antimatéria oito

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Oitava Edição do Antimatéria

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  • Toda a Informao referente s actividades realizadas e futuras

    Pg. 12-15

    PELOUROS

    FESTA DAS LATAS 2010PG. 10-11

    Joo Gabriel SilvaEleito Novo Reitor da UC

    Pg. 4

    O Novo Acordo OrtogrficoPg. 17

    CINCIA2010 - O Ano da Astronomia

    Pg. 3

    UNIVERSIDADE OPINIO

  • jornal Anti-Mattia MARO 2011

    2

    Ano de 2011.Dois meses passados. Estado: Revolta no Magrebe, crise

    econmica portuguesa, constante es-

    peculao sobre a entrada do FMI em

    Portugal, reeleio do actual Presiden-

    te da Repblica, mudana de treina-

    dor na Acadmica-OAF, novo Reitor

    da Universidade de Coimbra, toma-

    da de posse dos novos corpos geren-

    tes da DG/AAC, eclipse parcial do sol

    (com pelo menos mais cinco eclipses

    previstos para o resto do ano) e an-

    tecipao da data do fim do mundo.

    Como se diria na

    gria portuguesa, pare-

    ce o fim do mundo

    e enquanto vivemos constantemen-

    te preocupados com o nosso umbigo,

    o planeta revira-se em mil aces e

    acontecimentos que mudam o dia-a-

    -dia de milhes e milhes de pessoas.

    Apesar de serem assuntos com os

    quais somos confrontados todos os dias

    e que j tanto ouvimos falar, impor-

    tante saber qual a viso e opinio dos

    alunos do departamento (e no s!)

    sobre estes. Numa verso totalmen-

    te remodelada do Anti-Matria (novo

    design includo) pretendemos diver-

    sificar os temas abordados pelo jornal

    do NEDF/AAC, dando tambm a cada

    pelouro um pequeno espao para di-

    vulgao, informaes e exposio de

    algumas actividades j desenvolvidas.

    Temas como a Festa das Latas, a elei-

    o do novo Reitor da UC, Astronomia,

    o programa de mobilidade ERASMUS

    e o novo acordo ortogrfico so alguns

    dos temas abordados neste Anti-Mat-

    ria, que julgamos ter tanto de diversifi-

    cado como de pertinente. ainda pos-

    svel termos um viso de como foi o 20

    de Fevereiro na ilha da Madeira (uma

    vez que fez um ano desde que se abateu

    sobre a regio, uma grande catstrofe)

    bem como as actividades desenvolvidas

    por duas grandes estruturas sediadas

    no Dep. Fsica, jeKnowledge e o Cen-

    tro Cincia Viva Rmulo de Carvalho.

    As artes assumem como sempre

    um papel determinante, estando in-

    cludas as habituais crnicas cine-

    matogrficas e musicais, acrescen-

    do ainda uma pequena volta pelo

    mundo televisivo e dos videojogos.

    Diversos temas concatenados num

    simples jornal de 24 pginas e que

    esperamos que assuma um papel re-

    levante na comunidade do Departa-

    mento em que vivemos. impor-

    tante ter esprito critico e visionrio

    e assim esperamos que na prxima

    edio esteja includo o teu artigo!

    N. L.

    F I C H A T C N I C A

    Redactores: Nuno Lopes, Hugo Ferreira, Lus Rodrigues, Joo Lima, Hugo Moreira,

    Marco Costa, David Bento, Ernesto Costa, Andr Miraldo, Gabriel Campos, Joo

    Anastcio, Ana Cortez, Ana Margarida, Cristiana Francisco, Pedro Vaz, Danilo

    Jesus, Leonel Gomes, Joo Borba, Rui Venncio.

    Grafismo e Paginao: Vtor Hugo Alves.

    Produo: Pelouro da Informtica/Divulgao do NEDF/AAC - Vtor Hugo Alves,

    Rui Venncio, Joo Borba.

    Reviso: Joo Borba, Sara Barbosa, Nuno Lopes, Rui Venncio, Vtor Hugo Alves.

    Propriedade: NEDF/AAC

    Email: divulgacao_informatica@nedf.org, geral@nedf.org

    Site: www.nedf.org

    Sede: Rua Larga, Departamento de Fsica, Sala B13, 3004-516 Coimbra

    E D I T O R I A LNUNO LOPESAluno de Mestrado Integrado em Engenharia BiomdicaPresidente do NEDF/AAC

  • 3MARO 2011 jornal Anti-Mattia

    Se 2009 foi celebrado como o ano internacional da astrono-mia, foi em 2010 que se sucede-ram as descobertas mais estranhas e mais fascinantes da sua histria. Nes-te artigo faz-se referncia a algumas das descobertas que desafiam as teorias mais acei-tes da astronomia.

    Neste ano, obser varam-se objectos e siste-mas solares que no deveriam s e q u e r exis-

    tir, pelo menos segundo as nossas teorias, e que esto a forar-nos a reescrever os livros de astronomia. exemplo disso a estrela R136a1. O nome pode no ser sugestivo, mas esta estrela massiva, estimando-se que tinha 320 massas solares quando nasceu e 10 milhes de vezes mais

    brilhan-te que o sol. A sua m a s -

    sa , na verdade,

    o dobro da massa mxima

    de uma estrela est-vel estimada pela teo-

    ria. Com tal massa, e seguindo a teoria, a estrela deveria ter colapsado num buraco negro antes de iniciar reaces nucleares. Por muito gran-

    de e brilhante que seja, a sua vida vai ser curta na ordem dos 2 milhes de anos (por compara-

    o o sol ir viver um

    total de apro-x i -m a -

    damente 10 mil milhes de anos).Mas se as estrelas surpreende-

    ram, o que resta da sua morte tam-bm. Uma estrela de neutres foi encontrada a 3000 anos-luz da Terra e a sua massa desafia as teorias so-bre o colapso de estrelas de grande massa, uma vez que com uma mas-sa que o dobro da do sol, deveria ter-se tornado um buraco negro.

    Uma outra estrela de neutres, mais conhecida como magnetar (estrela com um dos campos mag-nticos mais fortes em todo o uni-verso) est situada no exame aberto Westerlund 1 a 16.000 anos-luz e nasceu da exploso de supernova de uma estrela de 40 massas solares que, segundo as teorias deveria ter originado um buraco negro. Como este objecto se formou? A verdade que hoje a cincia no tem qual-quer explicao para como estes ob-jectos magnticos surgem nos cus.

    Estas e outras descobertas que se esto a fazer, mostram o quo pou-co sabemos sobre a formao, vida e morte das estrelas, abrindo es-pao para novas investigaes que nos permita conhecer cada vez me-lhor os astros que iluminam os cus.

    H.F.

    HUGO FERREIRAAluno de Licenciatura em Fsica

    C I N C I A

    2 0 1 0 - O A N O D A A S T R O N O M I A

  • jornal Anti-Mattia MARO 2011

    4

    Antes de comear, queria agradecer ao Presiden-te do Ncleo de Estudantes do Departamento de Fsi-ca a oportunidade de es-crever umas breves linhas sobre a eleio do Reitor.

    No passado dia 14 de Feve-reiro, o Conselho Geral (CG) da Universidade de Coimbra teve a oportunidade de eleger o Reitor pela primeira vez. Esta competncia, anterior-mente atribuda Assem-bleia da Universidade (rgo extinto com o RJIES - Regi-me Jridico das Instituies de Ensino Superior) passou a fazer parte do elenco de com-petncias do novo rgo cria-do pelo RJIES o Conselho Geral (rgo composto por 35 membros: 18 professores, 10 elementos externos, 5 es-tudantes e 2 funcionrios).

    Este considerando im-portante porque opera uma grande transfor-mao poltica no seio da Universidade. uma alterao de pa-radigma, com vanta-gens e desvantagens, tendo o peso dos estu-dantes diminudo mas nem por isso deixou de poder ser decisivo (prova disso so as eleies anteriores dos Directores das Faculdades e esta eleio reitoral).

    Uma grande t r ans for ma o porque o novo Reitor dever prestar contas

    ao CG. este que lhe aprovar as grandes de-

    cises universitrias. este o parceiro que aumenta a exigncia e a qualidade da governao universitria. Um rgo de superviso muito til UC. O Reitor Seabra Santos ainda traba-lhou dois anos com o CG, mas no tinha sido eleito por ele. Assim, haver uma mudana de relao que ser benfica para a Universidade.

    Havia inicialmente qua-tro candidatos, entre eles, dois estrangeiros. Entretan-to, apenas os dois candidatos da casa chegaram ao fim.

    A Prof. Cristina Robalo Cordeiro (Vice-Reitora) e o Prof. Joo Gabriel e Silva (Di-rector da FCTUC) eram dois candidatos de grande quali-dade e visibilidade. Os 5 re-

    presentantes dos e s t u -

    dantes trabalharam em con-junto com os candidatos no sentido de os programas de aco serem os mais favor-veis possveis aos estudantes. Assim aconteceu. Todavia, na hora de decidir eu e os meus colegas no chegmos a um consenso sobre quem seria melhor para os estudantes e assim, cada um votou na-quele que achava melhor.

    O Conselho Geral elegeu por voto secreto o Prof. Joo Gabriel e Silva com 18 votos (maioria absoluta) para o cargo de Reitor. A Prof. Cris-tina Robalo Cordeiro teve 16 votos e registou-se ainda um voto em branco. Esta divi-so revela apenas que eram os dois bons candidatos e no vale a pena especular sobre quem votou em quem da a virtude do voto se-creto. Apenas os estudantes revelaram o seu sentido de voto o que s em si constitui uma atitude de irreverncia. Mas, estou certo que ago-ra eleito o Reitor, todos ns iremos trabalhar com ele na prossecuo dos fins da UC.

    O Prof. Doutor Joo Ga-briel e Silva apresenta um programa de aco que no global se pode circunscrever num conceito Qualidade. um programa ambicioso mas realista. De um modo geral quer fa- zer mais com me-nos recursos e colocar a Univer-sida-

    de como motor do pas e em especial como uma refern-cia no espao europeu. Quer ser o lder que coloca desa-fios comunidade. Aquele que defende a aco social dos estudantes e que procura ser justo com todos. Aquele que ter a AAC e os represen-tantes estudantis nos rgos como parceiros essenciais, numa poltica activa que faa todos sentirem-se envolvidos na conquista de melhores condies infra-estruturais, pedaggicas, cientficas e cul-turais. Conhece muito bem a Universidade e como tal, tem um rumo bastante claro a dar-lhe. No receia tomar decises importantes e pre-ocupa-se constantemente em melhorar e conseguir o im-possvel. Tenho a certeza que ter uma equipa altura do desafio e a nossa responsabi-lidade (estudantes) grande, na medida em que temos a oportunidade de operar a mudana nas salas de aula. Ele t