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  • Este documento est disponible para su consulta y descarga en Memoria Acadmica, el repositorio institucional de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educacin de la Universidad Nacional de La Plata, que procura la reunin, el registro, la difusin y la preservacin de la produccin cientfico-acadmica dita e indita de los miembros de su comunidad acadmica. Para ms informacin, visite el sitio www.memoria.fahce.unlp.edu.ar

    Esta iniciativa est a cargo de BIBHUMA, la Biblioteca de la Facultad, que lleva adelante las tareas de gestin y coordinacin para la concre-cin de los objetivos planteados. Para ms informacin, visite el sitiowww.bibhuma.fahce.unlp.edu.ar

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    O enve una carta a Creative Commons, 559 Nathan Abbott Way, Stanford, California 94305, USA.

    2012, vol. 2 no. 1, pp. 6-16

    Ramos, Roberto

    Revista Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales

    Cita sugerida: Ramos, R. (2012) A intertextualidade de Edgar Morin. Revista Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales, 2 (1), 6-16. En Memoria Acadmica. Disponible en:http://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/art_revistas/pr.5216/pr.5216.pdf

    A intertextualidade de Edgar Morin

    www.memoria.fahce.unlp.edu.arwww.memoria.fahce.unlp.edu.arwww.bibhuma.fahce.unlp.edu.arhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/ar/http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/ar/legalcode

  • ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012. ISSN 1853-7863

    ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012., pp. 6-16. ISSN 1853-7863. Red Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales Recibido: 5/4/2012, Aceptado: 11/6/2012

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    AintertextualidadedeEdgarMorin

    RobertoRamosResumoOs textos de Edgar Morin, implicita e explicitamente, trazem influncias filosficas

    diversas.Possuemumaunidade,atravsdaconcepodoParadigmadaComplexidade.

    Tal intertextualidadeseroobjetodeestudodopresenteensaio,comumaabordagem

    qualitativa e transdisciplinar, para que possamos compreender as caractersticas do

    Conhecimentocomplexoeasuarespectivaproduo.

    Palavraschave:FILOSOFIACOMPLEXIDADEINTERTEXTUALIDADE

    ProfessordosCursosdeGraduaoePsGraduaodaFAMECOSPUCRS,Brasil.

  • ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012. ISSN 1853-7863

    ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012., pp. 6-16. ISSN 1853-7863. Red Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales Recibido: 5/4/2012, Aceptado: 11/6/2012

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    AintertextualidadedeEdgarMorin

    RobertoRamosAbstractThe texts of Edgar Morin, implicitly and explicitly, they bring different philosophical

    influences. They have a drive through the design of the Paradigm of Complexity. This

    intertextuality is the object of study of this test, a qualitative approach and

    transdisciplinar,sowecanunderstandthecharacteristicsofcomplexknowledgeandtheir

    respectiveproduction.

    Keywords: PHILOSOPHYCOMPLEXITYINTERTEXTUALITY

    ProfessordosCursosdeGraduaoePsGraduaodaFAMECOSPUCRS,Brasil.

  • ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012. ISSN 1853-7863

    ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012., pp. 6-16. ISSN 1853-7863. Red Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales Recibido: 5/4/2012, Aceptado: 11/6/2012

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    AintertextualidadedeEdgarMorin

    HquemdivinizeoParadigmadaComplexidade.Existemaquelesqueodemonizam.Ambosparecem,em suasdiversidades, senutriremdeumaunidade.Esto agenciadospor uma lgica maniquesta, que se operacionaliza na absolutizao e nos extremos.Esvaziamo sentidohistricodequalquerproduo filosfica, insufladosporuma fontequaseinesgotveldesuperficialidade.

    Os,queodivinizam,parecem,agora, terencontradoasupremae inquestionvelverdade de todo o saber. Convenceramse, com extrema facilidade e com umasuperficialidadeintelectual,orquestradapelosentidodequemleuumlivroenoprecisamaisnada.

    Os,queodemonizam,possivelmente,nem leramqualquer livro,porm j forampersuadidos. Podem afirmar que o Paradigma da Complexidade no um mtodocientfico.Talvez,umdosmtodosmaisdescritoerefletidoemumconjuntodeobras.Ambos parecem que no nutrem uma percepo. No se faz Cincia, sem teorias emtodos, mas, ao mesmo tempo, todos esto atravessados por suas prpriasrelativizaes.Soprodueshistricas,sociaiseculturais,comotalnodetmaverdadeabsoluta,paraensejarumafinquebrantvel.

    O termo,Mtodo, em seu sentido cientfico, tem sido envolto em uma intensaambiguidade.Vemsendopronunciado,semadevidaverosssimilhana.Assimsendo,tudoparece virarmtodo, sem nenhum critrio filosfico e sem nenhuma sustentao desentidorazovel.

    ParaserMtodo,existemalgunsprrequisitosbemclarosenotveis.pertinenteestabelecerumconceitodeConhecimento.Precisaespecificarasformasdesuaproduo.Tambm,necessitacaracterizarasprticasdospesquisadores,aodisponibilizloemumaprticacientfica.Comisso,faretersentido.

    Assimsendo,opresenteensaioprocurarcompreendereexplicaroParadigmadaComplexidade,comoummtodocientfico.Paratanto,investigaremosassuasinflunciasfilosficas,quedialogamcomoutrosmtodos,comoaDialticaHistricoEstrutural(DHE)

  • ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012. ISSN 1853-7863

    ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012., pp. 6-16. ISSN 1853-7863. Red Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales Recibido: 5/4/2012, Aceptado: 11/6/2012

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    e o Estruturalismo, atravs do seu signoobjeto, do seu signo terico e do seu signometodolgico.Cultura:umaessncia Qualquertessiturasemiolgicanoumahomogeneidade, inscritana linearidade.No hmedidas, pesos e volumes iguais e desiguais. A simetria d lugar s relaesassimtricas.Existeoessencialeoaparente, talqualobservouLukcs (1989)arespeitodosfenmenossociais. O essencial o estruturante, que apresenta invarincia. Possui constncia,supratemporalidade e supraespacialidade. Movese pelo simblico. O aparente odeterminado,ocircunstancial,comexpressoconjuntural,movendosepeloseusentidoimaginrio.

    A Cultura, conforme Barthes (s.d., p. 88), so as nossas leituras, as nossasconversaseasnossasmsicas.Significao Intertexto,ograndeconjuntode influnciastextuais, que armazenamos consciente e inconscientemente, sendo produzido ereproduzido,comexplicitudeecomimplicitude.oqueocorrecomEdgarMorin,aotecerassuasconcepesdoParadigmadaComplexidade.

    Nouniverso semiolgicodoParadigmadaComplexidade,encontramosos signosessenciais e os signos aparentes. Os essenciais, pelos seus perfis estruturantes, serocontemplados pela nossa leitura. So os seus trs signos essenciais: o Signoobjeto, oSignotericoeoSignometodolgico.

    O Signoobjeto estabelece o objeto de estudo, singularizado pelo prprioParadigma.desenhadopelaprpria importnciado seuNominalismo.ONomenoumaopoaleatria,nemempreendimentogratuito.Temumpapeldefundao.Tornareal.Concedematerialidade.Transcendeasuatemporalidade.eterno,emseusentidoinvariante.Althusser (1992,p.193)anotaaessencialidadedoNominalismo:Marx iriameensinarqueoNominalismoocaminhorealparaoMaterialismo,abemdaverdade, uma via que s desemboca em simesma, e no conheo formamais profunda doMaterialismo,almdoNominalismo.

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    ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012., pp. 6-16. ISSN 1853-7863. Red Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales Recibido: 5/4/2012, Aceptado: 11/6/2012

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    O papeldonomeprimordial.Materializaacondiodereal.Garanteastrocassimblicasde conhecerede ser reconhecido,de interpelarede ser interpelado.A suapronncia no vazia. Preenchese de plenitude. Representa o aval de vida, demodoativo,comorealidadebiolgicaecultural.Revelase,comoumsignificanteprimordial,emessnciaeporexcelncia.

    Os sujeitos,as instituies,osparadigmas,ou seja, tudoqueambiciona tervidapossui um prrequisito. Precisa de uma nomeao, como um estatuto simblico, quesingularizaas impressesdigitaisdeuma identidade.O termoParadigmapareceserumdospontosdepartida,paraasuacompreenso.Kuhn(2000a,p.67)oobserva,comumsentido especfico. o modelo. O que Plato (1997 b, p. 1331) denominou comoArqutipo.

    Barthes (Ibidem, 1971) refere s relaes Sintagmticas e as Paradigmticas.Asprimeiras trabalham o mesmo pelo mesmo, quase de modo tautolgico. AsParadigmticasomesmo,atravsdooutro.Contemplamaalteridade.Configuramumaperspectivacomplexaarespeitodapercepodarealidade.

    Nessesentido,temosoParadigma,comomodelo,emKuhn,eArqutipo,emPlato. As suas relaes e as suas interrelaes se mobilizam pela perspectiva daalteridade, conforme Barthes. A perspectiva da alteridade sustenta uma categoriadialtica. a Relao, uma realidade s existe, medida que outra realidade tenhaexistncia.Nadaest,absolutamente,separado.Nada,absolutamente,igual.

    AprpriacategoriaRelaonoestseparada.EncontraseemdilogocomoutraLeidaDialtica.aTotalidade,comoorepertriodasrelaeseinterrelaesdaspartescomotodo,articulandoasdimensesobjetivasesubjetivas,emseusaspectosdinmicoseessenciais.OpoporParadigma

    A opo de Morin pelo termo, Paradigma, carrega uma carga cultural. acategoria Relao e a Lei da Totalidade Social, que pertencem ao mtodo Dialtico.Podemos nos interrogar sobre qualDialtica? A caminhada terica emetodolgica do

  • ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012. ISSN 1853-7863

    ReLMeCS, vol. 2, n 1, primer semestre de 2012., pp. 6-16. ISSN 1853-7863. Red Latinoamericana de Metodologa de las Ciencias Sociales Recibido: 5/4/2012, Aceptado: 11/6/2012

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    SujeitoMorin no denega a sua condio de excomunista, discpulo do pensamentomarxista.ADialticaseadjetiva.Aparentasermarxista.Morin(1999b,p.3132)fazumresgate