autoregulada fis 2b 1s

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  • Fsica

    Aluno

    CCaaddeerrnnoo ddee AAttiivviiddaaddeess

    PPeeddaaggggiiccaass ddee

    AApprreennddiizzaaggeemm

    AAuuttoorrrreegguullaaddaa -- 0022 11 SSrriiee || 22 BBiimmeessttrree

    Disciplina CCuurrssoo BBiimmeessttrree SSrriiee

    FFssiiccaa EEnnssiinnoo MMddiioo 22 1

    HHaabbiilliiddaaddeess aassssoocciiaaddaass 1. Compreender o conceito de inrcia;

    2. Compreender que a ao da resultante das foras altera o estado de movimento de um

    corpo;

    3. Compreender o princpio da ao e reao;

    4. Perceber a relao entre causa, movimento e transformao de estado e as leis que regem

    o movimento;

    5. Caracterizar causas ou efeitos dos movimentos de partculas, substncias, objetos ou

    corpos celestes;

    6. Reconhecer a diferena entre massa e peso e suas unidades de medida;

    7. Perceber a relao algbrica de proporcionalidade direta com o produto das massas e

    inversa com o quadrado da distncia da Lei da Gravitao Universal de Newton.

  • 2

    A Secretaria de Estado de Educao elaborou o presente material com o intuito de estimular o

    envolvimento do estudante com situaes concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem

    colaborativa e construes coletivas entre os prprios estudantes e respectivos tutores docentes

    preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.

    A proposta de desenvolver atividades pedaggicas de aprendizagem autorregulada mais uma

    estratgia para se contribuir para a formao de cidados do sculo XXI, capazes de explorar suas

    competncias cognitivas e no cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma

    autnoma, por meio dos diversos recursos bibliogrficos e tecnolgicos, de modo a encontrar solues

    para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.

    Estas atividades pedaggicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das

    habilidades e competncias nucleares previstas no currculo mnimo, por meio de atividades

    roteirizadas. Nesse contexto, o tutor ser visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem

    efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.

    Destarte, as atividades pedaggicas pautadas no princpio da autorregulao objetivam,

    tambm, equipar os alunos, ajud-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o

    a tomar conscincia dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prtica.

    Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observao e autoanlise, ele passa a ter maior

    domnio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno j domina, ser possvel contribuir para

    o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as

    ferramentas da autorregulao.

    Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princpio da autorregulao, contribui-se

    para o desenvolvimento de habilidades e competncias fundamentais para o aprender-a-aprender, o

    aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.

    A elaborao destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulao Curricular, da

    Superintendncia Pedaggica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede

    estadual. Este documento encontra-se disponvel em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim

    de que os professores de nossa rede tambm possam utiliz-lo como contribuio e complementao s

    suas aulas.

    Estamos disposio atravs do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer

    esclarecimentos necessrios e crticas construtivas que contribuam com a elaborao deste material.

    Secretaria de Estado de Educao

    Apresentao

  • 3

    Caro aluno,

    Neste caderno voc encontrar atividades diretamente relacionadas a algumas

    habilidades e competncias do 2 Bimestre do Currculo Mnimo de Fsica da 1 Srie do

    Ensino Mdio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o perodo de um

    ms.

    A nossa proposta que voc, Aluno, desenvolva estas Atividades de forma

    autnoma, com o suporte pedaggico eventual de um professor, que mediar as trocas

    de conhecimentos, reflexes, dvidas e questionamentos que venham a surgir no

    percurso. Esta uma tima oportunidade para voc desenvolver a disciplina e

    independncia indispensveis ao sucesso na vida pessoal e profissional no mundo do

    conhecimento do sculo XXI.

    Neste Caderno de Atividades, vamos aprender sobre as trs leis de Newton e a

    lei da gravitao universal. Nas primeiras aulas deste caderno, voc vai estudar sobre as

    trs leis de Newton, leis que explicam o movimento dos corpos. Na segunda parte, voc

    estudar a lei da gravitao universal. Lei que explica o movimento dos astros celestes.

    Este documento apresenta 5 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por

    uma explicao base, para que voc seja capaz de compreender as principais ideias

    relacionadas s habilidades e competncias principais do bimestre em questo, e

    atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As

    Atividades so referentes a dois tempos de aulas. Para reforar a aprendizagem,

    prope-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliao sobre o assunto.

    Um abrao e bom trabalho!

    Equipe de Elaborao

  • 4

    Introduo................................................................................................. 03

    Aula 01: A primeira e terceira lei de Newton ............................................

    Aula 02: A segunda lei de Newton ............................................................

    Aula 03: Gravitao Universal ...................................................................

    Avaliao...................................................................................................

    Pesquisa: ...................................................................................................

    Referncias ...............................................................................................

    05

    11

    18

    25

    28

    29

    Sumrio

  • 5

    As leis de Newton da relao entre foras e movimento em referenciais

    inerciais, ou seja, em referenciais que estejam em repouso ou movimento retilneo

    uniforme. A primeira lei de Newton, tambm como princpio da inrcia descreve o que

    ocorre com o movimento de um corpo quando ele est livre da ao de foras.

    Um corpo permanece em repouso ou em movimento

    retilneo uniforme se nenhuma fora for exercida sobre ele.

    Esta a definio da primeira lei de Newton, ento, de acordo com o seu

    enunciado, se um corpo est em repouso e nenhuma fora atuar sobre este corpo, ele

    permanecer em repouso. No existe muito mistrio nesta parte da primeira lei,

    estando totalmente de acordo com o nosso senso comum.

    A segunda parte da lei afirma que se o corpo estiver em movimento retlineo

    uniforme ele continuar neste movimento at que uma fora atue sobre ele. Isto

    significa que, se nenhuma fora atua sobre o corpo, seu movimento no se altera. Sua

    velocidade no aumenta nem diminui e ele no muda sua direo, continua se

    movendo em linha reta.

    Ento, de acordo com a primeira lei de Newton, no h necessidade de uma

    fora aplicada para que um corpo se mova, mas, por outro lado, para um corpo parar

    de se mover necessrio que uma fora atue sobre ele. E isto bastante contra

    intuitivo. Se chutarmos uma bola de futebol sabemos que depois de um tempo ela vai

    parar de se mover e fcil imaginar que ela parou de se movimentar porque a fora

    que a mantinha em movimento acabou, quando o que ocorre, de fato, exatamente o

    contrrio.

    Outra maneira de entendermos a primeira lei de Newton imaginarmos que os

    corpos possuem uma tendncia a manterem seu movimento anterior, e ns

    percebemos isto todo o dia no nosso dia-a-dia, principalmente no trnsito. Vamos

    Aula 1: Primeira e terceira lei de Newton

  • 6

    analisar algumas imagens que nos ajudam a entender o princpio da inrcia:

    Figura 1 Situaes de inrcia atuando sobre os passageiros.

    Quando o nibus freia, na figura da esquerda, os passageiros tendem, por

    inrcia, a prosseguir com a velocidade que tinham em relao ao solo. Assim, so

    atirados para frente em relao ao nibus. Quando o nibus parte, na figura da direita,

    os passageiros tendem, por inrcia, a permanecer em repouso em relao ao solo.

    Assim, so atirados para trs em relao ao nibus. Vamos ver agora alguns exemplos

    sobre o princpio da inrcia:

    1) (PUC-RIO 2008) A primeira Lei de Newton afirma que, se a soma de todas as foras

    atuando sobre o corpo zero, o mesmo

    a) ter um movimento uniformemente variado.

    b) apresentar velocidade constante.

    c) apresentar velocidade constante em mdulo, mas sua direo pode ser alterada.

    d) ser desacelerado.

    e) apresentar um movimento circular uniforme.

    GABARITO: O enunciado afirma que a soma das foras que atuam sobre o corpo

    nulo, logo a primeira lei se aplica nesta situao, assim a nica alternativa correta a

    letra b.

    2) (UEPA) Na parte final de seu livro Discursos e demonstraes concernentes a duas

    novas cincias, publicado em 1638, Galileu Galilei trata do movimento do projtil da

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    seguinte maneira: "Suponhamos um corpo qualquer, lanado ao longo de um plano

    horizontal, sem atrito; sabemos que esse corpo se mover indefinidamente ao