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Apresentacao Paradigma Perdido

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  • EDGAR MORIN

    O Paradigma Perdido a natureza humana

    4 edio

    PUBLICAES EUROPA-AMRICA

    Por Aldala FigueiredoDoutorado em Educao - UFF- 2010

  • MEUS DEMNIOS

    Edgar Morin

    AS REORGANIZAES GENTICAS

    Editora Bertrand Brasil

    Data: 1997

  • A complexidade supera a totalidade expressando-se com o seu tetragrama dialgico : ordem-desordem-interaes-organizao. O simples no ser substitudo pelo complexo, antes manter um dilogo permanente.Sistemas auto-eco-reorganizveis a exigirem, para seu conhecimento, uma epistemologia tambm complexa em que o conhecimento olha para si mesmo e v os seus limites. Ao mesmo tempo, a dialtica distingue-se do dialgico. A racionalidade aberta passa a opor-se a racionalidade.Conquanto, no se poder afirmar que Morin seja o o criador da teoria do sistema, mas quem organiza de forma criativa as teorias gerais dos sistemas , informacionais e da ciberntica. Na condio dos sistemas complexos, a cultura e as sociedades humanas tranformam-se em super-estruturas com as infra-estruturas, deslocando-se no para o econmico-social como no marxismo mas para o bio-fsico. O Paradigma Perdido e os quatro volumes at hoje publicados de O mtodo expressam bem essa fase, que se inicia em fins da dcada de 1960 e se estende at hoje. (P.197)As reorganizaes genticas - Meus Demnios - Edgar Morini

  • Vejo um animal menos forte do que alguns, menos gil do que outros, mas que, ao fim e ao cabo, de todos o mais bem ORGANIZADO.

    Jean-Jacques RousseauDiscurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens

    O paradigma perdido Edgar Morin

  • Universo ................... 7 bilhes de anos Terra.......................... 5 bilhes de anos Vida........................... 2 bilhes de anos Vertebrados.............. 600 milhes de anos Rpteis...................... 300 milhes de anos Mamferos................ 200 milhes de anos Antropoides............. 10 milhes de anos Homindeos.............. 4 milhes de anos Homo spaiens........... 100 000 a 50 000 anos Cidade. Estado........... 10 000 anos Filosofia...................... 2 500 anos Cincia do homem..... 0

    Edgar Morin O paradigma perdido

  • A sutura epistemolgica

    Tudo nos incita a por termo a viso de uma natureza no humana e de um homem no natural

    Serge Moscovici

    Paradigma perdido Edgar Morin

  • Cincia fechadaA evidncia estrilA casa isolada (insular)

    2. A revoluo biolgica A lgica do vivo A revelao ecolgica (p.8) A revelao etolgica A revelao biossociolgica

    3. Os nossos irmo inferioresA sociedade do smioO ambissistema: indivduo e sociedadeA relao complexa: espcie-indivduo-sociedadeComplexidade e contradiesA emergncia de uma protoculturaA mensagem do chipanz

    4. A brecha e a sutura O paradigma perdido Edgar Morin

  • Cincia fechadaA evidncia estrilA casa isolada (insular)

    2. A revoluo biolgica A lgica do vivo A revelao ecolgica (p.8) A revelao etolgica A revelao biossociolgica

    3. Os nossos irmo inferioresA sociedade do smioO ambissistema: indivduo e sociedadeA relao complexa: espcie-indivduo-sociedadeComplexidade e contradiesA emergncia de uma protoculturaA mensagem do chipanz

    4. A brecha e a sutura O paradigma perdido Edgar Morin

  • Paradigma inexistente de Pascal, paraso perdido de Rousseau, a ideia da natureza humana ainda havia de perder o ncleo, tornar-se protoplasma informe quando se adquiriu conscincia da evoluo histrica e da diversidade das civilizaes: se os homens so to diferentes no espao e no tempo, se se transformam de acordo com as sociedades, nesse caso a natureza humana no passa de uma matria-prima malevel que s adquire forma por influncia da cultura ou da histria ( p.16)

    O paradigma perdido Edgar Morin

  • Mas no certo que a natureza comporta um princpio de variedade que testemunhado pelos milhes de espcies vivas? No comporta um princpio de transformao? No comporta em si prpria a evoluo, que conduziu ao homem? Ser a natureza humana desprovida de qualidades biolgicas? ( p.16)

    A evidncia estril, O paradigma perdido Edgar Morin

  • Poder-se-ia supor que a extenso ao homem dos mtodos quantitativos e das formas de objetivao prprias das cincias da natureza fosse romper a insularidade humanista, reintegrando o homem no universo, e que a filosofia do homem sobrenatural fosse um dos ltimos fantasmas, uma das ltimas resistncias opostas cincia do homem. (p.17)

    A casa isolada - O paradigma perdido Edgar Morin

  • Na verdade, estabeleceu-se unidade quanto ao mtodo, mas no quanto teoria (p.17)

    Marx afirmava que a natureza o objeto imediato da cincia que trata do homem, visto que o primeiro objeto do homem - o homem- natureza, e enunciava o princpio bsico: As cincias naturais englobaro em seguida a cincia do homem, assim como a cincia do homem englobar as cincias naturais: apenas haver uma nica cincia. (Segundo a traduo Molitor.)

    O primeiro movimento de Marx (manuscrito de 1844) , no teve continuao, por lhe ter faltado terreno propcio, e foi classificado como um engano do jovem Marx; depois, os estruturalistas fizeram tudo para purificar as duas doutrinas de quaisquer resduos naturalistas, ao mesmo tempo que arrumavam no museu a embaraosa dialtica da natureza.

    O paradigma perdido Edgar Morin

  • Engels esforou-se por integrar o homem na dialtica da natureza. Spencer baseava a explicao sociolgica na analogia entre o corpo social e o organismo biolgico, e, posteriormente, houve diversas tentativas para desenvolver um darwinismo social com base na seleo natural. Freud, por seu lado, procurava a origem dos problemas psquicos no organismo humano, e encontrava-a no sexo.

    O paradigma perdido Edgar Morin

  • o mito humanista do homem sobrenatural reconstituiu-se no prprio seio da antropologia e a oposio natureza/ cultura assumiu a forma de paradigma, quer dizer, de modelo conceptual que dirige todos os seus discursos.

    O homem no constitudo por duas camadas sobrepostas, uma bionatural e outra psicossocial...

    tais evidncias, a antropologia insular suscita paradoxos que no consegue superar: se o Homo sapiens surgiu bruscamente todo armado, isto , dotado de todas as suas potencialidades, como Atena nasceu do crebro de Zeus, mas de um Zeus inexistente, como Ado nasceu de Eloim, mas de um Eloim recusado, nesse caso donde veio o homem? Donde veio a cultura? (p.18)

    A evidncia estril - O paradigma perdido Edgar Morin

  • Mas tambm preciso dizer que a relao homem/ natureza ainda era inexplicvel para a prpria biologia na primeira metade deste sculo e que a impotncia da biologia permite compreender no a anestesia da antropologia em relao ao problema, mas a sua impotncia para o resolver. (p.18)

    A evidncia estril, O paradigma perdido Edgar Morin

  • a biologia estava cingida ao biologismo, isto , a uma concepo da vida fechada sobre o organismo, como a antropologia se cingia ao antropologismo, isto , a uma concepo insular do homem. Cada uma delas parecia referir-se a uma substncia prpria, original. A vida parecia ignorar a matria fsico-qumica, a sociedade, os fenmenos superiores. O homem parecia ignorar a vida. (p.19)

    Homem Cultura Vida Natureza Fsica Qumica

    A casa isolada, O paradigma perdido Edgar Morin

  • Cincia fechadaA evidncia estrilA casa isolada (insular)

    2. A revoluo biolgica A lgica do vivo A revelao ecolgica (p.8) A revelao etolgica A revelao biossociolgica

    3. Os nossos irmo inferioresA sociedade do smioO ambissistema: indivduo e sociedadeA relao complexa: espcie-indivduo-sociedadeComplexidade e contradiesA emergncia de uma protoculturaA mensagem do chipanz

    4. A brecha e a sutura O paradigma perdido Edgar Morin

  • Ora ns ltimos vinte anos a situao modificou-se radicalmente, apesar de isso ainda ser muitas vezes quase invisvel. Deixou de existir a tal fronteira adiabtica entre os trs domnios. Surgiram brechas no seio de cada paradigma isolado, brechas essas que so, ao mesmo tempo, aberturas para os outros domnios at ento interditos e atravs das quais se operam as primeiras conexes e emergncias tericas novas.( p.21)

    A lgica do vivo, O paradigma perdido Edgar Morin

  • Shannon (1949) com a teoria da informao, Wiener com a ciberntica (1948), abrem uma perspectiva terica aplicvel simultaneamente s mquinas artificiais, aos organismos biolgicos, aos fenmenos psicolgicos e sociolgicos. Um pouco mais tarde, em 1953, o esforo marginal da biologia molecular consegue realizar a brecha decisiva que abre a biologia para baixo, pela descoberta da estrutura qumica do cdigo gentico (Watson e Crick).

    A lgica do vivo, O paradigma perdido Edgar Morin

  • estava demonstrado que no existe matria viva, mas sim sistemas vivos, quer dizer, uma organizao particular da matria fsico-qumica.

    A lgica do vivo, O paradigma perdido Edgar Morin

  • tanto as clulas, como as mquinas, como as sociedades humanas, podiam obedecer a princpios organizacionais. A ciberntica, capaz precisamente de se aplicar a essas diversas realidades, agrupou pela primeira vez (e de forma rudimentar) aqueles princpios organizacionais.

    A lgica do vivo, O paradigma perdido Edgar Morin

  • a revoluo biolgica apenas comeou. O velho paradigma reduziu-se a

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