A utilização da toxina botulínica do tipo A (BOTOX)

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toxina botulnica uma protena de origem biolgica, comercializada e conhecida pelo nome de BOTOX, a qual tem mudado a vida de pacientes com distrbios neurolgicos e agora considerada uma grande aliada no tratamento de reabilitao, embora seus benefcios j tenham sido comprovados h anos no campo da esttica.

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    Fisioterapia Neurofuncional

    11/05/2005 - 21h44 - Atualizado em 09/08/2008 - 13h26Luna Petermann - JUIZ DE FORA(MG) TAMANHO DA FONTE A- A+

    A utilizao da toxina botulnica do tipo A (BOTOX)RESUMO A toxina botulnica uma protena de origem biolgica, comercializada e conhecidapelo nome de BOTOX, a qual tem mudado a vida de pacientes com distrbios neurolgicos e agora considerada uma grande aliada no tratamento de reabilitao, embora seus benefciosj tenham sido comprovados h anos no campo da esttica.

    Ela vem sendo utilizada com muito sucesso no tratamento de pacientes com paralisia cerebral,traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, leses medulares e outras patologias do sistemanervoso central, com o objetivo de amenizar o quadro de espasticidade (aumento do tnus)caracterstico destas patologias e que constitui atualmente um dos maiores obstculos para areabilitao neurolgica. Portanto, com a utilizao do BOTOX, a espasticidade controlada e otratamento se torna mais eficaz, gerando resultados mais amplos os quais tornam os pacientes maisindependentes e socialmente ativos. Palavras chaves: Toxina botulnica, BOTOX, espasticidade,distrbios neurolgicos.

    INTRODUO

    A toxina botulnica do tipo A (BOTOX) foi estudada inicialmente por ser a causadora do chamadobotulismo, isto , envenenamento atravs da bactria gram negativa e anaerbica Clostridiumbotulinium, onde a neurotoxina atinge a juno mioneural, gerando um quadro clnicocaracterizado por: diplopia, disfagia, miastenia e insuficincia respiratria, portanto, podendo serfatal (Blakiston, 1982). No entanto, isso acontece somente quando o indivduo entra em contatocom uma alta dose da toxina. Ao longo dos anos, estudos demonstraram dados que comprovaramque o BOTOX podia ter uma ao teraputica, quando aplicada em pequenas doses. O primeiro usodesta sustncia de forma teraputica foi feito nos anos 60 por Allan B. Scott, em testes emmacacos. E somente em 1980, os testes comearam a ser feitos em humanos, para o tratamento deestrabismo. Os resultados foram publicados no ano seguinte (Baiocato et al, 1999). Porm, foisomente em 1989 que ela foi registrada e seu uso foi aprovado a oftalmologistas, para o tratamentode espasmos involuntrios da musculatura das plpebras, estrabismo e distonias. Os mdicosperceberam, ento, que o BOTOX tambm tinha efeito sobre as linhas de expresso do rosto,diminuindo ou amenizando as marcas na face e evitando cirurgias plsticas. Os resultados obtidosforam bastante satisfatrios e bem difundidos, de forma que a utilizao do BOTOX atingiu alta

    Botox Training For MD's Hands On Plastic Surgeon Led Class Botox Juvederm Restylane - CMEs NationalLaserInstitute.com/BotoxCirugia Estetica Plastica Fiduciario su opinin. Nueva Jersey / Nueva York www.fallekplasticsurgery.comDr. Daniel B. Itikawa Odontologia Esttica e Restauradora Goinia / GO - (62) 3250.9480 www.drdaniel.com.br

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    receptividade tanto pelos profissionais, quanto pelos clientes, o que fez dele uma das tcnicasmais procuradas da atualidade, por aqueles que buscam uma aparncia mais jovem (Allergan, 2003).E, mais atualmente, por volta de 1990, o estudo continuou em expanso e se voltou para outrasreas, como a neurologia. Uma vez conhecidas as propriedades da toxina, desenvolveram-seestudos sobre o efeito dela sobre a espasticidade, que uma situao clnica comum aps lesoenceflica ou da medula espinhal, a qual caracteriza-se pelo aumento do tnus muscular, aumentodos reflexos miotticos, por movimento muscular flexor exagerado e espasmos muscularesdecorrentes de um estiramento muscular ou no (Greve et al, 2001). Foi atravs dos estudos deSnow et al. (1990), que utilizou BOTOX para tratar a espasticidade de pacientes com EscleroseMltipla e Kronan el al. (1992) que utilizou em crianas com paralisia cerebral, que se concluiu quecom a toxina, podia-se inibir o mecanismo causador da espasticidade, alm de obter uma paralisiareversvel no msculo, que permitir ao fisioterapeuta vencer essa barreira e atingir resultadosmais satisfatrios no processo de reabilitao dos pacientes com quadro neurolgico espstico((Baiocato et al, 1999 e Stokes, 2000). Um ponto que ainda pode ser considerado uma desvantagemda utilizao da toxina o alto custo. Cada dose ainda tem um custo elevado, de forma que nemtodas as classe sociais tm acesso a essa forma de tratamento.

    1. TOXINA BOTULNICA: Conhecida comercialmente e popularmente como BOTOX, a toxinabotulnica do tipo A uma substncia lquida, estril e liofilizada, produzida pela bactria chamadaClostridium botulinium (Blakiston, 1982). A neurotoxina produzida pela bactria em sete tiposdiferentes, os quais so designados pelas letras A, B, C, D, E, F e G. Sendo que a toxina A considerada a mais potente (Baiocato et al, 1999). Uma vez no organismo humano, esta toxina vaiapresentar basicamente duas aes distintas, porm, que complementam. Ela vai ligar-se aosreceptores terminais encontrados nos nervos motores, gerando um bloqueio na conduoneuromuscular e; entra nos terminais nervosos onde inibe a liberao da acetilcolina. Dessa forma,quando injetada por via intramuscular, em doses teraputicas, ela produz uma paralisia muscularlocalizada por denervao qumica temporria. A denervao qumica produz uma atrofia domsculo mas, posteriormente, o msculo acaba desenvolvendo novos receptores extrajuncionaispara a acetilcolina e a debilidade que se instalara acaba se revertendo (Allergan, 2003). Valeressaltar que a ao da neurotoxina no atinge o Sistema Nervoso Central (SNC), ou seja, no hbloqueio da liberao da acetilcolina ou qualquer outro transmissor no SNC, visto que ela, emsituaes normais, no ultrapassa a barreira hemato-enceflica (Baiocato et al, 1999).

    2. ESPASTICIDADE: A espasticidade uma condio clnica que pode ser definida como umaresistncia ao estiramento passivo de um msculo ou de um grupo muscular (hipertonia). Ela dependente da velocidade e se apresenta por reflexos tendinosos exacerbados. Atingepredominantemente os chamados msculos antigravitacionais (flexores de membros superiores eextensores de membros inferiores), provando uma postura caracterstica, de fcil identificao epode ser agravada por fatores externos. Sua importncia clnica descreve, geralmente, leses nosneurnios superiores, as quais so comuns em acidentes vasculares, traumatismos cranianos,traumatismos raquimedulares e inflamaes da medula, como a esclerose mltipla (Stokes, 2000).Levando-se em considerao que um msculo espstico um msculo hiperativo, fcil perceberque isso provoca grande dificuldade de mobilizao, por prejudicar os padres de movimentosnormais (Sgrott, 2004) e, consequentemente, prejudica o trabalho realizado pelo fisioterapeuta,seja a mobilizao passiva, ativa, ou ativa-assistida. De forma que isso traz uma srie de limitaesao processo de reabilitao e na qualidade de vida do paciente (GREVE et al, 2001). Portanto, hanos vem sendo estudados mtodos de diminuir ou amenizar a espasticidade, principalmente asmais severas. Dessa forma, tomou-se conhecimento dos benefcios do uso da toxina botulnica,cujo objetivo inicial era prevenir uma srie de possveis deformidades e proporcionar umrelaxamento da musculatura, capaz de oferecer novas opes e situaes clnicas, as quaisoferecem ganhos importantes, antes impossveis, proporcionado uma reabilitao mais abrangente(Sgrott, 2004).

    3. MECANISMO DE AO DO BOTOX NA ESPASTICIDADE: Em uma unidade neuromuscular normal, umimpulso nervoso d incio liberao de acetilcolina, que faz com que o msculo se contraia. Acontrao muscular hiperativa (espasticidade), independentemente da causa subjacente, caracterizada pela liberao excessiva de acetilcolina no entroncamento neuromuscular (Guyton,1988). O uso de BOTOX pode ser eficaz na reduo desta atividade excessiva, pois ao ser aplicadapor injeo intramuscular no ventre do msculo, verificou-se rpida difuso para junoneuromuscular, interferindo na liberao da acetilcolina causando assim paralisia (Allergan, 2003). Aneurotoxina age seletivamente no final do nervo perifrico colinrgico, inibindo a liberao deacetilcolina. Embora a toxina seja potente na juno neuromuscular, esta habilidade de inibir atransmisso colinrgica no limitada ao final do nervo motor. A toxina tambm capaz de inibir aliberao de transmissores pr e ps-ganglionares do final do nervo colinrgico do sistema nervosoautnomo (Allergan, 2003). O BOTOX provoca uma desnervao qumica reversvel gerando umadegenerao axonal distal e uma ao prolongada, porm, transitria sobre o funcionamento daplaca motora. Deste modo, reduzindo a atividade muscular tnica ou fsica excessiva, levando a umaumento da motricidade ativa e passiva, permitindo um alongamento maior dos msculos injetados(Freund & Medix, 2002). Dessa forma, a aplicao da toxina resulta na inatividade do msculo poralguns meses. Os bloqueios nervosos podem diminuir a atividade muscular ou a dor, dando aopaciente a oportunidade de adquirir novamente os movimentos (Park, 1995 e Skeil & Barnes, 1994in: Stokes, 2000). 3.1. Aplicao e efeito: A aplicao feita atravs do uso de agulhas finas na reaa ser corrigida. Deve ser feita por um profissional mdico treinado e experiente, no prprioconsultrio, pois no h neces

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