosfera

    j fortemente poluda.

    10-12% Perdas da caldeira

    10-15% Tecto/laje do ltimo andar

    20-30% Arejamento

    1

    2

    3

    20-25% Paredes exteriores

    20-25% Janelas

    5-6% Cave

    4

    5

    6

    Distribuio das disperses trmicas num edifcio no isolado.

    Poupana energticae defesa do ambiente

    ISOLAMENTO TRMICO

    InvernoVero

  • 55

    Temperatura ambiente (C)

    Desagradavelmente frio

    Desagradavelmente quente

    Te

    mp

    era

    tura

    su

    pe

    rfic

    ial d

    a p

    are

    de

    (C

    )

    12 14 16 18 20 22 24 26 28

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    32

    Zona conforto ideal

    Zona conforto limite

    at anulando a diferena com a temperatura ambiente, evitando assim desperdcios de energia.

    Um isolamento trmico insuficiente leva tambm for-mao de pontes trmicas, em correspondncia com os radiadores, esquinas exteriores, lintis e pilares em beto, etc., que incrementam ainda mais a disperso do calor: esta situao pode provocar a reduo das temperaturas nas superfcies interiores do edifcio, determinando a formao das condensaes e con-sequentemente de bolores, colocando em causa a prpria salubridade dos locais.

    O objectivo de um isolamento trmico o de eliminar a possvel formao das pontes trmicas, mantendo a temperatura das superfcies interiores, o mais elevada possvel, de maneira a evitar assim a formao de con-densaes e bolores.

    Ponte trmica e correco com adequado isolamento trmico.

    A natureza e as caractersticas dos revestimentos exteriores influenciam consideravelmente as respostas trmicas e higromtricas dos edifcios, condicionando deste modo o conforto ambiente.