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    COMO EU ENTENDO

    LUZ DA ORAO

    Valentim Neto 2014 apontamentos

    vale.aga@hotmail.com

    FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    ESPRITOS DIVERSOS EDITORA O CLARIM

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    NDICE.

    PREFCIO 5 ORAO MULHER 8 ORAO DO JUSTO 9 EM LOUVOR DA ORAO 10 ALGO MAIS NO NATAL 11 ORAO DA CARIDADE 12 VERSO DO SALMO 12 13 A PRECE 14 NA GLRIA DO NATAL 15 ORAO I 17 ORAO DIANTE DA CRUZ 18 PRECE DE GBIO 19 A PRECE DE CERINTO 20 PRECE DE NATAL 21 ORAO NA FESTA DAS MES 22 PRECE DOS FILHOS 23 A PRECE RECOMPE 24 PRECE DO SERVIDOR 25 ORAO II 26 ORAO DA SERVA CRIST 27 PRECE ME SANTSSIMA 28 ANTE O DIVINO MESTRE 29 VOTOS DO SERVO CRISTO 31 PRECE DE FELIX 32 PRECE DO PO 34 PAI NOSSO 35 ORAO ESTRELA DIVINA 36 PRECE ANTE O CU ESTRELADO 38 PRECE DE GRATIDO 39 ESFORO E ORAO 40 O CRCULO DA ORAO 41 PRECE DE ANICETO 42 LOUVOR DE NATAL 43 ORAO ANTE A MANJEDOURA 44 ORAO E PROVAO 46 ROGATIVA DE NATAL 47 NA ORAO 48 PRECE NAS BODAS 49 PRECE DIANTE DA MANJEDOURA 50 ORAO DA FILHA DE DEUS 51 ORAO E ATENO 52 PRECE A INFINITA MISERICRDIA 53 ORAO DA AMIZADE 55 ORAO DAS MENINAS 56 ORAO DO DINHEIRO 57 ORAO NO DIA DOS MORTOS 58 A TERAPUTICA DA PRECE 59 ORAO DOS APRENDIZES 60

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    ORAO E CURA 61 PRECE DE CLEMENTINO 62 ORAO DIANTE DA PALAVRA 63 ORAO CURATIVA 64 ORAO DE ME 67 ORAO E SERVIO 68 MARIA 69 ORAO DO NATAL 70 ORAO DO DISCPULO 71 ORAO DO NATAL I 72 ORA E SERVE 74 PRECE DO NATAL I 75 ORAO DOS JOVENS 76 ORAO DOS MENINOS 77 PRECE E OBSESSO 78 EM TORNO DA PRECE 79 ORAO NO TEMPLO ESPRITA 80 PRECE 81 PETIES DE NATAL 82 PRECE DA CRIANA 84 PRECE I 85 PRECE DE EUSBIO 86 SPLICA DO NATAL 87 SPLICA DE NATAL 88 A ORAO 89 PRECE DA GRATIDO 90 EM PRECE A JESUS 91 PRECE DA UNIO 92 ROGATIVA I 93 ORAO NOSSA 94 ORAO E PROVAO 95 ORAO E RENOVAO 96 ORAO DAS MES 97 PRECE DE ALEXANDRE 98 DIVINO AMIGO, VEM 99 ORAO III 101 PRECE II 103 VI-TE, SENHOR 104 ROGATIVA II 106 A ORAO DA SERVA CRIST 107 ORAO DO SERVO IMPERFEITO 108 VIRGEM 109 EM TORNO DA ORAO 111

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    PREFCIO

    Emmanuel Na bibliografia relacionada prece mais conhecido o trabalho do Rhys Davis, que re-

    colheu textos de budismo arcaico, a compilao de Zimmern e de Gressmann para a religio as-srio-babilnia, a espcie de brevirio de Neumann, limitado prece dos monges da ndia e de diversas tentativas de se recolherem s preces crists. Como no poderia deixar de acontecer, es-sa preocupao se fez sentir no Esprito de Allan Kardec, que nos ofereceu o legado famoso de suas preces, cujas edies no conhecem limite.

    Mas esta a primeira vez que se tenta reunir preces psicografadas, e, o que melhor, de-vidas atividade medinica deste que reconhecido como o mais famoso psicgrafo do mundo: Francisco Cndido Xavier.

    Para quem tenha dvidas quanto ao carter religioso do Espiritismo, este tambm um livro para afastar vacilaes, j que a prece o fenmeno central da vida religiosa. No dizer de Deissmann "a prece caracteriza uma religio, uma poca religiosa, um homem religioso, de ma-neira mais eficaz que a mitologia, a legenda, o dogma, a moral ou a teologia".

    Ora, este livro um vasto panorama em que os Espritos oram. E sendo o Espiritismo a religio dos Espritos, aqui se encontram os elementos mais vlidos para caracteriz-lo, mesmo porque neste contexto no se encontram, obviamente, preces litrgicas, porm alitrgicas e pes-soais, conservando, em ritmos sugestivos e vrios, o dilogo eterno entre o humano e Deus, entre a mente fixada em seu espao e em seu tempo e as energias csmicas.

    Reunimos textos de poetas e escritores famosos j desencarnados, como Humberto de Campos, Ruy e Joo de Deus, mas, igualmente a contribuio de ignoradas Entidades, tais Apa-recida e Aniceto, em expresses desde as mais singelas s mais complexas pelo sentido religioso, de sorte que, lendo estas pginas, nos sentiremos como que suspensos nos fios de um mistrio in-finito em meio ao qual as vozes que se erguem, identificam-se por toda parte, reconhecemos essa substncia central do fato religioso, isto , a forma pela qual a prece encontra sua expresso na latente confiana em uma interveno providencial.

    Um duplo valor, documentrio e potico, justifica esta antologia, um itinerrio formoso e inesperado entre Espritos imobilizados no instante mesmo em que estabelecem seu colquio com Deus.

    "A prece - escreveu Heiler - o corao, o ponto central da religio e no nos dogmas, nas instituies, nos ritos, nas ideias morais que podemos descobrir a substncia da vida religio-sa, mas nesse conjunto de reaes individuais do Esprito religioso em face do cosmos, senti-mento do infinito do espao e do tempo, da ordem e da harmonia do cosmos, do reconhecimento ao mesmo tempo pleno de terror e de maravilha do carter limitado da criatura".

    A caracterizao e anlise de tais sensaes, de seu valor emocional, da apario de ele-mentos ticos e normativos, de elementos de devoo e de elementos racionais na conscincia re-ligiosa, a definio consequente de relaes entre emotividade e racionalidade moral, tais so os elementos que podemos encontrar aqui.

    A prece abre um circuito emocional entre os dois termos fundamentais da experincia re-ligiosa, Deus e o humano e, por tal motivo, julgamos prefervel a organizao dos captulos entre "Meditaes" de Emmanuel, contendo valores de movimento, de posio e de orientao da pre-ce.

    Esse esforo se concretiza com o apndice em que os Espritos exprimem foras positi-vas, determinadas, prestes a se efetivarem, oferecendo elementos para a observao e o estudo constante em regras de comportamento, propondo a concordncia entre a inteno e a ao.

    Foi puramente ocasional que as preces reunidas nesta "Antologia" se distingam pelo ca-rter verbal e potico. Comentando o poder comunicativo da palavra, de que a prece se serve, j Di Nola dizia, concordando com os Evangelhos que o logos, verbum, energia oculta de onde o mundo tira sua forma harmnica, constituindo, ao mesmo tempo, implorao que persuade e se insinua, injuno indiscutvel, pranto aflitivo, exuberncia de um grito de alegria e glria.

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    Uma pesquisa lingustica, ainda que limitada, nos leva a uma confirmao da funo da prece, pois que prece pedido nas palavras prex, precor, da raiz indo-europeia perek (pedir), re-presentativa do conceito de pedir com palavras para obter, comum no snscrito prt (prece), no mbrio persuinu alemo fraga (pedido), no irlands arco (eu oro). Outras vezes representa-se o conceito de prece supplicatio correspondente ao grego proschineo, que vem da raiz pel (dobrar), evidente na palavra supplice - subplico, do grego ichesia que, segundo a conjectura etimolgica mais provvel, vem do radical seich (estender a mo).

    A prece esprita pessoal, individual, alitrgica. evidente que a relao humano-Deus est toda inteira contida na intimidade do Esprito individual, uma predisposio, uma inclina-o do Esprito a solicitar, a glorificar, a se abandonar, , no dizer de Agostinho, a sede que s encontra alvio na paz da fonte divina. Assim sendo, considerar a prece nesse estado de intimida-de, tal como a inexprimvel. As experincias contidas neste livro auxiliam, porm, a compreen-der como possvel passar de uma forma preliminar de prece elaborada prece pessoal propria-mente dita, emocional e mental. A prpria necessidade vital de se extravasar, de se manifestar, leva o indivduo a dar expresso ao seu impulso interior, na tentativa de defini-lo.

    O apndice deste livro, no qual abnegadas Entidades assinam estudos diversos sobre a prece, leva-nos a conceb-la como uma pura condio espiritual do exerccio, de atos de pacifi-cao e passividade numa sucesso gradual de aperfeioamento e de conquistas interiores.

    No que concerne aos Espritos que assinam as diferentes pginas, interessa-nos, sobretu-do, a compreenso do processo de formao de uma conscincia inteiramente livre e marcada pe-los caracteres de personalidades altamente religiosas. De sorte que, como contexto, esta obra concerne particularmente psicologia religiosa, histria de grandes conscincias que se subli-maram e passam a exercer decisiva influncia no desenvolvimento do movimento esprita, que deve levar de volta ao Cristianismo sua verdadeira perspectiva. O estudo de cada uma das pre-ces aqui contidas, sob os recursos de compreenso oferecidos pelo Espiritismo, esclarece todos os mecanismos psicolgicos nos quais ela tem sua origem, no quadro de experincias nitidamen-te espirituais e que promove o impulso prece como uma manifestao puramente interior.

    Por outro lado revela aqui que a prece no pode assumir carter esttico e tradicional se quiser manter seu poder natural de sugesto. Neste sentido lcito considerar que a Prece Domi-nical, proposta por Jesus, uma eficcia inicial, determinando, no exerccio da prece, condies de emoo e contacto com os nveis superiores da realidade, com a finalidade, entretanto, de que, de tal esforo, resulte a centelha inicial da prece pessoal e, conforme o prprio Cristo prope, in-dividual.

    Enquanto as liturgias oficiais entram em decadncia, o Espiritismo esfora-se, por um novo caminho, a motivar a predisposio religiosa natural do esprito humano. Eis o que nos le-vou a realizar esta "Antologia" na qual o leitor poder, atravs de fcil leitura, estabelecer rela-o com a carga emotiva de inteligncias realmente voltadas para uma "religao" e dispostas, conforme a passagem de Paulo, o Apstolo, a vivificar a letra pelo esprito.

    Eis que porque nestas pginas agita-se a labareda, em mais puro estado, da grande religi-o do Consolador Prometido, elaborada na divina ambio de fazer com que se comunique o Eu e o Outro, o Sujeito e o Objeto, o Ser Humano e o Ser Csmico.

    (Apontamentos: Emmanuel nos indica que devemos sair da rotina de uma orao decorada, mesmo sendo o Pai Nosso. Esta orao, como dita por Emmanuel, deve ser