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<p>ARTIGOS CONFECCIONADOS EM MALHAS DE ALGODO : PRINCIPAIS ASPECTOS DE QUALIDADE COTTON KNITS : MAIN ASPECTS OF QUALITY IN ARTICLES CONFECTIONED Vanderlei Oliveira dos Santos, M.Sc. Tcnico da Diviso de Fiscalizao e Verificao da Conformidade - Divec Diretoria da Qualidade - Dqual Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial Inmetro Telefone: 55-21-2563-5511 vosantos@inmetro.gov.br Fernando Toledo Ferraz, D.Sc. Universidade Federal Fluminense (UFF) Niteri, RJ, Brasil Telefone: 55-21- 2629-5711 fernando@latec.uff.br</p> <p>RESUMO</p> <p>O objetivo deste trabalho apresentar os aspectos determinantes da qualidade final dos artigos confeccionados em tecidos de malha de algodo, bem como as caractersticas que influenciam no produto final. Foi feito um breve resumo dos ensaios realizados e de seus critrios de aceitao. Sugestes foram apresentadas para a avaliao de tecidos em laboratrio. Finalmente, foram elaborados documentos normativos para orientar os consumidores na leitura e interpretao dos smbolos utilizados na preservao de produtos txteis, considerando os aspectos de lavagem, alvejamento, secagem, passadoria e cuidados profissionais. .</p> <p>2</p> <p>Palavras-chave: txtil. Malha. Artigo confeccionado.Qualidade.Etiqueta.</p> <p>COTTON KNITS : MAIN ASPECTS OF QUALITY IN ARTICLES CONFECTIONED ABSTRACT The objetive of this paper is to show the mainly aspects of the final quality of textiles cotton knitted, as well as final product characteristics. A shortly resume about the essays was done considering the acceptation criteria. Sugestions were showed for the evaluation of textiles under laboratory. Finally, regulation documents were created to help consumers read and interpretation of special symbols utilized by preservation os textiles products, considering the folowing aspects: washing, whitening, drying, straining and professional cares. . Keywords: textile. Knit. clothes.Quality. Care labelling.</p> <p>3</p> <p>ARTIGOS CONFECCIONADOS EM MALHAS DE ALGODO : PRINCIPAIS ASPECTOS DE QUALIDADE</p> <p>4</p> <p>CAPTULO I 1. INTRODUO Tecidos de malha de algodo so produtos encontrados com freqncia no mercado, sobre a forma de camisetas de malha, tipo T shirt, blusas e calas femininas, roupas ntimas, lenis, roupas para uso infantil, etc... Uma gama de aplicaes que fazem parte de nosso diaa-dia. Tais produtos apresentam, muitas vezes, problemas de qualidade por falhas no seu processo de fabricao (qualidade inferior) ou por mau uso de seus consumidores. A qualidade inferior pode ser identificada atravs de uma anlise laboratorial em que alguns parmetros podem ser verificados e, caso estejam fora de especificao, pequenos ajustes no processo produtivo podem resolver o problema. No caso do mau uso, importante que o consumidor esteja atento s informaes constantes da etiqueta que acompanha a pea e proceda a conservao do tecido utilizando tal orientao. Aspectos simples de como lavar, secar, passar, usar ou no cloro, lavar a seco, quando seguidos com critrio podem aumentar, consideravelmente, a vida til do artigo. Este artigo pretende abordar o assunto, sem a pretenso de esgot-lo, sero abordados os principais ensaios para o controle de qualidade de um tecido de malha e os aspectos inerentes etiqueta de conservao de produtos txteis. 1.1 Introduo</p> <p>2. ORIENTAO PARA ENTENDIMENTO DOS SMBOLOS DE CUIDADOS PARA CONSERVAO DE ARTIGOS TXTEIS Durante muitos anos, a forma de lavar, secar e passar produtos txteis, eram determinadas pelo bom senso do consumidor, que nem sempre adotava o procedimento mais adequado para o produto. Grandes conflitos entre fabricantes, confeccionistas, lojistas e consumidores se instalavam para saber de quem era a culpa se acaso o produto apresentasse algum problema.</p> <p>5</p> <p>Na verdade, os materiais txteis possuem uma imensa gama de fibras, entrelaamentos e acabamentos, desta forma, os cuidados para sua conservao devem ser individualizados e de responsabilidade do fabricante, que dever estabelecer as orientaes que o consumidor final deve seguir. A Norma NBR ISO 3758 - Cdigos de cuidado usando smbolos uma traduo idntica da ISO 3758:2005, esta Norma orienta a elaborao da etiqueta de conservao dos produtos, substitui e cancela a ABNT NBR 8719:1994 Smbolos de cuidado para conservao de artigos txteis. Os cdigos de cuidados devem ser fixados diretamente no produto. Para orientao precisa sobre a confeco de etiquetas alm da Norma NBR ISO 3758 deve ser consultada a Resoluo Conmetro 06/2005.</p> <p>2.1 Utilizao dos smbolos Os cinco smbolos de cuidado registrados aplicam-se a todos os artigos txteis e devem aparecer sempre e na seguinte ordem: lavagem, alvejamento, secagem, passadoria e limpeza a seco profissional, que podem ser dispostos na horizontal ou na vertical. As tabelas abaixo apresentam uma apresentao resumida dos smbolos. Para aplicao na confeco de etiquetas deve-se consultar a NBR ISO 3758/2006 e a Resoluo Conmetro 06/2005.</p> <p>6</p> <p>Tabela 1 - Smbolos de lavagem</p> <p>SMBOLOS</p> <p>O QUE SIGNIFICA?</p> <p>Indica que o processo de lavagem dos produtos pode ser mquina e dentro do smbolo apresentada a temperatura mxima que pode ser utilizada. Quando o smbolo apresenta uma barra abaixo da tina representa que o processo deve ser suave. Duas barras representam processo muito suave.</p> <p>Indica que o processo de lavagem dos produtos deve ser feito mo</p> <p>Indica que o produto no pode ser lavado</p> <p>Fonte: Baseado na NBR ISO 3758 Txteis Cdigos de Cuidado usando smbolos - 2006</p> <p>Tabela 2 - Smbolos de alvejamento</p> <p>7</p> <p>SMBOLOS</p> <p>O QUE SIGNIFICA? Permitido qualquer alvejante</p> <p> permitido apenas alvejamento com produtos base de oxignio/no usar alvejante clorado</p> <p>No permitido alvejar</p> <p>Fonte: Baseado na NBR ISO 3758 Txteis Cdigos de Cuidado usando smbolos - 2006</p> <p>Tabela 3 - Smbolos de secagem</p> <p>SMBOLOS</p> <p>O QUE SIGNIFICA?</p> <p>Secagem em secadora de tambor temperatura normal Secagem em secadora de tambor temperatura baixa No permitido secar em secadora de tamborFonte: Baseado na NBR ISO 3758 Txteis Cdigos de Cuidado usando smbolos - 2006</p> <p>8</p> <p>Tabela 4 - Smbolos de passadoria</p> <p>SMBOLOS</p> <p>O QUE SIGNIFICA?</p> <p>Passar com temperatura mxima de 200 C</p> <p>Passar com temperatura mxima de 150 C</p> <p>Passar com temperatura mxima de 110 C . No usar ferro de vapor</p> <p>No passar</p> <p>Fonte: Baseado na NBR ISO 3758 Txteis Cdigos de Cuidado usando smbolos - 2006</p> <p>Tabela 5 - Smbolos para cuidados profissionais</p> <p>SMBOLOS</p> <p>O QUE SIGNIFICA?</p> <p>9</p> <p>Limpeza a seco profissional com tetracloroetileno e solventes listados para o smbolo F Processo normal Limpeza a seco profissional com tetracloroetileno e solventes listados para o smbolo F Processo suave Limpeza a seco profissional com hidracarboneto (temperatura de destilao entre 150 C e 210C, ponto de fulgor entre 38 C e 70C) Processo normal Limpeza a seco profissional com hidracarboneto (temperatura de destilao entre 150 C e 210C, ponto de fulgor entre 38 C e 70C) Processo suave No limpar a seco Limpeza a mido profissional Processo normal Limpeza a mido profissional Processo suave Limpeza a mido profissional Processo muito suaveFonte: Baseado na NBR ISO 3758 Txteis Cdigos de Cuidado usando smbolos - 2006</p> <p>Alm desses smbolos obrigatrios, existem ainda, os smbolos de secagem natural, que foram introduzidos com o objetivo de estabelecer uma maneira uniforme e mundial desta forma de secagem. Quando for utilizado deve ser posicionado abaixo dos cinco smbolos e claramente separado.</p> <p>10</p> <p>Figura 1 Representao utilizando o smbolo de secagem natural Tabela 6 - Smbolos de secagem natural</p> <p>SMBOLOS</p> <p>O QUE SIGNIFICA?</p> <p>Secagem em varal</p> <p>Secagem por gotejamento (sem torcer)</p> <p>Secagem horizontal</p> <p>Secagem sombraFonte: Baseado na NBR ISO 3758 Txteis Cdigos de Cuidado usando smbolos - 2006</p> <p>3.</p> <p>METODOLOGIA PARA A REALIZAO DE</p> <p>ENSAIOS</p> <p>EM</p> <p>ARTIGOS</p> <p>CONFECCIONADOS EM TECIDOS DE MALHA 3.1. Condies de ambiente para condicionamento e ensaios em tecidos de malha Uma das mais importantes propriedades de uma fibra txtil esto estritamente relacionadas ao seu comportamento em vrias condies de umidade. Muitas fibras so higroscpicas, isto , elas so capazes de fazer trocas com o ambiente na qual elas esto</p> <p>11</p> <p>expostas, de absorver vapor de gua em uma atmosfera mida e de perder gua em uma atmosfera mais seca. Algumas propriedades fsicas das fibras so afetadas pela quantidade de gua absorvida, as dimenses, a resistncia, a recuperao elstica, a resistncia eltrica, rigidez e outras. Devido a isto, alguns ensaios realizados em materiais txteis, devem ser conduzidos em atmosfera padro para ensaios que de (65 2)% de umidade relativa e (20 2) Centgrados de temperatura de acordo com a Norma NBR 8428 Condicionamento de materiais txteis para ensaios . Os materiais txteis devem ser dispostos em uma superfcie plana e condicionados por um perodo de 24 horas em uma atmosfera de 65% 2% de umidade relativa e 20 C 2 C de temperatura. Os ensaios devem ser realizados nestas mesmas condies conforme preconiza a Norma NBR 8428 - Condicionamento de materiais txteis para ensaios. 3.2. 3.3.4.2 Verificao de medidas. Alguns artigos confeccionados apresentam medidas incompatveis com o tamanho apresentado na etiqueta. Muitas vezes as peas apresentam um tamanho, e quando vestidas em um manequim , so menores e desconfortveis. No existe ainda, uma normalizao de medidas no pas, porm a Norma da ABNT NBR 13377 - Medidas do Corpo Humano para Vesturio Padres Referenciais, apresenta valores referenciais mnimos que podem ser utilizados em casos de litgios. Para isso, as peas podem ser medidas atravs da metodologia especificada abaixo Norma utilizada - Norma NBR 12071- Artigos confeccionados para vesturio Determinao das dimenses. Aparelhagem Rgua calibrada com preciso de 0,5 mm Resumo do mtodo Determinar as dimenses com o uso de rgua calibrada. O posicionamento da rgua na pea seguiu os critrios estabelecidos na Norma NBR 12071Artigos confeccionados para vesturio Determinao das dimenses. Os valores obtidos devem ser comparados com a Norma NBR 13377, de acordo com o tipo de artigo avaliado.</p> <p>12</p> <p>3.3 Ensaio de composio A composio do tecido uma caracterstica que est relacionada intrinsecamente a sensao de conforto ao uso do tecido. Muitos consumidores podem ser alrgicos a determinadas fibras, devido a isso necessrio que a etiqueta da pea apresente a composio do produto. Os critrios para a expresso correta da composio na etiqueta do produto regulamentada pela Resoluo n 06/2005 Regulamento Tcnico de Etiquetagem de Produtos Txteis. Para a verificao em laboratrio da composio do produto segue como abaixo: Normas utilizadas NBR 13538 e NBR 11914 Aparelhagem Microscpio, balana com preciso de 0,0001g, estufa, reagentes qumicos e aparelhagem de laboratrio qumico. Resumo do mtodo - O ensaio de composio realizado atravs da anlise qualitativa das fibras e de seu teor quantitativo. So utilizados trs mtodos, o microscpico, o de combusto e o mtodo da solubilidade.</p> <p>3.4. Ensaio de Gramaturagramatura A gramatura de um tecido expressa como a massa por unidade de comprimento e pode ser representada em termos de gramas por metro quadrado (g/m2) ou gramas/metro linear (g/m). uma caracterstica que, quando avaliada em conjunto com o n de fios por unidade de comprimento e com o ttulo do fio, permite avaliar a contextura do tecido. O ensaio pode ser da seguinte forma: Norma utilizada NBR 10591 Materiais txteis Determinao da gramatura de tecidos Aparelhagem rgua calibrada com preciso de 1 mm e balana com preciso de 0,001g Resumo do mtodo -O ensaio de gramatura consiste no corte de cinco corpos de prova com rea de um decmetro quadrado, coletados em pontos diferentes da amostra e pesados com preciso de 0,01g. A mdia das pesagens multiplicada por 100, para a determinao da massa por unidade de rea em gramas por metro quadrado (g/m2).</p> <p>13</p> <p>3.5. Ensaio de ttulo do fio O ttulo expressa uma medida de finura ou grossura de um fio. Existem diversos sistemas para representar esta caracterstica e os mais utilizados para fios de algodo so o Sistema Tex (Unidade internacional para expressar ttulos txteis) que definido como a massa de 1000 metros de fio e tambm no Sistema Ingls ((Ne Nmero ingls)) que definido como o nmero necessrio de meadas de 840 jardas para pesar 454 gramas. No sistema tex, quanto mais fino o fio menor o seu ttulo (um fio 30 tex mais fino do que um fio 40 tex). No caso do sistema ingls o inverso, quanto mais fino o fio maior o seu ttulo (um fio 30 Ne mais grosso do que um 40 Ne). Um fio no apresenta ao longo de seu comprimento uma perfeita distribuio de massa. Existem irregularidades aleatrias que, quando em excesso, afetam significativamente a aparncia futura do tecido onde ele ser inserido e necessrio um controle da qualidade do coeficiente de variao do ttulo do fio para garantir uma boa apresentao do produto final. A seguir um resumo do mtodo de ensaio. Norma utilizada NBR 13216 Materiais txteis Determinao do ttulo de fios em amostras de comprimento reduzido Aparelhagem Torcmetro e balana com preciso de 0,001g Resumo do mtodo - O mtodo consiste em retirar 10 pedaos de fio de 25 cm, determinar a sua massa e calcular o ttulo do fio. 3.6. Ensaios de solidez da cor Os tecidos coloridos podem apresentar alteraes de cor motivadas por agentes externos, tais como: luz solar, lavagem, suor, ferro de passar, cloro, gua do mar, gua de piscina, frico e outros. Da mesma forma, em algumas situaes, tambm podem apresentar migrao de cor quando em contato com tecidos mais claros. Estes problemas so ocasionados por falhas no processo de tingimento e podem produzir srios problemas de manchas ou desbote, gerando prejuzos irreparveis aparncia do tecido. Alguns ensaios podem ser realizados para verificar estes aspectos: 3.6.1 Solidez da cor lavagem Norma utilizada ABNT NBR ISO 105-C06 Txteis - Solidez de cor lavagem</p> <p>14</p> <p>domstica e comercial Aparelhagem Testador de Solidez da cor lavagem Resumo do mtodo - Corpos de prova do tecido a ser testado e de tecido testemunha (tecidos multifibra com caractersticas especficas para avaliao da transferncia de cor) so colocados em um equipamento especfico para produzir uma lavagem com condies de temperatura, volume de detergente, ph e tempo controlados. A avaliao de alterao da cor feita atravs da comparao do corpo de prova lavado e de um corpo de prova original com uma escala de cinza . O corpo de prova que receber grau 5 aquele que no apresentou nenhuma diferena entre a amostra lavada e a amostra original. O valor 1 dado para aquele corpo de prova que apresentar a maior alterao de cor. Com a escala de cinza tambm realizada a avaliao de transferncia de cor. A comparao feita com o tecido testemunha lavado, o tecido testemunha original e a escala de cinza(,) q). Quando os tecidos no apresentam nenhum manchamento dado o valor 5, quando o tecido apresenta o mais alto manchamento recebe o valor 1.</p> <p>3.6.2 Solidez da cor ao suor Norma utilizada NBR 8431 Materiais tx...</p>

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