A DOUTRINA DE BUDA - ?· Maravilhada com a beleza das flores Asoka (Jonesia Asoka Roxb), ... simpatia…

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<ul><li><p> 1 </p><p>A DOUTRINA DE BUDA BUDA Captulo I: Sakyamuni Buda 02 I A Vida de Buda 02 II ltimo Ensinamento de Buda 05 Captulo II: O Buda Eterno e Glorificado 06 I Sua Compaixo e Votos 06 II A Salvao Que Buda Nos Oferece - Os Mtodos 07 III O Buda Eterno 09 Captulo III A Forma de Buda e Suas Virtudes 10 I Os Trs Aspectos do Corpo de Buda 10 II A Manifestao de Buda 11 III A Virtude de Buda 12 DHARMA Captulo I : Causao 14 I As Quatro Nobres Verdades 14 II Causalidade 15 III Originao Dependente 16 Captulo II : A mente do Homem e a Forma Real das Coisas 17 I A Impermanncia e A Negao do Ego 17 II A Estrutura da Mente 18 III A Forma Real das Coisas 19 IV O Caminho do Meio 21 Captulo III: A Natreza de Buda 23 I A Mente de Pureza 23 II A Natureza Bdica 25 III A Natureza Bdica e a Negao do Ego 27 Captulo IV: As Ms Paixes 29 I A Natureza Humana 29 II A Natureza do Homem 31 III A Vida do Homem 32 IV A Verdade Sobre a Vida Humana 34 Captulo V: A Salvao Oferecida por Buda 36 I Os Votos do Buda Amida 36 II A Terra de Pureza do Buda Amida 39 A ASCESE Captulo I: O Caminho da Purificao 40 I Purificao da Mente 40 II A Boa Conduta 43 III O Ensino Atravs da Fbulas 47 Captulo II: O Caminho da Rrealizao Prtica 52 </p></li><li><p> 2 </p><p> I A Busca da Verdade 52 II Os Caminhos da Prtica 57 III O Caminho da F 62 IV Aforismos Sagrados 64 A FRATERNIDADE Captulo I: Os Deveres da Fraternidade 68 I Os Irmos Sem Lar 68 II Os Irmos Leigos 70 Captulo II: Guia Prtico do Verdadeiro Viver 74 I A Vida em famlia 74 II A Vida das Mulheres 78 III Em Prol de Todos 80 Captulo III: Construindo a Terra de Buda 84 I A Harmonia da Fraternidade 84 II A Terra de Buda 87 III Os Que Enalteceram a Terra de Buda 88 BUDA CAPITULO I - SAKYAMUNI7 BUDA / I - A VIDA DE BUDA 1. A tribo Sakya, governada pelo Rei Shuddhodana Gautama, vivia na encosta sul do Himalaia, ao longo do rio Rohini. Este Rei estabelecera sua capital em Kapila, onde construra um grande castelo, do qual governava sabiamente, conquistando assim a simpatia de seus sditos. A Rainha chamava-se Maya, cujo pai era tio do Rei e que tambm era soberano de um distrito vizinho, do mesmo cl Sakya. Durante vinte anos, o casal real no teve filhos. Uma noite, entretanto, a Rainha Maya ficou grvida quando viu, num sonho, um elefante branco entrar em seu ventre, atravs da axila direita. Com a notcia, o Rei e o povo esperaram com incontida ansiedade o nascimento do prncipe. Atendendo tradio, a Rainha voltou casa paterna, para dar luz, ficando a meio caminho, no Jardim Lumbini para repousar, num alegre e bonito dia de primavera. Maravilhada com a beleza das flores Asoka (Jonesia Asoka Roxb), estendeu seu brao direito para apanhar um ramo; ao fazer este movimento deu luz um prncipe. Todos manifestaram sua sincera alegria com a glria da Rainha e seu filho. Cu e Terra se regozijaram. Era o dia oito de abril. Sentindo uma imensa alegria, o Rei chamou seu filho Siddhartha, que significa Todos os desejos cumpridos . 2. No palcio real, entretanto, alegria seguiu-se uma profunda tristeza, pois, em breve tempo, morria repentinamente a amvel Rainha Maya; sendo o prncipe criado com carinho e desvelo por Mahaprajapati, irm mais nova da Rainha. Um ermito, Asita, que vivia nas montanhas prximas, vendo um brilho ao redor do castelo e julgando isso como um bom pressgio, desceu at o palcio, onde lhe foi apresentada a criana. Predisse ele ento: Este Prncipe, se permanecer no palcio, aps a juventude, tornar-se- um grande rei e governar o mundo todo. Porm, se abandonar a vida palaciana e abraar a vida religiosa, tornar-se- um Buda, o Salvador do Mundo. </p></li><li><p> 3 </p><p> A princpio, o Rei estava contente com esta profecia, mas aos poucos, comeou a se preocupar com a possibilidade de seu nico filho vir a deixar o palcio e tornar/se um monge errante. Aos sete anos de idade o Prncipe comeou os estudos em letras e artes militares, mas seus pensamentos dirigiam-se naturalmente para outras coisas. Num dia de primavera, o Prncipe e Rei saram do castelo e juntos observavam um agricultor ao arado. De repente, o Prncipe viu um pssaro descer ao solo e apanhar um pequeno verme revolvido pelo arado do lavrador. Entristecido, sentou-se sombra de uma rvore e refletiu sobre o acontecido, murmurando a si mesmo: Oh! Por que todos os seres vivos se matam uns aos outros? Ele, que havia perdido sua me logo depois do nascimento, encontrava-se profundamente tocado pela tragdia destes pequenos seres. Esta ferida espiritual aprofundava-se cada vez mais medida que ele crescia. Como uma pequena escoriao em uma rvore jovem, o sofrimento da vida humana tornava-se profundamente mais patente em sua mente. O Rei se preocupava muito, toda vez que se lembrava da profecia do eremita, e tentava por todos os meios divertir o prncipe e dirigir seus pensamentos para outras direes. Quando o Prncipe completou dezenove anos, o Rei arranjou-lhe casamento com a Princesa Yashodhara, filha de Suprabuddha, o senhor do Castelo Devadaha e irmo da extinta Rainha Maya. 3. Durante dez anos, em diferentes Pavilhes da Primavera, do Outono e da Estao chuvosa, o Prncipe viveu mergulhado nas rodas de msica, dana e prazeres, mas sempre seus pensamentos volviam para o problema do sofrimento, quando tentava, melancolicamente compreender o verdadeiro significado da vida humana. As glrias do palcio, este corpo saudvel, esta alegre juventude! Que significam para mim? - pensava ele. Um dia, poderemos estar doentes, ficaremos velhos, da morte no h escapatria. Orgulho da juventude, orgulho da sade, orgulho da existncia; - todas as pessoas sensatas deveriam deix-los de lado. Um homem, lutando pela existncia, procurar naturalmente auxlio. H duas maneiras de se buscar auxlio: a correta e a errada. Procur-lo de forma errada significa que, enquanto se reconhece que a doena, a velhice e a morte so inevitveis, busca-se ajuda entre a mesma classe de coisas vazias e transitrias. Procurar ajuda de maneira correta, reconhecendo a verdadeira natureza da doena, velhice e da morte, busc-la naquilo que transcende todos os sofrimentos humanos. Neste palcio vivendo uma vida de prazeres, pareo estar procurando auxlio de maneira errada. 4. Assim, o conflito mental continuou a atormentar o esprito do Prncipe, at a idade de vinte e nove anos, quando nasceu seu nico filho Rahula. Este acontecimento levou o Prncipe a abandonar o palcio e buscar soluo para sua inquietude mental, na vida errante de um monge mendicante. Tomada a deciso, abandonou o castelo, em companhia de seu nico criado, Chandaka, montado em seu cavalo branco, Kanthaka. Suas preocupaes mentais no se findaram e muitos demnios o tentaram, dizendo: Ser-lhe-ia melhor voltar ao castelo e procurar outra soluo; a ento todo o mundo ser seu . Soube ele, entretanto, silenciar os demnios, com a convico de que nada mundano poderia jamais satisfaze-lo. Assim, rapou a cabea e dirigiu-se par o sul, com uma tigela de monge mendicante na mo. Primeiramente, o Prncipe visitou o eremita Bhagava e observou suas prticas ascticas; depois esteve com Arada Kalama e Udraka Ramaputra, para aprender seus mtodos de meditao, mas depois de pratic-los convenceu-se de que eles no </p></li><li><p> 4 </p><p>poderiam conduzi-lo Iluminao. Finalmente, foi ao pas de Magadha e praticou ascetismo na floresta de Uruvela, nos bancos do rio Nairanjana, que corre perto do Castelo Gaya. 5. Seus mtodos de ascetismo foram incrivelmente intensos. Estimulava-se a si mesmo com pensamento de que nenhum asceta do passado, do presente ou do futuro jamais praticou ou praticar exerccios to severos quanto eu. No conseguindo, porm, atingir seus objetivos, mesmo com estas severas prticas de ascetismo, o Prncipe as abandonou, aps ter passado seis anos na floresta. Banhou-se no rio Nairanjana e aceitou uma xcara de leite que lhe fora oferecida por uma mulher, Sujata, que vivia numa aldeia prxima. Os cinco companheiros que, durante seis anos, acompanharam o Prncipe em suas prticas ascticas, viram-no, com consternao aceitar leite das mos de uma mulher; por este motivo, julgando que ele se havia degenerado, abandonaram-no prpria sorte. Assim, o Prncipe ficou sozinho. Encontrava-se ainda combalido, mas, com o risco da prpria vida, encetou um novo perodo de meditao, com a determinao seguinte: ? Mesmo que o sangue se esgote, mesmo que a carne se decomponha, mesmo que os ossos caiam em pedaos, no arredarei os ps daqui, at que encontre o caminho da Iluminao. Foi deveras uma luta intensa e incomparvel! Sua mente, desesperada, abrigava pensamentos confusos, a escurido persistia em told-la, e ele suportou o assdio dos demnios. Mas, cuidadosa e pacientemente, conseguiu sobrepuj-los. To rdua foi a luta que seu sangue se dilui, sua carne caiu em pedaos e seus se partiram. Quando a estrela dalva despontou no oriente, a luta havia terminado e a mente do Prncipe desanuviou-se e ficou to clara quanto a aurora. Ele havia, finalmente, encontrado o caminho da Iluminao, tornando-se em oito de dezembro, aos trinta e cinco anos de idade, um Buda. 6. A partir deste momento, o Prncipe passou a ser conhecido por diferentes nomes: uns o chamavam de Buda, o Perfeitamente Iluminado; outros, de Sakyamuni, o Sbio do Cl Sakya; outros ainda chamavam-no de o Sbio do Mundo. Primeiramente, ele foi a Mrigadava, em Varanasi, onde viviam os cinco monges mendicantes, que, durante seis anos, o acompanharam em sua vida asctica. A princpio, eles o evitaram, mas aps terem conversado com ele, passaram a acreditar nele e se tornaram seus primeiros seguidores. A seguir, foi ao Castelo Rajagriha, onde ganhou a simpatia do Rei Bimbisara e se tornaram amigos para sempre. Da, percorreu o pas, pregando seus ensinamentos. Assim como os sedentos buscam a gua para mitigar a sede e os famintos buscam o alimento, os homens a ele acorriam. Deste modo, dois grandes mestres, Sariputra e Maudgalyayana e seus dois mil discpulos vieram ter a ele. A princpio, o pai de Buda, Rei Shuddhodana que ainda, intimamente, sofria com a deciso tomada por seu filho em deixar o palcio, no lhe deu ouvidos, mas depois tornou-se seu mais fiel discpulo: a me de criao de Buda, Mahaprajapati, sua esposa, a Princesa Yashodhara e assim como todos os membros do cl Sakya nele acreditaram e o seguiram. E muitos outros tornaram-se seus devotados e fiis seguidores. 7. Durante quarenta e cinco anos, Buda percorreu o pas, pregando seus ensinamentos. Aos oitenta anos de idade, em Vaisali, em seu caminho para Shravasti, vindo de Rajagriha, ficou muito doente e predisse que dentro de trs meses ele estaria adentrando o Nirvana. Mesmo assim, continuou sua viagem at Pava, onde aceitando </p></li><li><p> 5 </p><p>comida oferecida por um ferreiro, Cunda, teve sua doena agravada criticamente. No obstante os grandes sofrimentos e fraqueza, ele prosseguiu a viagem, at chegar floresta de Kusinagara. Ali, postado entre duas grandes rvores sala (Vatica Robusta), continuou a ministrar dedicadamente seus ensinamentos aos discpulos, at o seu ltimo momento. Assim, com a conscincia tranqila pelo dever cumprido, o maior de todos os mestres e o mais amvel dos homens adentrava o almejado Nirvana. 8. Seu corpo foi cremado, em Kusinagara, por seus amigos, sob orientao de Ananda, o discpulo favorito de Buda. Sete governantes vizinhos e o Rei Ajatasatru, de Magadha, pediram que as cinzas fossem divididas entre eles. Como o Rei Kusinagara, a princpio, no concordasse com isso, a disputa quase termina em guerra, mas com a interveno de um homem sbio, de nome Drona, a crise foi superada e as cinzas foram repartidas entre oito grandes pases. As cinzas da pira funerria e os vasos contendo os restos mortais de Buda foram dados a dois outros governantes, para serem honrados e conservados como relquia em monumentos especialmente construdos para esse fim. II - LTIMO ENSINAMENTO DE BUDA </p><p> 1. Estando em Kusinagara , no bosque de rvores sala, Buda proferiu os ltimos ensinamentos a seus discpulos, dizendo-lhes: Fazei vs mesmos uma luz. Confiai em vs mesmos: No dependais de mais ningum. Fazei de meus ensinamentos a vossa luz: Confiai neles; no dependais de nenhum outro ensinamento. Considerai o vosso corpo, pensai em sua impureza; sabendo que a dor e o prazer so causa de sofrimento, como podeis ser coniventes com seus desejos? Considerai o vosso corao, pensai em sua inconstncia, como podeis cair em iluso e alimentar o orgulho e o egosmo, sabendo que tudo termina em sofrimento inevitvel? Considerai todas as substancias, podeis nelas encontrar algum eu duradouro? No so elas um agregado que mais cedo ou mais tarde se partir em pedaos e se dispersar? No vos desconcerteis com a universalidade do sofrimento, segui os meus ensinamentos, mesmo depois de minha morte, e estareis livres do sofrimento. Fazei isso e sereis verdadeiramente meus discpulos. 2. Caros discpulos, os ensinamentos que vos dei nunca devem ser esquecidos ou abandonados. Eles devero ser sempre entesourados, meditados e praticados! Se seguirdes estes ensinamentos, sereis sempre felizes. O propsito destes ensinamentos controlar vossa prpria mente. Abandonai a cobia, e conservareis o corpo ntegro, a mente pura e vossas palavras sero as palavras da verdade. Se nunca esquecerdes o carter transitrio da vida, podereis resistir ganncia, ira e podereis tambm evitar todos os males. Se vossa mente for seduzida e enredada pela cobia, deveis dominar e controlar a tentao, sede o senhor de vossa prpria mente. A mente de um homem pode faze-lo um Buda ou uma fera. Corrompido pelo erro, torna-se um demnio; iluminado, torna-se um Buda. Controlai, portanto, vossa prpria mente e no deixeis afastar do caminho correto. </p></li><li><p> 6 </p><p>3. Com estes ensinamentos, deveis respeitar-vos uns aos outros e abster-vos de disputas; no deveis, como a gua e o leo, repelir-vos mutuamente, deveis, isto sim, como o leite e a gua, combinar-vos. Estudai juntos, aprendei juntos e praticai juntos estes ensinamentos. - No desperdiceis vossa mente e tempo com o dio e com a discrdia. Desfrutai das flores da Iluminao, quando ela a vs se apresentar e colhei os frutos deste caminho correto. Os ensinamentos que vos tenho dado, eu os adquiri, seguindo, por mim mesmo, o caminho da Iluminao. Deveis, portanto, segui-los e sujeitar-vos sua essncia em toda ocasio, quando ela a vs se apresentar e colhei os frutos deste caminho correto. Se os negligenciais, porque realmente nunca me encontrastes. Isto significa que estais longe de mim, mesmo que estejais comigo; porm se aceitais e praticais meus ensinamentos, ento, estais bem prximo de mim, ainda que vos encontreis distante. Caros discpulos, o meu fim est se aproximando, a nossa desp...</p></li></ul>