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AO COMBINADA DE ISONIAZIDA E VERAPAMIL EM MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS RESISTENTE Joo Vtor Perez de Souza, Carolina Trevisolli Palomo, Katiany Rizzieri Caleffi-Ferracioli, Aryadne Larissa de Almeida, Regiane Bertin de Lima Scodro, Vera Lcia Dias Siqueira, Rosilene Fressatti Cardoso. jvperezsouza@gmail.com INSTITUIO: Universidade Estadual de Maring

Introduo: Para a maioria dos isolados clnicos de Mycobacterium tuberculosis (Mtb), a resistncia aos frmacos empregados na terapia anti-tuberculose causada por mutaes em genes que codificam para seus alvos biolgicos. Recentemente, a ao de bombas de efluxo (BEs),vem tambm sendo discutida como provvel mecanismo alternativode resistncia micobacteriana. Assim, o emprego de inibidores de bombas de efluxo (IBEs) como verapamil (VP), visto como possvel adjuvante na terapia anti-tuberculose. Objetivo: Avaliar o efeito da combinao de VP com isoniazida (INH) na expresso gnica de BEsem Mtbresistente INH. Mtodo: Foi estudado um isolado de Mtb com alta concentrao inibitria mnima (CIM) para INH e com mutao no gene katG pertencente a micobacterioteca do Laboratrio de Bacteriologia Mdica da Universidade Estadual de Maring. O bacilo foi exposto a CIM dos frmacos combinados (INH + VP) e isolados (INH, VP) por 48h. Aps a exposio o RNA micobacteriano foi extrado utilizando o RNeasy Mini Kit Plus (QiagenBiotechnology, Valencia, CA, USA), e, posteriormente,reversamente transcrito em cDNA.Foi avaliado a expresso de 12 genes que codificam para as principais BEs de Mtbpela Reao em Cadeia da Polimerase em Tempo Real, com o uso da metodologia 2CT. Foi realizada anlise de varincia (ANOVA) dos resultados, seguida do teste de Tukey, no software BioEstat 5.0. Resultados: Ao analisar os resultados da exposio INH + VP, os genes Rv2459 e Rv1217 tiveram o maior aumento (4 vezes), enquanto 1 gene teve aumento >1 e os remanescentes 9 genes testados tiveram um aumento 1 na sua expresso, quando comparados exposio com INH. Comparando a expresso com o controle, foram encontrados como significantemente aumentados (p

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INSTITUIO: Universidade Estadual de Londrina Introduo: A lavagem correta das mos uma ao importante para preveno e controle das infeces hospitalares. Objetivo: O objetivo do trabalho foiavaliar o cumprimento da tcnica de lavagem das mos empregadas em uma unidade de terapia intensiva peditrica (UTIPed) pelos profissionais de sade e visitantes. Mtodos: Trata-se de um estudo prospectivo e observacional em uma UTI Peditrica em So Jos do Rio Preto (SP). As observaes foram feitas nos perodos da manh e da tarde por um perodo de um ms. Os dados foram coletados por trs estudantes de enfermagem. Os participantes observados no sabiam da natureza do trabalho. Para comparar os resultados observados entre as categorias profissionais e entre perodos de observao, utilizou-se o teste do qui-quadrado com duas abordagens: a) anlise por inteno de tratar (considerando o nmero total de indivduos e assumindo que aqueles que no lavaram as mos adotaram o procedimento incorreto) e b) anlise por protocolo (apenas aqueles que lavaram as mos foram considerados). Rejeitou-se a hiptese de nulidade se p

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sensibilidade aos antimicrobianos foram realizadospelo mtodo automatizado (Vitek2-DadeBehring) e por provas bioqumicas convencionais. Os antibiogramas foram interpretados segundo os critrios estabelecidos pelodocumento M100-S26 do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI, 2016). Resultados: Um total de 339 isolados clnicos foi recuperado depacientes com idades variando entre 11 dias a 97 anos, principalmente do sexo masculino (65,2%). As unidades hospitalares com maiores taxas de isolamento deste patgeno foram: UTIs (41,6%), Pronto- Socorro (12,4%) e o Centro de Tratamento de Queimados (14,9%). A secreo traqueal com contagens significativas (maior ou igual a105UFC/mL) foi o principal material biolgico de isolamento (61,1%), reafirmando a importncia deste microrganismo como causador de infeces do trato respiratrio no HU. Altas taxas de resistncia foram obtidas para os beta-lactmicos: ceftazidima (93,8%), cefepime (92,0%) e 87,3% para ampicilina-sulbactam. Taxas de resistncia preocupantes foram obtidas para os carbapenmicos: 91,2% para o meropenem e 90,7% para o imipenem, demonstrando uma diminuio importante da efetividade destes frmacos para o tratamento das infees causadas por Acinetobacter spp na nossa instituio. Em relao s quinolonas, altas taxas de resistncia foram tambm verificadas: 93,3% e 92,2% para ciprofloxacin e levofloxacin, respectivamente. As menores taxas de resistncia detectadas foram para os aminoglicosdeos: gentamicina (59,1%), amicacina (53,1%) e colistina (3,2%). Consideraes finais: Os dados obtidos neste estudo evidenciam a dificuldade para o tratamento das infeces srias causadas por Acinetobacter spp. no HU de Londrina e ressaltam a necessidade de se priorizar, neste hospital, estratgias integradas como a prtica de efetivas medidas de controle de infeco, monitoramento da resistncia dos isolados e programas stewardship para uso racional dos antimicrobianos. Palavras-chave: Acinetobacter spp. Antimicrobianos. Perfil de resistncia

ALTERAES MORFOLGICAS DE MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS APS EXPOSIO AO EUPOMATENIDE-5

Letcia Sayuri Murase, Luciana Dias Ghiraldi Lopes, Jean Eduardo Meneguello, Paula Aline Zanetti Campanerut- S, Claudia Terencio Agostinho, Mariana Lopes Ortiz, Rose Zanoni da Silva, Vera Lucia Dias Siqueira, Regiane Bertin de Lima Scodro, Celso Vataru Nakamura,Rosilene Fressatti Cardoso. le.murase@gmail.com INSTITUIO: Universidade Estadual de Maring.

Introduo: A tuberculose (TB) uma doena infectocontagiosa que tem como principal agente causador a bactria Mycobacterium tuberculosis. Atualmente, a TB representa um grande problema mundial de sade, principalmente quando associada a co-infeco pelo vrus da imunodeficincia humana (HIV). Em 2014, foram reportados 9,6 milhes de casos de TB ao redor do mundo, relacionados a fatores ligados aos aglomerados humanos, desnutrio, fatores socioeconmicos e baixa resistncia

imunolgica do hospedeiro. O tratamento da doena consiste no uso dirio de quatro frmacos por dois meses (isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol) e isoniazida e rifampicina por quatro meses, o que acarreta problemas de adeso. Baseado nisso, existe a urgente necessidade da busca por novas opes de frmacos, como extratos do gnero Piper, que j foram descritos por apresentarem atividade como antibacteriano, anti-Leishmania, anti-Trypanosoma e anti-cncer. A substncia eupomatenide-5 (EUP-5), obtida da planta Piper solmsianum, apresenta uma tima Concentrao Inibitria Mnima (CIM) contra M. tuberculosis e timo ndice de seletividade previamente determinados. Objetivo: Analisar alteraes morfolgicas de M. tuberculosis aps a exposio ao EUP-5. Material e mtodos: A cepa de referncia M. tuberculosis H37Rv ATCC 27294 foi cultivada por 15 dias e exposta a 1\2 da concentrao inibitria mnima (0.975 g/mL) de EUP-5 por 12, 24 e 48 horas. Um cultivo no exposto ao EUP-5 foi utilizado como controle. As suspenses bacterianas de cada tempo de exposio foram fixadas em glutaraldedo 2,5%, aderidas a uma lamnula com poli-L-lisina, desidratadas em escala etanlica e secas por fludo supercrtico de dixido de carbono. As amostras foram metalizadas com ouro e as fotomicrografias obtidas em microscpio eletrnico de varredura Quanta-250 (Fei, USA). Resultados: Aps 12 horas de exposio ao EUP-5, observou-se um intumescimento das clulas com manuteno da forma bacilar. Em 24 e 48 horas, houve uma reverso do perfil tpico bacilar para uma forma cocide, com rugosidades e aparecimento de vesculas na parede micobacteriana. Concluso: A exposio de M. tuberculosis ao EUP-5 induz perturbaes na fisiologia bacilar, promovendo alteraes em sua forma e parede celular. Palavras-chave: Mycobacterium tuberculosis, eupomatenide-5, microscopia eletrnica de varredura. Fonte de financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico.

A LUVA CIRRGICA COMO FATOR PARA A REDUO DAS INFECES DE STIO CIRRGICO

Rayane Nascimbeni Maldonado, Christiane Sayuri Ito Yonekura, Amanda Salles Margatho, Patricia Aroni, Lgia Fahl Fonseca. rayane_nascimbeni@hotmail.com

INSTITUIO: Hospital Regional Universitrio do Norte do Paran,

Introduo: As luvas estreis so consideradas uma barreira importante na reduo da contaminao do stio operatrio pela flora microbiana presente nas mos da equipe cirrgica. Tendo em vista que a diminuio da taxa de infeco de stio cirrgico um objetivo almejado pelas instituies de sade, residentes de Enfermagem Perioperatria, professores desta especializao e enfermeiros de um hospital escola do norte do Paran propuseram a realizao de um protocolo gerenciado, o qual tem como objetivo verificar as evidncias em relao s prticas da assistncia intraoperatria e implant-las, com o

mailto:le.murase@gmail.commailto:rayane_nascimbeni@hotmail.com

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intuito de reduzir as infeces das feridas operatrias relacionadas aos fatores exgenos. Objetivo: Buscar evidncias da literatura sobre as melhores prticas do uso de luvas cirrgicas e suas trocas no intraoperatrio, no que tange prevenir a infeco do stio cirrgico. Mtodo: Trata-se de uma reviso narrativa de literatura. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Cincias da Sade (LILACS) e PubMed, para responder a seguinte pergunta de pesquisa: A troca das luvas durante o procedimento cirrgico ou o uso de duas luvas reduzem as infeces de stio cirrgico?. Resultados: Foram selecionados revises sistemticas, ensaios clnicos e guidelines publicados nas lnguas portuguesa e inglesa, sem delimitao de perodo, com resumos e textos completos disponveis. Verificou-se que no h evidncias fortes que recomendem a troca das luvas durante a cirurgia tampouco o uso de duas luvas para a preveno ou reduo da i